Homem gasta US$ 79 mil comprando 99 iPhones 6 para propor casamento à namorada: ela diz ‘Não’

Programador chinês fofo gasta salário anual de dois anos e arruma os aparelhos no chão em forma de coração

Publicado em O Globo

O dia 11 de novembro na China é comemorado como o “Dia dos Solteiros”, que é simbolizado pelo “11-11” e é uma ocasião em que as pessoas vão às compras em peso. No país, quando se aproxima o dia festivo, quem ainda não arranjou casamento trata de se apressar para não chegar à famigerada data sem parceiro firme em vista.

Foi o que fez um jovem programador chinês da empresa 37Wan Network Technology, em Guangzhou, que decidiu inovar na proposta de casamento à sua namorada. Ele gastou o salário de dois anos para comprar 99 aparelhos iPhone 6, gastando o equivalente a US$ 79 mil e chamou os amigos para o grande dia.

Com os aparelhos ainda nas caixas, eles os arrumou mimosamente em formato de coração no chão de um estacionamento. Reuniu os amigos em círculo em torno da romântica figura, pediu a alguém para fotografar o momento do alto de um prédio adjacente, pegou lindas flores e trouxe sua amada ao centro da figura, propondo-lhe casamento e amor eterno.

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Só que, infelizmente, ela disse… não.

Para piorar a situação, o amigo fotógrafo revelou-se um verdadeiro espírito de porco, divulgando as fotos do fiasco na rede social chinesa Weibo e transformando o infortúnio do rapaz em factoide mundial.

O post original no Weibo pode ser visto em <http://goo.gl/o30vQ9>.

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Amigos transformam van em uma lavanderia móvel para ajudar moradores de rua

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Publicado no Hypeness

Para trazer um pouco mais de dignidade à vida dos moradores de rua, há quem crie bazares gratuitos ao ar livre ou que use seu tempo e conhecimento para distribuir cortes de cabelo. Em Brisbane, na Austrália, os amigos Lucas Patchett e Nicholas Marchesi, ambos de 20 anos, decidiram colaborar com a higiene desses sem-teto ao criar a Orange Sky Landry, uma lavanderia móvel criada dentro de uma van.

Com a ajuda de doações, eles compraram uma máquina de lavar e uma de secar roupas, bem como um gerador. Após diversas modificações no veículo, os dois amigos dirigem pelas ruas da cidade oferecendo aos moradores de rua a chance de lavarem suas roupas e cobertores. Por hora até 20 kg de roupas podem ser lavadas. Agora, a ideia criar parcerias com outras ONGs para permitir que, enquanto as pessoas esperam pelas roupas, elas possam se alimentar ou fazer check-ups médicos rápidos.

Para 2015, o plano é viajar a Austrália inteira ajudando moradores de rua e, quem sabe, até mesmo aumentar a frota.

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lavanderia-movel6Todas as fotos © Orange Sky Laundry

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Morre americana com câncer que anunciou suicídio assistido

Brittany Maynard foi diagnosticada em janeiro com um tumor no cérebro

A americana Brittany Maynard tinha 29 anos e era recém casada - Reprodução
A americana Brittany Maynard tinha 29 anos e era recém casada – Reprodução

Publicado em O Globo

A americana que sofria de um câncer terminal se suicidou no sábado, depois de anunciar que o faria, provocando uma onda de debates sobre o direito de morrer.

Brittany Maynard, de 29 anos, foi manchete na imprensa internacional no mês passado, depois de divulgar um vídeo na internet anunciando que iria se suicidar.

“Adeus a todos os meus queridos amigos e familiares que amo. Hoje é o dia que eu escolhi para partir com dignidade diante de minha doença terminal, esse terrível câncer no cérebro que levou tanto de mim… mas poderia ter tomado muito mais” escreveu em uma mensagem circulou amplamente pelas redes sociais, compartilhadas por milhões de usuários.

“O mundo é um lugar bonito, viagens tem sido o meu melhor professor, meus amigos mais próximos e os meus pais são os que mais têm me dado. Tenho mesmo um círculo daqueles que me acompanham ao redor da minha cama enquanto eu escrevo… Adeus mundo. Compartilhem energia boa. Vale a pena!”

Maynard havia anunciado em um vídeo que acabaria com sua vida em 1 de novembro para não sofrer os estragos do seu tumor cerebral, mas na terça-feira disse: “ainda não é o momento certo para morrer”.

“Ainda me sinto suficientemente bem e ainda tenho alegria suficiente e sigo rindo e sorrindo junto à minha família e amigos, pelo que parece que ainda não chegou o momento adequado”, explicou em um novo vídeo divulgado na noite de terça-feira.

A psicóloga americana começou a ter enxaquecas fortes e recorrentes no final de 2013, pouco depois de se casar com Dan Diaz. Em janeiro deste ano ela teve o diagnóstico de um dos tipos mais graves de tumor cerebral maligno, chamado glioblastoma. Brittany logo foi submetida a duas cirurgias, que contiveram o câncer e renderam-lhe um prognóstico de mais dez anos de vida. No entanto, em abril, os médicos constataram que o tumor voltou maior e mais agressivo. O prognóstico de vida mudou para só seis meses.

Um porta-voz de Maynard disse há algumas semanas que a mulher planejava morrer pela ingestão de uma combinação letal de barbitúricos em 1 de novembro, devido a dores de cabeça constantes e outros efeitos que lhe causou o tumor.

Maynard e seu marido decidiram se mudar da Califórnia para Oregon, um dos poucos estados americanos que permitem a eutanásia.

Um médico poderia em consequência prescrever os medicamentos necessários para terminar com sua vida, cercada por sua família, na cama que dividia com o marido.

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Discussão política no Facebook abala relações de internautas com amigos

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Publicado no G1

Discussões sobre política nas redes sociais, especialmente a respeito das eleições, têm causado consequências diretas na vida real de algumas pessoas. Amigos de infância estão brigando, excluindo um ao outro do convívio pela internet e, nos casos mais graves, até da relação pessoal. E não é só entre amigos que a coisa está ficando complicada: o ambiente familiar também está se estremecendo em algumas situações. Segundo o Safernet, em relação ao mesmo período do ano anterior, o número de denúncias sobre crimes de ódio na internet mais que triplicou nos dias próximos da votação.

É o caso da coordenadora de programação Flávia Lopes, 40 anos, que expõe publicamente seu posicionamento político em sua página no Facebook. Ofensas pessoais, posts que vão contra os direitos constitucionais dos brasileiros e xingamentos são motivos suficientes para exclusão. “Eu tento o diálogo, mas acabo excluindo amigos e parentes que têm pensamento considerado mesquinho, tacanho e muito agressivo.”

Para Célia Leão, consultora de etiqueta e marketing pessoal, “o respeito precisa imperar, principalmente entre parentes e amigos. É preciso haver equilíbrio e muito cuidado com o que for escrever nas redes sociais.”

Flávia revelou que, desde o início do processo eleitoral brasileiro, excluiu três parentes, três amigos de infância e mais de 20 conhecidos de sua rede social. “Tirei gente da minha família, como primo e tio. Excluo do Facebook para não ver mais os posts deles e para que eles não vejam mais os meus. Não é só pelo posicionamento político ou partidário. Sou contra recados homofóbicos e cartilhas conservadoras.”

A efervescência da página de Flávia no Facebook é tão grande entre os familiares, que a mãe dela disse que estava preocupada com isso. A declaração foi feita enquanto a reportagem do G1 estava na casa dela, o que gerou risos da filha. “Está vendo? É sério.”

Exclusões e bloqueios

Apesar de parecer radical nas exclusões, Flávia mantém o bom humor mesmo diante dos ataques pela internet. “Em uma ocasião, um amigo postou uma mensagem falsa no Facebook e fui argumentar com ele que aquilo não tinha procedência. Ele me desafiou a provar o que estava dizendo. Comecei a postar tudo detalhadamente. Em determinado momento, um amigo dele, que é policial, começou a me ofender, a me atacar. Tudo bem, deixei de lado, mas um dia esse cara apareceu na minha página e começou a me atacar em outros posts. Ele parou quando se deu conta de que estava em minha página e não na do nosso amigo em comum.”

Célia afirmou que é preciso “respirar antes de dar o ‘enter’ na mensagem e publicar algo numa rede social. Em algumas situações, o silêncio é a resposta mais contundente, é o melhor ataque.”

Flávia lembrou que chegou a ser acusada de receber dinheiro de um partido para fazer os posts que faz. “Nunca recebi dinheiro de partido. Não sou defensora de nenhum partido. Teve até quem falasse da minha vida sexual. Aí eu entrei na brincadeira e comecei a provocar o sujeito que me atacava até ele parar.”

A consultora de etiqueta lembrou que postou em sua página pessoal um texto, com a temática das eleições, afirmando defender a democracia e que as pessoas de seu círculo de convívio deveriam se conter para que seus posts não fossem excluídos. “Fiz um texto enorme falando que a democracia é respeitar o que o outro pensa. Há liberdade de expressão, mas é preciso ter limites. Se você discorda de alguém, vá para sua página e discorde lá, nunca embaixo do post da outra pessoa”, disse Célia.

“Fora do ringue”

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O fotógrafo Alexandre Frata, 40 anos, disse que tem embates ferozes com o amigo e músico Fábio Hoffman quando o tema é política, mas sempre pela internet. “Fui ao aniversário dele, no dia anterior ao da votação, e já falei que não falaríamos sobre política para não ‘sairmos na mão’. Eu sou mais esquentado do que ele, mas nunca chegamos às vias de fato. Nem por política, nem por futebol.”

A professora de etiqueta do Senac, Monayna Pinheiro, disse que é preciso “entender que estamos em uma rede social e é inevitável a crítica às suas opiniões. A discussão é saudável, desde que seja equilibrada, sem palavrões e ofensas.”

Frata lembrou que tocou em uma banda com o amigo “rival” e que duas das músicas próprias, composições de um baixista, abordavam o tema política. “Somos amigos há mais de 20 anos, tivemos banda por 13 anos juntos, eu tocando bateria e ele tocando guitarra. Sempre me dei melhor com ele do que com o baixista, por exemplo. Tinha uma música ‘Quem quer que seja’ que era praticamente um hino ao anarquismo. Faz um tempo que não voto em candidato algum, para cargo algum.”

Hoffman disse que as conversas que costumam ter são saudáveis e baseadas em argumentos que cada um considera correto. “Sempre tivemos desavenças políticas. Tenho um pé mais no conservadorismo do que ele [Alexandre].”
O amigo afirmou que evita ainda mais o tema política com pessoas desconhecidas. “Se não converso sobre política com amigo, que pela amizade a gente acaba tendo mais liberdade para falar alguma coisa mais dura, com alguém desconhecido nem pensar em falar no tema”, explicou Frata.

Dados da Safernet, entidade que recebe denúncias de crimes cibernéticos, indicam que entre 28 de setembro (data do debate na TV em que Levy Fidelix fez declarações consideradas homofóbicas) e 6 de outubro (o dia seguinte ao primeiro turno) houve 3.734 denúncias sobre crimes de ódio na internet. Esse número é mais do que o triplo do acumulado no mesmo período no ano passado – 1.221 denúncias.

Código de etiqueta

Monayna disse que é preciso que as pessoas considerem os efeitos provocados pela velocidade da informação na internet. “Tudo é muito rápido, às vezes as pessoas não têm essa dimensão da velocidade. É preciso mudar o ‘penso, logo posto’ que acontece muito. Se você se expõe numa rede precisa ter maturidade para enfrentar as consequências. Não sabe brincar? Não desce para o playground.”

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Campanha do Ministério da Justiça

No começo de outubro, o Ministério da Justiça soltou uma campanha pelas redes sociais para conscientizar os internautas para que mantenham os direitos individuais e evitem conflitos pessoais. Veja a íntegra do texto:
“Liberdade de expressão é o direito de manifestar livremente opiniões e ideias. Entretanto, o exercício dessa liberdade não deve afrontar o direito alheio, como a honra e a dignidade de uma pessoa ou determinado grupo. O discurso do ódio é uma manifestação preconceituosa contra minorias étnicas, sociais, religiosas e culturais, que gera conflitos com outros valores assegurados pela Constituição, como a dignidade da pessoa humana. O nosso limite é respeitar o direito do outro.”

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