7 coisas que podem te fazer morrer mais cedo

Natasha Romanzoti, no Hypescience

Não estamos falando de dirigir bêbado, aceitar aquele desafio idiota do seu amigo de pular de uma ponte ou comer aquela carne estragada na sua geladeira há meses. Tem coisas que te matam silenciosa e misteriosamente, e você jamais vai perceber o perigo vindo.

Confira sete coisas que podem te fazer morrer mais cedo:

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1. Não ter amigos

A falta de amigos pode literalmente encurtar a vida humana, tanto quanto assassinos seriais, tabagismo e consumo de álcool. Na verdade, os efeitos do isolamento social até superam alguns dos fatores de risco conhecidos da mortalidade precoce, como obesidade e falta de exercício.

Estudos anteriores culparam este fenômeno de morte prematura na solidão. Estar sozinho é muito ruim e não é segredo que afeta a saúde. Porém, pesquisas mais recentes sugerem que, independente de seus sentimentos sobre isso, o isolamento por si só pode te matar. Um estudo com idosos no Reino Unido feito em 2013 constatou que, embora simplesmente relatar sentimentos de solidão não teve efeito sobre a probabilidade de morrer mais cedo, o isolamento social levou a maior probabilidade de morrer: um aumento de 26% quando comparado com outros idosos da mesma faixa etária mais sociais.

Parte disso é óbvio: se você evita outros seres humanos, ninguém vai te avisar de uma protuberância crescendo na parte de trás do seu pescoço ou chamar uma ambulância se você estiver sufocando.

Mas também existem causas físicas por trás da morte associada com a solidão. O contato físico entre os seres humanos reduz o estresse e a inflamação, melhorando a saúde. Além disso, a maioria tende a cuidar melhor de si mesma quando vive com outras pessoas por perto.

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2. Depressão

Claro, depressão leva a um maior risco de suicídio, mas a doença por si só pode ser tão ruim a ponto de aumentar suas chances de morrer mais cedo. Depressão recorrente pode diminuir sua expectativa de vida em até 11 anos – mais ou menos a mesma quantidade de vida que você perderia por fumar 20 ou mais cigarros por dia.

Cientistas analisaram os efeitos da condição sobre o corpo humano em um nível celular, medindo os telômeros (a parte dos seus cromossomos que reduz com a idade celular, ou seja, fica menor conforme a célula fica mais velha e desgastada) de três grupos de pessoas: um que nunca tinha ficado depressivo, um que tinha tido transtorno depressivo grave no passado, e um que estava depressivo naquele momento.

Quanto mais grave a depressão de uma pessoa era, mais curtos eram seus telômetros. Quanto mais curtos os telômeros são, mais a pessoa está em risco de uma morte prematura devido a doenças relacionadas com a idade, como doenças cardíacas e câncer.

A culpa aqui parece ser do efeito que a depressão tem sobre o sistema imunológico, bem como a inflamação que causa.

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3. Não escovar os dentes

Metade dos adultos dos EUA possui doença periodontal, que afeta os tecidos de suporte (gengiva) e sustentação (cemento, ligamento periodontal e osso) dos dentes. Também, um estudo brasileiro de 1993 mostrou, através de uma revisão da literatura dos levantamentos epidemiológicos até então realizados, que 86,7% do total de indivíduos examinados apresentavam atividade de doença periodontal.

Agora vem a pior parte: há muito tempo os cientistas sabem que há uma ligação entre doença periodontal e doença cardíaca, também conhecida como a maior assassina de pessoas do mundo.

Antes, no entanto, não sabíamos se essa ligação era realmente causal, ou se apenas as mesmas atividades colocam as pessoas em risco para doenças da gengiva e do coração, como má alimentação.

Agora, há pelo menos alguma evidência de que negligenciar as suas gengivas pode estragar seu coração diretamente. Esse ano, pesquisadores infectaram camundongos com vários tipos de bactérias que causam a doença periodontal, e acompanharam a propagação das bactérias – que chegou a seus corações. Os camundongos começaram a mostrar um aumento nos fatores de risco para doenças cardíacas, como inflamação e colesterol. Estes ratos não estavam fazendo qualquer outra coisa para colocá-los em risco de doenças cardíacas, como má alimentação ou estresse. Isto sugere que as bactérias por si só podem ser suficientes para afetar a saúde de seu coração. Conclusão: use fio dental.

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4. Nascer no mês errado

De acordo com um estudo feito pela Universidade de Chicago (EUA), pessoas que vivem até os 100 anos são mais propensas a ter nascido no outono (em setembro ou outubro, no caso dos EUA). Outros estudos feitos na Áustria e Dinamarca também encontraram o mesmo pequeno aumento na expectativa de vida para bebês nascidos nos meses de outono, enquanto no hemisfério sul (como aqui no Brasil) é mais provável que você viva mais tempo se tiver nascido em março, abril ou maio.

Bebês que nascem no outono não só vivem mais como parecem se sair melhor no geral. Bebês nascidos na primavera são mais propensos a sofrer de transtornos alimentares, diabetes tipo 1 e esquizofrenia que bebês do outono, por exemplo.

Ninguém sabe ao certo por que isso ocorre, mas uma teoria é que os níveis de vitamina D durante a gravidez afetam a saúde dos bebês. As pessoas costumam obter a maior parte de sua vitamina D através da luz solar, o que significa que, no momento de dar à luz, mães de bebês que nasceram no outono passaram os últimos seis meses tomando sol. Bebês da primavera passaram a maior parte de sua gestação durante os meses mais escuros, ou seja, suas mães não tomaram tanto sol e tiveram tanta vitamina D, o que de alguma forma afetou o seu desenvolvimento e saúde a longo prazo.

Outro possível fator é a dieta. Nos estudos feitos, as pessoas que “viveram mais de 100 anos” eram em sua maioria nascidas na década de 1890, quando coisas como refrigeração e transporte de alimentos não eram tão comuns. Assim, bebês gestados durante os meses mais quentes, quando as frutas e legumes eram mais facilmente disponíveis, foram melhor nutridos do que os bebês cujas mães dependiam de uma dieta mais limitada de inverno. Nesse caso, o mês de nascimento não é exatamente o fator chave. Mas ainda assim há uma lição importante aqui: se sua mãe não se alimentar direito durante sua gestação, você não vai viver tanto.

morrer55. Ficar muito tempo sentado

Um estudo que pesquisou a rotina de mais de 222 mil cidadãos australianos ao longo de três anos descobriu que pessoas que passam muito tempo do seu dia sobre uma cadeira são até 40% mais propensas a encurtar a própria vida.

Segundo os cientistas, isso se aplica àqueles que realmente abusam do ato de sentar, passando mais de 11 horas por dia nesta posição. Entre oito e onze horas, a mesma taxa cai para 15%.

As principais evidências para explicar por que isso acontece são as mesmas que se verificam no sedentarismo: exercícios físicos regulares têm efeitos positivos quanto aos triglicerídeos e a pressão sanguínea. Ou seja, o principal prejuízo não é o fato de estar sentado em si, mas o de não se mover.

Não tem jeito: se você está procurando uma desculpa para não se exercitar, provavelmente não vai encontrar nenhuma.

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6. Ver muita TV

Esse é um item muito similar ao acima. Dados de oito estudos recentes com mais de 175 mil pessoas em todo o mundo sugerem que, quanto mais você assiste TV, mais propenso fica a desenvolver uma série de problemas de saúde, e mais chances têm de morrer mais cedo.

Segundo os pesquisadores, para cada duas horas adicionais que as pessoas passam coladas na TV em um dia típico, o risco de desenvolver diabetes tipo 2 aumenta em 20%, e o risco de doença cardíaca aumenta em 15%. E para cada três horas adicionais, o risco de morrer por qualquer causa vai para 13%, em média.

O aumento do risco de doenças ligadas a assistir televisão é semelhante ao aumento de risco que vemos com colesterol alto, pressão arterial alta ou tabagismo.

A conexão entre a TV e doenças não é um mistério: assistir TV consome tempo de lazer que poderia ser gasto andando, fazendo exercícios, ou mesmo apenas se movimentando. Também tem sido associado a dietas pouco saudáveis, como muito açúcar, refrigerantes, alimentos processados e petiscos (que, talvez não por coincidência, são alimentos frequentemente encontrados em comerciais de televisão).

Além disso, alguns estudos sugerem que a postura sentada prolongada, além de seu impacto sobre os hábitos alimentares e exercício físico, pode causar mudanças no metabolismo que contribuem para níveis de mau colesterol e obesidade. Em resumo: saia do sofá!

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7. Tomar refrigerante

Normal, diet, light ou zero, todos os refrigerantes de cola contêm fosfato, ou ácido fosfórico, um ácido que dá ao refrigerante seu sabor típico e aumenta seu tempo de validade. Embora exista em muitos alimentos integrais, tais como carne, leite e nozes, ácido fosfórico em excesso pode levar a problemas cardíacos e renais, perda muscular e osteoporose, e um estudo sugere que poderia até provocar envelhecimento acelerado.

O estudo, publicado em 2010, descobriu que os níveis de fosfato encontrados em refrigerantes fizeram com que ratos de laboratório morressem cinco semanas mais cedo do que os ratos cujas dietas tinham níveis normais de fosfato.

Pior: houve uma tendência preocupante dos fabricantes de refrigerantes de aumentar os níveis de ácido fosfórico em seus produtos ao longo das últimas décadas.

Esqueça obesidade e outros problemas de saúde que os refrigerantes causam. Se você quer mesmo um bom motivo para parar de tomá-lo, está aqui: ele pode te fazer morrer mais cedo! [Cracked, Chambrone]

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Discussões políticas acabam com amizades nas redes sociais

Discussões políticas nas redes sociais elevam ânimos, mas são vistas de forma positiva (arte: Stefan Pastorek/UOL)
Discussões políticas nas redes sociais elevam ânimos, mas são vistas de forma positiva (arte: Stefan Pastorek/UOL)

James Cimino, no UOL

Em época de eleição, não é só no horário político e nos debates da TV que as divergências políticas ficam mais expostas. Na internet, as redes sociais acabam se tornando espaços antissociais, onde amigos se exaltam, se ofendem e, por fim se bloqueiam.

Que o diga a diretora de mídia mobile, Dede Sendyk, 46, que volta e meia recebe avisos de que será bloqueada.

“Uma vez foi por causa dos protestos do ano passado. uma colega de escola que eu não via havia anos me mandou uma mensagem explicando por que ia me bloquear. Aliás, isso é típico, sempre sou avisada, deve ser um padrão. Recentemente eu declarei meu voto. Fui avisada por um conhecido que odeia o PT que vai me adicionar de novo no futuro porque adora meus posts. Não deu tempo de explicar que ele podia apenas me seguir, nem que eu mudei meu voto uns dias depois. O povo adora meus posts fúteis, mas se incomoda com os engajados. Não é à toa que o Tiririca ganha sempre viu?”, afirmou.

Quem também sofre muito bullying nas redes sociais por suas opiniões é Rui Barbosa, um designer de 33 anos da cidade de Araraquara (SP). Segundo ele, os tópicos mais polêmicos das redes sociais hoje em dia, tanto quanto a campanha eleitoral, são a criminalização da homofobia, legalização da maconha e discussões sobre feminismo.

“Alguns amigos eu simplesmente escondi da minha timeline, mas um em especial eu tive que bloquear mesmo. Posição política de extrema direita realmente me incomodava. É aquele padrão: tudo culpa da Dilma, tudo culpa do PT… Do tipo que acha que bolsa-família é esmola, reclama de manifestação porque não consegue andar de carro… E ainda havia o ‘agravante’ de ele ser empresário. Na visão dele isso elevava ainda mais sua opinião. Agora, o mais engraçado foi ver gente me questionando por eu me chamar Rui Barbosa e ter opiniões de esquerda. Se eu me chamasse Roberto Carlos, eu teria de ser cantor…”, brinca.

Já o diretor de criação Eduardo Viola, 32, acha que os meses de agosto e setembro são um verdadeiro inferno. “O Facebook se transforma em um palanque! É de dar nos nervos!” No entanto, diz que por posições políticas nunca bloqueou ninguém, mas que já tomou um puxão de orelha válido.

“Uma vez fiz um post malcriado, ofensivo e generalizado sobre os crentes, e um colega de profissão, no mais alto da sua elegância e educação me escreveu umas mensagem privada para que eu refletisse sobre as palavras que havia dito. Se eu realmente pensava aquilo tudo etc. E acho que as redes sociais e seus debates políticos servem um pouco pra você trazer alguns assuntos a tona, colocar na mesa, inflamar e, às vezes, refletir ou repensar algumas coisas. É óbvio que sei que isso não é um padrão, mas enxergo que assim seria o melhor uso da ferramenta. É a mesa de bar on line! Infelizmente, sem cerveja!”

O peso da escrita

Um ponto levantado pelo produtor cultural Zeca Bral, 30, é o quanto as palavras escritas parecem mais agressivas do que seriam em uma conversa real. Ele, no entanto, procura não bloquear as pessoas. Apenas para de seguir.

“Acredito na possibilidade de ser mal interpretado nas redes, o que poderia ser evitado numa conversa tête-à-tête que dispõe de mais recursos dialógicos, além do infalível olho-no-olho. O tom de voz, a postura com que se estabelece a comunicação fora da rede muda toda a percepção. Por isso há que se ponderar algumas interpretações, praticar tolerância.”

Mesmo com tantas discussões, bloqueios, demonstrações de intolerância e preconceitos revelados, os entrevistados pela reportagem do UOL ainda acham que as redes sociais trouxeram um aspecto positivo para as relações.

Na opinião do roteirista Leonardo Luz, 34, as redes sociais incutiram nas pessoas uma vontade de emitir opiniões. “Isso obriga as pessoas a pensarem nessas opiniões, coisa que muita gente nao fazia. O problema é ter uma opinião baseada em manchetes ou em ‘o fulano me falou’, sem tentar se aprofundar mais.”

Luz conta que já recebeu diversas reclamações de suas postagens. “Dizem que sou radical demais, que eu sou muito ‘anti-PT’. Me chamam de tucano o tempo todo. Reaça, porque sou totalmente contra as drogas. Mas acho que se perdeu a amizade por causa de política, não devia ser amigo antes.”

O ator curitibano Diego Fortes, 32, também acha que de um modo geral a troca intensa de informações é benéfica.

“Pra quem tem cérebro, acho um instrumento bastante poderoso. Pra quem não tem… Bom, aí, só serve pra desfilar frustrações mesmo. Por isso que eu tiro uns e outros. Mas eu vejo um movimento interessante que é o de alguém comentar algo bem raso e preconceituoso, aí você rebate com argumentos, a pessoa fica naquela por algum tempo e depois termina dizendo que esse não é o lugar praquele tipo de discussão. Discussão que ela começou! (risos)”

Opinião semelhante tem a jornalista Carol Almeida, 36, que consideraria um elogio se a chamassem de partidária. “Nunca fui chamada de ‘partidária’, mas se fosse isso soaria pra mim como elogio. Mesmo porque um país sem partidos, até onde eu conheço da história, é um país em ditadura. Naturalmente, graças aos meus posts, acho que fica muito claro que posição eu tomo politicamente. Ainda sobre o partidarismo, gosto da ideia das pessoas se posicionarem claramente sobre que partido ou partidos elas se identificam.”

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7 maneiras de aumentar felicidade e sua satisfação com a vida

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Natasha Romanzoti, no Hypescience

Felicidade é a maior busca humana. Todos nós experimentamos picos emocionais ao longo de nossas vidas – com uma promoção no trabalho, no dia do nosso casamento, com o nascimento de um filho etc. Mas esses momentos produzem sentimentos temporários de euforia, e especialistas dizem que não são suficientes para alcançar a verdadeira felicidade.

A felicidade não é apenas um estado emocional. Décadas de pesquisa provam que é algo muito mais profundo. Na verdade, a ciência mostra que as pessoas felizes vivem vidas mais longas e saudáveis.

A boa notícia é que possível ser feliz tomando pequenas atitudes, independentemente do nosso meio ambiente ou genética.

Confira sete maneiras de aumentar felicidade e sua satisfação com a vida:

Seja positivo

Um estudo da Universidade de Harvard (EUA) descobriu que os otimistas não só são mais felizes, como são 50% menos propensos a ter doença cardíaca, um ataque cardíaco ou um acidente vascular cerebral.

A conclusão é que manter uma perspectiva positiva oferece proteção contra doenças cardiovasculares. Já os pessimistas têm níveis mais baixos de felicidade em comparação com os otimistas e têm três vezes mais chances de desenvolver problemas de saúde à medida que envelhecem.

Aprenda com as pessoas que já são felizes

A Dinamarca vira e mexe ganha o primeiro lugar em qualquer índice que mede o bem-estar e a felicidade dos países de todo o mundo. O que faz dessa a nação a mais feliz do mundo?

Claro, coisas como a expectativa de vida, produto interno bruto e baixa corrupção ajudam – e muito. Mas o nível geral de felicidade na Dinamarca tem mais a ver com a generosidade que é comum entre os cidadãos, a liberdade que eles têm para fazer escolhas de vida e um sistema de apoio social forte, de acordo com a Organização das Nações Unidas.

Trabalhe menos

Os dinamarqueses parecem ter um grande equilíbrio entre vida e trabalho, o que aumenta seu nível de felicidade. Simplificando: eles não trabalham em excesso. Na verdade, a semana de trabalho média na Dinamarca é de 33 horas – apenas 2% dos dinamarqueses trabalham mais de 40 horas por semana.

Quase 80% das mães na Dinamarca voltam ao trabalho depois de ter um filho, mas equilibram o seu tempo livre entre a família, amigos e programas na sua comunidade.

Concentre-se em experiências

Dinamarqueses também dão menos atenção a dispositivos eletrônicos e coisas, e mais atenção para a construção de memórias. Estudos mostram que pessoas que se concentram em experiências ao invés de se focar em “ter coisas” têm níveis mais elevados de satisfação, mesmo muito tempo depois que a experiência passou.

Comprar muitas vezes leva a dívidas, para não mencionar o tempo e o estresse associado com a manutenção de todos os dispositivos, carros, propriedades, roupas, etc.

Os pesquisadores dizem que quando as pessoas se concentram em experiências, elas sentem uma maior sensação de vitalidade ou “de estar vivo” tanto durante o momento quanto depois.

As experiências também unem mais as pessoas, o que pode contribuir para a sua felicidade.

Construa uma rede social

Ao simplesmente ser social, você poderia viver mais tempo. A pesquisa mostra que um sistema de apoio social forte pode aumentar nossa expectativa de vida.

Os telômeros são as pequenas tampas em nossos cromossomos do DNA que indicam a nossa idade celular. De acordo com especialistas, não ter amigos pode ser igual a telômeros mais curtos e, por sua vez, uma vida mais curta.

Outros estudos mostraram que a solidão leva a maiores taxas de depressão, problemas de saúde e estresse. Ou seja, vale a pena ter pelo menos um amigo próximo para aumentar seu nível de felicidade e saúde.

Se voluntarie

Pessoas que se voluntariam são mais felizes, concluíram dezenas de estudos. A ONU credita o voluntariado como uma das razões para a Dinamarca ser o país mais feliz do mundo – 43% dos dinamarqueses regularmente doam seu tempo para boas ações em sua comunidade.

A alegria de ajudar os outros começa cedo. Um estudo de 2012 descobriu que crianças preferem dar do que receber. Os pesquisadores deram a dois grupos de crianças lanches e, em seguida, pediram que um dos grupos oferecesse esses lanches a outras pessoas. As crianças que entregaram os seus lanches mostraram maior felicidade sobre a partilha de seus bens, o que sugere que o ato de sacrifício pessoal é emocionalmente gratificante.

O sacrifício não tem que ser grande – pesquisas já sugeriram que doar tão pouco quanto US$ 5 gera benefícios emocionais.
Realizar atos de bondade, se voluntariar e doar dinheiro aumentam a felicidade, melhorando o seu senso de comunidade, propósito e autoimagem.

Comece a rir

Estudos mostram que rir não apenas sinaliza felicidade, mas sim a produz. Quando rimos, nossos hormônios do estresse diminuem e nossas endorfinas aumentam. Endorfinas são as mesmas substâncias químicas que o cérebro associa com aquele “impulso” que as pessoas recebem do exercício físico.

Rir também faz bem para o coração. Um estudo descobriu que apenas 8% dos pacientes cardíacos que riram diariamente tiveram um segundo ataque cardíaco dentro de um ano, em comparação com 42% dos que não riram.

Estudos ainda mostram que nosso corpo não consegue diferenciar entre o riso falso e o real – as pessoas recebem benefícios de saúde de qualquer maneira. Sendo assim, você pode forçar-se a rir mais, pelo menos um pouco todos os dias, até que você tenha verdadeiros motivos para sorrir. [CNN]

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Redes sociais deixam você triste e desconfiado

foto: flickr.com/dustinq/
foto: flickr.com/dustinq/

Carol Castro, no Ciência Maluca

Chegou até esse post pelo Twitter ou Facebook? Pode continuar por aqui, mas melhor você abandonar, pelo menos por hoje, as páginas de redes sociais. O conselho vem da ciência.

Pesquisadores italianos entrevistaram cerca de 50 mil pessoas para conhecer a rotina da vida de cada um (uso de internet, tempo em frente à tevê, saídas com os amigos, etc). E pediram para que eles avaliassem, numa escala de 0 a 10, quanto confiavam em outras pessoas e como se sentiam em relação à própria vida.

No final das contas, os pesquisadores perceberam que não há nada melhor na vida do que encontrar fisicamente amigos e parentes. Até notaram que as redes sociais têm um papel positivo: aumentam o bem-estar, mas apenas quando são utilizadas para aproximar os amigos ainda mais na vida real (promovendo encontros reais).

Mas, em geral, as consequências do uso de redes sociais oferecem mais malefícios do que benefícios. Segundo a pesquisa, as mensagens negativas e os discursos de ódio compartilhados nas redes, anulam qualquer efeito positivo. E quanto mais tempo você passa conectado a elas, maiores as chances de duvidar dos outros e se sentir um pouco menos feliz.

E aí, você concorda? Ou acha pura bobagem?

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Amigos importam mais para a longevidade do que família, diz estudo

Estudo durou dez anos e foi realizado pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Flinders, na Austrália (foto: Getty Images)
Estudo durou dez anos e foi realizado pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Flinders, na Austrália (foto: Getty Images)

Yannik D´Elboux, no UOL

Não há dúvida que a harmonia familiar ajuda a ter uma vida mais tranquila, com menos problemas. Porém, para a longevidade, os amigos produzem maior impacto positivo do que as relações familiares, segundo um estudo australiano. Isso significa, de acordo com as conclusões dessa pesquisa, que as pessoas com uma boa rede de amigos e confidentes vivem mais tempo.

No levantamento de dez anos de duração com mais de 1,5 mil idosos acima de 70 anos, realizado pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Flinders, em Adelaide, na Austrália, os pesquisadores descobriram que aqueles que tinham mais amigos e contatos sociais apresentaram uma longevidade 22% maior. Já as relações com filhos e outros familiares, mesmo que próximas, tiveram pouco efeito nas taxas de longevidade.

Para o médico de família Rodrigo Lima, diretor da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade), boas relações, tanto com a família quanto com os amigos, influenciam a saúde. “Normalmente, pessoas que têm bons relacionamentos interpessoais tendem a adoecer menos. É algo que verificamos na prática”, observa.

Lima acredita que as amizades podem gerar mais efeitos positivos porque são fruto da escolha, das afinidades e não carregam o fator de estresse que muitas vezes envolve a família. “Não se pode fugir da família. Se alguém não se dá bem com a mãe, não há muito o que fazer a não ser tentar resolver o problema. Diferentemente do amigo, que você se afasta”, exemplifica.

A psicóloga e professora da USP (Universidade de São Paulo) Deusivania Falcão, pesquisadora de temas relacionados à psicologia do envelhecimento e família, também concorda que uma relação pautada na escolha traz benefícios à qualidade de vida. “Algumas pesquisas indicaram que as relações sociais eletivas [amizades] têm mais potencial de proteção para o bem-estar subjetivo e a saúde dos idosos”, acrescenta.

Qualidade das relações

Deusivania supõe que o impacto na longevidade aconteça porque os amigos funcionam como sinalizadores da condição de saúde. “Os amigos são fonte de suporte social, fornecem parâmetros sobre como estamos, favorecem autoavaliações e reflexões sobre as escolhas a serem feitas na vida”, explica.

Para a geriatra Carla Perissinotto, professora do Departamento de Medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos, os amigos ajudam porque são os primeiros a perceber se não estamos bem e a nos encorajar a buscar cuidados médicos. Entretanto, Carla, que também desenvolve estudos acerca dos efeitos da solidão em idosos, diz que ainda não está claro se realmente ter mais amigos influencia na longevidade. “Sentir-se conectado e não solitário é o mais importante”, ressalta.

A médica afirma que a qualidade das relações com os amigos e a família é o que mais conta para a saúde. “Algumas pessoas podem ter muitos amigos reais ou no Facebook, mas ainda assim se sentirem sozinhas”, destaca. (mais…)

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