Redes sociais deixam você triste e desconfiado

foto: flickr.com/dustinq/
foto: flickr.com/dustinq/

Carol Castro, no Ciência Maluca

Chegou até esse post pelo Twitter ou Facebook? Pode continuar por aqui, mas melhor você abandonar, pelo menos por hoje, as páginas de redes sociais. O conselho vem da ciência.

Pesquisadores italianos entrevistaram cerca de 50 mil pessoas para conhecer a rotina da vida de cada um (uso de internet, tempo em frente à tevê, saídas com os amigos, etc). E pediram para que eles avaliassem, numa escala de 0 a 10, quanto confiavam em outras pessoas e como se sentiam em relação à própria vida.

No final das contas, os pesquisadores perceberam que não há nada melhor na vida do que encontrar fisicamente amigos e parentes. Até notaram que as redes sociais têm um papel positivo: aumentam o bem-estar, mas apenas quando são utilizadas para aproximar os amigos ainda mais na vida real (promovendo encontros reais).

Mas, em geral, as consequências do uso de redes sociais oferecem mais malefícios do que benefícios. Segundo a pesquisa, as mensagens negativas e os discursos de ódio compartilhados nas redes, anulam qualquer efeito positivo. E quanto mais tempo você passa conectado a elas, maiores as chances de duvidar dos outros e se sentir um pouco menos feliz.

E aí, você concorda? Ou acha pura bobagem?

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Amigos importam mais para a longevidade do que família, diz estudo

Estudo durou dez anos e foi realizado pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Flinders, na Austrália (foto: Getty Images)
Estudo durou dez anos e foi realizado pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Flinders, na Austrália (foto: Getty Images)

Yannik D´Elboux, no UOL

Não há dúvida que a harmonia familiar ajuda a ter uma vida mais tranquila, com menos problemas. Porém, para a longevidade, os amigos produzem maior impacto positivo do que as relações familiares, segundo um estudo australiano. Isso significa, de acordo com as conclusões dessa pesquisa, que as pessoas com uma boa rede de amigos e confidentes vivem mais tempo.

No levantamento de dez anos de duração com mais de 1,5 mil idosos acima de 70 anos, realizado pelo Centro de Estudos do Envelhecimento da Universidade Flinders, em Adelaide, na Austrália, os pesquisadores descobriram que aqueles que tinham mais amigos e contatos sociais apresentaram uma longevidade 22% maior. Já as relações com filhos e outros familiares, mesmo que próximas, tiveram pouco efeito nas taxas de longevidade.

Para o médico de família Rodrigo Lima, diretor da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade), boas relações, tanto com a família quanto com os amigos, influenciam a saúde. “Normalmente, pessoas que têm bons relacionamentos interpessoais tendem a adoecer menos. É algo que verificamos na prática”, observa.

Lima acredita que as amizades podem gerar mais efeitos positivos porque são fruto da escolha, das afinidades e não carregam o fator de estresse que muitas vezes envolve a família. “Não se pode fugir da família. Se alguém não se dá bem com a mãe, não há muito o que fazer a não ser tentar resolver o problema. Diferentemente do amigo, que você se afasta”, exemplifica.

A psicóloga e professora da USP (Universidade de São Paulo) Deusivania Falcão, pesquisadora de temas relacionados à psicologia do envelhecimento e família, também concorda que uma relação pautada na escolha traz benefícios à qualidade de vida. “Algumas pesquisas indicaram que as relações sociais eletivas [amizades] têm mais potencial de proteção para o bem-estar subjetivo e a saúde dos idosos”, acrescenta.

Qualidade das relações

Deusivania supõe que o impacto na longevidade aconteça porque os amigos funcionam como sinalizadores da condição de saúde. “Os amigos são fonte de suporte social, fornecem parâmetros sobre como estamos, favorecem autoavaliações e reflexões sobre as escolhas a serem feitas na vida”, explica.

Para a geriatra Carla Perissinotto, professora do Departamento de Medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco, nos Estados Unidos, os amigos ajudam porque são os primeiros a perceber se não estamos bem e a nos encorajar a buscar cuidados médicos. Entretanto, Carla, que também desenvolve estudos acerca dos efeitos da solidão em idosos, diz que ainda não está claro se realmente ter mais amigos influencia na longevidade. “Sentir-se conectado e não solitário é o mais importante”, ressalta.

A médica afirma que a qualidade das relações com os amigos e a família é o que mais conta para a saúde. “Algumas pessoas podem ter muitos amigos reais ou no Facebook, mas ainda assim se sentirem sozinhas”, destaca. (mais…)

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Racismo de torcedora choca amigos negros. Família ‘foge’ de Porto Alegre

Casa onde mora Patrícia Moreira, que praticou por atos racistas contra Aranha (foto: Marinho Saldanha/UOL)
Casa onde mora Patrícia Moreira, que praticou por atos racistas contra Aranha (foto: Marinho Saldanha/UOL)

Marinho Saldanha, no UOL

Patrícia Moreira era, até a última quinta-feira, mais uma torcedora do Grêmio que mora no bairro Passo das Pedras, zona norte de Porto Alegre. Com 23 anos, a loira jamais tinha dado qualquer indício do motivo pelo qual se tornaria nacionalmente conhecida: atos racistas. Tinha uma vida tranquila, trabalhava prestando serviço à Brigada Militar, com amigos negros e brancos. Até ser flagrada, aos gritos, chamando o goleiro Aranha de ‘macaco’, no duelo com o Santos pela Copa do Brasil. Hoje, sua casa está fechada, a família ‘fugiu’ da capital gaúcha, e os mais próximos se dizem chocados.

Mas o perfil de Patrícia desenhado pelos vizinhos e amigos em nada remete a jovem que vociferava contra Aranha. Os gritos de ‘macaco’, ‘macaco’, ‘macaco’, evidentes pelas imagens das câmeras da ESPN, vistas repetidamente no Brasil inteiro, jamais foram direcionados, por exemplo, a seu Pedro, vizinho que mora na casa da frente. A residência amarela, de madeira, da filha, esconde a casa de material construída nos fundos. Local em que Patrícia já esteve, amigavelmente, rodeada por amigos cujo tom da pele é idêntico ao do goleiro do Santos.

“Fiquei chocado [ao ver as imagens], no início não quis acreditar que era ela. Mas vendo que era, eu fiquei muito triste. Ela não é assim. Nunca foi. Conheço desde criança”, disse o senhor de 63 anos, que há 60 reside no local. “Comigo nunca teve nenhuma atitude racista. É minha vizinha da frente. Nos cumprimentamos, conversamos, nunca foi aquela da televisão”, completou.

Na casa da família, mais uma vez o destino prega uma peça em Patrícia. O vermelho, cor do arquirrival gremista, Internacional, está estampado. E o clube colorado também foi alvo de atos discriminatórios da jovem. Em foto publicada nas redes sociais, já deletadas rapidamente, ela aparecia segurando um macaco de pelúcia, que vestia a camisa do Inter. E na foto, segurando o macaco, ela fazia cara de nojo.

“Eu conheço a Patrícia sim. Ela nunca teve nenhuma atitude racista comigo ou com qualquer pessoa da minha família. É muito amiga do meu filho. Se conhecem há anos. Já veio aqui em casa”, disse Miguel Chaves, também negro, vizinho de Patrícia. “Nunca imaginamos aquilo”, completou.

Assustada pela repercussão do caso, a família de Patrícia optou por fechar a casa. Segundo relataram vizinhos, estão fora de Porto Alegre para ‘fugir’ de qualquer contato com a imprensa, mas retornarão para o depoimento. Chamada a prestar esclarecimentos, ela só falará na presença de um advogado, mas estará na 4ª Delegacia de Polícia na segunda-feira, tentando justificar os atos.

Os relatos de depredação da casa da moça são confusos. Entre os populares, ninguém viu o local ser apedrejado, não há registro policial ou mesmo marcas nas paredes. “Eu vi algumas pedras, mas não sei. Não vi atirarem”, contou um vizinho que solicitou anonimato. “É uma covardia o que estão fazendo com ela. Estão colocando como se ela fosse um monstro. Não é verdade. Ninguém aqui em casa vai falar nada. Estamos do lado dela”, completou.

O bairro, a rua, a vizinhança de Patrícia é, como todo o país, a cara da miscigenação. Brancos, negros, mulatos, índios, pardos, toda etnia possível está presente no local, onde dividem espaço casas de classe média com barracos bastante pobres.

Nenhuma voz se levantou lá contra Patrícia. Amigos negros, são muitos. Todos surpresos, tristes, mas ao mesmo tempo buscando mostrar que ela não é aquela da imagem. “Ela foi pelo momento, no embalo dos outros”, finalizou Pedro.

Após confrontarem as imagens do sistema de câmeras da Arena com Patrícia e mais um acusado, a polícia gaúcha poderá abrir inquérito, que prevê julgamento da jovem. A pena para injúria racial vai de 1 a 3 anos de reclusão.

E antes disso as repercussões na vida pessoal já foram fortes. Xingada na internet, ela deletou todos perfis em redes sociais. Foi afastada do emprego como prestadora de serviço ao Centro Médico Odontológico da Brigada Militar. E carregará para sempre o peso do ocorrido naquela noite. Doeu em Aranha, envergonhou os gremistas, mas certamente não passou em branco na vida de Patrícia.

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Cão fica 11 dias sem comer deitado na cova do dono na Índia, diz socorrista

Tommy, deitado sobre a cova do dono, Bhaskar Shri, 18, morto em acidente de carro (Reprodução/NY Daily News)
Tommy, deitado sobre a cova do dono, Bhaskar Shri, 18, morto em acidente de carro (Reprodução/NY Daily News)

Publicado no UOL

Um cachorro mostrou sua lealdade em Chennai, no sul da Índia, mesmo após a morte do dono, um adolescente de 18 anos. O cão passou 11 dias junto à cova dele, sem comida ou água, segundo relato de uma mulher que o resgatou.

Bhaskar Shri, 18, morreu no último dia 2 de agosto em um acidente de carro. Shri, funcionário na construção civil, tinha adotado o cachorro, que batizou de Tommy, há dois anos, e o levava diariamente ao trabalho.

Tommy foi salvo por Dawn Williams, que trabalha na Cruz Azul, ONG que resgata animais. “Eu vi o cão marrom deitado em uma cova recente em uma tarde enquanto caminhava, isso na primeira semana de agosto. Naquela época, eu não fiz nada”, conta Dawn.

“Mas em 13 de agosto, estava no local de novo em uma missão de resgate diferente e o vi. Ele estava sentado no mesmo local e na mesma posição. É como se ele não tivesse se mexido durante semanas.”

Dawn encontrou o cão em péssimas condições. “Ele estava faminto e estou certa de que tinha lágrimas nos olhos. Dei a ele água e biscoitos, mas ele nem se mexia. Então, com meus colegas, passei pela vizinhança e perguntei se alguém conhecia o cão. Foi quando me disseram que se chamava Tommy e guardava o túmulo do dono”, lembra.

A funcionária da Cruz Azul encontrou a mãe de Bhaskar. Assim que viu a mulher, Tommy correu em sua direção. Ela contou que o cão havia desaparecido desde a morte do filho e ficou feliz em poder levá-lo para casa. “Ela disse que o cão era um amigo leal e que cuidaria dele para lembrar de seu próprio filho”, disse Dawn. (Com NY Daily News)

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Servos já não, amigos sim!

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Caio Fábio

Foi assim que Jesus disse que deseja que O vejamos, e que assim, Nele, nos percebêssemos.

Claro que o Evangelho que é Jesus e Jesus que é o Evangelho – pois a Boa Nova é Jesus e Jesus é a Boa Nova – nos ensina a viver e caminhar neste mundo de cardos e abrolhos.

No entanto, o Alvo de Tudo é muito claro!

Deus quer amizade, intimidade, unidade nossa Nele e uns com os outros, e com o todo de tudo o que Ele chama Vida!

Após dizer que nos chama de amigos e não de servos, e também tendo antes definido que os amigos Dele são os que entendem os mandamentos com a alegria da obediência impulsionada pelo bem que o caminhar em fé mediante o amor produz…

Ele concluiu, na chamada Oração Sacerdotal, que o desejo Dele era que víssemos a glória do amor Dele no Pai, e que também nos tornássemos parte disso, numa fusão misteriosa que Ele definiu apenas como…– EU NELES, TU EM MIM E ELES EM NÓS!

Esta é a minha e sua vocação de ser!

O resto é a confusão que turva a visão simples do chamado para nos fundirmos no amor de Deus, em Sua amizade, e em Sua glória, que é nos amarmos Nele eternamente!

fonte: site do Caio Fábio

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