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Mariliz Pereira Jorge, na Folha de S.Paulo

Eu leio a mensagem, respondo mentalmente e esqueço de responder de verdade, mas no meu coração eu respondi e é isso que importa. Eu poderia ter escrito essa frase, porque ela define exatamente o que eu me tornei. Relapsa, esquecida, autocentrada. E vejo cada vez mais gente parecida comigo.

Sou eterna devedora. Estou sempre em dívida com meus emails, inbox de redes sociais, Whatsapps. Me mandaram um livro de presente, queriam saber se recebi. Estava dirigindo, pensei em responder depois, foi para o buraco negro das mensagens lidas e esquecidas. Fui convidada para um jantar, quando me lembrei de responder já estavam na sobremesa.

Daqui a pouco faço aniversário de novo e não consegui agradecer individualmente cada mensagem bacana que me escreveram no Facebook. Mandei uma coletiva: “meu coração transborda com as felicitações de aniversário, prometo responder cada uma”.

Mentira. Não respondemos nunca. Ficamos sempre na intenção. E de boa intenção, você sabe, Maomé foi parar no inferno e nunca chegou à montanha.

A gente interage nas redes sociais e fica com essa falsa impressão de que cultiva as amizades, enquanto isso as pessoas vão se perdendo. A gente dá um like e ganha um falso crédito para ligar depois, escreve um kkk e acha que somos cúmplices rindo da mesma piada, manda um monte de coraçãozinho virtual e acredita que os laços estão eternizados. Então, nos damos conta que não sabemos quase nada do que acontece com uma pessoa que a gente chama de amigo.

Tenho a sensação de que só estou disponível quando posso e não quando precisam de mim. Estou enrolada, ligo depois, já vejo os emails. Ocupada demais para pegar o celular que vive grudado na minha mão para ligar para uma amiga que tem algo importante para me contar. E eu só me lembro de ligar três semanas depois.

Não vou ao banheiro sem celular. Ele dorme mais grudado em mim do que meu marido. Tomo banho, caminho, faço aula de pilates, almoço, trabalho, vou ao cinema, sem desgrudar desse aparelhinho dos infernos, mas não tive um único minuto para ligar para alguém que precisava de mim. Eu ocupada demais com assuntos desimportantes e ela no hospital com crise de síndrome do pânico.

Mesmo que não fosse grave. Quando foi mesmo que a gente parou de bater papo ao telefone? E nossos jantares semanais? Liga aí, prometo que vou atender. Funciono mais por telefone. Sim, eu sei, estou carente e com sentimento de culpa.

A gente sabe da vida das pessoas pela internet e se contenta com isso. Mas ninguém vai pedir socorro, contar que terminou um casamento, dizer que foi demitido por meio de um post. Quer dizer, alguns. Sem falar das pessoas que só usam as redes para se livrar do sofá velho da sala. Com essas a amizade se esvai. Soube que uma amiga estava grávida quando já sabiam do sexo e o bebê tinha nome. Onde eu estava nesses meses todos?

Eu ainda faço questão de ligar para os mais chegados e desejar feliz aniversário. Não me rendi à facilidade de celebrar a vida de alguém querido por meio de um post, um Twett ou um Whatsapp. Mas tem gente que não se fala mais nem nessas datas.

O valor das redes sociais na aproximação das pessoas, na criação de novas amizades é inestimável, sou defensora, faço passeata se precisar defender, vale muito mais do que 20 centavos. Mas a gente precisa mais do que kkk e de coraçãozinho virtual nessa vida. Estamos cada vez mais egoístas.

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Mara Maravilha alfineta Val Marchiori: “Sou crente, mas não demente”

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Diego Falcão, no Na Telinha

A cantora Mara Maravilha é a convidada especial do “Programa Eliana” deste domingo (19). Mara participa do quadro “Rede da Fama” e ao lado de Eliana, ela relembra a época em que comandava programas infantis.

Mara fala de todas as polêmicas que envolveram seu nome,  desde a macumba que teria feito à Angélica, até em não querer que seu pai biológico receba sua herança.

Ainda no quadro, a cantora fala sobre a socialite Val Marchiori com quem já teve alguns desentendimentos no passado. Eliana pergunta para Mara Maravilha se ela aceita Val como amiga. Mara responde: “Sou crente, mas não demente.”

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Cão fica 11 dias sem comer deitado na cova do dono na Índia, diz socorrista

Tommy, deitado sobre a cova do dono, Bhaskar Shri, 18, morto em acidente de carro (Reprodução/NY Daily News)
Tommy, deitado sobre a cova do dono, Bhaskar Shri, 18, morto em acidente de carro (Reprodução/NY Daily News)

Publicado no UOL

Um cachorro mostrou sua lealdade em Chennai, no sul da Índia, mesmo após a morte do dono, um adolescente de 18 anos. O cão passou 11 dias junto à cova dele, sem comida ou água, segundo relato de uma mulher que o resgatou.

Bhaskar Shri, 18, morreu no último dia 2 de agosto em um acidente de carro. Shri, funcionário na construção civil, tinha adotado o cachorro, que batizou de Tommy, há dois anos, e o levava diariamente ao trabalho.

Tommy foi salvo por Dawn Williams, que trabalha na Cruz Azul, ONG que resgata animais. “Eu vi o cão marrom deitado em uma cova recente em uma tarde enquanto caminhava, isso na primeira semana de agosto. Naquela época, eu não fiz nada”, conta Dawn.

“Mas em 13 de agosto, estava no local de novo em uma missão de resgate diferente e o vi. Ele estava sentado no mesmo local e na mesma posição. É como se ele não tivesse se mexido durante semanas.”

Dawn encontrou o cão em péssimas condições. “Ele estava faminto e estou certa de que tinha lágrimas nos olhos. Dei a ele água e biscoitos, mas ele nem se mexia. Então, com meus colegas, passei pela vizinhança e perguntei se alguém conhecia o cão. Foi quando me disseram que se chamava Tommy e guardava o túmulo do dono”, lembra.

A funcionária da Cruz Azul encontrou a mãe de Bhaskar. Assim que viu a mulher, Tommy correu em sua direção. Ela contou que o cão havia desaparecido desde a morte do filho e ficou feliz em poder levá-lo para casa. “Ela disse que o cão era um amigo leal e que cuidaria dele para lembrar de seu próprio filho”, disse Dawn. (Com NY Daily News)

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Servos já não, amigos sim!

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Caio Fábio

Foi assim que Jesus disse que deseja que O vejamos, e que assim, Nele, nos percebêssemos.

Claro que o Evangelho que é Jesus e Jesus que é o Evangelho – pois a Boa Nova é Jesus e Jesus é a Boa Nova – nos ensina a viver e caminhar neste mundo de cardos e abrolhos.

No entanto, o Alvo de Tudo é muito claro!

Deus quer amizade, intimidade, unidade nossa Nele e uns com os outros, e com o todo de tudo o que Ele chama Vida!

Após dizer que nos chama de amigos e não de servos, e também tendo antes definido que os amigos Dele são os que entendem os mandamentos com a alegria da obediência impulsionada pelo bem que o caminhar em fé mediante o amor produz…

Ele concluiu, na chamada Oração Sacerdotal, que o desejo Dele era que víssemos a glória do amor Dele no Pai, e que também nos tornássemos parte disso, numa fusão misteriosa que Ele definiu apenas como…– EU NELES, TU EM MIM E ELES EM NÓS!

Esta é a minha e sua vocação de ser!

O resto é a confusão que turva a visão simples do chamado para nos fundirmos no amor de Deus, em Sua amizade, e em Sua glória, que é nos amarmos Nele eternamente!

fonte: site do Caio Fábio

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Um bom casamento vale mais do que bens materiais

young couple making heart by arms on beachAilton Amélio, no UOL

Você sabia que um bom casamento traz um aumento na felicidade que equivale a aumentar quatro vezes o tamanho do salário?

Você sabia que uma boa amizade traz um aumento na felicidade que equivale a aumentar três vezes o salário?

Quem faz essas afirmações e outras mais é Robert Putnam, professor de políticas públicas da Universidade de Harvard.

As duas afirmações acima provavelmente são válidas para pessoas que já ganham, pelo menos, o suficiente para satisfazer suas necessidades básicas. Para aquelas pessoas cujos ganhos são insuficientes para satisfazer essas necessidades, o aumento dos rendimentos contribui, sim, bastante para o aumento da felicidade. Por exemplo, quando alguém está passando fome, passando frio, não tem onde dormir, não tem vestuário adequado ou seus parentes estão doentes e não podem se tratar por falta de dinheiro, o aumento de rendimento aumenta significativamente a sua felicidade.

Como vamos ver neste artigo, não é o casamento em si que traz felicidade. Tem que ser um bom casamento. Um mau casamento pode trazer muita infelicidade. Além disso, o nível de felicidade depende mais da personalidade do que do casamento: quem já era feliz antes do casamento tem maior chance de continuar feliz durante o casamento. Quem já era infeliz antes do casamento tem mais chance de continuar infeliz no casamento!

Possuir mais bens materiais não aumenta a felicidade

Entre 1950 e 2005 os bens dos americanos aumentaram cerca de três vezes. Em 2005, por exemplo, o americano médio possuía computador, celular, ar condicionado e televisão a cores. Muitas dessas coisas nem existiam nos anos 50.  As medições do nível de felicidade, que foram periodicamente realizadas durante este espaço de tempo, mostram que ela não se alterou neste período.

Geralmente a aquisição de bens materiais só aumenta consideravelmente a nossa satisfação na época da aquisição. Por exemplo, quem compra um carrão ou uma casa muito melhor que a anterior fica muito contente antes da compra, com ainda está sonhando com o bem, e logo depois da compra. Tempo depois, aquilo que foi adquirido vai saindo da consciência e deixando de trazer tanta satisfação: a pessoa que fez a compra vai deixando de notar o carro ou a casa. Ela se acostuma com esses bens e começa a pensar em uma nova aquisição. Todos já tivemos a experiências de comprar uma bela roupa e ficarmos muito contente na época da aquisição e, logo após usá-la uma vez ou outra, vamos deixando de pensar nela e podemos até esquecê-la no fundo do guarda roupa.

Outro exemplo: quem ganha na loteria fica muito feliz na ocasião. Depois de certo tempo, o seu nível de felicidade vai voltando ao que era antes, e cerca de um ano depois da premiação, a pessoa que ganhou está tão feliz ou infeliz quanto antes.

Relações sociais podem proporcionar prazer renovado

Claro que também nos acostumamos com as pessoas e elas deixam de ser novidades. Por exemplo, no início de um relacionamento amoroso achamos o parceiro muito excitante e interessante e, após algum tempo, ele perde muito da capacidade para despertar nossa atenção e de nos excitar (este é o famoso “efeito novidade” ou “efeito Coolidge”).

Certas pessoas, no entanto, são capazes de sempre trazer para nós, de forma continuada, uma boa dose imprevisibilidade, vitalidade, e desafio. Outras pessoas passam a nos roubar energia e nos colocar para baixo. A maioria das pessoas fica entre esses dois extremos, neste quesito. Por isso, é bom escolher bem o parceiro e cuidar para que ele continue sempre com a mesma vitalidade que mostrava no início do relacionamento.

Pessoas que não são vitalizadoras

Certas pessoas não contribuem direta ou pessoalmente para dar sentido e energia para nossa vida. Ou elas estão ausentes ou, quando presentes, não são nada energéticas, ou ainda, não estão interessadas em nós. É muito comum ouvirmos afirmações do seguinte tipo sobre essas pessoas ou por parte delas:

– “Ele me dá tudo, mas não presta atenção em mim”.

– “Ele é capaz de fazer qualquer coisa por mim e pelos filhos, mas é muito chato!”

-“Ele não sabe conversar. Não repercute o que eu digo, não compartilha o que está pensando e não inicia assuntos!”

– “Ele não tem sede de viver: não é muito curioso, adora rotinas e odeia surpresas e coisas arriscada”.

– “Ele me ama, mas é impaciente para ouvir minhas opiniões”.

– “Ele me trata como uma obra de arte: gosta de me ver, ama me possuir, cuida de mim, tem orgulho de estar comigo em público, mas não se interessa pela forma como penso, sobre minhas preocupações ou sobre o que gostaria de realizar na vida”.

– “Estou o tempo todo trabalhando e quase não tenho tempo para a família. Faço isso para que proporcionar para eles o melhor conforto possível e segurança econômica”.

Essas frases dizem respeito a pessoas que proporcionam coisas, mas elas próprias não são fontes de vitalidade para seus familiares.

Contribuições de um bom parceiro para a nossa satisfação

Algumas pessoas são verdadeiros espetáculos contínuos. Quando estamos perto delas, não experimentamos o aborrecimento e o desânimo. O cotidiano ao lado delas parece sempre renovado porque elas agem sempre de forma inesperada e viva ao que está acontecendo. Elas são cheias de iniciativas e reagem aos nossos comportamentos de forma verdadeira e, por isso, criativa. Elas usam menos clichês do que outras pessoas para responder ao que dizemos e sempre nos estimulam a ver as coisas de forma diferente do habitual. São verdadeiras usinas de vida.

Quem não gostaria de ter um parceiro que proporcionasse pelo menos algumas das seguintes dádivas:

– Companheiro para tudo na jornada da vida.

– Conversas envolventes, criativas e nutritivas.

– Transmutador da realidade: a paixão amorosa que ele inspira transforma magicamente a nossa realidade.

– Prazer enlouquecedor através do sexo criativo, envolvente e competente.

– Ampliador dos limites do eu: a sua forma de ver a realidade, a todo o momento, amplia a minha forma de perceber as coisas e estimula continuamente o meu crescimento psicológico.

– Apoio ilimitado: “Na saúde e na doença”, “Na alegria e na tristeza” …

– Fã incondicional: fonte inesgotável de admiração pela minha forma de ser, pensar e agir.

– Sócio nos lucros e perdas: estamos no mesmo barco na luta para conquistar aquilo que a vida oferece de melhor.

– Bem sucedido: bem sucedido na área econômica e social.

– Sempre lutando ombro a ombro: sempre dispostos a assumir os afazeres e obrigações que são necessários para a manutenção do lar e a educação dos filhos.

Ter um parceiro que proporcione os benefícios citados acima realmente afeta muito mais o nosso nível de felicidade do que possuir muitos bens ou obter um aumento significativo do nosso rendimento econômico. Da mesma forma, proporcionar essas coisas para o parceiro é extremamente importante.

O nosso tempo e a nossa energia são limitados. Temos que investi-los da melhor forma possível. Temos que decidir quanto tempo e quanta energia vamos usar para tentar obter bens materiais ou para cultivar bons relacionamentos.

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