Notas sobre o amor

ruslove5Publicado por Lucas Lujan

Estar vivo não é o mesmo que viver. Existir para ganhar dinheiro é estar vivo. Mas existir para, com o dinheiro, tornar a vida de alguém melhor, é viver. Existir para repetir modelos e adequar-se a padrões é estar vivo. Mas existir para a novidade e para a liberdade, é viverEstar vivo depende apenas de funções fisiológicas. Viver precisa do encantamento do amor.

Ninguém pode viver sem amor.

O amor é cheio de contradições. Ao mesmo tempo, nada é mais coerente. É a única fortaleza que enfraquece. É o único poder que fragiliza. É a única grandeza que diminui. É o único laço que ao invés de prender, liberta. É a única ordem que desorganiza. Mas nisso não há problema porque quem ama não quer regularidade, só quer amar.

Você sabe que ama quando o simples fato daquela pessoa existir te faz bem. Quando percebe que sem ela sua vida não teria rumo ou valor.

Claro, o amor tem seus riscos. Mas risco imensamente maior é passar pela vida sem amar. Porque ao fim, dificilmente alguma coisa terá valido à pena. Quem age por amor não terá a sensação de tempo perdido, mesmo diante de resultados ruins – porque o amor não espera o troco.

Quando achar que já é o suficiente, dê mais um beijo. Diga mais uma vez “eu te amo”. Solte mais um sorriso. Fique mais vinte minutos e dê mais um último abraço. Tratando-se de amor, é melhor pecar por excesso.

Não, não espere grandes ocasiões para dizer “eu amo você”. É a declaração que tornará qualquer ocasião grande. Não há infelicidade maior que silenciar nesse momento, porque o mundo fica pequeno e sem graça.

Quando não souber quais palavras usar para descrever o amor que sente, use as mais simples. Afinal, é na simplicidade que mora a verdade singela. Se ainda assim for incapaz, não se preocupe. O coração tem um recurso, enunciá-las com os olhos.

Ama quem pode ferir, mas prefere curar. Quem pode oprimir, mas prefere libertar. Ama quem pode punir, mas prefere salvar. O amor orienta a liberdade.

A diferença entre paixão e amor? Quem está apaixonado sente que algo lhe falta. Quem ama sente-se completo.

Acredito no amor porque só ele pode tornar a vida amável.

“Pecado” é passar pela vida sem amar intensamente. “Eternidade” é todo o tempo com aqueles que você ama.

Importa que se tenha com quem repartir a vida. São os relacionamentos que dão sentido e significado para viver. Na vida, a questão não é o sofrimento ou a felicidade. Trata-se de ter por quem sofrer e por quem sorrir.

 

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Ouvir os barulhos do maior edifício do mundo durante uma tempestade é aterrorizante

Por Sam Biddle, no Gizmodo

O Burj Khalifa, em Dubai, é um monte de coisa: é um testamento do amor da humanidade pela construção de coisas enormes. Ele também brilha. E, em uma tempestade, faz barulhos como se estivesse para desabar.

Nosso amigo (e documentarista de Dubai) Gerald Donovan diz que a cidade foi atingida por uma enorme tempestadade há alguns dias. E você pode ouvir no vídeo acima que mesmo uma torre construída com todas os luxos possíveis do design moderno ainda faz barulhos como um velho barco devido ao fato de estar balançando para frente e para trás.

Mas isso é uma coisa boa – edifícios como o Burj foram projetados para (gentilmente) balançar, e foi construído para a superestrutura conseguir dobrar um pouco em qualquer direção. A alternativa seria quebrar no meio – e os 828 metros de altura dariam um pouco de trabalho para limpar. Então por mais que o barulho possa fazer você correr e fugir do elevador em uma noite dessas, fique feliz que nós conseguimos construir o impossível – torres altas no meio do deserto que a natureza não deveria aguentar – o amigo de Donovan que gravou o vídeo disse “você não podia sentir nada”.

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Pai de Dinho, do Mamonas Assassinas, processa deputado Marco Feliciano

“Ele [Feliciano] é louco. Deus não mata ninguém, Deus é amor”, disse Hildebrando Alves

mamonasPublicado originalmente na Rolling Stone

Depois de ver na internet as declarações do deputado Marco Feliciano sobre seu filho, Hildebrando Alves, pai do vocalista do Mamonas Assassinas, Dinho, afirmou que entrou na Justiça contra o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias na Câmara por danos morais. As informações são do jornal Diário de Guarulhos.

Na semana passada, uma afirmação feita pelo pastor durante um culto passado causou polêmica. Nela, Feliciano afirma que “Deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes na boca das nossas crianças”, e que foi Ele quem causou o acidente de avião na Serra da Cantareira que colocou fim à vida dos integrantes da banda.

“Ele [Feliciano] é louco. Deus não mata ninguém, Deus é amor. O acidente que aconteceu foi uma fatalidade, eles viajavam muito de avião”, disse o pai do cantor, à publicação.

Alves também reclamou da citação de Feliciano sobre o vínculo de Dinho com a Assembleia de Deus. “Quem era o Dinho? Era da igreja Assembleia de Deus em Guarulhos. Vendeu a comunhão dele”, disse o pastor durante o discurso. Alves respondeu: “A mãe do Dinho era da Assembleia de Deus; o meu filho só frequentava (os cultos) com ela, na infância. Nós entramos hoje com um processo de danos morais”.

Veja o vídeo:

Além de Dinho e do Mamonas Assassinas, foram encontrados outros vídeos em que Feliciano ataca John Lennon e Caetano Veloso, entre outros. O deputado afirma que foi também Deus quem matou o ex-Beatle, e que o compositor baiano fez pacto com forças malignas para alcançar o sucesso.

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Brennan Manning: O que o mundo anseia encontrar na fé cristã

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Brennan Manning, em Convite à solitude

“O que o mundo anseia encontrar na fé cristã é o testemunho de homens e mulheres audazes o bastante para ser diferentes, humildes o bastante para cometer erros, selvagens o bastante para ser queimados no fogo do amor, verdadeiros o bastante para perceberem como eles são irreais.”

O escritor e pensador faleceu ontem aos 78 anos. Leia mais aqui.

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A resposta à esperança dos homens

Imagem: Google
Imagem: Google

Publicado por Laion Monteiro

“Quanto ao sentido que podiam ter esse exílio e esse desejo de reunião, Rieux nada sabia. Caminhando sempre, comprimido de todos os lados, interpelado, chegava, pouco a pouco, às ruas menos apinhadas e pensava que não era importante que essas coisas tenham um sentido ou não, mas que é preciso ver apenas a resposta dada à esperança dos homens.

Ele sabia agora qual era essa resposta e compreendia-a melhor nas primeiras ruas dos subúrbios, quase desertas. Aqueles que, cientes do pouco que eram, tinham apenas desejado voltar à casa do seu amor eram por vezes recompensados. Decerto, alguns deles continuavam a caminhar na cidade, solitários, privados do ser que esperavam. Felizes ainda dos que não tinham sido duas vezes separados, como alguns que, antes da epidemia, não tinham podido construir, à primeira tentativa, o seu amor e tinham cegamente buscado, durante anos, o difícil acordo que acaba por colar um ao outro amantes inimigos. Esses tinham tido, como o próprio Rieux, a leviandade de contar com o tempo: estavam separados para sempre. Mas outros, como Rambert, que o doutor deixara nessa mesma manhã, dizendo-lhe: “Coragem, é agora que é preciso ter razão”, haviam reencontrado, sem hesitar, o ausente que tinham julgado perdido. Durante algum tempo, pelo menos, seriam felizes.

Sabiam agora que, se há qualquer coisa que se pode desejar sempre e obter algumas vezes, essa qualquer coisa é a ternura humana.

Para todos aqueles, pelo contrário, que se tinham dirigido por cima do homem a qualquer coisa que nem sequer imaginavam, não houvera resposta. Tarrou tinha parecido alcançar essa paz difícil de que falara, mas só a tinha encontrado na morte, na hora em que não podia servir-lhe para nada. Se outros, pelo contrário, que Rieux avistava nas soleiras das casas, enlaçados com todas as suas forças e olhando-se com enlevo, tinham obtido o que queriam, é porque tinham pedido a única coisa que dependia deles. E Rieux, no momento de entrar na rua de Grand e de Cottard, pensava que era justo que, vez por outra, pelo menos, a alegria viesse recompensar os que se contentam com o homem e o seu pobre e terrível amor.”

Albert Camus em A Peste

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