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Ação #MaisAmor em Santa Maria (RS)

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Depois de inundar os corações dos recifenses com muito carinho durante a distribuição de rosas e abraços no último dia de 2012, o movimento que ficou conhecido como “Novo Jeito” vai levar um pouco de solidariedade e amor para a cidade de Santa Maria (RS), vítima de uma das maiores tragédias com incêndio do mundo.

Cinco voluntários do Recife que participaram da ação #MaisAmor no Parque da Jaqueira vão mobilizar outros voluntários em Santa Maria. Ao todo, 250 pessoas vão participar da ação, que pretende “abraçar” o quarteirão onde aconteceu a tragédia. Familiares, amigos e moradores da cidade estão sendo convocados para participar.

O “abraço” coletivo vai acontecer depois que os parentes participarem das missas de sétimo dia de seus entes queridos. Em seguida, o grupo caminha em direção à área onde fica a boate Kiss, local da tragédia.

Inicialmente, o Novo Jeito mobilizou voluntários para viabilizar a compra de passagens aéreas para levar profissionais da área de saúde a fim de auxiliar no tratamento dos feridos. Em pouco tempo, 50 técnicos de enfermagem se prontificaram a passar uma semana trabalhando voluntariamente nos hospitais e postos de saúde. No entanto,  o governo gaúcho informou que a mão de obra da Região já seria suficiente. Diante dessa informação, o grupo decidiu mobilizar seguidores do movimento no Rio Grande do Sul para realizar a ação #MaisAmor nesse momento de imensa dor e tristeza.

O grupo parte do Recife na próxima sexta. O responsável pela ação é o líder do Novo Jeito, Fábio Silva. No RS, quem lidera o movimento é Leonardo Loureiro.

Veja o vídeo da ação Mais Amor II no Recife:

Biomédica constrói cadeiras de rodas para cães deficientes

Carolina Giovanelli, no Bichos

A baiana Renata Cobo, de 35 anos, é protagonista de uma daquelas histórias de tocar o coração. Moradora de Uberaba, em Minas Gerais, a biomédica acompanhou o caso de Princesa, uma cadela que foi atropelada e levada para o hospital veterinário onde ela trabalha, em abril do ano passado. A mascote sofreu uma lesão na coluna e perdeu o movimento das patas traseiras. Após saber disso, seu dono nunca mais voltou.

A equipe do local decidiu fazer uma vaquinha para comprar uma cadeira de rodas para Princesa, que custava por volta de 500 reais. A partir de um caso que viu na internet, Renata teve então a ideia de construir ela mesma uma cadeira feita de canos de PVC e rodas de carrinhos de feira. Botou a mão na massa junto do marido, Albano, que é administrador, e produziram um modelo muito bem aproveitado pela cadela, que acabou sendo adotada.

Esse foi o pontapé inicial para o belo trabalho de Renata, que agora fabrica gratuitamente cadeirinhas para “cãodeirantes” do Brasil inteiro. “Desde então, já enviei 30 delas para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília…”, conta.

Recentemente, ela colocou um post no Facebook contando sobre seu serviço voluntário. A iniciativa se espalhou rapidamente. Já teve mais de 22 000 compartilhamentos. Agora, seu telefone não pára de tocar. Pelo menos seis pessoas a procuram todos os dias.

Ela possui 35 pedidos de cadeiras na fila de espera. Cada uma demora cerca de 20 minutos para ficar pronta. “Só posso construí-las em meus momentos de folga, nos finais de semana. Por isso, demoro de quinze a vinte dias para enviar”, diz.

A biomédica manda por e-mail para o interessado um esqueminha de como tirar as medidas do cachorro. Depois, caso haja algum desconforto, explica como fazer reparos a fim do aparato caber melhor no corpo do animal. Renata cobra apenas o material que usa e o frete. Aqui para São Paulo, o custo dos dois fica em aproximadamente 110 reais.

“Faço isso de graça porque amo cães”, afirma ela, que tem dois totós em casa, Dan e Raica. “Se pudesse, dava tudo para eles.”

Os telefones da Renata são:  (34) 9922-8280 e  (34) 9229-2072. Seu e-mail é re.cobo@hotmail.com.

Canos de PVC e rodas de carrinhos de feira: custo de fabricação e envio para São Paulo fica cerca de 110 reais

Valentina: ela hoje pode se locomover melhor graças a uma boa ação (Fotos: Arquivo pessoal)

 

O que nos faz decidir ficar com alguém

Arte de Allen Jones

Arte de Allen Jones

Publicado por Carpinejar

O que nos leva a querer passar a vida inteira com alguém é um mistério.

Você pode fazer a lista infindável do que mais gosta de sua companhia e do que menos gosta, mas nenhuma vai incluir a chave do relacionamento.

É um gesto, uma atitude, uma frase, algo que o toca em particular, que fecha com aquilo que procurava inocentemente desde pequeno.

Meu amigo Felipe se apaixonou pelo jeito que a Fernanda colava o brinco quebrado com bonder, mas ele não desconfia até hoje que foi isso.

Casou com ela depois de vê-la consertando a minúscula joia debaixo do abajur.

Ele briga, discute, discorda da esposa, porém jamais vai se separar. Essa cena despertou uma necessidade incurável da presença dela.

É o motivo do apego irascível. Existiu um quebranto, uma hipnose afetiva, talvez ele tenha se projetado no brinco (ela tentará me salvar quando me quebrar), talvez tenha se enamorado das suas concentradas mordidas de lábios.

O que posso garantir é que Felipe ficou alucinado de ternura: naquele momento decidiu que ela era a mulher de sua vida. Em seu sangue, gravou o rosto da jovem empenhada em salvar o brinco. Com o piscar das pálpebras, tirou a fotografia fundadora do seu amor, um sudário que preservará seu sentimento toda manhã.

Ele mal sabe que o real motivo de sua emoção está no plastimodelismo da infância. É bem capaz de nunca descobrir. Quando enfrentou catapora aos 10 anos, Felipe suportava sua solidão montando aviões. Grudava as pequenas peças de plástico com cuidado para não borrar a cola e estragar o encaixe. O brinco tornou-se mais um de seus aeroplanos.

Já vi gente que se uniu pelo modo de dobrar o guardanapo, pelo modo de morder uma fruta, pelo modo de gritar de susto, pelo modo de amarrar os cadarços.

Uma observação mínima acorda o inconsciente para sempre.

Quanto maior o amor, mais insignificante a origem.

Aceitaremos o cotidiano a dois sem determinar o porquê. Nossa decisão está baseada apenas na intuição. Um movimento nos ofereceu segurança para seguir em frente e aceitar o relacionamento.

Minha namorada tampouco supõe o começo de sua paixão por mim.

Inacreditavelmente, ela me ama pela forma em que tiro a camiseta. Com ambas as mãos, pelas costas, agarrando o tecido pela gola.

Ela acha o gesto protetor, viril, maiúsculo.

As mulheres se despem pela frente, de baixo para cima, levantando a blusa devagar e ritmado.

Como a maior parte dos homens, sou abrupto. Puxo a camiseta com força, livro-me dela, como um animal arrancando a pele.

Chega a ser cômico. E eu pensava que havia conquistado sua afeição com poemas.

Filha de Edir Macedo vai lançar revista mensal, diz Veja

Publicado originalmente no Comunique-se

O mercado editorial deve ganhar mais um título em abril. Coordenado pela filha de Edir Macedo, a apresentadora Cristiane Cardoso, o projeto trata-se de uma revista e tem foco nos casais.

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Revista deve ter o mesmo foco que o programa apresentado na Record (Imagem: Reprodução)

De acordo com o ‘Radar On-line’, coluna editada por Lauro Jardim na Veja.com, a publicação batizada de “A Escola do Amor” será mensal. Com o mesmo nome do programa apresentado por Cristiane na Record, o impresso deve ser lançado com a mesma linha editorial.

Ainda não há informações sobre a equipe, editoriais, páginas e se o título será vendido em banca. No ano passado, Cristiane vendeu mais de meio milhão de cópias do livro Casamento Blindado e a proposta é ter faturamento equivalente ou maior com a revista.