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Você ainda é apaixonado por seu primeiro amor?


Justin e Britney – quem não lembra de como a separação de seu primeiro amor foi difícil para a cantora?

Lu Galastri, na Galileu

Quando você pensa na sua primeira paixão, é de um jeito bom ou ruim? Você sente saudades? Eu, particularmente, sinto várias pontadas de ‘vergonha alheia da pessoa que fui no passado’ e jamais voltaria atrás no término do relacionamento. Mas conheço várias pessoas que ainda são completamente apaixonadas pelo primeiro amor, mesmo anos depois do fim.

Por isso uma pesquisa feita na Universidade de Lancaster me chamou a atenção. Ela revela que, a cada 5 indivíduos, um quer voltar com o ‘primeiro ex’.

Aliás, segundo o estudo, 14% das pessoas entraram em contato com uma paixão do passado recentemente – e todo esse pessoal pretende voltar atrás e reconstruir o relacionamento.

Homens x Mulheres

Ao separar os voluntários da pesquisa por sexo, os pesquisadores notaram que os homens são os que mais buscam ‘reacender a velha chama’ – 24% deles tentariam voltar com suas ex. E, apesar das moças terem, em geral, menos vontade de entrar em contato com um ex, 4 a cada 10 das que fazem isso admitem que pretendem seduzi-lo.

O pivô? As redes sociais

Não faço ideia do que meu primeiro namorado esteja fazendo da vida hoje. Mas, se eu quisesse ir atrás dele e descobrir tudo isso seria muito fácil – basta pesquisar o nome dele no Facebook. Meio segundo depois, tcharam, toda a vida dele estaria escancarada na minha frente. Emprego, namorada atual (ou noiva!) e, mais importante, seus contatos.

E é esse o caminho seguido pelas mulheres que entram em contato com os ex. 74% daquelas que pretendem ter seus amores de volta (tire dessa conta aquelas que não querem ver o ex nem pintado de ouro) se comunicam com eles através do Facebook.

Para os homens o caminho é diferente. 33% deles preferem usar e-mails e 31% usam SMS.

É saudável?

Depende. Psicólogos alertam que colocar antigos relacionamentos, mesmo que tenham fracassado terrivelmente, em um pedestal pode trazer danos emocionais. É prejudicial lembrar ‘como era bom aquele tempo em que nós estávamos juntos’ e esquecer dos pepinos que vocês enfrentaram até o fim.

Segundo um dos responsáveis pela pesquisa, o professor Gary Cooper, o primeiro amor é responsável por um grande impacto na vida de uma pessoa. Por isso podemos facilmente esquecer o que era ruim no relacionamento e lembrar dele como uma ‘época cor-de-rosa’. “Mas engana-se quem pensa que pode retomar o namoro de onde parou depois de algum tempo. As circunstâncias mudam”, completa.

Sobre aqueles que pensam em reatar um namoro antigo mesmo quando estão comprometidas com outras pessoas no momento, Cooper afirma que é uma espécie de escapismo. A ideia é que você pense em outra época como ideal porque não está satisfeito com a situação em que se encontra, mas tem medo de confrontá-la.

Não confunda as coisas – pode ser que você tenha, sim, uma história digna de cinema e que, após algum tempo separados, você e seu primeiro amor se reúnam e sejam felizes. Mas, para que isso aconteça, é preciso aceitar que vocês não são mais as mesmas pessoas e que muita coisa pode ter acontecido em seu período de separação.

E você, pensa em reatar um namoro antigo? Já voltou com um/uma ex? Divida suas experiências pelos comentários ou através do meu e-mail – o endereço está do lado direito da tela.

Estudo via DailyMail

 

 

O que os homens preferem: amor ou futebol?

Publicado originalmente na Meio&Mensagem

Meta da Puma é, com base científica, descobrir o que os torcedores preferem: o time ou suas namoradas Crédito: Reprodução

Depois que a ESPN nos mostrou quão importante os esportes são para os fãs – mesmo quando estão mortos (entenda o case aqui, em inglês) – a Puma, com a agência Droga5, adotou uma abordagem diferente a uma questão semelhante. E, ao contrário da ESPN, há uma (espécie de) ciência para apoiá-la.

A Puma, em parceria com pesquisadores da Universidade de Bristol, está tentando descobrir se os torcedores do Newcastle United amam seu time mais do que amam suas esposas e namoradas. A marca fez um estudo (cujos resultados serão publicados em papel) que mediu os níveis de stress de 20 torcedores do clube enquanto enfiavam agulhas em bonecos de vodu e rasgavam imagens de seus jogadores favoritos ou de suas parceiras.

Para descobrir os sentimentos “verdadeiros”, os cientistas usaram uma máquina que, através da pele, pode dizer mais sobre o que os indivíduos estão pensando com base em suas reações. Antes dos testes, os torcedores (todos homens, por sinal) tinham dito aos pesquisadores que amavam igualmente suas mulheres e seu clube.

O grupo foi escolhido com base no fator de estarem comprometidos em um relacionamento por no mínimo cinco anos e também serem sócios-torcedores de seu time por, ao menos, a mesma quantidade de tempo.

Quer saber quem ganhou? Assista ao vídeo acima.

Embora seja interessante o fato de que a Puma realizou um estudo científico real, a marca não foi a primeira a fazê-lo. Durante os campeonatos da Euro 2012, a Sharp criou o “FanLabs”, um projeto que usou um site, um aplicativo e uma máquina para coletar dados sobre conhecimento, confiança, atitudes e crenças dos torcedores de futebol ao redor do mundo.

Os dados, que incluem cápsulas de sabedoria como o fato de que os ucranianos estavam tão desesperados para ganhar o torneio que desistiriam de álcool por mais de um ano, seriam usados para ajudar a Sharp a fabricar TVs melhores.

*Do Advertising Age

dica do Josair Braz

Países menos religiosos são também menos violentos

Publicado por Hype Science

A afirmação parece contraditória, sendo que a maioria das religiões prega a paz e o amor, mas, segundo o Índice Global da Paz (IGP) de 2012, apesar do mundo em geral ter ficado um pouco mais pacífico nos últimos anos, são os países menos religiosos que continuam sendo menos violentos.

O que é o IGP?

O Índice Global da Paz, desenvolvido pelo Instituto de Economia e Paz, em conjunto com a Unidade Economista de Inteligência com a orientação de uma equipe internacional de acadêmicos e experts em paz, classifica as nações do mundo pela sua tranquilidade.

Composto por 23 indicadores, que vão desde o nível de despesas militares de uma nação às suas relações com os países vizinhos e o nível de respeito aos direitos humanos, incluindo os níveis de democracia e transparência, educação e bem-estar material, o IGP usa uma ampla gama de fontes respeitadas, incluindo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, do Banco Mundial e várias entidades da ONU, para contribuir significativamente para o debate público sobre a paz mundial.

O IGP possui investidores de todo o mundo, incluindo Prêmio Nobel, economistas, acadêmicos, agentes humanitários e políticos, como o diplomata Kofi Annan, o presidente Jimmy Carter, Sua Santidade o Dalai Lama, o professor Joseph Stiglitz e o arcebispo Desmond Tutu.

Um lugar melhor para se viver

Em sua sexta edição, o IGP indica que o mundo se tornou mais pacífico pela primeira vez desde 2009; todas as regiões, exceto o Oriente Médio e o Norte da África (que sofrem atualmente as consequências da Primavera Árabe) viram uma melhora nos níveis de tranquilidade geral. O Brasil, em particular, subiu duas posições, passando de 85º para 83º país mais pacífico dentre os 158 analisados.

Apesar da mudança, muitas coisas permaneceram as mesmas. A Islândia é o país mais pacífico do mundo, pelo segundo ano consecutivo, e a Somália continua a ser nação menos pacífica do mundo pelo segundo ano consecutivo.

A Síria foi o país que caiu pela maior margem: mais de 30 lugares, indo para 147º. Isso com certeza têm a ver com o fato de estar passando por uma guerra civil, sofrendo uma escalada da violência nos últimos 14 meses, que matou mais de 16 mil pessoas no país. O contrário ocorreu com o Sri Lanka, já que o fim de sua guerra civil elevou o país em 30 lugares.

Pela primeira vez, a África Subsaariana não é a região menos pacífica do mundo, aumentado seus níveis de paz desde 2007. Como já dissemos, o Oriente Médio e Norte da África é hoje a região menos pacífica, refletindo a turbulência da Primavera Árabe.

Pelo sexto ano consecutivo, a Europa Ocidental continua a ser a região mais pacífica, com a maioria dos seus países no top 20. A América do Norte experimentou uma ligeira melhoria, mantendo uma tendência desde 2007, enquanto a América Latina experimentou uma melhora geral com 16 dos 23 países aumentando sua pontuação de paz.

O ranking

Confira os 10 países mais pacíficos do mundo, seguidos de sua pontuação no ranking:

Islândia – 1,113
Dinamarca – 1,239
Nova Zelândia – 1,239
Canadá – 1,317
Japão – 1,326
Áustria – 1,328
Irlanda – 1,328
Eslovênia – 1,330
Finlândia – 1,348
Suíça – 1,349

O Brasil tem uma pontuação intermediária:
83º Brasil – 2.017

Enquanto os dez países menos pacíficos são:
149º Paquistão – 2,833
150º Israel – 2,842
151º República Centro Africana – 2,872
152º Coreia do Norte – 2,932
153º Rússia – 2,938
154º República Democrática do Congo – 3,073
155º Iraque – 3,192
156º Sudão – 3,193
157º Afeganistão – 3,252
158º Somália – 3,392

Religião x paz

Na Nova Zelândia, Dinamarca e Noruega, países que estão no top 10 de mais pacíficos, o conflito religioso na sociedade é praticamente inexistente. Também, um ranking feito pelo sociólogo Phil Zuckerman mostrou que todos os países desse top 10, menos a Irlanda, estão entre os 50 menos crentes do mundo, nas seguintes posições:

Islândia – 28º
Dinamarca – 3º
Nova Zelândia – 29º
Canadá – 20º
Japão – 5º
Áustria – 24º
Eslovênia – 18º
Finlândia – 7º
Suíça – 23º

Será que há alguma relação entre religião e paz? Segundo alguns especialistas, muitas guerras e atrocidades que marcaram a história estão ligadas ao sentimento religioso. Sendo assim, pode ser que países sem conflitos religiosos sejam mais pacíficos.

O Brasil no Ranking da Paz

O Brasil aparece na 83ª posição do ranking. Historicamente, não nos envolvemos em muitas guerras, porém nossa violência interna é suficiente para não deixar o país subir muito no Índice.

Quanto à religião, de acordo com a pesquisa do instituto alemão Bertelsmann Stifung, 95% dos jovens brasileiros (entre 18 e 29 anos) explicitam suas ligações religiosas: somos o terceiro país mais religioso do mundo, atrás apenas dos nigerianos e dos guatemaltecos.

O IGP de 2012 mostra que os pontos em que somos menos pacíficos são, em indicadores em ordem decrescente: homicídios, crimes violentos e terror político, acesso a armas, e violência percebida pela sociedade.
Alguns dos pontos em somos mais pacíficos são, empatados: conflito organizado, atos terroristas, mortes por conflito interno e por conflito externo, armas pesadas e relações com países vizinhos.[VisionofHumanityUOLBemParanaPaulopesAhDuvido]

Como você mede um ano de vida?

Foto: acervo da Familia Pacitti Thomé

Helena Beatriz Pacitti

Como você mede um ano de vida?

Pelas promoções que alcançou?

Pelas vezes em que ficou procurando desenhos nas nuvens?

Pelas contas que pagou?

Pelo número de vezes que percebeu a mudança da lua no céu?

Pelas baladas as quais foi?

Pelos momentos em que não teve nada para fazer?

Pelo número de reuniões de trabalho desnecessárias?

Pelas vezes em que brincou com ( e como) uma criança?

Como você mede um ano pra viver?

Quinhentos e vinte e cinco mil e seiscentos minutos?

Pelas discussões onde se exaltou?

Pelos nasceres do sol que conseguiu assistir?

Pelas jóias que comprou?

Pelos momentos que cantou no chuveiro?

Pelo número de mentiras que disse?

Pelas canções que inventou?

Pelas contas de cartão que pagou?

Como se mede um ano de vida?

Pelas vezes que chegou tarde em casa?

Pelas apresentações que assistiu na escola da crianças?

Pelas horas que passou em frente a TV?

Pelas vezes em que disse ao seu amor “eu te amo” ?

Pelas promessas que fez e não cumpriu?

Pelas vezes em que sentiu compaixão genuína?

Por todas as segundas-feiras que praguejou?

Pelas vezes em que terminou o dia abraçado a alguém?

Pelas conversas onde falou mal de outros?

Pelas vezes que foi surpreendido pela chuva e e caminhou pingando?

Por medos que nunca aconteceram?

Pelos telefonemas que fez impulsivamente só para dizer um oi?

Pelas ações da bolsa que subiram e desceram?

Pelas vezes em que fez um idoso sorrir?

Pelos contracheques assinados?

Pelos muitos quilômetros que andou sem precisar de ajuda?

Como você mede um ano de vida?

Pelos momentos em que esteve em um hospital?

Pelas vezes em que beijou seu filho?

Pelas vezes em que desejou voltar no tempo?

Pelos livros que leu?

Pelas preocupações e noites de insônia?

Pelas vezes em que sentiu muitas saudades ?

Pelo número de sabonetes gastos?

Pelos poemas que arriscou?

Pelas vezes que esqueceu o celular em casa?

Pelas vezes em que preferiu se calar por pura delicadeza?

Por se surpreender que era época de declarar o imposto de renda?

Pelas vezes que levou alguém ao aeroporto?

Pelas cartas que recebeu?

Pelos cadernos que acumulou?

Pelos frascos de perfume esvaziados?

Pelas vezes em que dançou sozinho no meio da sala?

Pelos seus rendimentos financeiros?

Pelos amigos que voltaram?

Pelas pétalas e folhas que acariciou entre os dedos?

Pelas gargalhadas que deu?

Pelo amor que semeou?

Como você mede um ano da sua vida?

***

PS: Esse texto foi inspirado – podendo ser considerado uma paráfrase – na canção Seasons of Love, do compositor, dramaturgo norte americano e vencedor do prêmio Pulitzer, Jonathan Larson (1960-1996). Ela integra o musical- rock RENT, em cartaz no Nederlander Theatre em New York desde 1996. A vida de Jonathan foi curta, porém intensa e inspiradora, fazendo jus ao que acreditava e compunha.