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Amor transforma você em mentiroso

foto: flickr.com/xlivexalivex

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Carol Castro, na Superinteressante

Talvez seja questão de sobrevivência para o casal. Não dá para ser sincero em todos os momentos, aí você se pega mentindo. E cada vez mais. É isso? Nada, a desculpa é bem melhor: hormônios.

Pesquisadores israelenses e holandeses precisaram de 60 homens para entender como a ocitocina, hormônio do amor liberado durante um beijo ou abraço, pode deixar você mais mentiroso. Metade deles recebeu doses do hormônio e a outra parte ganhou doses de placebo. Eles foram separados em equipes e tinham de adivinhar, num jogo de computador, se uma moeda viraria cara ou coroa.

Quem tinha tomado ocitocina mentia mais. E com menos pudor. Segundo a pesquisa, o pessoal do hormônio dizia ter acertado bem mais vezes. Aí a equipe ganhava mais dinheiro (40 centavos por acerto). “Para proteger e promover o bem-estar dos outros, humanos podem trapacear e esquecer a ética”, explica Shaul Shalvi.

Ou seja, é por amor. Um indivíduo cheio de ocitocina sente um afeto maior pelos outros. E vai fazer de tudo para vê-los bem. Mesmo se for preciso mentir para que isso aconteça.

Cuidar da Mãe Terra e amar todos os seres

”Amar uma pessoa é dizer-lhe: tu não poderás morrer jamais” (G.Marcel)

Publicado por Leonardo Boff

O amor é a força maior existente no universo, nos seres vivos e nos humanos. Porque o amor é uma força de atração, de união e de transformação. Já o antigo mito grego o formulava com elegância: “Eros, o deus do amor, ergueu-se para criar a Terra. Antes, tudo era silêncio, desprovido e imóvel. Agora tudo é vida, alegria, movimento”. O amor é a expressão mais alta da vida que sempre irradia e pede cuidado, porque sem cuidado ela definha, adoece e morre.

Humberto Maturana, chileno, um dos expoentes maiores da biologia contemporânea, mostrou em seus estudos sobre a autopoiesis, vale dizer, sobre a auto-organização da matéria da qual resulta a vida, como o amor surge de dentro do processo evolucionário. Na natureza, afirma Maturana, se verificam dois tipos de conexões (ele chama de acoplamentos) dos seres com o meio e entre si: uma necessária, ligado à própria subsistência e outro espontânea, vinculado a relações gratuitas, por afinidades eletivas e por puro prazer, no fluir do próprio viver.

Quando esta última ocorre, mesmo em estágios primitivos da evolução há bilhões de anos, ai surge a primeira manifestação do amor como fenômeno cósmico e biológico. Na medida em que o universo se inflaciona e se complexifica, essa conexão espontânea e amorosa tende a incrementar-se. No nível humano, ganha força e se torna o móvel principal das ações humanas.

O amor se orienta sempre pelo outro. Significa uma aventura abraâmica, a de deixar a sua própria realidade e ir ao encontro do diferente e estabelecer uma relação de aliança, de amizade e de amor com ele.

O limite mais desastroso do paradigma ocidental tem a ver com o outro, pois o vê antes como obstáculo do que oportunidade de encontro. A estratégia foi e é esta: ou incorporá-lo, ou submete-lo ou eliminá-lo como fez com as culturas da África e da América Latina. Isso se aplica também para com a natureza. A relação não é de mútua pertença e de inclusão mas de exploração e de submetimento. Negando o outro, perde-se a chance da aliança, do diálogo e do mútuo aprendizado. Na cultura ocidental triunfou o paradigma da identidade com exclusão da diferença. Isso gerou arrogância e muita violência.

O outro goza de um privilégio: permite surgir o ethos que ama. Foi vivido pelo Jesus histórico e pelo paleocristianismo antes de se constituir em instituição com doutrinas e ritos. A ética cristã foi mais influenciada pelos mestres gregos do que pelo sermão da montanha e prática de Jesus. O paleocristianismo, ao contrário, dá absoluta centralidade ao amor ao outro que para Jesus, é idêntico ao amor a Deus.

O amor é tão central que quem tem o amor tem tudo. Ele testemunha esta sagrada convicção de que Deus é amor(1 Jo 4,8), o amor vem de Deus (1 Jo 4,7) e o amor não morrerá jamais (1Cor 13,8). E esse amor incondicional e universal inclui também o inimigo (Lc 6,35). O ethos que ama se expressa na lei áurea, presente em todas as tradições da humanidade: “ame o próximo como a ti mesmo”; “não faça ao outro o que não queres que te façam a ti”. O Papa Francisco resgatou o Jesus histórico: para ele é mais importante o amor e a misericórdia do que a doutrina e a disciplina.

Para o cristianismo, Deus mesmo se fez outro pela encarnação. Sem passar pelo outro, sem o outro mais outro que é o faminto, o pobre, o peregrino e o nu, não se pode encontrar Deus nem alcançar a plenitude da vida (Mt 25,31-46). Essa saída de si para o outro a fim de amá-lo nele mesmo, amá-lo sem retorno, de forma incondicional, funda o ethos o mais inclusivo possível, o mais humanizador que se possa imaginar. Esse amor é um movimento só, vai ao outro, a todas as coisas e a Deus.

No Ocidente foi Francisco de Assis quem melhor expressou essa ética amorosa e cordial. Ele unia as duas ecologias, a interior, integrando suas emoções e os desejos, e a exterior, se irmanando com todos os seres. Comenta Eloi Leclerc, um dos melhores pensadores franciscanos de nosso tempo, sobrevivente dos campos de extermínio nazista de Buchenwald:

“Em vez de enrijecer-se e fechar-se num soberbo isolamento, Francisco deixou-se despojar de tudo, fez-se pequenino, colocou-se, com grande humildade, no meio das criaturas. Próximo e irmão das mais humildes dentre elas. Confraternizou-se com a própria Terra, como seu húmus original, com suas raízes obscuras. E eis que a ‘nossa irmã e Mãe-Terra’ abriu diante de seus olhos maravilhados um caminho de uma irmandade sem limites, sem fronteiras. Uma irmandade que abrangia toda a criação. O humilde Francisco tornou-se o irmão do Sol, das estrelas, do vento, das nuvens, da água, do fogo e de tudo o que vive e até da morte”.

Esse é o resultado de um amor essencial que abraça todos os seres, vivos e inertes, com carinho, enternecimento e amor. O ethos que ama funda um novo sentido de viver. Amar o outro, seja o ser humano, seja cada representante da comunidade de vida, é dar-lhe razão de existir. Não há razão para existir. O existir é pura gratuidade. Amar o outro é querer que ele exista porque o amor torna o outro importante.”Amar uma pessoa é dizer-lhe: tu não poderás morrer jamais” (G.Marcel); “tu deves existir, tu não podes ir embora”.

Quando alguém ou alguma coisa se fazem importantes para o outro, nasce um valor que mobiliza todas as energias vitais. É por isso que quando alguém ama, rejuvenesce e tem a sensação de começar a vida de novo. O amor é fonte de suprema alegria.

Somente esse ethos que ama está à altura dos desafios face à Mãe Terra devastada e ameaçada em seu futuro. Esse amor nos poderá salvar a todos, porque abraça-os e faz dos distantes, próximos e dos próximos, irmãos e irmãs.

dica do Ronaldo Dos Santos Junior

Quando dois homens se casam…

casamento-gay-1José Barbosa Jr.,  no  Crer é também pensar

No sábado passado fui a um casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Pensei em escrever um texto onde descreveria o casamento e só no final daria essa informação. Mas serei “legal” com você, leitor. Se quiser parar de ler por aqui, facilito a sua decisão, pois falarei sobre um casamento homoafetivo. Se seu preconceito não lhe permite avançar, esta é a hora de parar a leitura.

Voltando à narrativa, vamos ao casamento…

Fui convidado por um dos noivos, Bruno, primo de minha mulher… recebemos o convite com alegria, pois só o fato de ser convidado já nos era honroso. Sim, senti-me honrado de ser convidado para este evento.

Chegamos ao local da cerimônia/jantar, e a primeira alegria e surpresa foi ver a casa repleta de familiares dos noivos. Geralmente são os que mais recriminam e abandonam aqueles que assumem sua orientação afetiva e, as pesquisas apontam, são a causa de muitos suicídios entre estes. Não foi o caso! As famílias estavam todas lá, para alegria dos noivos, e para minha alegria também.

Havia também outros amigos homossexuais. Discretos, ocupavam suas mesas sem nenhum problema e sem olhares constrangedores. Vi um novo mundo possível! Um ambiente onde héteros e homoafetivos compartilham dos mesmos direitos, espaços e olhares. Todos amigáveis. Todos repletos de respeito mútuo.

Chegou a hora da “cerimônia”, e aqui a coisa tomou ares ainda mais admiráveis.

Pais, avós e amigos deram “testemunhos” sobre os noivos. Uma nota: a família de um dos noivos era de tradição cristã/protestante. E os testemunhos me emocionaram. Tocaram fundo.

Um dos pais disse: “Estes meninos são homens de verdade. Venceram preconceitos e assumiram, contra tudo e todos, seu amor e desejo de compartilharem a vida.”

Outro pai afirmou: “Meu filho me ensinou o que é amor. Só agora, depois de velho, estou aprendendo o que é amor, respeito, dignidade.”

Aliás, as palavras que mais ouvi, acerca dos noivos, foram “integridade”, “dignidade”, “respeito”, “amor”, “bons filhos” e “amigos”.

Mas, o grande momento, foi quando a avó de um dos noivos, cristã, fez uso da palavra para a “benção das alianças”. Afirmou, para espanto de qualquer resquício de homofobia ou estranheza que houvesse ali, que via a mão de Deus sobre a vida dos dois. Realçou o carinho e o amor que um nutem pelo outro, e que isso só pode vir de Deus. Mais uma vez falou da integridade do neto e o quanto sua família celebrava aquele momento.

Meus olhos marejaram… a Ellen (minha mulher) já estava aos prantos. Ao redor um clima de festa e celebração por um amor que se “oficializava”.

Sim, eu estava num casamento.

Não, eu não estava num casamento “gay”. Repito: eu estava num casamento! Ali estavam duas pessoas, dois seres humanos jurando amor, respeito e fidelidade um ao outro. Ali estavam duas pessoas, dignas, honradas, projetando uma vida a dois.

Como posso eu condenar tal juramento? Como posso dizer que esse amor é pervertido?

Não posso! Não quero! Não o farei! Não tenho esse direito!

Meu desejo é que Bruno e Júlio sejam felizes. Minha oração é que o amor jurado seja vivido sempre! Minha torcida é que a vida deles, juntos, seja motivo de alegria para a família, amigos e quaisquer pessoas que os cerquem. Que a integridade e a dignidade desse relacionamento sejam celebrados por todos aqueles que amam a vida e a dignidade humana.

Parabéns, Bruno e Júlio! Vocês quebraram preconceitos! Vocês enterraram, de uma vez por todas, os meus preconceitos pessoais! Vocês me ensinaram…

Sejam felizes!

dica da Karen Souza

Empresa japonesa cria sutiã que só abre com amor verdadeiro

O ‘sutiã inteligente’ possui um sensor que monitora o batimento cardíaco; dependendo da taxa, ele destrava automaticamente

Publicado na Época Negócios

Através da medição das batidas cardíacas, o sutiã destrava automaticamente (Foto: Reprodução)

Através da medição das batidas cardíacas, o sutiã destrava automaticamente (Foto: Reprodução)

Imagine um sutiã inteligente que só abre se mulher estiver sentindo amor verdadeiro. Essa é a promessa da marca japonesa de roupas íntimas, Ravijour. A empresa afirma vender o sutiã como uma forma das mulheres escaparem de abusos em festas e de homens insistentes. “Agora, a nossa lingerie vai criar mais dificuldade para mãos bobas de homens bêbados”.

O sutiã inteligente traz um sensor na armação que monitora o batimento cardíaco e envia informações por bluetooth para um aplicativo de smartphone. O aplicativo calcula o “amor verdadeiro” baseado nas mudanças do batimento de acordo com o tempo. Há taxas para várias situações: “assistindo um filme de horror”; “comendo alimentos picantes”; “flertando”; “recebendo um presente surpresa”. Quando alcança uma taxa chamada de “True Love”, irá destravar automaticamente.

O sutiã do amor ainda não está à venda. Mas, você pode ter a chance de experimentá-lo caso adquira uma lingerie da empresa por mais de US$50. O produto comemora os 10 anos da marca e traz o seguinte slogan: “Esse sutiã não pode ser destravado sem o amor verdadeiro”.

dica do Ailsom Heringer

Filha fotografa imagens de amor e fragilidade de seus pais, que faziam tratamento juntos contra o câncer

Publicado por Catraca Livre

Fragilidade, amor e compaixão. Foi isso que o fotógrafa Nancy Borowick documentou, durante um ano, ao registrar um enorme drama familiar: sua mãe e seu pai foram diagnosticados com câncer.

Ela mostro as cenas de dor, delicadeza e amor entre os dois que, muitas vezes, faziam o tratamento no mesmo lugar.

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