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Sexo pode estimular parte do cérebro responsável por inteligência

Sexo frequente não só reduz o estresse, mas aumenta o poder do cérebro Foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

Sexo frequente não só reduz o estresse, mas aumenta o poder do cérebro Foto: Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

Publicado originalmente no Extra

O sexo pode estar diretamente ligado à inteligência. Pesquisadores descobriram que as áreas do cérebro responsáveis pelo estado de alerta funcionam melhor em casais que têm uma vida sexual ativa e que começaram novos relacionamentos há pouco tempo.

Cientistas da Universidade de Paiva, na Itália, examinaram o sangue de três diferentes grupos: aqueles que se apaixonaram recentemente; aqueles que estão em relacionamentos de longo prazo; e solteiros. O primeiro grupo apresentou níveis significativamente elevados de crescimento do nervo nas áreas do cérebro que monitoram o bem-estar mental. Já os casais que estão juntos há muito tempo tiveram nível menor de desenvolvimento, sugerindo benefícios óbvios para a saúde no início do amor. Os resultaram sugerem que o sexo frequente não só reduz o estresse, mas aumenta o poder do cérebro.

Um outro estudo, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, sugere que o sexo estimula o crescimento de células cerebrais no hipocampo, parte da memória responsável pela memória e pelo aprendizado. Segundo os pesquisadores, fatores como estresse e depressão ajudam no encolhimento do hipocampo. O sexo, no entanto, pode contrariar esse efeito.

“Os níveis do hormônio ocitocina aumentam cerca de 500 por cento durante o sexo, fazendo com que nos sintamos relaxados, e melhorando o sono”, afirmou ao tabloide britânico Daily Mail a especialista em relacionamento Tracey Cox.

Marquinhos Gomes & Péricles: Nunca vi um amor tão grande assim


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Recentemente, postei aqui no blog a participação do Coral Resgate no DVD do Sorriso Maroto. Achei bem legal e muita gente criticou na época da gravação.

No vídeo acima, o caminho foi o inverso. Marquinhos Gomes convidou o sambista (e amigo) Péricles para cantar “Ele não desiste de você“.

Infelizmente, não adiantou colocar um texto bíblico e 1 trecho de oração no início do clipe. Alguns internautas estão há meses discutindo a “união entre luz e trevas”. Até quando?

dica da Ana Cristina

Para ter namoro estável, é preciso investir 22 refeições e R$ 9 mil

Pesquisa diz que é necessário investir 22 refeições, duas viagens e cerca de R$ 9 mil para ter relacionamento estável

Pesquisa diz que é necessário investir 22 refeições, duas viagens e cerca de R$ 9 mil para ter relacionamento estável

Publicado originalmente no Terra

Amor, tempo e dedicação. Sim, isso é fundamental para cultivar uma relação. Mas há outras coisas que vêm no pacote. E um site de relacionamento inglês fez uma conta do quanto é necessário investir para transformar um novo relacionamento em uma parceria estável. As informações são do site do jornal inglês Daily Mail.

Segundo o Socked.co.uk, serão necessárias 22 refeições, duas viagens e cerca de 3 mil libras em presentes, algo em torno de R$ 9 mil.

Segundo o diretor do site, as pessoas estão investindo menos tempo e mais dinheiro nos relacionamentos. “Pelos nossos cálculos, apenas 3% dos novos namoros vão durar o suficiente para chegar ao altar ou ao cartório. É um processo longo e arriscado que pede habilidade, discernimento e tato”, define Mark Hall.

O diretor ainda explica que a pesquisa identificou que também são necessárias cerca de cinco refeições em grupo, com amigos e a aprovação do relacionamento por pelo menos 55% dos parentes e colegas.

Estudo promete salvar casamentos em 21 minutos

foto: Getty Images

foto: Getty Images

Publicado originalmente no UOL

Apenas 21 minutos por ano são suficientes para manter um casamento saudável, garante um estudo da Universidade de Northwestern , nos Estados Unidos. Essa pequena intervenção na rotina pode ser importante não só para a felicidade do casal, mas também para a saúde dos dois.

“Não quero que [o estudo] soe como mágica, mas você pode obter resultados impressionantes com uma mínima intervenção”, afirma Eli Finkel, autor principal da pesquisa e professor de psicologia social da Universidade.

Segundo ele, três exercícios de escrita, que demoram sete minutos cada, podem ajudar os casais a ter uma visão mais objetiva do conflito, evitando que o romance desapareça de vez da relação.

O estudo de dois anos pediu a 120 casais que escrevessem, a cada quatro meses, sobre sua satisfação no casamento, citando amor, intimidade, confiança, paixão e compromisso. Eles também tinham de entregar um resumo dos desentendimentos que tiveram com o parceiro, relatando os pontos cruciais.

No segundo ano, o autor propôs uma interferência nos textos de metade do grupo. Após entregar o relatório, 60 casais tiveram de fazer uma segunda avaliação, ou seja, reescrever os problemas do casamento sob a perspectiva de uma pessoa neutra, que deveria sugerir uma solução que fosse boa para os dois.

Os dados mostraram que, no primeiro ano do tratamento, todas as pessoas tiveram um declínio na qualidade do casamento, mas, a partir da intervenção, o grupo da reavaliação se manteve menos angustiado com os problemas e eliminou o sentimento de insatisfação no segundo ano. Além disso, Finkel afirma que a satisfação no casamento fez com que pacientes com problemas coronários tivessem mais chances de ter uma longa vida depois de uma cirurgia do que as insatisfeitas.

“Ter um casamento de alta qualidade é um dos mais fortes indicadores de felicidade e saúde. Dessa perspectiva, participando de um exercício de escrita de sete minutos e três vezes por ano, tem de ser um dos melhores investimentos que as pessoas casadas podem fazer.”

Ateu, não anti-Deus

Fachada da boate Kiss após o incêndio.

Fachada da boate Kiss após o incêndio.

Pablo Villaça, no Diário de Bordo

Eu não acredito em Deus.

Já acreditei. Muito. Nunca tive religião, mas considerava Deus um chapa. Eu não rezava, mas conversava com ele. Sentia conforto em pensar que ele me ouvia (não usarei as maiúsculas reverentes obrigatórias a não ser ao grafar seu nome). Tinha rituais.

Aos poucos, percebi que minha crença não era fruto de minha própria fé, mas de um condicionamento que começara na primeira infância através de vários “Deus te abençoe”, “se Deus quiser”, “Deus me livre”, “vai com Deus” e por aí afora. Meu Deus não era meu, mas uma herança cultural. O dia em que disse em voz alta “Sou ateu” pela primeira vez, senti-me livre como nunca antes. Minha vida passou a ser regida pela vontade de ser alguém melhor, não por elucubrações fantasiosas sobre o que há após a morte ou sobre regras divinas traduzidas por representantes dúbios.

Dito isso, sou filho de uma espírita. Médium, como se não bastasse. Meu primo Carlos Magno e sua esposa, que amo como se fossem meus irmãos, são evangélicos (ela mais do que ele). Meu tio favorito, Jones, tem seu pai de santo como conselheiro. Amo estas pessoas como a mim mesmo e respeito quem são.

Mas abomino a religião.

Nada tenho contra a crença em Deus. Entendo como o conceito de um “pai”, de um “criador”, pode ser reconfortante. Livrei-me da necessidade de crer em algo similar, mas não acho que aqueles que sentem Deus em suas vidas são menores ou tolos. Acho absurdo, acho fabulesco e acho infantil, mas não tolo ou reprovável. Sou um ateu que abraça o amor pelo Deus no qual você acredita. Jamais me ocorreria condenar o que te conforta.

Mas se há algo dispensável nesta equação é a religião. Pense: você é católico ou evangélico basicamente por um acaso geográfico e cronológico: se tivesse nascido na Índia ou no século 15, em vez de no Brasil no século 20, creio ser razoável supor que provavelmente não seguiria padres ou pastores. Como pode, então, atribuir tamanha importância, solenidade e reverência a algo tão frágil? Se Deus existisse, você realmente acredita que ele condenaria centenas de milhões de pessoas ao inferno apenas porque passaram a seguir regras e dogmas colocados no papel por humanos falhos?

E como são falhos. Todos os dias – sem exceção -, você encontra na mídia notícias sobre incidentes revoltantes envolvendo homens e mulheres que se dizem representantes terrenos do divino. Aqui, um padre é preso por pedofilia (algo que – como fartamente documentado pelo New York Times e pelos documentários Deliver Us From Evil Mea Maxima Culpa – o atual papa encobriu quando era cardeal); ali, um pastor é preso por dizer que seu pênis era algo “sagrado”. Em Israel, uma linda menina dona de uma voz sagrada (e, para mim, a Arte merece este adjetivo) é suspensa de sua escola por ter tido a temeridade de “cantar diante de homens”, ao passo que o islã cobre suas mulheres e as subjuga ainda mais do que a Igreja Católica (e isto é um feito difícil de alcançar).

Ora, basta estudar a História do mundo para constatar a atuação nefasta da religião e de seus representantes.

Olhamos hoje para as atitudes e ditos de papas, bispos, cardeais e fiéis dos séculos 17, 18, 19 e 20 e pensamos: “Como podiam ser tão atrasados?”. Pois não se iludam: nos séculos 21, 22 e 23, os pastores, padres, rabinos e aiatolás serão vistos com o mesmo espanto, como relíquias anacrônicas.

Creia em Deus se te faz bem. Mas não permita que um humano use isto para ganhar poder, dinheiro ou fama.

Apenas em 2012, nada menos do que 20,6 bilhões de reais foram arrecadados por grupos religiosos no Brasil. Uma quantia superior a – acreditem ou não – o orçamento anual de 15 dos 24 ministérios da União. Quanto pagaram de impostos? Zero. Por quê? Não faço ideia, mas isto se reflete curiosamente na lista publicada recentemente pela Forbes, que listou seis pastores brasileiros entre os homens mais ricos do mundo.

Aparentemente, são chapas de Deus.

Não, não morro de amores pela religião. Sim, há religiosos bem intencionados, mas o sistema ao qual servem é corrompido. O poder e o dinheiro ditam as regras, bem como um conservadorismo alarmante que, em 2013, insiste em tratar mulheres como seres inferiores e que diz que homossexuais são criaturas repugnantes.

Ora, a religião é, sim, uma questão de escolha; sua orientação sexual, não. Além disso, como condenar o amor? Não importa se você ama alguém com o mesmo sistema reprodutivo que o seu; num mundo já tão violento e tomado pelo individualismo, qualquer forma de amor deveria ser celebrada, abraçada, protegida. Se um homem quer beijar outro ou se uma mulher quer acariciar os seios de outra, qual a diferença? São seres humanos, mortais, cientes de sua finitude, buscando amparo, carinho, afeto e amor nos braços de um companheiro de espécie. Que lindo. Enxergar algo reprovável nisto apenas porque o par de cromossomos 23 dos amantes é idêntico é algo… que faria uma criança inclinar a cabeça  e perguntar o que há de errado com você.

Sou ateu.

Recentemente, uma pesquisa revelou que as duas minorias mais odiadas (reparem o verbo; não se trata de “reprovar”, mas “odiar”) pelos brasileiros eram homossexuais e ateus.

Branco, heterossexual e homem, finalmente pertenço a uma minoria hostilizada. Eba.

Se Deus existisse, teria sido responsável por minha criação. Por que me odiaria? A resposta óbvia é: não odiaria. Quem dita este ódio são aqueles que se apontam como seus representantes terrenos – e só o fazem porque enxergam religiões diferentes (ou a falta de religião) como concorrentes no mercado da fé. Infelizmente, estes representantes (felizes na lista da Forbes ou não tão ricos, mas confortavelmente amparados por doações isentas de impostos) exercem uma influência inegável sobre milhões de pessoas, que, acreditando agir em defesa de Deus (ele precisa?), acabam se transformando em criaturas capazes de atos absurdamente vis.

Mais de 230 pessoas morrem numa boate no Rio Grande do Sul e evangélicos de todo o país vão ao YouTube, a comentários de sites e a blogs para dizer que as vítimas estariam vivas caso não estivessem pecando.

Isto não é falar por Deus; é vomitar pelo Diabo.

(Não que acreditar no Diabo seja menos tolo; é incrível que qualquer adulto admita crer num ser tão absurdo sem sentir vergonha.)

Sou ateu. Mas não reprovo a crença em Deus. Reprovo, contudo, a tolice da religião. Você não precisa de intermediários terrenos, falhos, gananciosos e cruéis, para comungar com aquele que você julga ser seu criador. Conferir poder a estes indivíduos é temeroso na melhor das hipóteses; na pior, é um desastre absoluto.

Além disso, entenda algo: sua fé não passa de um conjunto de ideias formatado para se conformar a uma ideologia religiosa. Você a chama de “Fé” (com maiúscula), claro, mas ela se resume, em sua essência, a conceitos, ideias. E, como tal, pode ser questionada. Se alguém diz que os conceitos de concepção imaculada, ressurreição e andar sobre as águas é tolice, você não pode dizer que o indivíduo em questão está sendo “intolerante”.

O ateu nada mais é do que alguém que acredita num Deus a menos do que você.

Pense no Lorde Xenu da Cientologia ou no anjo Moroni do Mormonismo. Ora, pense em Maomé. Ou em André Luiz. A menos que você considere todos igualmente plausíveis e dignos de crença, você é tão ateu quanto eu. Bom, talvez não tanto, mas está a um deus de distância da descrença absoluta.

Não somos tão diferentes assim, você e eu. Na realidade, o que nos separa é basicamente o fato de que eu jamais ajudaria um ser humano profundamente falho e repleto de preconceitos a assumir a posição de influenciar outros apenas porque o considero uma espécie de telefonista de Deus.

E se você refletir com cuidado, perceberá que tampouco precisa deste telefonista. Deus ficará feliz em te atender pelo celular.

Não que ele exista.

dica do João Marcos