Arquivo da tag: amor

Em busca do amor, curitibano tímido transforma carro em outdoor ambulante

Na mensagem pintada na porta do "Dancemóvel", Dance Boy reclama da necessidade de ter de tomar a iniciativa para se aproximar das mulheres. Na opinião dele, as curitibanas são muito fechadas (foto: Rafael Martins/UOL)

Na mensagem pintada na porta do “Dancemóvel”, Dance Boy reclama da necessidade de ter de tomar a iniciativa para se aproximar das mulheres. Na opinião dele, as curitibanas são muito fechadas (foto: Rafael Martins/UOL)

Rafael Moro Martins, no UOL

“Meu drama é conseguir uma mulher”, conta o funcionário público curitibano Adial Ribeiro Godoy Júnior. A tal ponto que ele, auto-apelidado Dance Boy, circula pela capital paranaense num velho Del Rey ostensivamente pintado de cor-de-rosa e azul com mensagens que, acredita, irão ajudá-lo a encontrar sua cara-metade.

“Quero conhecer gatinhas extrovertidas”, propõe o Dance Boy num cartaz fixado no teto do carro. A mensagem grafada nas portas do “Dancemóvel” é mais direta: “Mulherada: se vocês querem direitos iguais, então por que ainda esperam que nós homens é que tomemos a iniciativa em cheguemos em vocês?”. No vidro traseiro, um tanto de desapontamento com as gurias: “O mal das garotas curitibanas é o orgulho”, sentencia.

“As mulheres aqui são muito fechadas”, lamenta-se Adial, que nasceu na capital de pais vindos do Norte do Paraná. “Não me adapto com as curitibanas, nem com Curitiba. Todo mundo aqui é muito frio. Curitibano extrovertido é exceção.”

É por isso que ele resolveu escancarar a solidão e a busca por um amor eu seu carro, sua bicicleta e nas camisetas que veste para circular pela cidade. “Eu sou tímido, não consigo ‘chegar’ nas mulheres. Então, se não fosse assim, não seria como. E eu tive mais sucesso assim. Tem que ser diferente para chamar a atenção”, teoriza.

Até agora, porém, nada sério. “Consegui ficar com algumas mulheres. Mas não é o que quero. Quero a mulher da minha vida. Não tenho mais 16 anos”, afirma. Ainda que acredite que “as mulheres que curtem o que eu curto são mais jovens”, Adial diz não fazer restrições. Ou quase. “Só não quero uma que tenha filhos. Não estou disposto a assumir filho dos outros.”

Na balada, roupa com leds

Adial se recusa a revelar a idade e onde trabalha. “É pra não misturar as coisas”, argumenta. Os cabelos rareando no alto da cabeça e a barriga que começa a despontar sob a camiseta (“Estou fazendo dieta com uma nutricionista para perdê-la”) indicam, porém, que já passou dos 30 anos.

“Eu frequentava muita danceteria nos anos 1990. E, como todo mundo, quero arranjar uma namorada, mas não conseguia de jeito nenhum. Tentei de tudo, anúncio em jornal, bate-papo na internet, me apresentar nas baladas. Até refiz o ensino médio, que tinha concluído no supletivo, mas nada”, conta.

“Lá por 2000, meu chefe deu a ideia de fazer a camiseta, dizendo que eu estava interessado nas meninas. E eu ia com ela para as danceterias. Em 2002, vi um táxi com anúncio luminoso no teto, e resolvi copiar.” Surgiu o primeiro “Dance móvel”, então um velho Fusca.

Como as garotas não vieram, a fantasia foi se aperfeiçoando. Para personalizar o velho Del Rey, Adial estima que gastou cerca de R$ 2.000. “Isso foi na pintura, os dizeres, o sistema de som, o prisma com auto-falante e um globo de discoteca”, enumera.

“E tenho um traje iluminado, com leds, que uso para ir às baladas”, conta. “Se antes eu não era visto, agora não tem como.” O apelido veio do gosto pela dance music dos anos 1990, que ele dança nas baladas domingueiras ainda comuns na periferia de Curitiba.

Lugar errado

Questionado se a sisudez das curitibanas não seria melhor enfrentada de maneira mais discreta, Adial tem a resposta na ponta da língua. “Toda minha vida fui discreto, até começar a andar como Dance Boy. E nunca deu certo”, crava. “Muitos dizem que não vou conseguir ninguém com essa roupa. Respondo que também não conseguia antes. Então, qual a diferença?”

Para ele, a solidão é mesmo culpa da frieza das curitibanas. “No Rio, certa vez duas gatas me abordaram, no aeroporto, curiosas com minha camiseta. Se tivesse nascido lá, talvez nem precisasse dos anúncios. Acho que nasci no lugar errado”, lamenta-se. Por isso, presta concursos públicos de nível superior (é graduado em Geologia pela UFPR) noutras cidades do país.

Enquanto isso, segue a vida na capital paranaense. Como sempre, chamando a atenção. “Outro dia, uns policiais disseram que me viram no Facebook e que torcem por mim. Pena que não eram da polícia feminina. Aí é que está. Os elogios que recebo nunca são de quem eu quero.”

Desapontado com as mulheres de Curitiba, o funcionário público Adial Ribeiro Godoy Júnior resolveu inovar. Pintou seu Del Rey de roda e criou mensagens para tentar atrair pretendentes (foto: Rafael Martins/UOL)

Desapontado com as mulheres de Curitiba, o funcionário público Adial Ribeiro Godoy Júnior resolveu inovar. Pintou seu Del Rey de roda e criou mensagens para tentar atrair pretendentes (foto: Rafael Martins/UOL)

Menos farisaísmo, por favor

verdade-mentiraRicardo Gondim

As mentiras, ao contrário do que se apregoa, não são todas iguais. Existe mentira de todo tipo: inescrupulosa, malvada, perniciosa, pecaminosa, ingênua. Não se deve esquecer as inofensivas e até as nobres.

O que dizer das mentirinhas amorosas? Aquelas que nascem de lábios apaixonados? Quando o namorado sussurra, seu chamego se colore de um encarnado libidinoso. Em nome do amor, toda e qualquer frase tem força de transformar-se em uma declaração arrebatadora. Esses arroubos não seriam mentira?

Não há como condenar um pai, que mesmo ansioso por descanso, finja disposto a brincar com os filhos. Quem acusa a mãe que lê uma historinha e faz de conta que acreditou nas fadas?

As mentiras que nascem do zelo também não merecem desprezo. Se ela pergunta: Engordei? Homem nenhum pode responder com absoluta honestidade. Um lânguido nem tanto é o máximo que deve ousar. Verdade é virtude que não sobrevive sozinha. Toda verdade tem de vir precedida pela graça. Os absolutamente sinceros são na maioria das vezes intoleráveis. Toda sinceridade carece da graça porque nela o amor se sobrepõe à retidão. Quem ama não teme ser rotulado como inconstante. Misericórdia encobre. O intuito de proteger patrocina um tipo de mentira: a incoerência.  Há um provérbio bíblico, inclusive, que não condena esse jeito de encobrir os fatos: O ódio espalha dissensão, mas o amor esconde os pecados (10.12).

Quem se oporia a certas mentiras médicas? Quem não se valeu delas? Ainda não vai ser desta vez afirma o mais criterioso médico diante do paciente com um diagnóstico terminal. No corredor do hospital, os parentes combinam entre si ao saberem do veredito: Vamos entrar no quarto, mas nada de choro; temos que manter uma atitude otimista para não abatê-lo mais. Todos disfarçam e a mentira alivia o ambiente. Os sorrisos ensaiados e as conversas amenas não passam de eufemismo. Pura hipocrisia. Uma farsa caridosa, todavia.

Que tal as mentiras poéticas? Os poetas mais exímios mentem. Transformam sentimentos banais em amor inflamado. Realçam a força dos substantivos com adjetivos precisos. Valem-se das hipérboles para descrever as paixões. Inflamam os romances com floreios insinuantes. A poesia tem força de transformar o rei amante em escravo e a donzela amada em rainha. Fernando Pessoa foi feliz ao constatar: Todo poeta é um fingidor. Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. O poeta nem sempre se dá conta de que sua malicia enriquece a vida.

A Bíblia relata as mentiras de vários heróis sem censurá-los. Jacó ganhou uma primogenitura enganando o pai (Gn. 27). Tamar, uma das ancestrais de Jesus, conseguiu engravidar se travestindo de prostituta para engodar Judá (Gn 38). José ludibriou a família como estratégia para não revelar imediatamente a identidade (Gn42). O rei Davi se fez de doido como meio de escapar do ódio de Aquis, rei de Gate (1Sm 21). Rute passou a perna em Boaz, salvou-se e garantiu a genealogia do Messias (Rt 3).

Lógico, impossível defender o dolo, a injúria, a impostura. Certamente o mentiroso não tem lugar na roda dos justos. Tanto o farsante, como o hipócrita e o maldoso que gagueja merecem o fim dos ímpios. Contudo, não há como negar: a humanidade não sobreviveria sem o recurso da mentira.

Menos farisaísmo, por favor!

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

‘Podemos estimular a produção do hormônio do amor’, diz neurocientista

Juliana Vines na Folha de S.Paulo

Depois de 12 anos coletando o sangue de voluntários para uma série de experimentos, o economista e neurocientista americano Paul Zak, 51, diz ter descoberto a molécula que funciona como um interruptor da bondade humana: a ocitocina, conhecida como o hormônio do amor.

Apelidado de Dr. Love, Zak, que é professor da Universidade Claremont, na Califórnia, e autor do livro “A Molécula da Moralidade” (Campus, 264 págs., R$ 69,90), participa hoje do ciclo de palestras Fronteiras do Pensamento, em São Paulo.

À Folha, ele explica o que chama de “ciclo virtuoso da ocitocina” –a possibilidade de estimular a produção do hormônio em outras pessoas e, assim, gerar uma sociedade mais generosa. Leia trechos da entrevista.

O neuroeconomista Paul Zak, no hospital da PUC-RS, em Porto Alegre

O neuroeconomista Paul Zak, no hospital da PUC-RS, em Porto Alegre

Ocitocina e confiança
Eu já estudava a confiança interpessoal quando, em 2001, uma colega me falou sobre a ocitocina. Pesquisei e tive uma revelação: talvez a molécula conhecida como hormônio feminino pudesse estimular uma preocupação com o próximo, que se manifesta por meio da confiança.

Era uma ideia doida, então fiz experimentos medindo o nível de ocitocina no sangue de voluntários –durante situações reais, como ao checar os níveis hormonais de noivos antes e depois de um casamento, ou em testes em laboratório– até me certificar e publicar os resultados.

Molécula do amor
Nas pesquisas, encontramos uma relação entre níveis altos de ocitocina e uma postura mais generosa. [Por exemplo: quando pessoas participaram de um teste em que tinham que dividir dinheiro com estranhos para poder ter mais lucro, níveis mais altos do hormônio foram encontrados entre aquelas que receberam um montante --uma resposta à demonstração de confiança dos doadores-- o que também fez com que elas fossem mais generosas.]

A ocitocina é a base biológica do amor, ajuda as pessoas a confiar nos outros, a dar dinheiro para a caridade.

Ativismo pró-hormônio
Podemos nos transformar em ativistas sociais e impulsionar um ciclo virtuoso: a ocitocina gera empatia, que inspira confiança e aumenta os níveis hormonais na outra pessoa, o que a leva a demonstrar mais empatia. Isso pode construir uma sociedade mais conectada e afetiva.

Receita
Há uma “receita” para aumentar os próprios níveis de ocitocina, a minha favorita é dar oito abraços por dia –cheguei nesse número porque penso em um abraço por hora, durante um dia de trabalho.

É como se déssemos de presente a alguém um aumento nos níveis de ocitocina. Também produzimos o hormônio em oração ou meditação e quando damos atenção a outra pessoa.

Spray de ocitocina
Entender o mecanismo biológico da ocitocina e tentar se esforçar para se conectar verdadeiramente com as pessoas funciona melhor do que aspirar um spray com o hormônio. Testamos isso em laboratório e comprovamos: somos criaturas sociais. Nós precisamos do contato. Ser honesto, gentil e ter compaixão exige que sejamos parte da sociedade.

Antagonistas
Altos níveis de estresse e de testosterona podem diminuir a ação da ocitocina. Mas isso não quer dizer que o hormônio só tenha influência em laboratório, em uma realidade controlada. Testamos situações reais, por exemplo, em guerreiros tribais em Papua-Nova Guiné, e vimos que mesmo em situações com estresse moderado a ocitocina desempenha o mesmo papel.

Reducionismo
Não estou reduzindo a moral humana a uma molécula. Mas a ocitocina parece ter um papel de coordenação do mecanismo da moral. Não significa que as teorias da filosofia ou da teologia sobre moral estão erradas. O que tentamos fazer é encontrar os mecanismos biológicos por trás da moralidade humana.

“Trio do amor”, hum… Filha do senador Magno Malta requebra o “afé music”

Teresa Perosa, na Épocakarla

“Trio do amor” é o sugestivo nome do carro-chefe do CD de música gospel a ser lançado em novembro por Karla Malta, filha do senador Magno Malta.

O lado, digamos, animado da canção não está no conteúdo, que se refere à Santíssima Trindade, mas no ritmo. Karla canta um estilo chamado afé music. Isso mesmo: uma versão evangélica do axé music.

Com participação de músicos que já tocaram com Caetano Veloso e Ivete Sangalo, o disco é uma superprodução da Sara Music, gravadora da Sara Nossa Terra.

Os benefícios do sexo

macho-ou-femeaPublicado no Novo Mundo Radiológico

1. Ter relações sexuais alivia dores de cabeça. Cada vez que você faz amor, libera a tensão das veias do cérebro.

2. Um grande número de relações sexuais pode limpar o nariz entupido. Sexo é um anti-histamínico natural. Ele ajuda a combater asma e alergias de primavera.

3. Fazer amor é um tratamento de beleza espetacular. Os cientistas descobriram que quando uma mulher faz sexo, produz grandes quantidades de estrógeno que dá brilho e maciez ao cabelo.

4. O sexo é um dos esportes mais seguros. Fazer amor quase todos os tons e fortalece os músculos do corpo feminino e masculino. É mais agradável do que nadar 20 voltas na piscina e não precisam de tênis especiais!

5. Fazer amor devagar, suave e relaxadamente reduz as chances de sofrer dermatites, erupções na pele e acne. O suor produzido limpa os poros e faz sua pele brilhar.

6. Fazer amor pode queimar todas as calorias que você acumulou nesse jantar romântico antes de dormir.

7. Sexo é um santo remédio para a depressão. Ele libera endorfina na corrente sanguínea, criando um estado de euforia e deixando mulheres e homens com um sentido de ser único.

8. O sexo é o tranquilizante e relaxante muscular mais seguro do mundo. É mil vezes mais eficaz do que o Valium.

9. Quanto mais sexo melhor, pois um corpo sexualmente ativo libera bem mais feromônio. Este perfume natural das glândulas do nosso corpo é imperceptível ao nosso nariz, mas que excita bastante as mulheres!

10. Beijar todos dias mantém você mais tempo longe do dentista. A arte de Beijar faz com que a saliva limpe os dentes e diminui a quantidade de ácido que causa a cárie, impedindo possíveis problemas bucais, sem contar que mantém o hálito sempre renovado!

dica do Ailsom Heringer