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Filha fotografa imagens de amor e fragilidade de seus pais, que faziam tratamento juntos contra o câncer

Publicado por Catraca Livre

Fragilidade, amor e compaixão. Foi isso que o fotógrafa Nancy Borowick documentou, durante um ano, ao registrar um enorme drama familiar: sua mãe e seu pai foram diagnosticados com câncer.

Ela mostro as cenas de dor, delicadeza e amor entre os dois que, muitas vezes, faziam o tratamento no mesmo lugar.

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ONG Novo Jeito promove ações solidárias para distribuir amor em dezembro

Publicado no Diário de Pernambuco

Um fim de ano com mais igualdade, partilha e amor. O desejo de grande parte da população vai ser colocado em prática durante todo o mês de dezembro pelo Movimento Novo Jeito através da mobilização social chamada “Caminho do Amor”. A ação tem como foco a promoção da solidariedade e do engajamento social.

A primeira ação acontece todas as segundas de dezembro, na Praça da Independência, mais conhecida como Praça do Diario, na região central do Recife. Os voluntários vão cuidar dos moradores de rua distribuindo sopa e levando um pouco de alegria. A creche “Lugar da criança”, apoiada pelo movimento, terá um dia diferente, a instituição vai comemorar a festa de Natal com distribuição de presentes e um dia de atividades recreativas.

As mobilizações também vão chegar no Sertão. Os moradores de Manarí, cidade que possui o mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano de Pernambuco, vão receber a visita dos voluntários que irão distribuir alimentos, roupas, brinquedos e objetos de higiene pessoal.

Para fechar o ciclo de ações do ano, no dia 31 de dezembro, voluntários vão invadir as ruas de Recife distribuindo abraços, sorrisos e rosas, no parque da Jaqueira, com a maior e mais importante ação do movimento, o Mais Amor III.

Os interessados em conhecer um pouco mais das ações realizadas pelo Movimento Novo Jeito podem acessar o site www.novojeito.com.br ou entrar em contato através das redes sociais @novojeito, no twitter, e facebook.com/novojeito.

Confira as atividades previstas para o mês:

- Sopão: Todas as segundas de dezembro (9, 16 e 23) voluntários do Recife vão se reunir na Praça da Independência, mais conhecida como Praça do Diario, para cuidar dos moradores de rua e distribuir um sopão.

- Sertão: Uma caravana com voluntários do Novo Jeito vão invadir a cidade de Manarí, no Sertão de Pernambuco, neste sábado (14), para levar alimentos, produtos de higiene pessoal, roupas, brinquedos e promover um dia diferenciado.

- #MaisAmorIII: A última mobilização do Novo Jeito virou uma mobilização Nacional. Além do Recife, várias cidades no Brasil vão distribuir amor no dia 31. Veja as cidades e faça a sua inscrição no www.novojeito.com.

10 coisas que Mandela ensina

nelson-mandela-004Ed René Kivitz

1. As distinções de raça, gênero e religião que caracterizam os seres humanos são menores do que seu estatuto comum de seres criados à imagem e semelhança de Deus

2. É possível sofrer o mal sem se tornar malvado

3. Valores como integridade, humildade e generosidade andam na contramão do mundo, mas apontam o norte verdadeiro

4. O amor é maior que o ódio, o perdão é maior que a vingança

5. A dignidade de um ser humano é seu patrimônio inalienável

6. Grandes mudanças políticas podem acontecer sem derramamento de sangue, e extraordinárias transformações sociais podem ser conquistadas pacificamente

7. O sofrimento se apequena diante de um coração alegre

8. Um espírito livre jamais pode ser encarcerado

9. O cuidado do pobre, do fraco e do que sofre não é um gesto de caridade, é um ato de justiça

10. O amor ao poder é maligno e promove a morte, o poder do amor é divino e promove a vida

fonte: Facebook

Em busca do amor, curitibano tímido transforma carro em outdoor ambulante

Na mensagem pintada na porta do "Dancemóvel", Dance Boy reclama da necessidade de ter de tomar a iniciativa para se aproximar das mulheres. Na opinião dele, as curitibanas são muito fechadas (foto: Rafael Martins/UOL)

Na mensagem pintada na porta do “Dancemóvel”, Dance Boy reclama da necessidade de ter de tomar a iniciativa para se aproximar das mulheres. Na opinião dele, as curitibanas são muito fechadas (foto: Rafael Martins/UOL)

Rafael Moro Martins, no UOL

“Meu drama é conseguir uma mulher”, conta o funcionário público curitibano Adial Ribeiro Godoy Júnior. A tal ponto que ele, auto-apelidado Dance Boy, circula pela capital paranaense num velho Del Rey ostensivamente pintado de cor-de-rosa e azul com mensagens que, acredita, irão ajudá-lo a encontrar sua cara-metade.

“Quero conhecer gatinhas extrovertidas”, propõe o Dance Boy num cartaz fixado no teto do carro. A mensagem grafada nas portas do “Dancemóvel” é mais direta: “Mulherada: se vocês querem direitos iguais, então por que ainda esperam que nós homens é que tomemos a iniciativa em cheguemos em vocês?”. No vidro traseiro, um tanto de desapontamento com as gurias: “O mal das garotas curitibanas é o orgulho”, sentencia.

“As mulheres aqui são muito fechadas”, lamenta-se Adial, que nasceu na capital de pais vindos do Norte do Paraná. “Não me adapto com as curitibanas, nem com Curitiba. Todo mundo aqui é muito frio. Curitibano extrovertido é exceção.”

É por isso que ele resolveu escancarar a solidão e a busca por um amor eu seu carro, sua bicicleta e nas camisetas que veste para circular pela cidade. “Eu sou tímido, não consigo ‘chegar’ nas mulheres. Então, se não fosse assim, não seria como. E eu tive mais sucesso assim. Tem que ser diferente para chamar a atenção”, teoriza.

Até agora, porém, nada sério. “Consegui ficar com algumas mulheres. Mas não é o que quero. Quero a mulher da minha vida. Não tenho mais 16 anos”, afirma. Ainda que acredite que “as mulheres que curtem o que eu curto são mais jovens”, Adial diz não fazer restrições. Ou quase. “Só não quero uma que tenha filhos. Não estou disposto a assumir filho dos outros.”

Na balada, roupa com leds

Adial se recusa a revelar a idade e onde trabalha. “É pra não misturar as coisas”, argumenta. Os cabelos rareando no alto da cabeça e a barriga que começa a despontar sob a camiseta (“Estou fazendo dieta com uma nutricionista para perdê-la”) indicam, porém, que já passou dos 30 anos.

“Eu frequentava muita danceteria nos anos 1990. E, como todo mundo, quero arranjar uma namorada, mas não conseguia de jeito nenhum. Tentei de tudo, anúncio em jornal, bate-papo na internet, me apresentar nas baladas. Até refiz o ensino médio, que tinha concluído no supletivo, mas nada”, conta.

“Lá por 2000, meu chefe deu a ideia de fazer a camiseta, dizendo que eu estava interessado nas meninas. E eu ia com ela para as danceterias. Em 2002, vi um táxi com anúncio luminoso no teto, e resolvi copiar.” Surgiu o primeiro “Dance móvel”, então um velho Fusca.

Como as garotas não vieram, a fantasia foi se aperfeiçoando. Para personalizar o velho Del Rey, Adial estima que gastou cerca de R$ 2.000. “Isso foi na pintura, os dizeres, o sistema de som, o prisma com auto-falante e um globo de discoteca”, enumera.

“E tenho um traje iluminado, com leds, que uso para ir às baladas”, conta. “Se antes eu não era visto, agora não tem como.” O apelido veio do gosto pela dance music dos anos 1990, que ele dança nas baladas domingueiras ainda comuns na periferia de Curitiba.

Lugar errado

Questionado se a sisudez das curitibanas não seria melhor enfrentada de maneira mais discreta, Adial tem a resposta na ponta da língua. “Toda minha vida fui discreto, até começar a andar como Dance Boy. E nunca deu certo”, crava. “Muitos dizem que não vou conseguir ninguém com essa roupa. Respondo que também não conseguia antes. Então, qual a diferença?”

Para ele, a solidão é mesmo culpa da frieza das curitibanas. “No Rio, certa vez duas gatas me abordaram, no aeroporto, curiosas com minha camiseta. Se tivesse nascido lá, talvez nem precisasse dos anúncios. Acho que nasci no lugar errado”, lamenta-se. Por isso, presta concursos públicos de nível superior (é graduado em Geologia pela UFPR) noutras cidades do país.

Enquanto isso, segue a vida na capital paranaense. Como sempre, chamando a atenção. “Outro dia, uns policiais disseram que me viram no Facebook e que torcem por mim. Pena que não eram da polícia feminina. Aí é que está. Os elogios que recebo nunca são de quem eu quero.”

Desapontado com as mulheres de Curitiba, o funcionário público Adial Ribeiro Godoy Júnior resolveu inovar. Pintou seu Del Rey de roda e criou mensagens para tentar atrair pretendentes (foto: Rafael Martins/UOL)

Desapontado com as mulheres de Curitiba, o funcionário público Adial Ribeiro Godoy Júnior resolveu inovar. Pintou seu Del Rey de roda e criou mensagens para tentar atrair pretendentes (foto: Rafael Martins/UOL)

Menos farisaísmo, por favor

verdade-mentiraRicardo Gondim

As mentiras, ao contrário do que se apregoa, não são todas iguais. Existe mentira de todo tipo: inescrupulosa, malvada, perniciosa, pecaminosa, ingênua. Não se deve esquecer as inofensivas e até as nobres.

O que dizer das mentirinhas amorosas? Aquelas que nascem de lábios apaixonados? Quando o namorado sussurra, seu chamego se colore de um encarnado libidinoso. Em nome do amor, toda e qualquer frase tem força de transformar-se em uma declaração arrebatadora. Esses arroubos não seriam mentira?

Não há como condenar um pai, que mesmo ansioso por descanso, finja disposto a brincar com os filhos. Quem acusa a mãe que lê uma historinha e faz de conta que acreditou nas fadas?

As mentiras que nascem do zelo também não merecem desprezo. Se ela pergunta: Engordei? Homem nenhum pode responder com absoluta honestidade. Um lânguido nem tanto é o máximo que deve ousar. Verdade é virtude que não sobrevive sozinha. Toda verdade tem de vir precedida pela graça. Os absolutamente sinceros são na maioria das vezes intoleráveis. Toda sinceridade carece da graça porque nela o amor se sobrepõe à retidão. Quem ama não teme ser rotulado como inconstante. Misericórdia encobre. O intuito de proteger patrocina um tipo de mentira: a incoerência.  Há um provérbio bíblico, inclusive, que não condena esse jeito de encobrir os fatos: O ódio espalha dissensão, mas o amor esconde os pecados (10.12).

Quem se oporia a certas mentiras médicas? Quem não se valeu delas? Ainda não vai ser desta vez afirma o mais criterioso médico diante do paciente com um diagnóstico terminal. No corredor do hospital, os parentes combinam entre si ao saberem do veredito: Vamos entrar no quarto, mas nada de choro; temos que manter uma atitude otimista para não abatê-lo mais. Todos disfarçam e a mentira alivia o ambiente. Os sorrisos ensaiados e as conversas amenas não passam de eufemismo. Pura hipocrisia. Uma farsa caridosa, todavia.

Que tal as mentiras poéticas? Os poetas mais exímios mentem. Transformam sentimentos banais em amor inflamado. Realçam a força dos substantivos com adjetivos precisos. Valem-se das hipérboles para descrever as paixões. Inflamam os romances com floreios insinuantes. A poesia tem força de transformar o rei amante em escravo e a donzela amada em rainha. Fernando Pessoa foi feliz ao constatar: Todo poeta é um fingidor. Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A dor que deveras sente. O poeta nem sempre se dá conta de que sua malicia enriquece a vida.

A Bíblia relata as mentiras de vários heróis sem censurá-los. Jacó ganhou uma primogenitura enganando o pai (Gn. 27). Tamar, uma das ancestrais de Jesus, conseguiu engravidar se travestindo de prostituta para engodar Judá (Gn 38). José ludibriou a família como estratégia para não revelar imediatamente a identidade (Gn42). O rei Davi se fez de doido como meio de escapar do ódio de Aquis, rei de Gate (1Sm 21). Rute passou a perna em Boaz, salvou-se e garantiu a genealogia do Messias (Rt 3).

Lógico, impossível defender o dolo, a injúria, a impostura. Certamente o mentiroso não tem lugar na roda dos justos. Tanto o farsante, como o hipócrita e o maldoso que gagueja merecem o fim dos ímpios. Contudo, não há como negar: a humanidade não sobreviveria sem o recurso da mentira.

Menos farisaísmo, por favor!

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim