Juiz de Goiás é chamado de ‘meio doido’ em petição, e advogada culpa estagiário

goiasLuã Marinatto, no Extra

“Verificar certinho se põe esse parágrafo, porque aquele juiz é meio doido”. A frase, perdida em uma petição que faz parte de um processo que corre no Segundo Juizado Especial Cível de Goiânia, está dando o que falar na internet. E tem dado, também, muita dor de cabeça à advogada Ana Paula Barbosa Ferreira, que assinou o texto, remetido no dia 19 de setembro. A reprodução foi enviada ao WhatsApp do EXTRA (21 9644-1263).

No dia 3 de outubro, o juiz Gustavo Assis Garcia, responsável pelo caso, remeteu um despacho em que pede explicações sobre o ocorrido. O magistrado deu um prazo de 48 horas para Ana Paula explicar nos autos “a quem se refere e o que pretende dizer” com o trecho em questão. A advogada, por sua vez, eximiu-se de culpa.

– Estou muito envergonhada, é um fato que tem me causado um constrangimento enorme, nunca imaginei que tomaria essa proporção. Isso foi colocado por engano na petição, foi um estagiário que utilizou um modelo que já existia – garantiu Ana Paula, acrescentando que estava viajando quando a petição foi remetida:

– No escritório em que eu trabalho, a minha senha é utilizada por todas as pessoas. E protocolaram. Eu, inclusive, não estava lá, isso aconteceu durante uma viagem de férias.

Realizando uma consulta ao site do Tribunal de Justiça de Goiás a partir do número do processo (7114600), é possível ver o passo a passo processual e acessar despachos feitos pelo juiz Gustavo Assis Garcia, inclusive aquele no qual ele exige um posicionamento por parte da advogada. Na última segunda-feira, às 18h38, Ana Paula protocolou uma petição com o nome “retratação e esclarecimento”.

– Fui convocada a prestar esclarecimentos, fiz uma nova petição, encaminhei e protocolei. Mas ainda não consegui falar pessoalmente com o juiz – contou ela, que traz na ponta da língua o que falaria ao magistrado:

– Pediria muitas desculpas e tentaria explicar que não fui eu a autora dessa frase, que jamais escreveria isso. Que quem escreveu não era para quem acabou direcionado, então não sei nem se é para ele que eu deveria pedir desculpas. Mas como o processo está sob a jurisdição dele, e foi a ele o endereçamento, é sim a ele que eu tenho que me retratar.

O EXTRA tentou contatar o juiz Gustavo Assis Garcia por telefone, mas uma parente do magistrado disse que ele não falaria e pediu que o juiz fosse procurado no próprio Juizado Especial Cível de Goiânia na tarde desta quarta-feira. Enquanto isso, embora a repercussão do caso ainda seja recente, Ana Paula convive com o medo de sofrer alguma sanção.

– Eu estou sendo prejudicada por um ato que nem fui eu que cometi. Não sei o que isso vai gerar pra mim. Eu posso responder na OAB, posso vir a responder judicialmente… Eu, em são consciência, jamais escreveria algo assim. Acho um desrespeito com a classe, e sempre agi com ética. Não colocaria em risco a minha profissão.

O processo

Ana Paula Barbosa Ferreira defende uma loja de colchões magnéticos de Goiânia num processo que começou a correr em março de 2011, inicialmente movido por dois clientes do estabelecimento. No dia 20 de agosto de 2013, contudo, o juiz Gustavo Assis Garcia determinou a inversão dos polos processuais (ou seja, a loja virou “promovente”, e os clientes tornaram-se “demandados”). O motivo da decisão do magistrado, que também intimou os clientes a pagarem R$ 1.350, foi o fato de um colchão ter sido devolvido aos vendedores “em péssimo estado de conservação”. O processo, em seguida, passou para a fase de “cumprimento de sentença”, entrando em sua etapa final. Até agora, pelo menos.

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Levantamento mostra quais são as profissões que mais engordam

Ana Paula Viana, no Extra

Em geral, as funções burocráticas têm profissionais com maior tendência para engordar (Infografia/Ivan Luiz)
Em geral, as funções burocráticas têm profissionais com maior tendência para engordar (Infografia/Ivan Luiz)

Trabalho novo engorda. E dependendo da função, engorda ainda mais. A velha máxima conhecida dos profissionais de recursos humanos foi detalhada por uma pesquisa do site americano Career Builder, que aponta as funções administrativas como as grandes vilãs do ganho de peso do mercado.

— Mudar de cargo ou começar num emprego novo faz o profissional ganhar, em média, cinco quilos em um ano. Ou até mais, dependendo das condições de trabalho. O estresse, a ansiedade e até o acesso facilitado aos alimentos podem fazer a balança disparar rapidamente. A pessoa come mais por ansiedade do que por fome — diz Fernanda Fernandes, diretora do Vigilantes do Peso, grupo que há 20 anos tem programas corporativos de reeducação alimentar.

A gerente de relação com o cliente da Embratel Patrícia Jacudi, de 46 anos, sentiu o peso da mudança recentemente. Em dezembro passado, ela ganhou a missão de chefiar uma grande equipe — encarregada de receber reclamações de contas. A promoção veio acompanhada de salário melhor, realização profissional… e seis quilos a mais na balança.

— Em três meses, meu peso disparou. Comia tudo o que via pela frente. Era uma forma de aliviar o estresse. Até que me dei conta que tinha que mudar — conta.

De acordo com a diretora do Vigilantes do Peso, os profissionais que passam muitas horas sentados no escritório são os que devem ter mais atenção aos excessos.

— São muitas as tentações. Nunca é uma fruta ou um copo d’água que o colega oferece. É sempre um pedaço de bolo, uma balinha, um bombom… Haja força de vontade — brinca Fernanda, ressalvando: — Mas quem passa o dia inteiro na rua também pode sofrer com o sobrepeso, principalmente quando pula refeições.

Depois do susto no início do ano, Patrícia Jacudi conseguiu perder cinco dos seis quilos que ganhou. E já se prepara para um novo desafio: foi promovida novamente na empresa.

— Agora, é redobrar os cuidados e manter a forma.

AS VÍTIMAS DA BALANÇA:

1º Assistente administrativo: 69%

2º Engenheiro: 56%

3º Professor/Instrutor: 51%

4º Enfermeiro: 51%

5º Gerente de TI/Administrador de redes: 51%

6º Advogado/Juiz/Profissional jurídico: 48%

7º Operador de máquinas: 45%

8º Cientista: 39%

OS VILÕES DA BALANÇA:

1º Passar o expediente inteiro sentado

2º Comer além do necessário por conta do estresse

3º Falta de horários regulares para fazer todas as refeições

4º Doces e salgados na lanchonete da empresa ou oferecidos pelos colegas

5º Festinhas de aniversário no escritório e confraternizações após o expediente

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Veja BH: Líder do grupo Diante do Trono, Ana Paula Valadão tornou-se a cantora mais famosa da música evangélica

A artista belo-horizontina costuma atrair multidões para os seus shows e lançar moda entre as religiosas

Ana Paula: “Nunca imaginei aparecer na TV em rede nacional. Só queria divulgar a mensagem do amor de Deus”
Ana Paula: “Nunca imaginei aparecer na TV em rede nacional. Só queria divulgar a mensagem do amor de Deus”

Sabrina Abreu, na Veja BH

Voz, nome e rosto mais conhecidos da música gospel no país, ela atrai multidões para seus shows, lança moda entre as evangélicas e, vez ou outra, desperta a fúria das feministas. Com mais de 10 milhões de discos vendidos, a cantora e pastora Ana Paula Machado Valadão Bessa, de 37 anos, ainda se surpreende com o sucesso alcançado à frente do grupo Diante do Trono, que acaba de completar quinze anos. “Nunca imaginei aparecer na TV em rede nacional. Só queria divulgar a mensagem do amor de Deus”, diz a belo-horizontina, que já se apresentou em todos os estados brasileiros e também no exterior, em países como Estados Unidos, Israel, Suíça e Japão. Nascida em uma família de cinco gerações de protestantes, entre presbiterianos e batistas, ela buscou na religião o consolo para o término de um noivado, aos 19 anos. Estava no chuveiro quando cantarolou pela primeira vez a melodia da canção Diante do Trono. Um ano depois, em 1998, a banda liderada por ela, também batizada de Diante do Trono, lançou de forma independente seu primeiro álbum. “Para garantirmos a gravação, vendemos na igreja vales-CD, no valor de 5 reais cada um”, lembra o pai da cantora, o pastor Márcio Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha.

Do Q.G. do grupo, no bairro São Luís, onde funciona o moderno estúdio projetado pelo arquiteto Renato Cipriano — que tem entre seus clientes a cantora Ivete Sangalo e a banda Jota Quest -, Ana Paula cuida atualmente da produção de mais três discos: Renovo, que foi gravado ao vivo no Expominas, em março, e será lançado no próximo mês; Tu Reinas, com faixas inéditas que serão gravadas no próximo dia 9, em Juazeiro do Norte, no Ceará; e um álbum em inglês, de título ainda não definido, que será veiculado na internet. “Minha equipe é muito capaz, mas tudo passa pela minha mão”, diz ela, confirmando sua fama de centralizadora. Nas palavras dos assessores, a cantora é uma máquina de trabalhar. Além de realizar shows e gravar com o Diante do Trono, Ana Paula se dedica como pastora a um culto mensal só para mulheres, escreve livros (já tem dois publicados) e atualiza pessoalmente suas redes sociais, que atraem milhares de fãs. Só no Twitter reúne mais de 590 000 seguidores. “Tudo o que ela faz, centenas de mulheres copiam”, afirma o cabeleireiro Silvio Nogueira, que cuida de seu visual há dez anos. Foi assim quando, em 2009, Ana Paula resolveu cortar os cabelos curtinhos. Vaidosa, usa nas apresentações figurinos assinados por grifes de luxo como Barbara Bela e Mares. Gosta de um estilo romântico, com organza, seda e renda. Os modelos, porém, não podem mostrar muito o corpo. “Para a mulher bíblica, a sensualidade é vivida toda dentro do casamento. Ela não usa roupas sexy”, explica. Muitas peças precisam ser adaptadas para que Ana Paula possa vesti-las. “Ponho anágua quando a saia é meio transparente e tapa-colo, um clipezinho abotoado no sutiã, para esconder o decote”, conta.

Os conselhos da cantora sobre feminilidade atraem milhares de fiéis à Igreja da Lagoinha. Toda última quarta-feira do mês, o templo, com capacidade para 6 000 pessoas, fica lotado. No culto Mulheres Diante do Trono, a presença de homens é proibida. Do púlpito, com sua Bíblia em mãos, a pastora mescla passagens da própria vida a trechos do Velho e do Novo Testamentos. “Como mulher, você pode trabalhar fora, realizar os seus sonhos, ter diálogos com seu marido, sugerir, decidir com ele, mas tem de respeitar toda figura masculina”, prega. Casada desde 2000 com o pastor Gustavo Bessa, de 39 anos, ela diz que, em casa, deixa de lado a postura controladora que não consegue evitar no trabalho. “Lá, eu tiro o chapéu da liderança.” As pregações dão arrepios em muitas feministas. No fim do ano passado, quando vídeos do culto se espalharam pela internet, o resultado foi uma avalanche de críticas indignadas e zombarias. Ana Paula não se intimidou. “Achei bom. A mensagem foi replicada e chegou a mais pessoas.”

O dever de submissão ao marido não é sua única opinião polêmica. Ela é contra o casamento gay e não esconde seu ponto de vista. “Se há um cristão falando por aí que é a favor da homossexualidade, ele não é um cristão de verdade”, afirma. Mas garante que os homossexuais são bem-vindos em sua igreja. “Tenho um grande amigo ex-gay.” Também não se constrange ao abrir o coração e falar das próprias dores a seus fãs. “Na gravação do CD Esperança, em 2004, ela contou no palco que não conseguia engravidar”, lembra o pai. Mais de 1 milhão de pessoas ouviram a cantora  — hoje mãe de Isaque, de 7 anos, e Benjamin, de 4 – falar sobre seus problemas de fertilidade.

A líder da banda Diante do Trono em apresentação em Manaus: ela já fez shows em todos os estados
A líder da banda Diante do Trono em apresentação em Manaus: ela já fez shows em todos os estados

Ela credita seu sucesso às letras inspiradas em versículos bíblicos e nas suas experiências de fé. “As pessoas se identificam com os versos que falam de cura interior”, diz ela, que começou a compor quando ainda era criança. “Da passagem do cometa Halley até a aids, tudo o que via na TV ou na escola virava tema”, conta, às risadas. Os comentários de um adulto, no entanto, a desanimaram. “Ele disse que eu não tinha jeito para a coisa e acreditei. Fiquei sem escrever dos 13 aos 18 anos.” Nesse período, resolveu apostar na carreira de intérprete. Cantava no King’s Kids, grupo evangélico de dança e música para adolescentes, e no El-Shamah, coral adulto da igreja, que se apresentava aos domingos. “Eu era nova para o grupo. Só me deixaram entrar porque eu realmente tinha talento”, explica, revelando certo incômodo com insinuações sobre ter tido privilégios por ser filha do líder da igreja. Em 1996, depois de abandonar a faculdade de direito da UFMG e mudar-se para Dallas, nos Estados Unidos, onde foi estudar música, finalmente se sentiu livre. “Lá ninguém se importava com meu sobrenome.” Disputando uma vaga com outros 100 alunos, foi selecionada para a banda da escola. Disciplinada, impressionava os professores pela dedicação à rotina pesada dos ensaios.

Graças à boa vendagem de seus discos e shows (ela já tem apresentações marcadas para os próximos doze meses), hoje fatura alto com sua música, mas não revela quanto ganha. Só informa que doa parte considerável de sua renda a projetos filantrópicos. Pastora da maior igreja batista do Brasil – a Lagoinha tem mais de 54 000 fiéis -, Ana Paula se preocupa em ser um bom exemplo, uma pessoa de comportamento recatado, irrepreensível. Quando está em turnê com a banda e chega a um hotel, espera uma assessora vistoriar seu apartamento antes de entrar. “É para prevenir armações, como um homem lá dentro para causar escândalo, a exemplo do que já aconteceu com pastores e políticos nos Estados Unidos”, justifica. As bebidas alcoólicas são retiradas do frigobar dos quartos de todos os integrantes do grupo. Embora procure ser generosa com os fãs – chega a ficar até duas horas depois dos cultos dando autógrafos e posando para fotos -, poucas pessoas podem se considerar realmente íntimas da pop star gospel. “Não tenho muitos amigos próximos”, reconhece. Se sobra um tempo livre, ela quer mesmo é ficar com a família em sua espaçosa casa no bairro São Luís. É difícil ver Ana Paula em lugares públicos da cidade. Quando isso acontece, geralmente ela está almoçando ou jantando em algum de seus restaurantes preferidos: o português Res­taurante do Porto, o japonês Udon e o italiano Dona Derna.

Tem pouquíssimos interesses fora da igreja. A fotografia é o único hobby da cantora, dona de uma Leica, sofisticada câmera alemã. “No dia a dia, uso o iPhone mesmo, para não perder o momento.” Como toda mãe coruja, está sempre fotografando seus dois filhos. Ser mãe, diz Ana Paula, é uma bênção ainda maior do que conquistar o país com sua música. E não há dúvida de que ela o conquistou. Contratada da gravadora Som Livre desde 2009, a filha do pastor Márcio é hoje o nome mais conhecido da família. E vai longe o tempo em que precisava vender vales-CD para realizar seus projetos.

Um marco histórico
O CD do Diante do Trono está entre os vinte mais vendidos no país

Com seus hinos de fé e louvor a Deus, Ana Paula Valadão conseguiu um marco inédito na música gospel: figurar na lista dos vinte discos mais vendidos no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), Preciso de Ti, o quarto álbum da banda Diante do Trono, gravado no Mineirão e lançado em 2001, vendeu mais de 2 milhões de cópias, o que lhe garantiu a vigésima posição no ranking. Apesar dos números grandiosos, a cantora não gosta de ser rotulada como estrela gospel. Prefere se definir como “líder do ministério de louvor”. Diz ela: “Presto um serviço, que é a música feita para adorar a Deus”.

2 000 000 de cópias do álbum lançado em 2001 foram comercializadas no Brasil

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Manifestação em Berlim em apoio aos protestos no Brasil

Ato foi organizado por brasileiros e teve cooperação da polícia.
Segundo organizadores, a marcha contou com 400 pessoas.

Brasileiros fazem manifestação neste domingo (16), em Berlim (Foto: Juliana Rebelo Doraciotto/Arquivo pessoal)
Brasileiros fazem manifestação neste domingo (16), em Berlim
(Foto: Juliana Rebelo Doraciotto/Arquivo pessoal)

Rafael Miotto, no G1

Um grupo de brasileiros realizou neste domingo (16), em Berlim, na Alemanha, uma manifestação em apoio aos protestos que estão ocorrendo no Brasil, em sua maioria contra o aumento de tarifas de transporte público. O ato contou com a escolta da polícia e não houve nenhum caso de tumulto.

De acordo com os organizadores, cerca de 400 pessoas participaram da marcha, a maioria de brasileiros, que foi planejada por redes sociais. A manifestação também contou com a participação de alguns turcos.

“Na sexta de manhã, depois da truculência da noite de quinta em São Paulo, a gente resolveu fazer a nossa parte por aqui também, para chamar a atenção da mídia internacional e dar apoio aos que estão apanhando no Brasil”, diz Juliana Rebelo Doraciotto, publicitária, de 25 anos, uma das organizadoras do evento, que mora em Berlim desde 2012.

“Tenho dezenas de amigos e conhecidos que estão envolvidos com as manifestações em São Paulo. São pessoas que estão ‘dando cara a tapa’ e queremos mostrar que estamos aqui vendo elas”, explica Ana Paula Freitas, jornalista de 25 anos. Natural de Santo André, na região do ABC Paulista, ela vive em Berlim há um ano.

A manifestação foi autorizada pela prefeitura da cidade e a polícia escoltou os manifestantes. “Aqui é tudo muito organizado e foi muito maior do que esperávamos. Cantamos o hino do Brasil nas ruas”, acrescenta Ana Paula. “No final, um policial até tirou foto com a gente”, disse a jornalista.

No módulo de manifestação acordado entre os brasileiros e a prefeitura da cidade, era permitido o uso de mega-fone a possibilidade de cantar – o uso de máscaras e instrumentos musicais não estava liberado. De acordo com Ana Paula, uma manifestação similar também ocorreu neste domingo em Dublin.

Integração com turcos
Apesar de cerca de 90% dos participantes serem brasileiros, os turcos também se destacaram no protesto em Berlim. “Eles iam fazer um protesto na sequência do nosso e acabaram e acabamos nos juntando”, relata Ana Paula.

“Tivemos muito apoio do movimento turco. Eles emprestaram um mega-fone para a gente e mais ou menos 5 pessoas foram do início ao fim da passeata ao nosso lado cantando em português e falando de vinagre. Foi muito emocionante”, acrescenta Juliana.

Brasileiros fazem manifestação neste domingo (16), em Berlim (Foto: Ana Paula Freitas/Arquivo pessoal)
Brasileiros fazem manifestação neste domingo (16), em Berlim (Foto: Ana Paula Freitas/Arquivo pessoal)

vídeo: Marcelo Avila / dica do Reinaldo Crantschaninov

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Evangélicos “saem do armário” e migram para igreja gay em SP

Publicado no TV UOL

A Igreja Cristã Contemporânea, fundada no Rio de Janeiro em 2006, inaugura oficialmente um templo na capital paulista neste sábado (27). O espaço fica no Tatuapé, zona leste da cidade.

Conhecida por aceitar gays, celebrar uniões entre pessoas do mesmo sexo e defender que a Bíblia não condena a homossexualidade, a igreja vinha há cerca de três meses realizando cultos em um salão de festas improvisado em São Paulo. Neste tempo, de acordo com seus dirigentes, reuniu um público de cerca de cem pessoas.

Contabilizando os seis templos que tem no Rio de Janeiro e um em Belo Horizonte, estima-se que o público total de fieis da igreja seja de cerca de 1.800 pessoas, também conforme os dirigentes. Quem a frequenta é, na maioria, evangélico que teve o primeiro contato com a religião em igrejas conhecidas como mais tradicionais e deixou de frequentá-la em função da homossexualidade.

Reportagem: Ana Paula Rocha
Imagens e edição: Leandro Graça

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