Google tem relatório com todos os lugares onde você esteve; confira com os seus próprios olhos

30-day-tracking-google-650x315Bruno Garattoni, na Superinteressante

Se você usa um celular Android, o Google monitora a sua localização. Talvez você já soubesse disso. Mas ao ver a lista compilada pelo Google, você provavelmente vai levar um susto. Ela mapeia todos os seus passos, 24 horas por dia, dia após dia, mês após mês, ano após ano – e organiza numa espécie de calendário. Clique aqui para conferir. Inclui absolutamente tudo.

O Google vigia a sua localização para fornecer “serviços relevantes”, como resultados de busca relacionados ao lugar onde você está. É legítimo, e não é exclusividade do Android (desde 2011, sabe-se que o iPhone faz algo similar). Mas também é meio perturbador – pois o celular transmite a sua localização mesmo se você estiver com o Google Maps fechado e o GPS desligado.

Um prato cheio para os robôs do Google (que já têm acesso aos seus emails, chats, buscas e até navegação na internet), e um banquete tentador para os espiões da NSA. Há quem diga que quem não deve não teme. Mas se você acha que isso tem um pouco de “1984″, em tese é possível desligar o monitoramento. Entre nas configurações do Android, abra o item Serviços de local e desmarque as opções “Serviços de localização do Google” e “Localização e pesquisa do Google”. Isso irá deixar o Google Maps mais lento, pois ele passará a depender exclusivamente do GPS (no iOS 7, as configurações relevantes ficam em “Serviços de localização”).

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‘Faceboi’, o app que avisa se você foi traído

O lema é “amigo mesmo, avisa!” - Reprodução
O lema é “amigo mesmo, avisa!” – Reprodução

Programa cria redes anônimas para denunciar traições sem estremecer amizades

Publicado em O Globo

RIO – “O corno é sempre o último a saber”. Para acabar com essa máxima, uma agência carioca lançou recentemente o aplicativo “Faceboi”. Com o lema “amigo mesmo, avisa”, o programinha para celulares android procura pistas sobre possíveis casos das namoradas no Facebook e cria uma rede anônima para que amigos informem casos de traição sem estremecer a amizade.

“Longe da gente fazer inferno na vida dos outros, mas será que aquele ‘chopinho com as amigas’ terminou numa noite de queijos e vinhos entre a sua gata e aquele carinha novo do trabalho?”, diz o aplicativo, que promete ajudar os desavisados.

O aplicativo é direcionado apenas para homens. Para usar, é preciso logar com uma conta do Facebook. Na primeira tela, o programa pergunta se o usuário quer buscar por indícios de traição da sua parceira ou avisar amigos sobre traições alheias.

Para avisar os amigos, o app fornece uma série de hashtags bastante explicativas, como #amigogay, “que não conhece uma música da Madonna, toma cerveja no gargalo e sabe a escalação do Megão de 81”, ou #cartãovermelho, “enquanto você pensa que é o Messi, tem atacante, zagueiro e gandula balançando o capim no fundo dela”.

As mensagens só podem ser enviadas para contatos no Facebook. E, caso algum amigo aviste sua namorada em situação estranha, também pode lhe enviar um recadinho.

O aplicativo é gratuito e está disponível apenas para sistema Android versão 2.33 ou superior. Lançado no início de junho, o programa foi baixado entre 1 mil e 5 mil vezes.

“Com esse app peguei a gata no pulo e me safei de um belo chapéu de touro. Valeu faceboi!”, avaliou um usuário.

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Videogame ajuda cientistas a estudar doenças como o câncer

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Publicado em O Globo

Os jogadores de “Genes in Space”, um novo aplicativo para smartphones, pilotam uma nave espacial através do cosmos coletando Alpha, um elemento precioso. A premissa é banal entre games estelares, não fosse por um detalhe: quem brinca com o joguinho ajuda a desvendar mistérios genéticos por trás do câncer de mama. Lançado em fevereiro para celulares iPhone e Android, “Genes in Space” representa um novo paradigma de colaboração entre leigos e cientistas, que recorrem a games para obter façanhas ainda impossíveis para laboratórios e computadores.

O app foi criado pelo Cancer Research UK, entidade britânica que investe em pesquisas sobre a doença. A sacada do software é tornar atraente uma tarefa científica repetitiva e tediosa. Delegando-a a milhões de jogadores, o trabalho que consumiria intermináveis horas a um grupo de especialistas pode ser realizado em uma fração minúscula desse tempo.

— Sabemos que há algo de errado nos genes de células cancerígenas. Algumas partes são copiadas, outras estão faltando, e é descobrindo onde estão as falhas que os cientistas conseguem desenvolver tratamentos. Em “Genes in Space” você precisa traçar uma rota seguindo os trechos mais densos de poeira cósmica. É o caminho escolhido que ajuda os cientistas, pois a localização da poeira cósmica é determinada pelo mapa genético de células com câncer — explica Hannah Keartland, responsável pela área de ciência cidadã no Cancer ResearchUK.

Os softwares ainda não tão bons quanto o olho humano na busca por falhas genéticas. “Genes in Space” foi a solução encontrada para “colocar mais olhos sobre o problema”. O game, que é gratuito, já foi baixado por mais de 280 mil pessoas e rendeu 2,6 milhões de análises de trechos genéticos relevantes. Os primeiros resultados estão sendo utilizados pela equipe do oncologista português Carlos Caldas, que conduz experimento baseado em amostras de dois mil tumores na mama. Mas Hannah diz que mais pessoas precisam baixar o game para que os dados se tornem mais acurados.

Jogo de astronomia foi pioneiro

Mistura de três conceitos populares na comunidade tecnológica — participação coletiva, “gameficação” e ciência cidadã —, jogos como “Genes in Space” são um fenômeno recente. Os pioneiros foram “Galaxy Zoo” e “Foldit”, lembra Luis von Ahn, professor de ciência da computação na universidade americana de Carnegie Mellon e uma das maiores autoridades do mundo em participação coletiva digital.

O primeiro foi lançado em 2007 e pedia a ajuda de internautas voluntários para classificar o formato de galáxias fotografadas pelo Observatório de ApachePoint, nos EUA. O jogo inspirou “Cell Slider”, de 2012, a primeira investida da Cancer Research UK nesse terreno. Segundo Hannah Keartland, seus jogadores analisaram em três meses volume de imagens de células que consumiria um ano e meio de trabalho dos patologistas.

Já “Foldit” é uma criação da Universidade de Washington (EUA) que estimula jogadores a elaborar estruturas de proteínas. Nesses termos, soa chato, mas o game é um quebra-cabeças divertido e desafiador, uma vez que prever a organização de aminoácidos é um dos problemas mais difíceis da biologia. Os cientistas analisam os modelos mais bem acabados criados pelos usuários de “Foldit” e podem usá-los no tratamento de doenças como Aids e Mal de Alzheimer.

— Sou um grande entusiasta da utilização de games como fator motivador. A cada ano, mais horas são consumidas em jogos do que o tempo gasto para construir alguns dos maiores projetos da humanidade, como as pirâmides do Egito e o Canal do Panamá — afirma Von Ahn, também criador do Duolingo, aplicativo gratuito em formato de jogo que ensina idiomas e visa a traduzir toda a web coletivamente. — A comunidade científica está empolgada com o recurso.

Proteínas: do ciberespaço à realidade

Outro título do setor é o game “EteRNA”. Criado em 2010 por pesquisadores de Stanford (EUA) e Carnegie Mellon, o jogo on-line desafia a organizar bolinhas coloridas segundo uma série de regras. Só que, na verdade, as “bolinhas” representam os nucleotídeos que compõem o ácido ribonucleico (RNA, na sigla em inglês), que sintetiza todas as nossas proteínas. E as normas do game são idênticas às da biologia, fazendo com que o RNA criado no jogo possa, de fato, existir.

Transformar a criação digital em vida é justamente o maior prêmio em “EteRNA”: 12,6 mil das estruturas mais complexas surgidas no game já foram sintetizadas em RNA de verdade em laboratórios de Stanford, conta Jeehyung Lee, designer do jogo. Essas moléculas ajudam os pesquisadores a entender melhor o funcionamento das células. “EteRNA” tem 152 mil adeptos ao redor do mundo, a maioria sem qualquer treinamento científico.

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Facebook encabeça projeto para levar web a 5 bilhões de pessoas

Samsung, Nokia e Ericsson são parceiras. Estratégia de ação ainda não é clara

Mark Zuckerberg fala durante o lançamento do novo celular do Facebook com sistema Android (foto: Justin Sullivan/AFP)
Mark Zuckerberg fala durante o lançamento do novo celular do Facebook com sistema Android (foto: Justin Sullivan/AFP)

Publicado na Veja online

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, anunciou nesta quarta-feira o lançamento de um projeto que pretende promover o acesso à internet a 5 bilhões de pessoas no planeta. São parceiros da iniciativa grandes empresas do setor de tecnologia, como Samsung, Nokia, Opera, Media Tek, Ericsson e Qualcomm, que concentraram esforços no site internet.org. “Durante nove anos, eu estive envolvido em uma missão para conectar o mundo”, afirmou Zuckerberg em um post em seu perfil no Facebook. “Para realizar o sonho de conectar os 5 bilhões, seremos obrigados a resolver um grande problema: a grande maioria da população que não tem acesso à internet.”

As companhias não ofereceram detalhes sobre o papel de cada uma no projeto, tampouco de que forma ele pode promover a conexão à web. A composição do time, contudo, sugere que a conexão se derá por via móvel, uma vez que os participantes são especializados nesse setor. Por exemplo, tanto a sueca Ericsson quanto a taiwanesa Media Tek têm experiência na área de comunicação sem fio e infraestrutura de redes móveis. A sul-coreana Samsung e a finlandesa Nokia são especializadas no desenvolvimento de celulares, smartphones e tablets – muitos dos quais utilizam processadores e componentes desenvolvidos pela americana Qualcomm. Por sua vez, a norueguesa Opera é capaz de desenvolver plataformas de navegação na web.

“Conectar 5 bilhões de pessoas será um grande esforço global que exigirá inovação contínua. Desenvolvedores, operadoras móveis e fabricantes de dispositivos trabalharão juntos para introduzir modelos empresariais que proporcionem às pessoas mais formas para acessar a internet”, diz texto presente na página.

De acordo com dados divulgados pelo próprio Facebook, 2,7 bilhões de pessoas têm acesso à rede mundial de computadores atualmente. O número, que representa um terço da população mundial, leva em conta o acesso a partir de diversos dispositivos, incluindo os móveis como celulares, smartphones e tablets.

No Brasil, o Facebook fechou acordo com as principais operadoras para oferecer seus serviços gratuitamente aos usuários de celulares de baixo custo. A rede tem 76 milhões de usuários ativos por mês no país, dos quais 44 milhões acessam o serviço a partir de dispositivos móveis.

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Aplicativo promete ‘curar’ gays em 60 dias pelo celular

Mobilização via internet faz Apple tirar app do ar, mas ele ainda está disponível para Android.

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Publicado originalmente no Olhar Digital

Surgiu um aplicativo que promete “curar” os homossexuais pelo smartphone. Criado pela Setting Captives Free, o “Door of Hope” garante que o interessado conseguirá “se ver livre da homossexualidade” em 60 dias.

Trata-se de uma espécie de curso que usa preceitos bíblicos para convencer o homossexual de que ele tem um problema. “Você pode ser libertado da escravidão da homossexualidade através do poder de Jesus Cristo e da cruz”, informam.

Em resposta, a comunidade gay criou uma petição virtual pedindo a retirada do aplicativo do ar. Até as 8h40 desta sexta-feira, 31, o abaixo-assinado já tinha mais de 54,3 mil assinaturas (veja aqui).

Pelo menos junto à Apple a estratégia funcionou, pois o app foi retirado da iTunes Store por violar regras da empresa para desenvolvedores. Mas ele ainda pode ser encontrado na Google Play para ser baixado no Android.

O programa de desenvolvimento do Google, entretanto, diz que não são permitidas aplicações com discursos de ódio contra grupos com base em sexo, orientação sexual ou identidade de gênero, então pode ser que em breve o Door of Hope saia de lá também.

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Dica do Weuller Rogério

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