Ministra alemã especula sexo de Deus e gera debate entre ministérios

Ministra alemã da Família, Kristina Schroeder, em foto de 24 de setembro (Foto: Reuters)
Ministra alemã da Família, Kristina Schroeder, em foto de 24 de setembro

Alemão tem feminino, masculino e neutro, e Deus é designado no masculino. Assunto foi abordado por porta-vozes em tradicional coletiva de imprensa.

Publicado por AFP [via G1]

O governo alemão foi levado nesta sexta-feira (21) a se interessar pelo sexo de Deus, depois que uma ministra desencadeou uma polêmica ao considerar que o neutro poderia ser o gênero utilizado para designar o Todo-Poderoso.

Durante a tradicional coletiva de imprensa dos porta-vozes de cada ministério, um ritual sério organizado três vezes por semana, o debate teológico-gramatical encontrou um lugar entre a dívida do Chipre e a relação entre Rússia e Europa.

Citando a Bíblia, obras do papa Bento XVI ou o site oficial do Vaticano, o porta-voz da ministra da Família, Kristina Schroeder, concluiu: “Evidentemente, Deus não é nem homem, nem mulher. Tenho mais confiança em um especialista [o Papa] do que naqueles que criticam a ministra”.

Em uma entrevista publicada na quinta-feira (20) pelo semanário Die Zeit, a ministra Schroeder, de 45 anos, gerou polêmica ao abordar esta questão quando falava sobre educação.

“É complicado falar de Deus no masculino a sua pequena filha?”, perguntou o jornalista. O idioma alemão possui as formas gramaticais feminino, masculino e neutro, e Deus é designado no masculino.

“É simples, cada um deve decidir por si mesmo. O artigo não tem significado”, respondeu a ministra, considerando que o neutro seria igualmente correto. Esta resposta desencadeou uma série de críticas de todos os lados, incluindo de aliados de Schroeder no Partido da União Democrata Cristã, o mesmo da chanceler Angela Merkel.

Foto: Reuters

dica do João Marcos

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Ex-pastor é o novo presidente da Alemanha contra vontade de Angela Merkel

Wálter Fanganiello Maierovitch, no Terra

Diante de um irrespondível conflito de interesse e odor de corrupção e abuso de poder, Christian Wulff, pressionado pela Magistratura que pediu ao Parlamento autorização para iniciar processo criminal contra ele,  renunciou à presidência da Alemanha na sexta-feira passada. Uma vitória do estado de Direito e do princípio universal de que todos são iguais perante a lei. Também do impecável trabalho apuratório do promotor de Hannover, Clemens Eimterbaumer, pois o fim da imunidade do presidente, caso não houvesse a renúncia de Wulff, passaria fácil pelo Parlamento.

Na mesma sexta-feira  e no Parlamento, o ex-pastor protestante e humanista Joachim Gauck lançou o seu nome  como pretendente à chefia de estado. Logo, sofreu a oposição da poderosa Angela Merkel, a chefe do governo.

Ontem à tarde e depois de um demorada reunião entre os integrantes da maioria parlamentar, o nome de Gauck restou ovacionado. Imediatamente, Merkel foi aconselhada a renunciar à resistência a Gauck, representante da chamada Alemanha do Leste.

O novo presidente da Alemanha é um conhecido defensor dos direitos humanos.

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