Cinco resoluções de ano novo que deveriam viralizar em 2014

Ana Carolina Moreno, no Pensar Enlouquece

O fim do primeiro mês do ano é um bom termômetro do que vamos viver até o fim do último mês? Não sei, talvez ele valha como um primeiro balanço daquela noite mágica em que você prometeu ser uma pessoa melhor e mais feliz. Caso você já tenha esquecido (ou quebrado) suas resoluções na Virada, sinta-se à vontade para adotar uma (ou todas) dessas resoluções de ano novo que deveriam viralizar em 2014 e enquanto existirem computadores pelo mundo ligados em rede:

1) Não dar confete pra toda e qualquer polêmica InternetFightboba

A mina de ouro dos blogueiros, comentaristas, colunistas e exibicionistas medíocres é a polêmica. O público-alvo da polêmica vazia parece mais rentável que o da Black Friday. Milhares de pessoas passam os dias em seus perfis compartilhando links para textos ou vídeos com alguma opinião inflamatória, escrevendo extensos editoriais contra essa opinião, debatendo nos comentários com amigos, inimigos, desafetos e até completos desconhecidos para extravasar toda a sua indignação contra… Contra o quê, mesmo?

Algum molequinho de 12 anos que posta um vídeo sobre que tipo de mulher é pra casar? Alguma namoradazinha de um babaquinha que o traiu com o professor com gosto duvidável de vinho e foi flagrada? Uma blogueira praticamente anônima que leva a babá nas viagens? Algum colunistazinho até ontem completamente desconhecido que joga frases clichês agressivas contra os adversários ideológicos e agora, graças aos viciados em indignação, já é mais famoso que o rei da polêmica partidária?

O “clique da indignação”, como bem batizou a Juliana do Think Olga, não ajuda sociedade nenhuma a evoluir. E, pior, só dá força a quem você detesta. Chegou a hora de todos aprenderem a escolher suas batalhas online.

2) Debater sim, respeitar mais ainda

Uma regra que passei a seguir para aprender a não perder tempo com as polêmicas é: só abrir o teclado quando eu tenho algo novo a aportar. Em assuntos complexos, o truque é primeiro ler e aprender sobre ele. Depois, formar sua opinião. Só então vale a pena se pronunciar. Economiza também saber se sentir contemplado com o que os outros já escreveram. Muitas vezes RT não é endosso, como já deixamos bem claro. Mas em geral é, sim.

Mas, se você realmente quer dar o seu pitaco, procure evitar despejar todo aquele “carinho da torcida” e, principalmente, não chute cachorro morto, porque é covardia. Como a Jill Filipovic, do The Guardian, explicou o assunto melhor do que eu, fiquem com o texto dela.

3) Abandonar pelo menos dois desses 12 hábitos

Ler uma opinião ridiculamente polêmica e sair por cima já é difícil, imagina largar o vício nas redes sociais? Ninguém aqui neste blog espera que viremos monges 2.0. Mas esse texto do The Telegraph listou 12 sinais de que você parou de usar a internet e passou a ser usado por ela. Usar o celular na privada ou dormir com ele embaixo do travesseiro estão na lista. Quantos desses hábitos você cultiva? Consegue abandonar um ou dois deles?

4) Aproveitar o lado bom da tecnologia

Deixar de ser massa de manobra dos caçadores de cliques, parar de acumular tretas online e se libertar do domínio do telefone não serve apenas para deixar sua vida mais chata. Apesar de vida ser curta, todo dia você terá um meme, uma polêmica e um tema inspirador de trocadilhos à sua espera no Twitter. Não precisa tuitar como se não houvesse amanhã. Enquanto isso, aproveite para curtir uma noite offline apenas pensando na vida, como sugere o Contardo Calligaris. Ou descobrir de que maneira a tecnologia pode ajudar a sua vida a ficar mais legal e criativa, e não apenas mais recheada de distrações, como mostra este texto do Pedro Burgos no Oene.

5) Dividir sua timeline nas categorias “amigos” e “colegas”

Fortaleça suas amizades verdadeiras e preocupe-se menos com sua quantidade de contatos nas redes! Sabe por quê? Porque é impossível ter tantos amigos, independente do que o Facebook te diga. Esse estudo da Finlândia mostra que suas amizades reais (mesmo as mantidas virtualmente) sempre serão um número constante. Veja bem, o problema não é você ser chato ou as pessoas serem falsas. É simplesmente impossível ter tempo para nutrir tantas amizades.

dica da Rina Noronha

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As 8 melhores resoluções de Ano Novo

1P9A5406-exposure-color-sketch-838x639Natasha Romanzoti, no HypeScience

Todos nós queremos ser mais felizes e saudáveis no ano que acaba de chegar, mas nossas resoluções muitas vezes são vagas e difíceis de alcançar.

Confira algumas maneiras simples (e baseadas na ciência) para ser mais gentil com você mesmo e com os outros em 2014, que poderão ajudá-lo a se aproximar de uma sensação de felicidade e bem-estar.

Medite por um cérebro saudável

A meditação tem respaldo científico para justificar a sua crescente popularidade. Estudos têm demonstrado que a meditação pode nos ajudar a ficar mais centrados e relaxados, e também pode literalmente mudar a configuração do nosso cérebro, aumentando a densidade de massa cinzenta e transformando a forma como os neurônios são conectados. Recentemente, uma pesquisa até mesmo descobriu que a meditação provoca alterações no nível do gene, em particular genes que regulam a tensão e respostas inflamatórias. Por fim, a prática meditativa também lhe ajuda a se sentir melhor ao longo do dia, como um ato de desligar e reiniciar o computador.

Se exercite

Você já sabe, mas não custa repetir: mexer seu corpo é uma das melhores e mais simples coisas que você pode fazer para si mesmo, seu corpo e seu cérebro. Até recentemente, pensávamos que o cérebro adulto era relativamente imutável. Na última década, estudos mostraram que ele pode até brotar novos neurônios, particularmente em uma área chamada hipocampo, que é a sede de aprendizado e memória – e atividade física parece ser um forte gatilho para esse novo crescimento neural. Além dos benefícios de longo prazo que pode oferecer ao cérebro, o exercício também aumenta a endorfina no organismo, químico que nos fazer sentir bem no final do treino.

Tenha uma rotina

Crie um hábito (qualquer coisa, desde que seja saudável) para dar a si mesmo uma sensação de segurança em tempos difíceis. Quase não importa o que seja – correr, caminhar, praticar yoga, escrever, orar, meditar, cantar, tomar uma xícara de chá às 6 da tarde olhando para fora da janela -, contanto que seja uma prática regular. Nós somos criaturas de hábitos; ter uma atividade saudável para nos voltarmos (ao invés de uma destrutiva) é a chave para dar ao cérebro o que ele quer – estrutura.

Coma de maneira mais inteligente

Qualquer lista de maneiras de ser gentil com você mesmo não estaria completa sem o tópico alimentação. Existem muitos alimentos com benefícios já bem ilustrados, por exemplo, mirtilos, ou qualquer baga supercolorida e cheia de antioxidantes, ou peixes gordos, cheios de ômega-3, ou folhas verdes, ricas em ácido fólico, ferro e outras vitaminas e nutrientes essenciais, ou ainda cúrcuma, cujas propriedades anti-inflamatórias têm sido ligadas a um risco reduzido de Alzheimer. Enfim, as opções são infinitas. A regra de ouro para a boa saúde, no entanto, é a diminuição da ingestão de alimentos processados.

Conecte-se com aqueles que o rodeiam

A mídia social é viciante, e nos torna infelizes e ciumentos, além de nos deixar com inveja das pessoas ao nosso redor. Pior ainda, tem o efeito indesejado de nos afastar, ao invés de nos conectar, das pessoas que amamos. Interação social real, por outro lado, melhora o bem-estar psicológico, a felicidade e ainda é ligada a uma maior saúde e longevidade. Então coloque o smartphone de lado e fale com a pessoa sentada em frente a você. Também, entre mandar uma mensagem no Facebook e ligar para sua mãe, opte pelo telefonema. Claro, visitá-la é definitivamente a melhor escolha para uma saudável dose de contato social.

Pratique atenção plena

Atenção plena (do original em inglês “mindfulness”) é outro termo que explodiu nos últimos anos. Todas as evidências sugerem que essa prática pode nos ajudar a estar mais presente na vida, em vez de tropeçar por ela cegamente. Também pode ajudar as pessoas a parar de fumar e perder peso. A chave para a plena consciência, como ensinou Jon Kabat-Zinn, é prestar atenção ao momento presente, sem julgamentos. Observe os seus pensamentos, sem reagir a eles. Se interiorizar em seus próprios processos cerebrais e sensações físicas pode ser uma ferramenta extremamente poderosa para alcançar um objetivo.

Pergunte sobre a vida daqueles que o rodeiam

Nós passamos muito tempo focando em nós mesmos. Então, de vez em quando, é bom tirar o foco de si e perguntar sobre a vida daqueles ao seu redor, um pouco mais profundamente. Talvez haja uma pessoa em seu escritório que sempre parece um pouco triste e poderia apreciar uma boa conversa. Ou talvez o seu amigo tem passado muito tempo ajudando-o com um problema em sua vida, e agora é hora de você retribuir. Se fizer isso, tornará as pessoas ao seu redor mais interessantes e valiosas, o que também fará de você um amigo mais valioso.

Sirva

Este é um desdobramento do último item, mas de uma forma ainda mais perceptível. É verdade que temos de melhorar a nós mesmos para ser bons com os outros, mas o outro lado também é verdade: precisamos ajudar os outros a nos curar. Gandhi disse: “Se você quer conhecer a si mesmo, sirva aos outros”. Faça algo de bom para aqueles ao seu redor, e você vai ver que isso o ajudará de uma forma que é difícil colocar em palavras. [Forbes]

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A genial receita de Ano Novo de Drummond

anonovoPublicado por Tribuna da Internet

O Bacharel em Farmácia, funcionário público, escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) é um dos mestres da poesia brasileira. O significado principal do poema “Receita de Ano Novo” está em olhar para dentro de si mesmo e sentir-se, realmente, apto para ganhar uma belíssima passagem de ano.

RECEITA DE ANO NOVO

Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

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Do diário do coroa

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Por João Ubaldo Ribeiro

Querido Diário,

Acabou o ano, o tempo passa cada vez mais depressa. Hoje vai aparecer ainda mais gente, lá no boteco. Já viraram tradição da casa os cumprimentos de fim de ano, bons desejos, muita paz, muita saúde, essas frescuras automáticas que todo mundo diz da boca para fora e em que ninguém presta atenção. Eu retribuo tudo o que me dizem, mas cada dia me exaspera mais a parte do “você está muito bem”. Só quem ouve essa conversa do “você está muito bem” é velho, ninguém diz isto a um jovem. É um saco, até porque muitos falam estas coisas somente para receber a retribuição e a gente tem de cumprir o ritual. Ôi, tudo bem, mas, cara, o tempo não passa para você, você está muito bem, em grande forma! Não, você é que está ótimo – e fica essa nênia ridícula de lá para cá, um bando de despencados caquéticos querendo engabelar o calendário, para mim é triste.

E também procuram empregar palavras mágicas, como se alguma palavra melhorasse a condição do velho ou de alguma maneira a homenageasse. Essas palavras e expressões são ofensivas, porque dão a entender que a velhice é uma condição tão vergonhosa que deve esconder-se por trás de eufemismos detestáveis. Idoso é a mãe, ancião é a mãe, vovozinho é a mãe, melhor idade, terceira idade, feliz idade, tudo isso é a mãe, não se discute. O certo é “velho”, no máximo “coroa”. Os que são contrários ao uso da palavra “velho” alegam que ela soa preconceituosa ou discriminatória. Mas é claro que soa, velhice é defeito. Ninguém diz em voz alta que é defeito, mas todo mundo acha que é. É semelhante ao que ocorre com “pobreza”. Pobreza também é defeito. Do contrário não se diria “pobre, porém honesto”. Por que o “porém”, por que a adversativa? Se ser pobre não fosse defeito, dir-se-ia “pobre e honesto”. Mas, claro, o que a frase afirma é que, apesar de pobre, o sujeito é honesto. “Velho” é a mesma coisa, gosta muito de ser seguido por uma adversativa, como, por exemplo, em “ele é velho, mas entende tudo o que a gente fala”.

Bem, o fato é que hoje deve aparecer no boteco um grande número de velhotes, de todos os estilos. Tem seu lado bom. Vamos reconhecer que a juventude impacienta um pouco os mais velhos e, como já se observou, conversar com jovem cansa muito, porque se tem que falar demais. Vão chegando os velhotes, todos invariavelmente cumprindo o ritual do “você está bem, você está muito bem”. Em seguida, a troca de novidades. Um tomou um porre de gim em agosto que o deixou torto até hoje, de maneira que não tem saído. Outro está usando fraldão, mas sai numa boa. Outros se foram definitivamente, ou estão com a partida mais ou menos marcada. Dois ficaram viúvos, três viajaram a Buenos Aires e seis deixaram de beber destilados. No mais, alguns relatórios de praxe, o animado cotejo de resultados de exames e remédios, papos acalorados sobre colesterol, triglicerídios, PSA, glicose, antidepressivos, artrite, implantes dentários, pontes de safena, colonoscopia, esteatose hepática, função cognitiva, câncer de pele, ultrassonografia abdominal, cataratas, perda óssea, estatinas, próstata e o renomado exame da dedada. E, finalmente, todos professarão horror à ideia de ver os fogos do réveillon.

Quando eu era jovem, achava bonito ter nascido num primeiro de janeiro, começando a vida junto com o ano e fazendo aniversário num dia de festas e foguetes. Quem me viu, quem me vê, hoje é exatamente o contrário. E quanto mais velho fico, a sensação piora. Não gosto de confessar isto nem a meu diário, mas a verdade é que, todo dia 31 de dezembro, quando os fogos começam a estourar, eu acho que chegou minha hora, dali não passo. Já consultei até dois psiquiatras por causa dessa maluquice, mas o medo de estuporar no fim do ano não passou, só que agora eu tomo umas bolas que eles me receitaram e fico calmo. Cheguei a pensar em me encher dessas bolas e romper o ano dormindo, mas dormir achando que não vai acordar também não é uma boa, não tem jeito para minha situação.

Quem mais fez aniversário este ano? Às vezes parece que eu sou o único no boteco que fica mais velho. Bem, as mulheres mentem ou escondem. Nessa questão de idade, mulher não vale, elas diminuem a idade até para o IBGE. Mas os homens não ficam muito atrás. O Silveirinha nega a idade sem a menor dúvida, já o peguei em contradição mais de uma vez, ele não decorou direito o ano em que nasceu de mentirinha. O Afonso, o Geraldo e, com quase toda a certeza, o Mariano diminuem a idade. Para não falar no Macedinho, que não revela a idade, mas que todo mundo sabe que foi proeiro da arca de Noé. Um dia destes eu me aporrinho e corto uns dois anos também. Tenho mais cabelo que o Afonso, o Geraldo e o Silveirinha e a menor barriga da mesa.

Se fizer sol, vamos viver um começo de tarde animado, com as mulheres passando para a praia e a gente apreciando, na medida do possível. De modo geral, as damas despertam nostalgia e às vezes memórias talvez um tantinho fantasiosas. E há os rabugentos despeitados, como o Linhares e seu compadre Arnaldinho, que desdenham a mulher atual e proclamam a superioridade da mulher do tempo deles. Para eles, as mulheres daquele tempo eram melhores e não se barateavam, se exibindo e transando a torto e a direito, como as de hoje em dia. E os homens, claro, também eram melhores, não eram como esses meninões atuais, que vivem tomando anabolizantes e surfando, deixando o mulherio completamente desatendido. Eu fico assim olhando para o Linhares e o Arnaldinho falando besteira e sempre recordo o grande filósofo que disse que o verdadeiro mal da nova geração é que nós não pertencemos mais a ela. Bom domingo, querido Diário. Mais um, quantos mais ainda?

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Chinesas solteiras ‘alugam’ namorados para apresentar à família

publicado no UOL

Nesta época do ano, milhares de chinesas solteiras se preparam para voltar para a casa dos pais para comemorar o Ano Novo Chinês e em muitos casos é grande a pressão para que levem junto um “companheiro”. As famílias chinesas esperam que as jovens que estão se aproximando da faixa dos 30 anos se casem o quanto antes e a frustração e ansiedade das que nem sequer têm um namorado para levar nas comemorações é grande.

Mas para essas chinesas a internet já oferece uma solução inusitada: os “namorados de aluguel” oferecidos em centenas de anúncios de classificados e websites. No site de compras online Taobao, por exemplo, por US$ 50 (R$ 99) por dia é possível contratar um jovem que finge ser namorado de uma chinesa solteira durante suas férias.

Alguns anúncios oferecem uma ampla gama de possibilidades relacionadas a esse “serviço”. Por US$ 5 (R$ 9,90) por hora o “namorado de aluguel” pode acompanhar uma moça em um jantar e por US$ 8 (R$ 15,80) pode lhe dar um beijo na bochecha.

china

Se o namorado falso tiver de passar a noite com a família de sua cliente para o Ano Novo Chinês, cobra US$ 80 (R$ 158) por noite para dormir em uma cama própria e US$ 95 (R$ 188,80) para dormir no sofá. Sexo não é uma opção.

Exemplo

Li Le, um vendedor de produtos agrícolas de Tianjin, é um dos jovens que oferecem seus serviços como namorado de aluguel.

Este é o primeiro ano em que ele está tentando trabalhar como “namorado falso” no Ano Novo Chinês em vez de viajar para casa para ver sua própria família, na província de Hebei, no centro da China.

Li diz que não entrou no ramo por dinheiro. “Eu poderia encontrar alguém que compartilha meus interesses, o que faria nós dois felizes”, afirma.

Até agora, trinta mulheres entraram em contato com o vendedor, mas ele diz que ainda não encontrou ninguém que confiasse nele suficientemente para convidá-lo para a casa de sua família no Ano Novo Chinês.

Li tem esperanças de que “alguém especial” responderá a seu anúncio: “O melhor resultado para mim seria encontrar alguém para casar.”

O vendedor tem de onde tirar inspiração. Uma série de grande sucesso da TV chinesa tem como enredo principal justamente um homem solteiro que se apaixona pela “namorada de aluguel” que contrata para apresentar para a família.

Clientes homens

Alguns homens solteiros também contratam “namoradas” – por exemplo, no caso de gays que não querem que os pais saibam sobre sua orientação sexual.

Mas Zhou Xiaopeng, consultora de relacionamentos, explica que em geral são as mulheres que mais se sentem pressionadas para encontrar um marido. Para ela, essa pressão social para que os jovens chineses casem e constituam uma família a qualquer custo tende a arrefecer com o tempo.

“Quando as pessoas nascidas nos anos 80 ou 90 tiverem filhos em idade de se casar, não vão querer que eles sofram a mesma pressão”, afirma. “Mas essa mudança deve levar 20 ou 30 anos.”

Se Zhou estiver certa, os acompanhantes de aluguel chineses ainda têm algumas décadas para aproveitar esse nicho de mercado.

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