#RIP bom senso

abobrinhaTati Bernardi, na Folha de S.Paulo

Provavelmente, quando este texto for publicado muito já terá sido falado sobre o mau gosto e a chatice dos comentaristas de óbitos nas redes sociais. Mas, por amor ao meu fígado, eu não consegui pensar em outro assunto.

A moda agora é colocar a culpa no “2014″. Os dramáticos clamam “pare de levar os melhores” e os jocosos correm, tentando fazer antes a piada boba que todos já fizeram: “e o Sarney continua vivo”. Daqui a pouco a Nike 10K vai patrocinar engraçadinhos do Twitter: ser “zoão” antes do coleguinha virou a maratona do momento.

Gente, 2014 tá aí curando o câncer de muita gente, fazendo muitos bebês nascerem, aumentando as ciclovias, trazendo muitos orgasmos a casais corados, paremos de falar tão mal dele! E só uma dica: desejar a morte de alguém, seja quem for, com esse ardor explícito (ao estilo: era fulano que merecia estar dentro daquele avião!), é coisa pra personagem loira e botocada de novela duvidosa. A gente é melhor que isso, não?

Semanas atrás, alguns amigos, emocionadíssimos, cutucaram o Todo Poderoso: “não, Deus, Suassuna não! Sacanagem!” Ele era mesmo incrível, mas vamos combinar uma coisa: eram quase 90 anos de vida. Poxa, sei lá, não foi exatamente o destino nos apunhalando pelas costas com uma perda precoce, confere? Vale ficar triste, reler um texto, assistir o “Auto da Compadecida” no Viva, mas brigar com Deus? E, pior: brigar com Ele pelo Facebook? Deus, caso exista, tá ocupado demais na Faixa de Gaza e não vendo nossas selfies e tentativas de risoto.

As redes sociais são, depois do convívio íntimo, o meio mais rápido e iluminado para garrar verdadeira ojeriza alheia e transformar, em segundos, nossos ídolos em sacos vazios, voando pelo limbo. Tem sempre aquele super profissional que você admirava postando vergonhosas teorias conspiratórias #foiaDilma, aquele artista misterioso mandando um brega #ficaaobra ou aquele paquera gato e metido a intelectual dissertando, sem medo do ridículo: “luto é marketing”.

Fiquei arrasada com a morte do Fausto Fanti e não resisti. Postei o vídeo (maravilhoso, genial, eu amava esse comediante) do Padre Gato. Sim, também cometo minhas homenagens póstumas. O auge do meu ridículo foi quando poetizei sobre José Wilker. Contei os detalhes de uma antiga entrevista com ele. Eu estava fragilizada pelo término do meu namoro e ele, muito charmoso e elegante, parou a entrevista no meio e me deu conselhos amorosos.

Depois fiquei pensando: teria eu, assim como certos amigos que julgo mal, tirado casquinha da desgraça pra me autopromover? Teria eu, assim como certos colegas que deletei, virado mais uma trovadora de obituário? Quem é que aguenta mais uma foto do Patch Adams tendo seu nariz vermelho apertado e a hashtag “hjtemfestanoceu”? Tá, é muito triste ter morrido o Robin Willians, mas você tem certeza que gosta desse filme ou só quer parecer um “fofo-informado-com-algo-a-dizer-sobre-o-que-estão-todos-dizendo”? Tenho a impressão que nós, jovens tão conectados, estamos virando aquelas vovós carpideiras, pagas pra chorar em velório.

Leia Mais

Mercado evangélico faz girar cerca de R$ 15 bi por ano com vendas de CDs e vestuário

O segmento gospel é o principal responsável pela sobrevida da indústria fonográfica

Condutas de cada igreja influenciam compras, segundo o lojista Geraldo Leal, multiplicando ganhos
Condutas de cada igreja influenciam compras, segundo o lojista Geraldo Leal, multiplicando ganhos

Diego Amorim, no Correio Braziliense [via Estado de Minas]

O preconceito contra os consumidores evangélicos caiu por terra quando as cifras do mundo gospel começaram a se multiplicar na mesma velocidade de templos e fiéis. Com investimento maciço em comunicação, os crentes — assim chamados, embora nem todos gostem da expressão — passaram a ser vistos e ouvidos e, na última década, se consolidaram como o segmento religioso que mais cresce no país, alicerçado em muita fé e dinheiro.

As somas estrondosas rendem gritos de “glória” entre os mais fervorosos. O mercado evangélico no Brasil — com 42,3 milhões de adeptos, 60% deles da linha pentecostal, liderada pela Assembleia de Deus — faz girar cerca de R$ 15 bilhões por ano em diversos segmentos. É o mesmo volume movimentado pelo turismo religioso no país. A estimativa, incluindo dados de gravadoras e editoras, é da organização do maior salão gospel da América Latina, realizado todos os anos em São Paulo.

Incluída a radiografia das lojas de instrumentos musicais e de vestuário, o universo gospel responde pela criação direta de mais de 2 milhões de empregos no país. A “revolução dos evangélicos”, como algumas correntes da religião definem a ascensão da última década, revela um mercado de rentabilidade contínua. Estimativa feita pela organização Servindo aos Pastores e Líderes (Sepal) indica que em 2020 os evangélicos poderão ser mais da metade da população brasileira.

Em Belo Horizonte, o comércio de artigos direcionados a esses consumidores cresce no rastro dos números de fiéis e se especializou, sob o abrigo de galerias e mini shoppings. Proprietário de uma loja na galeria Mundo Evangélico, no Centro da capital, Geraldo Hélio Leal, conta que os itens mais procurados são as Bíblias, encontradas a preços que variam de R$ 10 a R$ 120. “São muitas igrejas e cada uma delas tem sua política. O evangélico procura nas lojas o que se enquadra na convenção de cada uma”, afirma.

O segmento gospel é o principal responsável pela sobrevida da indústria fonográfica. Menos suscetíveis à pirataria e ao compartilhamento de áudios pela internet — devido aos princípios dos fiéis –, CDs e DVDs de música cristã movimentam algo em torno de R$ 500 milhões anuais. Não à toa, a Sony Music criou, em 2010, um selo específico para a música evangélica no Brasil.

Existem pelo menos 4,5 mil cantores e bandas gospel brasileiras. São, no mínimo, 10 novos CDs lançados todo mês. Especialistas em marketing que acompanham o fenômeno evangélico calculam que 600 rádios e 157 gravadoras tocam música gospel no país. “É uma economia da fé que desconhece crises e vai de vento em popa”, comenta Luciana Mazza, cineasta que trabalha há mais de 10 anos para meios de comunicação e em grandes eventos evangélicos.

Fenômeno da música evangélica, a banda Diante do Trono, de BH, completou 15 anos, tendo como líder a cantora Ana Paula Valadão, filha do pastor Márcio Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha. O grupo tem 33 álbuns gravados, esteve em 14 países e vendeu mais de 7 milhões de cópias.

dica do Thiago Ferreira de Morais

Leia Mais

Cinco resoluções de ano novo que deveriam viralizar em 2014

Ana Carolina Moreno, no Pensar Enlouquece

O fim do primeiro mês do ano é um bom termômetro do que vamos viver até o fim do último mês? Não sei, talvez ele valha como um primeiro balanço daquela noite mágica em que você prometeu ser uma pessoa melhor e mais feliz. Caso você já tenha esquecido (ou quebrado) suas resoluções na Virada, sinta-se à vontade para adotar uma (ou todas) dessas resoluções de ano novo que deveriam viralizar em 2014 e enquanto existirem computadores pelo mundo ligados em rede:

1) Não dar confete pra toda e qualquer polêmica InternetFightboba

A mina de ouro dos blogueiros, comentaristas, colunistas e exibicionistas medíocres é a polêmica. O público-alvo da polêmica vazia parece mais rentável que o da Black Friday. Milhares de pessoas passam os dias em seus perfis compartilhando links para textos ou vídeos com alguma opinião inflamatória, escrevendo extensos editoriais contra essa opinião, debatendo nos comentários com amigos, inimigos, desafetos e até completos desconhecidos para extravasar toda a sua indignação contra… Contra o quê, mesmo?

Algum molequinho de 12 anos que posta um vídeo sobre que tipo de mulher é pra casar? Alguma namoradazinha de um babaquinha que o traiu com o professor com gosto duvidável de vinho e foi flagrada? Uma blogueira praticamente anônima que leva a babá nas viagens? Algum colunistazinho até ontem completamente desconhecido que joga frases clichês agressivas contra os adversários ideológicos e agora, graças aos viciados em indignação, já é mais famoso que o rei da polêmica partidária?

O “clique da indignação”, como bem batizou a Juliana do Think Olga, não ajuda sociedade nenhuma a evoluir. E, pior, só dá força a quem você detesta. Chegou a hora de todos aprenderem a escolher suas batalhas online.

2) Debater sim, respeitar mais ainda

Uma regra que passei a seguir para aprender a não perder tempo com as polêmicas é: só abrir o teclado quando eu tenho algo novo a aportar. Em assuntos complexos, o truque é primeiro ler e aprender sobre ele. Depois, formar sua opinião. Só então vale a pena se pronunciar. Economiza também saber se sentir contemplado com o que os outros já escreveram. Muitas vezes RT não é endosso, como já deixamos bem claro. Mas em geral é, sim.

Mas, se você realmente quer dar o seu pitaco, procure evitar despejar todo aquele “carinho da torcida” e, principalmente, não chute cachorro morto, porque é covardia. Como a Jill Filipovic, do The Guardian, explicou o assunto melhor do que eu, fiquem com o texto dela.

3) Abandonar pelo menos dois desses 12 hábitos

Ler uma opinião ridiculamente polêmica e sair por cima já é difícil, imagina largar o vício nas redes sociais? Ninguém aqui neste blog espera que viremos monges 2.0. Mas esse texto do The Telegraph listou 12 sinais de que você parou de usar a internet e passou a ser usado por ela. Usar o celular na privada ou dormir com ele embaixo do travesseiro estão na lista. Quantos desses hábitos você cultiva? Consegue abandonar um ou dois deles?

4) Aproveitar o lado bom da tecnologia

Deixar de ser massa de manobra dos caçadores de cliques, parar de acumular tretas online e se libertar do domínio do telefone não serve apenas para deixar sua vida mais chata. Apesar de vida ser curta, todo dia você terá um meme, uma polêmica e um tema inspirador de trocadilhos à sua espera no Twitter. Não precisa tuitar como se não houvesse amanhã. Enquanto isso, aproveite para curtir uma noite offline apenas pensando na vida, como sugere o Contardo Calligaris. Ou descobrir de que maneira a tecnologia pode ajudar a sua vida a ficar mais legal e criativa, e não apenas mais recheada de distrações, como mostra este texto do Pedro Burgos no Oene.

5) Dividir sua timeline nas categorias “amigos” e “colegas”

Fortaleça suas amizades verdadeiras e preocupe-se menos com sua quantidade de contatos nas redes! Sabe por quê? Porque é impossível ter tantos amigos, independente do que o Facebook te diga. Esse estudo da Finlândia mostra que suas amizades reais (mesmo as mantidas virtualmente) sempre serão um número constante. Veja bem, o problema não é você ser chato ou as pessoas serem falsas. É simplesmente impossível ter tempo para nutrir tantas amizades.

dica da Rina Noronha

Leia Mais

Hoje é o dia mais triste do ano, revela estudo

dia triste

Publicado no UOL

Se alguém se sentir triste nesta segunda-feira (20) pode ser o efeito do “Blue Monday”, o dia mais triste do ano segundo o estudo de Cliff Arnall, psicólogo da Universidade de Cardiff, no País de Gales.

Arnall estabeleceu que a terceira segunda-feira de janeiro é o dia do ano na qual as pessoas se sentem mais tristes.

O psicólogo chegou a esta conclusão após resolver uma complicada equação matemática que analisa a meteorologia, as dívidas realizadas no Natal, queda da motivação e uma crescente cobrança para realizar coisas.

Na Grã-Bretanha o tema é levado muito sério, neste dia já foi comprovado que aumenta o número de faltas no trabalho.

Algumas ONGs, como o Mental Health UK, que se ocupa de saúde mental, oferecem conselhos de como superar a segunda-feira mais triste do ano.

A Mental Health UK aconselha a usar neste dia roupas com cores brilhantes, fazer exercício físico, comer bem e ser sociável.

Leia Mais

A principal resolução de ano novo das pessoas de sucesso

Big_Mouth_by_JudiLiosatosGuilherme de Souza, no HypeScience

Nick Vujicic é um dos palestrantes motivacionais mais famosos do mundo. Sua atitude firme (e até mesmo bem-humorada) e proativa diante das dificuldades inspira multidões que entram em contato com sua história de vida.

Dificuldades, por sinal, não faltam na vida dele: Nick nasceu sem braços nem pernas, e tem apenas um pé (ligado diretamente a um pequeno prolongamento do quadril).

Ação!

Não tenho dúvida de que vocês conhecem várias histórias parecidas com a de Nick, em que seus protagonistas superaram limites físicos, financeiros e estruturais e alcançaram uma posição de sucesso.

Além das dificuldades e da proatividade, existe mais uma característica em comum nessas histórias: poucas reclamações.

Desabafar pode ser bom, mas traz o risco de se tornar excessivo e tirar nosso foco das soluções, aumentando a procrastinação, a preocupação e a ansiedade. Além disso, pode fazer com que outras pessoas se afastem (quem não tem um amigo que passa quase o dia inteiro se queixando?) – em termos práticos, perdemos apoio, e os problemas se tornam cada vez mais difíceis de resolver.

Levando tudo isso em conta, reclamar menos e agir mais pode ser uma “resolução de ouro” para 2014. Concordam? [Forbes]

Leia Mais