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‘Manter é mais difícil’, diz empresário após mudar hábitos e eliminar 32 kg

No último ano de faculdade, Jonas descontava a ansiedade na comida.
Resultado veio na balança: ele engordou e atingiu o peso máximo de 116 kg

Jonas mudou a alimentação e começou a se exercitar – mudança que o fez perder 32 kg; fotos mostram antes e depois (Foto: Arquivo pessoal)

Jonas mudou a alimentação e começou a se exercitar – mudança que o fez perder 32 kg; fotos mostram antes e depois (Foto: Arquivo pessoal)

Mariana Palme, no G1

O último ano de faculdade é sempre um momento difícil, de grandes incertezas. O empresário Jonas Cervoni não conseguiu lidar muito bem com essa fase e acabou descontando toda sua ansiedade na comida, o que logo trouxe resultados negativos para a balança: chegou aos 116 kg. “Só estudava e comia. O que me deixava mais calmo era o doce e, às vezes, comia uma lata de leite condensado em dois dias”, lembra o jovem de 24 anos, formado em engenharia civil.

Natural de Caraguatatuba, no litoral de São Paulo, Jonas morava sozinho em Taubaté, onde fazia faculdade. “Isso tornava ainda pior porque eu só comprava besteira, como pizzas e lanches. Sempre comi muito e era gordinho na adolescência, mas essa época foi quando comi mais”, avalia. Um ano depois de formado, ao ver fotos suas em redes sociais, ele começou a perceber o excesso de peso. “Minha autoestima estava muito baixa e isso me deu um estalo”, lembra. Jonas, então, decidiu mudar a alimentação e começar a se exercitar – mudança que logo o faria chegar aos 84 kg, 32 kg a menos.

“Comecei a acrescentar iogurtes, integrais, legumes, verduras e frutas na dieta. Além disso, diminuí os carboidratos e passei a comer várias vezes ao dia”, conta o empresário. Para ajudar, depois de se formar, ele voltou para a casa dos pais em Caraguatatuba, onde a rotina de refeições era mais regrada. “Comecei a comer bem, nos horários certos”, diz. Porém, nos finais de semana, Jonas conta que se permitia sair um pouco da dieta. “Mas eu não exagerava. Por exemplo, em vez de comer 4 pedaços de pizza, comia um; se fosse comer um lanche, pedia um suco e não um refrigerante”,  lembra.

Depois de um mês de mudanças na alimentação, ele decidiu procurar a academia. “Comecei a fazer exercícios aeróbicos e, no primeiro mês, consegui perder 9 kg”, conta o paulista. Essa perda de peso foi um ânimo e Jonas se sentiu motivado para levar o novo estilo de vida cada vez mais a sério. “Se o resultado não vem, desanima. No começo, eu não conseguia nem andar na esteira direito, mas hoje eu consigo correr 1 hora sem nenhum problema”, avalia, satisfeito.

Porém, depois de todo o processo para emagrecer, Jonas se viu em seu maior momento de dificuldade: o de manter o peso. “Não é porque emagreci que posso parar. Tenho que manter a dieta saudável todos os dias, mesmo porque tenho muita facilidade para engordar”, conta o empresário. Atualmente, com 84 kg, ele faz um acompanhamento nutricional e, na academia, foca na musculação para ganhar massa magra.

Tem que ter paciência. Não adianta querer perder em 15 dias o que você demorou 15 anos para ganhar”
Jonas Cervoni

Em relação ao doce, o jovem assume sua “necessidade” e diz que se permite comer um pouco quando bate a vontade. “Se eu tirar totalmente, fico mal humorado, então vou lá e como um pouco de vez em quando”, conta. Jonas acredita, no entanto, que a alimentação equilibrada e sem excessos é o segredo para a perda de peso. “Tem que ter paciência também. Não adianta querer perder em 15 dias o que você demorou 15 anos para ganhar”, defende.

Depois de um ano e meio mantendo seu novo peso, Jonas avalia todos os benefícios que sua atitude trouxe para sua saúde. “Estava com gordura no fígado e não estou mais. Além disso, costumava transpirar muito e ficava muito cansado. Tudo isso me incomodava. Hoje não tenho mais nenhum problema”, afirma.

O empresário, que mudou o manequim do número 50 para o 42, conta que ficou muito mais vaidoso e passou a sair mais com os amigos. “Se eu não tivesse tomado uma atitude, estaria muito pesado hoje. Quando vejo as fotos, percebo o quanto eu estava gordo”, avalia. Satisfeito com seu peso atual, ele diz que atualmente tem muito mais disposição e confiança em todas as áreas de sua vida, inclusive profissional. “Mudou tudo e estou muito feliz”, conclui.

“Se eu não tivesse tomado uma atitude, estaria muito pesado hoje", avalia o engenheiro (Foto: Arquivo pessoal)

“Se eu não tivesse tomado uma atitude, estaria muito pesado hoje”, avalia o engenheiro (Foto: Arquivo pessoal)

Fundamentalismo religioso é causa de graves transtornos mentais

Filha de missionários da Assembleia de Deus, especialista ajuda há mais de 20 anos homens e mulheres a se recuperarem das doenças psicológicas não só causadas por crenças religiosas, mas também aquelas que acabam sendo realçadas pelo fundamentalismo religioso

publicado no Pragmatismo Político

Depois de 27 anos tentando viver uma vida perfeita, eu achei que tinha falhado… Eu tinha vergonha de mim durante todo o dia. Minha mente lutava contra ela mesma, sem alívio. Eu sempre acreditei em tudo que me foi ensinado, mas ainda assim pensava que não tinha a aprovação de Deus. Eu pensava que ia morrer no Armagedom. Durante anos, eu me machucava literalmente, cortava e queimava meus braços, para me punir antes que Deus o fizesse. Levei anos para me sentir curada.

Livro contém 20 anos da experiência da autora

Livro contém 20 anos da experiência da autora

Esse relato é de um paciente de Marlene Winell (na foto abaixo), americana de San Francisco que se especializou em desenvolvimento humano e estudo da família. Ela é autora do Leaving the Fold: A Guide for Former Fundamentalists and Others Leaving their Religion — livro que, como diz seu título, é um guia sobre como se livrar das consequências de religião fundamentalista.

Winell cunhou o termo “Síndrome do Trauma Religioso”, STR (na sigla em português), para classificar os sintomas de pacientes que sofrem de transtornos mentais em decorrência da lavagem cerebral de religiões fundamentalistas.

Filha de missionários da Assembleia de Deus, Winel ajuda há mais de 20 anos homens e mulheres a se recuperarem das doenças psicológicas não só causadas por crenças religiosas, mas também aquelas que acabam sendo realçadas ou despertadas pelo fundamentalismo cristão.

Em entrevista à psicóloga Valerie Tarico, Winel disse que os sintomas do STR inclui, além da ansiedade, depressão, dificuldades cognitivas e degradação do relacionamento social. “Os ensinamentos e práticas religiosas, por vezes, causam danos graves na saúde mental.”

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Não estresse: você tem mais tempo do que pensa

Um novo livro ensina a usá-lo bem – sem estresse nem ansiedade

(Foto: Shutterstock)

(Foto: Shutterstock)

Flávia Yuri Oshima, na Época

Se seu dia está curto demais para tantas tarefas, há uma solução simples, embora de aplicação difícil: mude-se para Vênus. Lá, o dia dura 243 vezes a duração do dia na Terra – é o tempo que o planeta demora para dar a volta sobre seu próprio eixo. Imagine só. Daria para trabalhar, pegar um cineminha, encontrar os amigos, cuidar do cachorro, levar os filhos à escola, tirar uma soneca depois do almoço, ler um livro, assistir à sessão da tarde na TV… Deve ser por isso que nunca se viu um venusiano reclamar de estresse. Diante das 5.832 horas do dia de Vênus, é compreensível que os terráqueos se queixem tanto de seus dias de 24 horas.

Segundo a escritora americana Laura Vanderkam, porém, reclamamos de barriga cheia. Seu livro 168 hours. You have more time than you think (168 horas. Você tem mais tempo do que pensa), ainda não lançado no Brasil, tornou-se best-seller defendendo duas teses incomuns em obras sobre organização do tempo. A primeira é que somos bem menos ocupados do que imaginamos. A segunda é que a melhor maneira de aproveitar bem o tempo é não se preocupar tanto assim com ele.

capa770Nossa vida é tão corrida que livros sobre como administrar o tempo se tornaram um gênero à parte nos últimos anos. Em geral, eles partem de uma premissa: o dia é curto para tantas tarefas. A melhor maneira de lidar com isso, segundo eles, é preenchê-lo como os hotéis ocupam suas vagas na alta temporada. De forma rigorosa, cumprindo todas as tarefas de trabalho sem procrastinar e planejando o tempo restante para aproveitar cada segundo com a família, ou aprendendo um hobby, ou praticando esportes. O resultado desse planejamento rigoroso é, muitas vezes, mais estresse – pois mesmo as atividades prazerosas descritas acima acabam se transformando numa lista de tarefas.

Laura Vanderkam vai contra essa corrente tarefeira. Ela começa por verificar, de forma empírica, que a premissa segundo a qual temos pouco tempo não é verdadeira. Para isso, ela recorre a dois tipos de pesquisa. A primeira é feita pelo governo americano. Há 40 anos ele faz um estudo chamado Pesquisa sobre Uso do Tempo (Atus, na sigla em inglês). A outra fonte são universidades que fazem o mesmo tipo de levantamento. Em geral, os métodos são parecidos. Milhares de participantes mantêm um diário do que fazem a cada hora – como o sistema de cobrança de horas de advogados. É comum os relatórios chegarem com registros que, somados, formam um dia de 28 ou 29 horas. A conclusão é simples: achamos que gastamos mais horas do que realmente gastamos nas atividades do dia a dia.

Essa conclusão é reforçada quando a cotejamos com outras estatísticas. Elas não estão disponíveis para o Brasil, mas nosso comportamento não está tão distante do americano. Nos Estados Unidos, o sono continua durando em média oito horas por noite, como há 40 anos. Mesmo mães de crianças com idade abaixo de 6 anos dormem entre 8h6min e 8h31min. O Centro de Políticas para Trabalho e Vida dos Estados Unidos diz que apenas 1% da população tem trabalhos de carga extrema – como são chamados os empregos que demandam mais de 60 horas de trabalho por semana. Em média, o americano que tem filhos, mesmo reclamando de sobrecarga, trabalha tanto quanto o personagem da série dos anos 1940 Papai sabe tudo (aquele que chegava cedo em casa, jogava o chapéu no mancebo e dizia: “Querida, cheguei!”) – entre 35 e 43 horas por semana. Dados da Universidade de Maryland, que faz o mesmo levantamento há 20 anos, mostram que aqueles que dizem trabalhar entre 60 e 69 horas por semana trabalham, na verdade, cerca de 53 horas. Quem diz ficar entre 70 e 80 horas na labuta raramente chega ao teto das 60 horas.

Dado que temos mais tempo do que pensamos, como aproveitá-lo melhor? Como fugir da armadilha da lista de tarefas que transforma os momentos de lazer em obrigação? A resposta de Laura Vanderkam está no título de seu livro: 168 horas. O número é o produto das 24 horas do dia pelos sete dias da semana. Este é seu ovo de Colombo: Laura sugere que planejemos a semana, não o dia. Em vez de uma lista rígida de afazeres cronometrados, teremos um elenco de prioridades que podem ser espalhados, maleavelmente, ao longo de sete dias. Numa lista rígida de tarefas, ficamos frustrados quando não conseguimos realizar uma. Num cronograma flexível, temos os seis dias restantes da semana para acomodar o que ainda não foi feito. Dito assim parece simples. Na prática, montar uma estratégia de bom uso do tempo exige reflexão, coragem e autoconhecimento.

>>Continue lendo esta reportagem em ÉPOCA desta semana.

Parar de fumar diminui ansiedade, diz estudo

Um estudo feito na Inglaterra com fumantes que estavam tentando abandonar o cigarro revelou que os que conseguiram deixar o tabagismo tiveram uma diminuição ‘significativa’ de seus níveis de ansiedade.

cigarro

Para cientistas, preocupação com ansiedade entre os que tentam parar são infundadas

publicado na BBC Brasil

A pesquisa, divulgada pela publicação científicaBritish Journal of Psychiatry, acompanhou quase 500 fumantes que frequentam clínicas do sistema público de saúde britânico para parar de fumar.

Os 68 dos que tiveram sucesso após seis meses relataram ter sentido uma redução dos seus níveis de ansiedade.

A diminuição foi mais intensa entre aqueles que fumavam por transtornos de humor e ansiedade do que entre os que fumavam por prazer.

Temor infundado

Os pesquisadores – vindos de várias universidades, incluindo Cambridge, Oxford e Kings College de Londres – afirmam que os resultados devem ser usados para tranquilizar os fumantes que tentam parar, já que mostram que as preocupações com o aumento dos níveis de ansiedade são infundadas.

No entanto, o estudo sugere que uma tentativa frustrada de abandonar o cigarro pode aumentar levemente os níveis de ansiedade entre aqueles que fumam devido a transtornos de humor.

Para aqueles que fumaram por prazer, uma recaída não alterou os níveis de ansiedade.

O estudo foi publicado dias depois de o governo britânico ter lançado uma nova campanha de publicidade antitabagismo.

Simples truques para acabar com o estresse e aliviar a ansiedade

Kate Lowenstein, na Health

Não dá para evitar: a vida moderna causa estresse e ansiedade. Coisas importantes como a insegurança no emprego, ou pequenas como uma pia entupida, vão se amontoando e os níveis de ansiedade vão aumentando, e vão mudando o cérebro das pessoas.

Agora, pesquisadores dizem que podemos treinar o cérebro para ser menos ansioso, com uma terapia comportamental-cognitiva (TCC), um conjunto de técnicas que ajudam a mudar a nossa massa cinzenta, literalmente.

A TCC é centralizada na ideia que podemos nos libertar de angústias se nos tornamos conscientes de nossa forma distorcida de ver as situações, particularmente as estressantes, ajustando desta forma nosso comportamento.

E a história de mudar o cérebro não é brincadeira: um levantamento em 2012 apontou que a TCC aumenta o córtex prefrontal – a parte do cérebro associada com a ponderação e as decisões – e diminui o tamanho da amídala, a região associada com o estresse e o medo.

É uma maneira de recuperar controle da própria vida, mudando não só a maneira de pensar, mas a própria estrutura do cérebro. Você pode tentar uma TCC com as técnicas abaixo, ou então consultando com um terapeuta especializado, e quanto mais incorporar estas técnicas ao seu dia-a-dia, melhor vai enfrentar os pensamentos ansiosos.

Experimente as técnicas, repita as que funcionam melhor para você, e em duas semanas você provavelmente vai se perceber alguém mais calmo e feliz:

  • Fique calmo, preocupe-se depois: a maior parte das ansiedades nascem de uma impressão de urgência que em 85% das vezes não é justificada. Escreva o que te preocupa, e então não olhe para estas notas por três a cinco horas. Quando você retornar às anotações, provavelmente o problema não vai mais parecer tão preocupante, e você vai estar em melhor condiçẽos de considerar ações produtivas.
  • Pense pequeno: algumas vezes as ansiedades crescem a tamanhos épicos, como quando pensamos “nunca vou me livrar de minhas dívidas!”. Adote uma abordagem de pensar pequeno, um passo de cada vez. Você pode não pagar todas as dívidas agora, mas pode diminui-las um pouco a cada mês.
  • Tenha uma conversa produtiva consigo mesmo: escreva ou diga em voz alta as maneiras com que você lida com uma situação, como “eu geralmente faço as coisas sozinhas”, ou “eu sei pedir ajuda”. Lembre a si mesmo de como você é capaz.
  • Deixe o George Clooney ajudar: imagine o problema de uma perspectiva externa. O que o teu melhor amigo – ou celebridade favorita – diria? Conjure a voz daquela pessoa para te guiar em direção à calmaria.
  • Use seus sentidos: a atenção plena, uma prática que foca nosso cérebro no presente, é tão antiga quanto Buda, mas está se tornando bastante popular. Da mesma forma que a TCC, ela condiciona a mente para ser mais resistente ao estresse, diminuindo o cortisol, que está relacionado ao estresse, e aumentando as conexões dos neurônios na parte do cérebro que controla as emoções.

Quando estamos ansiosos, nossos pensamentos dificilmente estão no presente; ruminamos erros passados, ou nos preocupamos com consequências futuras. Prestar atenção no que você está vendo, ouvindo, cheirando e sentindo foca a mente novamente no presente.

Quanto mais você praticar a atenção plena, melhor equipado estará para enfrentar a ansiedade, e a calma retorna mais rapidamente. Experimente este exercício em quatro passos:

  1. Com os olhos fechados, imagine-se o seu entorno como visto de cima.
  2. Qual a sensação do assoalho, do cobertor, ou da cadeira? Como está a temperatura na sala?
  3. Quais são os sons que você ouve? Talvez algum aparelho elétrico esteja zumbindo ou algumas árvores estejam farfalhando.
  4. Agora preste atenção em tudo isto ao mesmo tempo.

Difícil? Este é o ponto – preencher a mente com o presente. Quando sua mente começar a divagar, traga-a de volta usando os sentidos. A serenidade pode ser o prêmio