Confrontando uma geração de filhos da p#&@

Hermes C. Fernandes, no Cristianismo Subversivo

Não fazia qualquer sentido. Como Deus poderia ter permitido aquilo? Depois de uma vitória tão grande, um fracasso inexplicável. Israel havia sucumbido diante do exército de uma cidadezinha inexpressiva chamada Ai. Ao todo, foram 36 baixas e fuga vergonhosa.

Dias antes, Jericó tinha caído ante a fúria Israelita. A cidade fortificada fora conquistada pelo povo nômade que perambulava pelo deserto por quarenta anos. Seus muros ruíram depois de treze voltas ao seu redor. Foi um massacre. Uma vitória para levantar o moral daquele povo e fazê-lo temido por todas as nações que se alojaram na terra que Deus prometera a Abraão. Os únicos moradores poupados foram Raabe, a prostituta, e seus familiares. Josué decidiu honrar a promessa feita pelos espiais enviados a Jericó e acolhidos por aquela mulher de moral duvidosa. Em momento algum, julgaram-na pelo estilo de vida que levava. A única coisa que importava naquele instante era o fato de ter arriscado a própria vida para escondê-los em sua casa.

Chegou a vez de Ai. Israel se sentia um time de futebol vindo de uma campanha impecável de sucessivas vitórias. Agora, tendo que enfrentar um time menor, resolve poupar seu elenco e usar seu time reserva, subestimando seus adversários. Bastavam dois ou três mil soldados para quitarem a fatura. Entraram em campo de salto alto, como se usa dizer no futebol, e saíram descalços e desmoralizados.

Josué protesta. Rasga suas vestes diante do Senhor. Passo o dia inteiro prostrado sem proferir uma única palavra. Até que toma coragem e atrevidamente questiona:

– Por que o Senhor nos trouxe até aqui? Antes houvéssemos ficado do outro lado do Jordão. O que os outros vão dizer? Como vai ficar a nossa reputação? Sem contar a vergonha sofrida pelo seu nome!
A preocupação do general israelita seguia a seguinte ordem de prioridades: 1) A repercussão negativa do fato; 2) A reputação do seu exército; 3) a glória devida ao nome do seu Deus. Pelo jeito, a glória de Deus era o que menos importava naquele momento. O problema não era o ‘problema em si’, mas a repercussão negativa que gerava.

De repente, Deus interrompe sua oração e diz:

– Você está lamentando o quê? Vocês pecaram contra mim! Há coisas condenadas que foram trazidas para o arraial do meu povo! Enquanto isso não for eliminado, você experimentarão sucessivas derrotas.
Josué se levanta decidido a descobrir onde estava o erro. Quem quer que houvesse sido responsável deveria pagar caro. O mal teria que ser cortado pela raiz.

Imagino o burburinho entre o povo:

– O problema deve ser Raabe! Quem mandou Josué acolhê-la entre nós!? Como pode uma prostituta ser aceita no meio de um povo santo? Temos que eliminá-la o quanto antes! Apedrejá-la com toda a sua família até a morte.

Em vez de precipitar-se, Josué recebe do Senhor a orientação para fazer uma espécie de triagem por sorteio. Dentre todas as tribos, a escolhida é Judá. Justamente a tribo de onde todos sabiam que sairia Aquele que seria destinado a governar o mundo, o Messias. O erro que impedira a vitória de Israel sobre Ai partira dali.

De todos os clãs de Judá, os zeraítas são os escolhidos. De todas as famílias do zeraítas, a sorte recai sobre a família de Zinri, e desta família Deus aponta Acã.

Ufa! Raabe deve ter respirado aliviada. O problema não era ela e sua família. O problema vinha de dentro do próprio povo de Deus.

Decepcionado, Josué se dirige a Acã e diz:

– Pelo amor de Deus! Onde você estava com a cabeça? O que você aprontou, Acã? Confessa! Não esconda nada!

Exposto, Acã resolve confessar o seu pecado:

– Enquanto Jericó era tomada, vi uma capa babilônica lindíssima, e usei-a para embrulhar todo o ouro e toda a prata que encontrei. Chegando à minha tenda, enterrei-os num buraco.

Profundamente decepcionado, Josué ordena a execução de Acã com toda a sua família. Era necessária uma medida radical para que não se abrisse um precedente justo agora que Israel começava a engatinhar como nação organizada.

Se a preocupação de Josué fosse tão-somente buscar um bode expiatório, a candidata mais provável seria Raabe. Mas, além de ser poupada juntamente com sua família, Raabe ainda foi incluída na genealogia do Messias. Que incrível ironia. Acã, da tribo de Judá, condenado e apedrejado, como se fazia às prostitutas. Raabe, prostituta canaanita, poupada e incluída na estirpe do Messias.

Verdadeiramente, a graça subverte surpreendentemente a ordem das coisas.

Todavia, atrevo-me a afirmar que a igreja parece não ter aprendido a lição. Preferimos poupar Acã e apedrejar Raabe. Afinal, Acã é dos nossos! Raabe é da concorrência.

Os pecados de ordem moral são sempre os primeiros da lista. Sobretudo, os que envolvem sexo. Prostitutas, adúlteros, homossexuais, mães solteiras, são tratados como seres asquerosos, indignos do nosso convívio. Ao passo em que somos condescendentes com os gananciosos, com os que fazem qualquer negócio objetivando algum lucro. Crucificamos a carência, enquanto coroamos a ganância. O discurso moralista nos atrai muito mais do que o ético.

À exemplo dos discípulos, sentimo-nos ultrajados com a abordagem de Jesus com a mulher samaritana no poço de Jacó. Uma mulher que já estava no sexto relacionamento não deveria merecer a atenção do Senhor. Ela tinha que ser empurrada no poço para morrer lá. Porém, Jesus identifica ali uma carência. Os múltiplos relacionamentos eram sintomáticos. Por isso, em vez de apelar ao discurso moralista, Jesus lhe oferece a água da vida que saciaria sua carência para sempre.

O mesmo Jesus, ao deparar-se com Zaqueu, o famigerado cobrador de impostos, expôs seu disfarce e disse: Desce depressa, porque hoje me convém pousar em sua casa. Em outras palavras, Jesus estava dizendo: hoje você terá que repartir seu pão comigo e abrigar-me sob o seu teto. Todo ganancioso tem dificuldade de compartilhar o que tem. Quanto mais tem, mais quer. Jesus desfere um golpe sutil em sua avareza. Constrangido, Zaqueu se dispõe a devolver quadruplicado tudo o que surrupiou de seus próprios patrícios em nome de um governo estrangeiro invasor.

Uma igreja que fosse mais parecida com Jesus acolheria os carentes e exporia os gananciosos. Em vez disso, ela prefere aliar-se aos poderosos, enquanto detona os que considera pervertidos.

Os pecados sexuais se tornaram verdadeiros ‘bois de piranha’ (ou seriam ‘bois de Raabe’? rs). Enquanto nos preocupamos em demasia com eles, a boiada inteira passa incólume do outro lado do rio. Os mesmos que sobem aos palanques para denunciar a ‘ditadura gay’, envolvem-se em escândalos, votam em favor da impunidade, vendem-se por concessões de TV, escondem dinheiro não declarado dentro da Bíblia, etc.

Acã é nosso camarada! Raabe é uma descarada que não merece viver. Viva o lucro, o jeitinho e a hipocrisia!

Enquanto pouparmos Acã, nossas vitórias serão sucedidas de épicas derrotas. Venceremos nas urnas, mas perderemos na relevância junto à sociedade. Venceremos na arrecadação, mas perderemos em credibilidade. Seremos maioria no Brasil, elegeremos o próximo presidente, mas não faremos qualquer diferença. Derrubaremos muralhas, mas sucumbiremos diante de nossa própria cobiça.

Pelo jeito, Jesus prefere descender de uma p#&@ a ter Seu nome envolvido em tanta podridão. É melhor ser descendente direto de uma prostituta a ser conivente com uma ‘geração adúltera’ (eufemismo para “filhos da p#&@), como a que foi severamente denunciada por Jesus. Para Ele, prostituição vai muito além de alugar o corpo; é fazer por dinheiro o que deveria ser feito unicamente por amor. Inclusive, falar em nome de Deus e dos bons costumes.

Leia Mais

Pesquisa liga tamanho de testículo a participação de pai na criação dos filhos

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos relaciona o tamanho dos testículos dos pais ao quão ativos eles são na criação de seus filhos.

Publicado originalmente por BBC Brasil

Pesquisa não levou em consideração fatores culturais na criação dos filhos
Pesquisa não levou em consideração fatores culturais na criação dos filhos

Segundo os pesquisadores da Universidade Emory, de Atlanta, os homens com testículos menores têm mais chances de se envolver mais com tarefas como trocas de fraldas, alimentação e banho.

Eles também encontraram diferenças nas atividades cerebrais dos pais quando eles olhavam imagens de seus filhos, de acordo com o tamanho dos testículos.

Apesar disso, os pesquisadores observam que outros fatores, como normas culturais, também representam um fator importante.

Mundo animal

Os níveis de promiscuidade e os tamanhos dos testículos têm uma ligação forte no mundo animal, com a tendência dos animais com testículos maiores de copular com o maior número de fêmeas.

Os pesquisadores estavam investigando uma teoria evolutiva sobre o balanço entre investir tempo e esforços para copular ou empregar essa energia em criar os filhos.

A ideia é que os testículos maiores sugeririam uma tendência maior em fazer mais filhos do que em criá-los.

O estudo, publicado na publicação científica Proceedings of the National Academy of Science, verificou a relação entre o tamanho dos testículos e a paternidade em 70 homens com filhos entre um e dois anos de idade.

Inclinação natural

A equipe da Universidade Emory analisou a atividade cerebral dos homens enquanto eles viam fotos de seus filhos.

A análise mostrou que aqueles com testículos menores tendiam a ter uma resposta maior na área do cérebro relacionada à recompensa do que naqueles com testículos maiores.

Os homens com testículos menores também tinham uma tendência maior, segundo os questionários respondidos pelos objetos da pesquisa, a ter um papel mais ativo na criação dos filhos.

“A pesquisa nos mostra que alguns homens são naturalmente mais inclinados a cuidar do que outros, mas não acho que isso possa servir de desculpas para os outros homens”, disse à BBC um dos pesquisadores, James Rilling. “Isso somente mostra que isso pode exigir mais esforço para alguns do que para outros”, observa.

Papel da testosterona

Os pesquisadores não souberam explicar a exata natureza da relação. Eles acreditam que o tamanho dos testículos, provavelmente determinado pelo hormônio testosterona, afeta o comportamento dos homens.

Mas não está claro se o processo de ter um filho tem algum efeito sobre os pais.

“Sabemos, por exemplo, que os níveis de testosterona baixam quando os homens se tornam pais participativos”, diz Rilling.

Segundo os pesquisadores, novos estudos que analisem o tamanho dos testículos antes e depois de o homem se tornar pai são necessários.

As expectativas culturais e sociais sobre o papel dos pais também não foram levadas em conta no estudo.

Além disso, todos os homens analisados eram da região de Atlanta, então o impacto relativo da sociedade não foi mensurado.

dica do Givaldo Corcinio

Leia Mais

Papa liga para mulher que ia abortar e se oferece para ser padrinho

papa-bebe

Publicado na Gazeta do Povo

O filho da italiana Anna Romano, 35 anos, pode ganhar um padrinho disputadíssimo: o papa Francisco. E foi ele próprio quem se ofereceu.

A história toda começou com uma carta enviada por Anna ao pontífice, em tom de desabafo. Grávida de seu amante, um homem casado que a abandonou e a estimulou a abortar, ela resolveu contar sua história ao papa antes de passar pelo procedimento.

Na última terça-feira (03/09), no entanto, um telefonema mudaria tudo. O próprio papa Francisco resolveu interceder pela criança, e ligou para Anna. “Fiquei estupefata ao telefone. Eu o ouvi falar. Tinha lido a minha carta. Assegurou-me que o bebê é um dom de Deus, um sinal da providência. Disse-me que nunca estaria sozinha”, disse Anna ao jornal italiano Il Messagero.

Alguns minutos de conversa foram suficientes para ela abandonar a ideia de abortar seu filho. Anna disse ainda que Francisco se ofereceu para batizar a criança, e que ele próprio gostaria de ser o padrinho. “Ele encheu-me o coração de alegria quando me disse que eu era corajosa e forte pelo meu filho”, recorda. Ela já avisou que se nascer um menino se chamará Francisco, em homenagem ao futuro padrinho.

Dica do Ailsom Heringer

A história ganhou a imprensa pelo mundo e vários jornais procuraram por Anna para saber detalhes, como o italiano Corriere della Sera, o inglês Telegraph e o espanhol ABC .

Leia Mais

Dizer “eu te amo” não é a chave para um relacionamento longo

feliz1

Carol Castro, no Ciência Maluca

Desculpe despedaçar seu coração romântico. Mas parece que essa ideia de declarar amor eterno é papo furado, coisa de filmes e livros fofos. Um relacionamento longo não se sustenta só na base do “eu te amo”: depende mais do comprometimento do casal e da parceria durante os momentos difíceis.

Foi o que perceberam alguns pesquisadores, depois de acompanhar a vida de 172 casais ao longo dos 11 anos primeiros de casados. O número de brigas e desentendimentos ou quantas vezes por dia eles diziam “eu te amo” não tinha nenhuma relação com a duração do relacionamento. O fator mais importante era o comprometimento. Ou seja, quão interessados se sentiam em seguir com o relacionamento – e o que faziam para mantê-lo vivo. Só assim eram capazes de perdoar os deslizes do parceiro, ao invés de somar fatores à lista de reclamações, e superar juntos os momentos difíceis.

É por isso que os casais mais felizes carregavam um espírito de equipe. Pareciam mais dispostos do que os outros a fazer sacrifícios pessoais para deixar o relacionamento mais saudável. E, como um time, se entendiam bem em relação ao sexo. Isso não significa que os casais mais felizes transavam todo dia ou cinco vezes por semana. Na verdade, o que importava era se os dois concordavam com a quantidade de sexo que faziam – mesmo se fosse só uma vez por mês.

E aí, concorda com a pesquisa?

(Via DailyMail)

dica do Walter Cruz

Leia Mais