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Uma prece pela paz

foto: Internet

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Ricardo Gondim

Meu Deus, quanto furor. Narinas ainda resfolegam ira em teu nome. Não basta o que já se horrorizou por causa de Jesus? Navios carregaram almas agrilhoadas tanto pela espada como pela cruz. Venderam-se vidas. O nazareno deu lucro à coroa.

A humanidade não pode se acostumar que alguém alegue a tua defesa para destilar peçonha.

Por que alguns se sentem convocados a arvorar certezas com tanto ranho? O que falta para que peguem em armas para te advogar? Eles tentam te transformar numa ideia e passam a te considerar substantivo abstrato. Assim constroem um deus menor do que um ídolo. Embora saibam que tu não aceitas que te confinem aos limites de suas definições, insistem em te diminuir ao tamanho de um incitador de contendas.

Rogo que perdoes os que projetam em ti um narciso.

Peço-te anules os que se fiam em teu furor para justificar a própria perversidade.

Imploro que desconsideres os medíocres que tentam te cooptar como parceiro.

Insisto em suplicar que anules os que acreditam na força do medo e da coerção para ganhar qualquer argumento.

Boníssimo,

Transforma arenas em prados;
Trincheiras em hortas;
Tanques em tratores;
Brados de guerra em canções de ninar.

Refresca a lembrança do justo com o que pode trazer esperança;
Ressuscita sonhos precocemente mortos no coração de jovens;
Reescreve em tábuas de carne a utopia do cordeiro e do leão deitados na relva;
Para o sol da justiça no meridiano até que haja cura entre as nações.
E que vivamos em paz.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

Irmãos Cravinhos irão cumprir pena em regime semiaberto em Tremembé

Os irmãos Cristian (esq.) e Daniel Cravinhos, em foto de 23 de janeiro de 2006. (Foto: Vidal Cavalcante/Estadão Conteúdo)

Os irmãos Cristian (esq.) e Daniel Cravinhos, em foto de 23 de janeiro de 2006. (Foto: Vidal Cavalcante/Estadão Conteúdo)

Publicado originalmente no G1

Os irmãos Cravinhos vão cumprir em regime semiaberto o restante da pena a que foram condenados pela morte dos pais de Suzane von Richthofen. Na época do crime, em 2002, Daniel Cravinhos era namorado de Suzane, com quem planejou o assassinato dos pais dela. O crime aconteceu na casa da família de Suzane, na zona sul de São Paulo. Manfred e Marísia Richthofen eram contra o namoro da filha Suzane com Daniel Cravinhos.

Suzane von Richthofen e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos de Paula e Silva foram submetidos a júri popular em 2006. Suzane foi condenada a 39 anos de reclusão em regime fechado e seis meses de detenção no semiaberto, além de multa; Daniel, a 39 anos e seis meses, no mesmo regime da ex-namorada e o irmão, Cristian, a 38 anos e seis meses em regime fechado. Eles estão presos desde 2002.

A decisão que passa os irmãos Cravinhos do regime fechado para o semiaberto é da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara das Execuções Criminais de Taubaté, que atendeu o pedido para progressão de regime feito pela defesa de Cristian e Daniel Cravinhos. Segundo o Tribunal de Justiça, ela levou em consideração o bom comportamento carcerário, atestado pelo diretor da unidade prisional.

O Ministério Público também apresentou parecer favorável a progressão do regime fechado para o semiaberto. Segundo o promotor Paulo Rogério Bastos, não havia nenhum argumento que fosse contra o pedido dos irmãos Cravinhos.

“Me posicionei a favor da progressão do regime porque são presos com bom comportamento, têm boa relação com os outros detentos e o laudo criminológico foi totalmente favorável a eles. Não tinha nada que eu poderia ir contra”, afirmou ao G1.

Ainda segundo o promotor, os dois já foram transferidos para o pavilhão de regime semiaberto da penitenciária Doutor José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé. Apesar disso, eles não terão direito a saída temporária na páscoa, pois o detento precisa ficar pelo menos 40 dias em observação.

Os pais de Suzane foram assassinados enquanto dormiam em sua mansão na Rua Zacarias de Góis, no Brooklin. O casal levou golpes de barras de ferro na cabeça e Marísia ainda foi asfixiada com uma toalha e um saco plástico.

Suzane von Richthofen

Suzane Richtofen teve pedido de transferência negado em 2011. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Suzane Richtofen teve pedido de transferência
negado em 2011. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Em junho de 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de progressão para o regime semiaberto formulado pela defesa de Suzane von Richthofen. Com a decisão, ela continua presa em regime fechado em Tremembé.

A progressão para o regime semiaberto já tinha sido negada pelo juízo de primeira instância. Também foi negado recurso ao Tribunal de Justiça de São Paulo sob o argumento de que o exame criminológico mostrou imaturidade, egocentrismo, impulsividade, agressividade e a ausência de remorso por parte de Suzane

Além do muro

Operários são demitidos após participar de protesto contra demolição do antigo Museu do Índio
José Antônio dos Santos César e Francisco Souza Batista foram demitidos após apoiar causa dos índio

Marina Silva

No sábado passado, quando a polícia cercou o prédio do Museu do Índio, que o governo do Rio quer demolir para construir um estacionamento, dois carpinteiros que trabalhavam nas obras do Maracanã pularam o muro e juntaram-se aos índios para ajudá-los a resistir contra a demolição.

É claro que foram demitidos depois que voltaram ao trabalho, mas não estavam arrependidos, tinham a tranquilidade de quem agiu de acordo com sua consciência. É uma pena que não vejamos esse apurado senso de justiça na maioria de nossos dirigentes políticos.

Os operários do Rio mostraram, ainda, respeito e carinho pelo patrimônio histórico e pela cultura indígena. Um deles disse que sua família era do interior do Ceará, região em que havia muitos índios, e achava que, assim como o Maracanã, o velho prédio do museu deveria também ser restaurado.

Essa é uma bela lição, que todos devemos aprender. Também é bela a lição que a sociedade e as organizações civis estão dando, ao exigir que os governos estadual e municipal promovam o debate público sobre as obras da Copa do Mundo, de modo que a cidade seja beneficiada, não apenas as empresas que constroem ou que ocuparão os novos espaços.

Uma vitória o movimento já alcançou: a Escola Municipal Friedenreich, considerada uma das melhores da cidade, que também seria demolida, ganhou prazo de ao menos um ano para novas análises e debates sobre seu futuro.

Um debate democrático chegará a soluções mais adequadas, em que a escola, que viabiliza o trânsito de crianças e jovens para um futuro melhor, seja considerada mais importante que melhorar o trânsito dos carros, argumento para a maioria dessas obras.

Afinal, quem perde com a democracia? A vida no dia a dia, a vizinhança no bairro, a educação das crianças, a cultura e a história –tudo o que constitui a qualidade e as referências simbólicas de nossas vidas não precisa ser soterrado por uma visão de cidade que parece descer do espaço. Hipermoderna, mas sem as marcas e relevos da história de sua diversificada formação, a cidade pode tornar-se artificial, como se fosse reservada ao uso exclusivo de alienígenas.

Essas situações acontecem no Rio devido às obras da Copa e da Olimpíada, e, por isso, ganham maior visibilidade. Mas são, também, uma representação do que ocorre cotidianamente em nossas grandes e médias cidades.

Ainda bem que temos uma ação da sociedade para defender seus direitos, com a saudável ideia de que “a cidade é nossa”. Esse movimento nos chama; é hora de pular o muro e ficar do lado dos índios, das comunidades e do esforço para construir cidades onde a sustentabilidade cultural e social na vida não seja atropelada pela pressa dos grandes eventos.

fonte: Folha de S.Paulo

foto: R7

Mulheres retiram o dedinho para poder usar salto sem desconforto

Nova moda entre mulheres dos EUA é mutilar o próprio pé para usar o sapato sem aquela sensação de desconforto

Editora Globo

“Se você nunca sentiu essa dor, nem se dê ao trabalho de julgar”. Esse é o argumento de Susan //Crédito: Reprodução

publicado na Galileu

Muitas mulheres nutrem uma verdadeira obsessão por sapatos – e o salto alto costuma ser o fetiche definitivo. Com ele, as mulheres chamam atenção do sexo oposto, despertam a inveja nas semelhantes e se sentem elegantes. Só tem um probleminha: dói e dói bastante. Como conciliar a beleza com a dor?

Uma cirurgia plástica em uma parte do corpo que fica escondida quase o tempo todo parece coisa de maluco, mas a mulherada dos EUA vem curtindo a ideia. São 3 os procedimentos mais procurados: retirar o dedinho, diminuir o tamanho de algum dedo ou injetar colágeno na parte da sola do pé perto dos dedos, na tentativa de deixar a sola mais acolchoada e ter um fim de dia menos dolorido.

De acordo com a Associação Americana De Podologia Médica, cerca de 87% das mulheres do país sofrem algum problema no pé por causa de calçados desconfortáveis. Susan Deming (foto acima) não é exceção – amante dos sapatos, ela sempre teve muitos calos no pé esquerdo, isso por que alguns dedos eram maiores que os outros. A solução foi tirar um centímetro do que seria o dedo indicador no pé. Ainda em processo de recuperação, ela não vê a hora de poder caminhar normalmente – e correr pro shopping.

Procurador é ameaçado por cristãos após pedido para retirar expressão “Deus seja louvado” das cédulas

Procurador Jefferson Dias SP revela ameaças de morte após ação que pede o fim da expressão Deus seja louvado nas cédulas de Real. Foto: Talita Zaparolli/Especial para Terra
Procurador Jefferson Dias revela ameaças de morte após ação que pede o fim da expressão “Deus seja louvado” nas cédulas de Real

Talita Zaparolli, no Terra

Procurador da República há 16 anos em Marília, interior de São Paulo, Jefferson Aparecido Dias foi destaque na mídia nacional e internacional após uma ação contra o Banco Central exigindo a retirada da expressão “Deus seja louvado” das cédulas de Real. Ele também é autor de outras ações polêmicas, como uma ajuizada em 2009 que pedia a retirada de símbolos religiosos que estivessem expostos em repartições públicas federais. O argumento proposto era o de que, apesar de ter uma população majoritariamente cristã, o Brasil é um País laico e, por isso, não poderia haver vinculação entre o poder público e qualquer igreja ou crença religiosa.

Em outra ação judicial, desta vez contra a prefeitura de Marília, Dias exigia que a cor da bandeira do município, adotada há quase três décadas, voltasse a ter a cor vermelha. Na época, o então prefeito Mário Bulgarelli, alegou que a mudança ocorreu em razão da cor do uniforme do time de futebol da cidade, o Mac (Marília Atlético Clube) e pelo fato dos prédios públicos municipais ostentarem a cor azul. Para Dias, a mudança lesava o patrimônio cultural da cidade, além do que, a população não havia sido consultada sobre a alteração. O pedido foi aceito pela Justiça e houve a troca do azul pelo vermelho.

O procurador moveu ainda duas ações contra uma das maiores emissora de TV do País. Em uma delas, a exigência era para que a emissora explicasse, durante um reality show, as formas de transmissão do HIV. A medida foi tomada depois que um participante do programa disse que heterossexuais não contraíam aids. Já na outra, Dias ajuizou uma ação civil pública para que cenas que pudessem estar relacionadas a crimes não fossem exibidas. A ação foi motivada depois que a emissora exibiu imagens de um suposto estupro ocorrido no mesmo programa.

Além de ocupar o cargo de procurador da República em Marília, no interior de São Paulo, Jefferson Dias também responde pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), com sede na capital. O mandato à frente da PRDC é de dois anos, podendo haver reeleição. Ele encerra quatro anos no comando da procuradoria no início de 2013. A escolha do sucessor será feita mediante eleições internas.

Em entrevista exclusiva ao Terra, ele fala sobre os motivos que o levaram a propor a ação, se diz católico e revela que vem sofrendo ameaças de morte.

Como surgiu essa ação?
Jefferson Dias –
Uma pessoa ateia entrou com uma representação na PRDC questionando a existência do “Deus seja louvado”. Na procuradoria, as queixas são distribuídas e, dependendo da temática, vai para a PRDC. Toda essa temática de liberdade religiosa vai para a PRDC e aí eu passo a investigar. A reclamação era só no aspecto de laicidade do Estado, um estado laico. E aí nós constatamos também que não tem uma lei autorizando, que era um pedido pessoal do ex-presidente da República num primeiro caso e, depois, um pedido pessoal do ministro da Fazenda. Então aí a ação é proposta sob dois aspectos: violação da legalidade e violação do princípio da laicidade do Estado.

A pessoa que entrou com a representação se sentia incomodada com a expressão?
Jefferson Dias –
Ela relata que se sentia afetada na sua liberdade religiosa pelo fato dela não crer em Deus e ter que conviver com a manifestação estatal de predileção por uma religião. Se chegar uma representação pra mim, independente de qual for a temática, eu sou obrigado a investigá-la. É uma obrigação legal minha.

A substituição das cédulas vai gerar despesas ao Banco Central?
Jefferson Dias –
Não vai gerar nenhum gasto. As cédulas vão se danificando e vão sendo substituídas gradativamente. Ela tem um tempo de vida útil e aí ela acaba se deteriorando e sendo substituída. Na ação nós pedimos que, nessa substituição de cédulas, elas sejam trocadas sem a expressão. Nem que demore 10, 15 ou 20 anos. Mas acredito que demore menos.

Um ateu entrou com a representação por se sentir ofendido, mas fato de retirar a expressão “Deus seja louvado” das cédulas não vai ofender uma população 64% católica, além das demais religiões cristãs?
Jefferson Dias –
O Estado não pode manifestar predileção religiosa. O Brasil optou em 1890 por ser um estado laico. O mais grave que um eventual sentimento dos católicos, é o fato de ser ilegal. Por exemplo, eu não gosto de pagar impostos, então não quero pagar impostos, mas é ilegal. Mesmo sendo católico, eu ouso discordar um pouco. Porque, se você for estudar a Bíblia, Jesus nunca teve uma posição materialista. Jesus disse que, quando lhe é perguntado se ele deveria dar dinheiro, pagar imposto a César, ele fala “A César o que é de César, a Cristo o que é de Cristo”. Quando ele encontra vendedores no templo, ele os expulsa de lá dizendo que “A casa do Senhor não é casa de comércio”. Perguntado sobre o rico, ele fala que “seria mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino dos céus”. Então, em nenhum momento Jesus deu a atender, para quem é cristão, que o dinheiro deveria trazer o nome dele ou o nome de Deus. Acho que é uma inversão de valores.

Com tantas injustiças e violência, essa não seria uma forma de ressaltar certa religiosidade, pregar o cristianismo?
Jefferson Dias –
Mas essa é uma injustiça e uma violência. Eu estou sendo ameaçado por causa dessa ação, por cristãos. Recebi alguns emails com ameaças, em nome de Deus. Continue lendo