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Reflexões sobre o forte crescimento evangélico

Imagem: Google

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Ricardo Gondim

“Não haverá missas, nem altares, nem sacerdotes, que as digam: morrerão os católicos sem confissão, nem sacramentos: pregar-se-ão heresias nestes mesmos púlpitos, e em lugar de S. Jerônimo, e Santo Agostinho, ouvir-se-ão e alegrar-se-ão neles os infames nomes de Calvino e Lutero, beberão a falsa doutrina os inocentes que ficarem, relíquias do Portugueses: e chegaremos a estado, que se perguntarem aos filhos e netos dos que aqui estão: Menino, de que seita sois? Um responderá, eu sou calvinista; outro, eu sou luterano. Pois, isto se há de sofrer, Deus meu?”

Padre Antônio Vieira, preocupado com o avanço holandês e a aparente apatia portuguesa para com o Brasil, pregou um sermão bombástico em 1640. Deu-lhe um título não menos agressivo: Sermão Pelo Bom Sucesso Das Armas De Portugal contra as da Holanda.

Ele temia naquelas priscas eras que o “pérfido calvinista” se multiplicasse na colônia lusitana de sua majestade. O sermão de Vieira, inclui uma oração a Deus. Temendo que os holandeses calvinistas se identificassem com o povo, excluindo os católicos, rezou assim:

“Que dirá o tapuia bárbaro sem conhecimento de Deus? Que dirá o índio inconstante, a quem falta a pia afeição de nossa fé? Que dirá o etíope boçal, que apenas foi molhado com a água do batismo sem mais doutrina? Não há dúvida, que todos estes, como não têm capacidade para sondar o profundo de vossos juízos, beberão o erro pelos olhos. Dirão, pelos efeitos que vêem, que a nossa fé é falsa, e a dos Holandeses a verdadeira, e crerão que são mais cristãos sendo como eles. A seita do herege torpe e brutal, concorda mais com a brutalidade do bárbaro: a largueza e soltura da vida, que foi a origem e o fomento da heresia, casa-se mais com os costumes depravados e corrupção do gentilismo…”

O catastrofismo medieval de Vieira sobre os altares católicos não se cumpriram. Milícias protestantes não anularam o catolicismo romano. Ainda não se deixou de celebrar o natal com presépios. Nenhum católico precisa morrer sem acesso à confissão. Entretanto, o crescimento protestante – por meio do segmento pentecostal – ganhou velocidade, como ele bem previu e temeu. As igrejas se multiplicam nas periferias das grandes cidades, os templos estão lotados. A agressividade proselitista do movimento parece longe de arrefecer. Com a pentecostalização das igrejas denominacionais históricas – Luteranas, Presbiterianas, Anglicanas, Metodistas, Congregacionais, etc. – o protestantismo de viés reformado também cresce. A presença evangélica se tornou tão evidente que os intelectuais dissertam sobre ela nas universidades; faz a pauta de jornais e revistas; e incomoda a cúria do Vaticano.

O movimento evangélico não se multiplica isento de problemas e dificuldades. Onde há pessoas, há idiossincrasias e virtudes, beleza e vício. Por estarem situados historicamente no tempo e na cultura, os evangélicos copiam acertos e erros da época. Daí ser mister que no frenesi do crescimento, vozes se levantem para alertá-los de que, embora numerosos, nunca devem pretender dominar o Brasil, como no pesadelo de Vieira.

A idéia de que o movimento tem a obrigação de converter o Brasil é tão anacrônica como a fala de Vieira. É perigosíssimo acreditar que repousa sobre os ombros do movimento o dever de suprimir expressões não evangélicas da cultura. Esse discurso não é mera coreografia religiosa e não impressiona apenas na liturgia interna. Não só empolga o coral. Caso tal pretensão realmente for levada a sério, o movimento vai descambar (se já não descambou) para um fanatismo reacionário e intolerante.

É preciso também contar com a ameaça do capitalismo. Os evangélicos – bem como a própria igreja católica – convivem com uma cultura fortemente influenciada por uma economia neoliberal. Talvez seja essa a tentação maior da igreja: conformar-se a continuar como mera empresa, gerida por técnicas administrativas. Em uma cultura de eficiência e sucesso, a religião sofre pressão do pragmatismo. E a piedade, instrumentalizada para satisfazer ambições pessoais, desemboca no individualismo. Qualquer expressão religiosa que pretenda manter-se íntegra, deve cuidar para não cair na tentação de adorar o deus ex machina – uma potência que reage a botões.

Visito ocasionalmente igrejas evangélicas do hemisfério norte. Fico impressionado com a nova postura dos pastores. Muitos assumiram o papel de executivos da fé. Os gabinetes pastorais se assemelham a escritórios de grandes multinacionais. Pastores se cercam de assessores e gastam mais tempo com reuniões de planejamento estratégico. O departamento de marketing fica no topo do organograma. Palestrantes ensinam como lubrificar a engrenagem administrativa da comunidade de fé. Uma gama enorme de especialistas em crescimento de igreja conduz seminários sobre como (eles adoram um “como”) tornar o louvor adequado ao auditório. Ensinam como orações precisam ser curtas para não aborrecer e como as músicas, mais palatáveis a ouvidos sensíveis. Para tais empresários da fé, se as igrejas providenciam bons estacionamentos, cadeiras confortáveis, ar condicionado, berçário para os recém-nascidos e uma excelente lanchonete, conseguem lotar os santuários e aumentar a arrecadação mensal.

Por mais bem intencionados que estejam, parecem menos interessados em lidar com valores espirituais do que gerenciais. Muitos perderam a noção de que o objetivo do Nazareno nunca foi lotar auditório, apenas inspirar corações a amar a Deus na relação com o próximo.

Cópia aculturada desse empreendedorismo gringo, o movimento evangélico se especializa para tornar-se maioria – em muitas cidades brasileiras já existem mais evangélicos por domingo nos cultos do que católicos nas missas. Acontece que em alguma esquina do tempo a ameaça do pragmatismo espreita.

A pergunta que se faz no mundo moderno é: funciona? E essa parece ser a maior preocupação do movimento. Na cultura grega, o conhecimento bastava; compreender parecia suficiente. Entre semitas o conhecimento visava produzir reverência. A cultura ocidental, que influencia o movimento, quer transformar conhecimento em técnica. Fundamentalistas já acusaram – injustamente – pentecostais de valorizarem as emoções acima da verdade. Hoje vale questionar se o neopentecostalismo não hierarquiza o útil acima da verdade; e se não cria uma nova cultura de eficiência como manifestação da fé.

Evangélicos crescerem não deve impressionar. No descompasso da espiritualidade e técnica, propõem temas moralistas enquanto carecem de ética; têm esperança com grandes buracos em maturidade humana; expressam fé com carência de ternura; revelam coragem com pouca discrição e humildade; possuem poder de mobilização, mas são rasos na teologia.

Uma resposta possível diante do medo do Padre Antônio Vieira é que o protestante brasileiro virou evangélico; e cresce a despeito dele mesmo. Fica a esperança de que a graça de Deus se revele nesses tempos dificultosos e que um remanescente talvez com outro nome sobreviva à loucura que acompanha a vitalidade do movimento. Vieira também notou o pecado de seus pares no Brasil católico provinciano e mesquinho do século XVII. Rezou assim:

“..E como sois igualmente justo e misericordioso, que não podeis deixar de castigar, sendo os pecados do Brasil tantos e tão grandes. Confesso, Deus meu, que assim é, e todos confessamos que somos grandíssimos pecadores. Mas tão longe estou de me aquietar com esta resposta, que antes esses mesmos pecados, muitos e grandes, são um novo e poderoso motivo dado por Vós mesmo para mais nos convencer de vossa bondade.”

A nós só resta dizer Amém.

Soli Deo Gloria

Fonte: Blog do Ricardo Gondim

Vírus usado em arma biológica ‘some’ no Texas

virus

publicado no Estadão

Um vírus usado em armas biológicas misteriosamente desapareceu de um laboratório no Texas, anunciaram ontem autoridades. Responsáveis pelo caso afirmam que o recipiente com guanarito – um agente viral que causa uma febre hemorrágica e pode ser transformado em arma de destruição em massa – provavelmente foi destruído e a falta foi percebida numa checagem de rotina.

O caso levanta novas questões sobre a segurança de pesquisas com vírus e bactérias usados na produção de armamento biológico. Ao perceberem que o recipiente desaparecera, funcionários do laboratório de Galveston notificaram de imediato a agência federal de controle de doenças (CDC, na sigla em inglês).

Autoridades do CDC disseram que é “muito improvável” que o vírus tenha sido roubado. A agência recebe anualmente dezenas de notificações sobre perda de toxinas usadas para a produção de armas biológicas. Entre 2004 e 2010, foram registrados 88 casos incluindo vírus, bactérias e fungos que podem colocar em risco a segurança nacional dos EUA e de vários países. / USA TODAY

Fugitivo que deixou bilhete irônico em delegacia baiana é preso curtindo folia

Presos fugiram e deixaram bilhete para a polícia da BA (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias)

Presos fugiram e deixaram bilhete para a polícia da
BA (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias)

Polícia informa que ele foi reconhecido assistindo carnaval em Salvador. Secretaria de Segurança registrou 815 ocorrências na folia até o momento.

Publicado originalmente no G1

Um fugitivo que deixou um bilhete ironizando o isolamento dos presos da delegacia de Brumado, na região sudoeste da Bahia, foi reconhecido e preso pela polícia em pleno carnaval de Salvador. A prisão foi deflagrada no circuito Dodô, entre a Barra e a Ondina, na festa do domingo (10).

Segundo as informações da polícia, o rapaz curtia o carnaval quando foi reconhecido por policiais que faziam a segurança da folia. Ele foi encaminhado à Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes,  onde ficará à disposição da Justiça.

815 ocorrências
Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), entre quinta-feira (7) e 7h de segunda-feira (11), foram presas em flagrante 97 pessoas durante o carnaval. Segundo a SSP-BA, os flagrantes aumentaram 136% em relação ao ano passado, quando foram realizadas 41. Além disso, a polícia apreendeu 18 armas brancas. No total, 576 pessoas foram conduzidas à delegacia até segunda-feira, contra 233 em 2012, representando aumento de 158%, de acordo com dados da SSP.

A SSP computou, ainda, um homicídio, duas tentativas de homicídio e uma lesão corporal com morte durante o carnaval. Foram 163 lesões corporais, 579 furtos e 65 roubos, totalizando 815 ocorrências até o momento, segundo que a maior parte, 633, foram registradas entre a Barra e a Ondina, trajeto que forma o circuito Dodô. Mais 170 casos de violência foram registrados no Centro e outros 12 no Pelourinho. Deste total, quase 300 ocorrências são dos dois primeiros dias de carnaval.

Fuga
Quatorze presos fugiram da delegacia de Brumado no dia 11 de dezembro de 2011. Os homens serraram uma das celas, arrombaram cadeados e abriram um buraco em uma das paredes com o auxílio de uma barra de ferro, quando pularam um muro e conseguiram fugir, informou a delegacia.

Na saída, eles deixaram um bilhete pedindo que as celas sejam reforçadas na unidade. “Isso é para que se veja o que passamos aqui com esses presos. Fazemos o concurso para policial, mas trabalhamos como agentes de carceragem”, desabafou um dos policiais, que preferiu não ser identificado. A delegacia tem quatro celas e capacidade para 16 homens, mas 35 detentos estavam custodiados no local no momento da fuga.

Polícia fez diligências à procura dos foragidos (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias)

Polícia fez diligências à procura dos foragidos (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias)

Pastora faz boca de fumo na igreja e posa com armas

fumo

Ela e o marido são acusados de vender drogas dentro do templo e de usar viciados como mulas

Publicado originalmente no Meia Hora

Fotos de uma pastora evangélica de Foz do Iguaçu, no Paraná, suspeita de fazer parte de uma quadrilha de tráfico de drogas, e do marido dela, ambos segurando armas, foram divulgadas na última terça-feira pela Polícia Civil daquele estado.

No dia 31 de janeiro, a pastora e outros três homens foram presos em uma igreja. De acordo com os policiais, o local era usado como ponto de venda de drogas. Na ação, dois adolescentes também foram apreendidos.

No mesmo local da igreja funcionava uma casa de apoio a dependentes químicos. A polícia investiga agora se esses internos estariam sendo usados como mulas para vender as drogas. A pastora e o marido negam envolvimento com a quadrilha de traficantes.

As imagens estavam em um pen-drive, que foi apreendido pela polícia durante buscas. Placa de um veículo roubado pela quadrilha também foi encontrada. Segundo a polícia, o carro pertencia a um casal que ficou oito dias acampado na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, para tentar recuperá-lo. Os documentos da dona do veículo, levados no dia do assalto, também foram recuperados.

dica do Fernando Passarelli e do Rodney Eloy

A falta de criatividade em Hollywood

publicado no Zupi

Todos os cartazes do mesmo gênero, têm alguns elementos semelhantes entre si: Heróis com uma arma na mão, antes de um fundo nebuloso e com detritos voando e faíscas. A questão é, isso é ruim? Do ponto de vista dos designers, eu acho que é. Falta criatividade. Todos eles estão copiando o outro, não mostrando suas habilidades de design. Mas a partir de um negócio (Hollywood), eu não acho que isso é todo errado. Porque esta é a linguagem que funciona para eles. Quando eu vejo como um cartaz me chama a atenção, eu sei que vai ser muito bom e que terá alguma ação no filme. E é isso que eu gosto.

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