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Mais de 1 milhão de baratas fogem de criadouro na China

Especialista sanitário pediu aos habitantes para manterem a calma.
Viveiro de reprodução ficava em uma granja da comunidade de Dafeng.

Viveiro de reprodução ficava em uma granja da comunidade de Dafeng (foto: Stephanie Pilick/DPA/DPA/Arquivo AFP)

Viveiro de reprodução ficava em uma granja da comunidade de Dafeng (foto: Stephanie Pilick/DPA/DPA/Arquivo AFP)

Publicado por France Presse [via G1]

Mais de um milhão de baratas escaparam de um criadouro no leste da China, onde um especialista sanitário pediu aos habitantes dos arredores para manter a calma, informou neste domingo (25) a imprensa local.

As baratas eram utilizadas para a fabricação de medicamentos tradicionais chineses, informou o jornal Xiandai Kuaibao.

As baratas escaparam depois que “um indivíduo não identificado” destruiu o viveiro de reprodução situado nesta granja da comunidade de Dafeng, acrescentou o jornal publicado em Nankim.

As autoridades sanitárias da província de Jiangsu enviaram cinco especialistas encarregados de uma operação de desinfecção para eliminar os insetos. Um especialista pediu a população não entrar em pânico.

O proprietário da granja, Wang Pengsheng, investiu este ano cerca de 100 mil yuans (US$ 16.200) para adquirir 102 quilos de ovos de periplaneta americana, uma espécie de barata.

Jovem perde namorado em batida e se apaixona por socorrista no ES

Após acidente, ela foi ao batalhão agradecer e apaixonou-se por bombeiro.
Casal comemorou antecipadamente o Dia dos Namorados, em Brasília.

Katriana foi visitar o namorado, que fez um curso em Brasília (Foto: Paulo Gomes Junior/ Arquivo Pessoal)

Katriana foi visitar o namorado, que fez um curso em Brasília (Foto: Paulo Gomes Junior/ Arquivo Pessoal)

Juliana Borges, no G1

“O Paulo me trouxe o sorriso de volta. Havia perdido o gosto de viver e ele me fez querer isso novamente”. É dessa maneira que a universitária Katriana Braga do Nascimento, de 21 anos, define seu relacionamento com o bombeiro Paulo Gomes Júnior, de 23, que começou após um grande trauma da jovem. Em 2009, a estudante sofreu um grave acidente de carro e acabou perdendo o namorado. Resgatada por bombeiros, após a recuperação ela foi até o quartel de Cachoeiro de Itapemirim, município que mora, ao Sul do Espírito Santo, e acabou conhecendo o atual companheiro. A relação de amizade foi o ponto de partida para o amor.

Por conta do acidente, Katriana ficou muito machucada e teve que permanecer internada por cinco dias. Não precisou realizar nenhuma cirurgia, mas uma lesão no braço a deixou presa à sessões de fisioterapia por alguns meses. “Depois que o Luan, meu namorado antes do Paulo, morreu, minha vida perdeu o sentido. Não tive mais vontade de nada, tudo perdeu a graça. Pensava que tão cedo eu não queria me envolver com mais ninguém. Foi um momento muito difícil na minha vida”, relatou.

Recuperada fisicamente, ela foi até o quartel do município para agradecer aos profissionais que a haviam resgatado e acabou conhecendo Paulo. Segundo o militar, a atração foi à primeira vista. “Quando a vi pela primeira vez já notei algo diferente, vi que era especial. Procurei ela em uma rede social e começamos a conversar. Depois pedi o telefone”, lembrou.

O relacionamento entre a universitária e o bombeiro, de fato, começou apenas depois de um ano que o casal se conheceu. “Não me sentia preparada para outro namoro depois de tudo o que me aconteceu, mas o Paulo soube esperar. Tudo começou como amizade, ele me dava forças para eu ir retomando a minha vida. Só depois de mais de um ano que já nos conhecíamos que eu realmente consegui me render a esse sentimento, que descobri ser amor. Ele teve aquele gostinho da conquista”, explicou Katriana.

Dia dos Namorados
O Dia dos Namorados é comemorado no Brasil no dia 12 de junho, a próxima quarta-feira, mas o casal contou que resolveu se antecipar. Paulo está há dois meses em Brasília fazendo um curso de Tripulante Operacional, para bombeiros que querem trabalhar em helicópteros. Para não deixarem de comemorar a data, Katriana seguiu para a capital do Brasil nesta quinta-feira (6). “Vamos aproveitar para ir a alguma lugar diferente em Brasília, cidade que eu nunca estive. Acredito que vai ser bem marcante”, disse a jovem.

A universitária considera a data especial e contou que ela e o namorado sempre se presenteiam. “O meu aniversário é no dia 14, então às vezes aproveitamos para comemorar as duas datas juntas. Uma vez ele preparou uma festa surpresa para mim. Mas não é só nessa época que ele me surpreende, já aconteceu de me presentear fora desses dias”, lembrou.

Sintonia

Namorados passaram a fazer rapel juntos (Foto: Paulo Gomes Junior/ Arquivo Pessoal)

Namorados passaram a fazer rapel juntos
(Foto: Paulo Gomes Junior/ Arquivo Pessoal)

A estudante disse que a confiança, amizade e companheirismo dos dois estão entre os principais motivos para o relacionamento dar certo, mas destacou a sintonia entre eles como uma característica especial do namoro.

“Temos muitos gostos em comum, mas quando isso não acontece, procuramos aceitar a preferência do outro. Acho importante lidar com as diferenças. Tento gostar de fazer as mesmas coisas que ele e um exemplo disso é o rapel. Antes eu morria de medo só de olhar, mas venci isso, hoje acompanho ele e acho super legal. Sempre procuro apoiar as decisões dele também, como no caso desse curso de Brasília. Eu sabia que teríamos que ficar um bom tempo sem nos ver, mas entendi que seria o melhor para ele”, falou.

O casal não deixou de acrescentar que também tem seus “altos e baixos”, como na maioria dos namoros, mas que isso nunca abalou o relacionamento. Para o bombeiro, o amor entre eles é obra do destino. “Acredito nisso, mas o destino pra mim tem nome, Deus. Tudo que acontece é planejado por Ele”, definiu Paulo.

Incentivo para profissão
Katriana é estudante do curso de Educação Física e também trabalha como recepcionista, mas depois que conheceu Paulo descobriu o que realmente quer para o futuro: ser bombeira, assim como o namorado.

A decisão foi tomada há pouco tempo e, por isso, ainda não foi possível tentar nenhum concurso, mas a universitária declarou que já se prepara para o próximo. “Acho que tem uma prova para o início do ano que vem. Essa minha decisão foi gradativa, pois após o meu acidente passei a admirar o trabalho dos bombeiros, é uma profissão muito bonita. O Paulo me incentiva muito a isso, ele foi a minha inspiração”, disse.

Ela ainda contou que o aprendizado no curso da faculdade também vai ajudar no futuro trabalho. “Eu não tinha nenhuma ambição de emprego antes, mas então entrei para o curso de Educação Física e percebo que a minha formação vai me ajudar muito como bombeira. Pretendo atuar nessa área física da corporação”, explicou a universitária.

Para Paulo, a escolha da namorada demonstra, mais uma vez, a sintonia entre o casal. “Eu dou muito incentivo e torço muito para que ela consiga realizar esse sonho. Ser bombeiro é o que eu mais gosto de fazer e é o que eu quero continuar fazendo o resto da minha vida. Ter ela para me acompanhar nessa carreira seria ótimo”, falou.

EUA vão liberar pílula do dia seguinte sem restrição de idade, diz agência

Governo americano disse que não vai mais recorrer de medida judicial.
Decisão encerra uma batalha sobre a pílula que durou mais de uma década.

Publicado originalmente no Bem Estar

Pílula do dia seguinte é contraceptiva, não abortiva (Foto: Ian Hooton/I2H/Science Photo Library/ Arquivo AFP)

Pílula do dia seguinte é contraceptiva, não abortiva
(Foto: Ian Hooton/I2H/Science Photo Library/
Arquivo AFP)

O governo do presidente Barack Obama afirmou nesta segunda-feira (10) que cumprirá a decisão judicial e permitirá a venda da chamada ‘pílula do dia seguinte’ para meninas de qualquer idade, suspendendo sua tentativa de restringir a disponibilidade do medicamento, informaram agências internacionais.

Isso significa que qualquer mulher, inclusive adolescente, poderá comprar a pílula do dia seguinte em uma farmácia, sem a necessidade de receita médica, informou a agência France Presse.

Segundo a Reuters, a informação foi dada pelo Departamento de Justiça dos EUA em uma carta, que acrescentava que o governo não iria mais recorrer à decisão da Justiça que determinava a venda indiscriminada.

A decisão encerra uma batalha sobre a pílula que durou mais de uma década, mas poderia levantar nova polêmica para o presidente Barack Obama, informou a Reuters.

Até recentemente, a pílula estava disponível sem receita médica para as mulheres de 17 anos ou mais, que apresentassem comprovante de idade e receita médica no balcão do farmacêutico. Com a decisão da Justiça, isso não seria necessário. Os críticos dizem que o acesso irrestrito poderia levar a promiscuidade, abuso sexual e menos visitas ao médico.

Mas os defensores das pílulas de emergência dizem que elas ajudam a reduzir gravidez indesejada ou abortos e que o acesso rápido para as mulheres de todas as idades é fundamental para que o medicamento faça efeito, já que a pílula é mais eficaz quando tomada no prazo de 72 horas após a relação sexual.

A decisão “vai tornar disponível a contracepção de emergência nas prateleiras das lojas, assim como os preservativos, e as mulheres de todas as idades poderão obtê-la rapidamente, a fim de evitar gravidez indesejada”, disse Cecile Richards, presidente da Federação Americana de  Planejamento Familiar à agência Reuters.

Em uma carta enviada ao juiz Edward Korman, o governo americano informa que a FDA, a agência federal de alimentos e medicamentos, ‘solicitou ao fabricante da (pílula) Plan B One-Step (PBOS) o envio de um pedido suplementar para a aprovação do medicamento sem qualquer restrição’ de venda.

‘Assim que a FDA receber a solicitação complementar, será aprovada rapidamente’.

Mudanças de curso
A pílula do dia seguinte foi aprovada pela FDA em 1999, mas só em 2009 chegou ao mercado, ainda que de forma limitada.

Em 2011, a FDA decidiu aprovar vendas da droga sem limite de idade. Mas a secretária de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Kathleen Sebelius, ordenou que a agência revertesse a decisão, restringindo o acesso da pílila às menores de 17 anos sem receita médica.

Obama apoiou essa restrição, invocando as suas filhas. À época, 11 meses antes da eleição presidencial, o caso provocou críticas que diziam que ele estava tentando acalmar os conservadores sociais.

Cardiologistas estudam o efeito da espiritualidade sobre a saúde do coração

A espiritualidade pode melhorar a adesão do doente ao tratamento (Foto: Thiago Lontra / EXTRA)

A espiritualidade pode melhorar a adesão do doente ao tratamento (Foto: Thiago Lontra / EXTRA)

Roberta Hoertel, no Extra

“Sem fé, a vida se torna muito mais curta.” A teoria do aposentado tijucano João de Oliveira é antiga e inquestionável entre os religiosos. Mas agora a questão chegou à ciência, que, apesar do imenso abismo que sempre a separou da espiritualidade, começa a investigar a influência da fé em pacientes com doenças cardíacas. O assunto será destaque no 68º Congresso Brasileiro de Cardiologia, que acontecerá em setembro, no Riocentro.

- Baseado em alguns casos, resolvemos estudar se a religiosidade realmente faz com que os pacientes adoeçam menos e tenham menos problemas cardiovasculares – afirma o cardiologista Álvaro Avezum, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo.

João Oliveira enfrenta a doença cardíaca com sua fé em Nossa Senhora da Conceição (Foto: Freelancer / Arquivo pessoal)

João Oliveira enfrenta a doença cardíaca com sua fé em Nossa Senhora da Conceição (Foto: Freelancer / Arquivo pessoal)

Mas o fato é que, fora dos laboratórios e das universidades, muitos pacientes que se apegaram à fé para enfrentar grandes problemas de saúde já tiveram a comprovação de que precisavam. João recorre à Nossa Senhora da Conceição para enfrentar uma cardiomegalia (coração aumentado). Nicia Ribeiro, de 66 anos, tem o mesmo problema e se agarra ao Senhor do Bonfim para enfrentar a doença. Já o vendedor Hercílio da Silva, de 42, recorreu à São Jorge para domar seus dragões: além do problema de coração e de pressão alta, ainda venceu uma leucemia.

- Fiz o tratamento e sabia que ia ficar curado. Em três sessões de quimioterapia, todas as taxas já estavam voltando para o lugar – revela o devoto do Santo Guerreiro.

Nicia Ribeiro recorre ao Senhor do Bonfim para enfrentar os problemas de coração (Foto: Thiago Lontra / Extra)

Nicia Ribeiro recorre ao Senhor do Bonfim para enfrentar os problemas de coração (Foto: Thiago Lontra / Extra)

Avezum explica, no entanto, que há diferenças significativas entre espiritualidade e religiosidade, embora as duas situações sejam estudadas. A religiosidade é ligada a crenças e cultos. Já a espiritualidade está relacionada à forma como a pessoa encara os fatos cotidianos e os sentimentos no decorrer da vida.

- Pesquisamos se, antes de o problema celular se manifestar no corpo, o agir e o pensar podem antecipar essa desorganização celular – explica, lembrando que até mesmo um ateu pode se encaixar nesses casos.

Embora a maioria dos médicos ainda se atenha apenas aos hábitos de vida de seus pacientes, alguns especialistas já verificam que a crença em alguma vertente, qualquer que seja ela, colabora para o tratamento.

- Algumas escolas médicas afirmam que pessoas assíduas a um determinado culto religioso ou que se apegam à religião têm uma evolução melhor – diz o médico.

Com ou sem comprovação, são os próprios pacientes que dão a dica nesses casos: é melhor acreditar.

Nicia Ribeiro conta que, há muitos anos, esteve em Salvador e se emocionou muito quando entrou na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Desde então, virou devota.

- Sinto uma fé, um amor muito grande quando vejo a imagem de Jesus na cruz, e choro desesperadamente. Não tenho explicação para essa fé. Meu Senhor do Bonfim sempre me ajuda, nunca me desampara. Vou direto ao todo poderoso, ao chefão. Quando fiz um cateterismo, entrei na sala de exames agarrada a uma imagem que trouxe da Bahia. Durante o exame, chamei tanto pelo Senhor do Bonfim que o médico me perguntou se eu era baiana. Correu tudo bem. Com muita fé, estou aqui.

João de Oliveira, de 78 anos, devoto de Nossa Senhora da Conceição, também conta com sua fé para enfrentar a doença cardíaca.

- Se eu não tivesse toda essa fé, acho que já tinha ido embora há muito tempo. Muita coisa já aconteceu comigo. Sem minha medalhinha, com certeza teria sido muito pior. Até em situações de rua. Já fui assaltado duas vezes e tenho certeza de que tudo teria sido diferente se não estivesse com a minha proteção.

O aposentado conta que sempre foi ligado à religião:

- Acredita que essa fé tenha me ajudado a enfrentar o problema do coração desde os 50 anos. É por isso que não deixo a medalhinha por nada. Independentemente de qualquer coisa, as pessoas têm que acreditar em algo, mesmo que tenham problemas na vida, que tenham que se curvar. Sem fé, a vida não faz nenhum sentido.

Juiz de paz do Pará pede demissão para não celebrar casamento LGBT

Nomeado para o cargo há sete anos, José Gregório Bento, 75 anos, há mais de quatro décadas é pastor da Igreja Assembleia de Deus.

Juiz de paz José Gregório prefere se demitir a celebrar casamento gay em Redenção, no Pará. (Foto: João Lúcio/Arquivo pessoal)

Juiz de paz José Gregório prefere se demitir a
celebrar casamento gay em Redenção, no Pará. (Foto: João Lúcio/Arquivo pessoal)

Publicado originalmente no G1

O juiz de paz do Cartório do Único Ofício de Redenção, sudeste do Pará, pediu demissão do cargo após decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios a realizarem casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele alega que “o casamento homoafetivo fere os princípios celestiais”.

Nomeado para o cargo há sete anos, José Gregório Bento, 75 anos, há mais de quatro décadas é pastor da Igreja Assembleia de Deus, e trabalha como voluntário no cartório civil da cidade, fazendo conciliações e celebrando casamentos.

Segundo o pastor, ele protocolou a demissão porque se recusa a obedecer a decisão CNJ, publicada no último dia 14 de maio, que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.

“Deus não admite isso. Ele acabou com Sodoma por causa desse tipo de comportamento”, declarou José Gregório. “Acho essa decisão horrível. Ela rompe com a constituição dos homens, mas não vai conseguir atingir a constituição celestial”, completa.

Segundo Gregório, ele recebeu a notificação de que não poderia se recusar a fazer casamentos homoafetivos nesta segunda-feira (20) mas afirmou que, desde a publicação da decisão da Justiça, já havia tomado a decisão de abrir mão do cargo. “Não há lei dos homens que me obrigue a fazer aquilo que contrarie os meus princípios”, alega. “Existe ai uma provocação para um grande tumulto no nosso país. Deus fez o homem e a mulher para a procriação, para reproduzir. Não sei onde vai chegar isso”, questiona.

O pastor afirma ainda que solicitou a demissão ao titular do cartório, Isaulino Pereira dos Santos Júnior, mas que o tabelião pediu que ele permanecesse no cargo. “Ele me pediu para eu ficar e disse que caso alguém solicitasse o pedido de casamento homoafetivo, outro juiz de paz seria chamado para realizá-lo. Mas aqui, graças a Deus,  ainda não chegou ninguém pedindo o casamento homoafetivo”.

Cartório nega discriminação
Procurado pelo G1, o titular do cartório civil de Redenção negou a versão do pastor. “De fato, ele pediu afastamento do cargo na quarta-feira passada (15), alegando que iria mudar de cidade para cuidar da esposa que estaria internada na UTI de Goiânia, mas não falou nada sobre se recusar a fazer casamentos entre pessoas do mesmo sexo”, alegou Isaulino.

Ainda de acordo com o titular do cartório, caso o pastor tivesse pedido exoneração porque não aceita o casamento homoafetivo, ele seria imediatamente afastado do cargo. “Eu iria acatar o afastamento, porque não pode haver discriminação. Caso ele queira sair por esse motivo, eu vou solicitar imediatamente ao juiz da comarca outro juiz de paz”, afirma Santos Júnior, que garante ainda que o pastor não entregou ao cartório nenhuma solicitação oficial de demissão do cargo.

Segundo o presidente da Associação dos Magistrados do Pará (Amepa), Heyder Ferreira, o juiz de paz pode pedir demissão se discordar de uma decisão do CNJ. “Se ele continuar no cargo, é obrigado a cumprir a determinação, mas por ser voluntário, não podemos impor. O cartorário, em compensação, é obrigado a cumprir a determinação”, explica.

De acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE, no Censo 2010, 1.782 pessoas declararam viver em casamento entre pessoas do mesmo sexo no Pará.