Artista usa criatividade para transformar os próprios lábios em personagens de desenhos animados

Publicado no Hypeness

Com criatividade e tinta, você pode pintar verdadeiras obras de arte – e a tela pode ser seu próprio corpo. A maquiadora inglesa Laura Jenkinson surpreendeu ao levar a maquiagem a um novo e desafiador nível, criando personagens dos desenhos animados em sua boca.

Com produtos de maquiagem e tinta para rosto, ela transformou seus lábios nos lábios de cada personagem, dando início a uma divertida série. Pateta, Shrek, Meninas Superpoderosas, Mario e até o peixinho Nemo já fizeram parte da brincadeira.

Confira o resultado desse trabalho criativo de Laura Jenkinson e se surpreenda também:

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Todas as fotos © Laura Jenkinson

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As 10 fotografias mais famosas da história

Publicado no Catraca Livre

Separamos em nosso Tumblr, uma lista com as 10 fotografias mais famosas da história.

Mãe migrante (1936) – (Dorothea Lange)

Mãe migrante (1936) - (Dorothea Lange) - Imgur

Autoimolação (1963) – (Malcolm Browne)

Autoimolação (1963) - (Malcolm Browne) - Imgur

Execution of a Viet Cong Guerrilla (1968) – (Eddie Adams)

Execution of a Viet Cong Guerrilla (1968) - (Eddie Adams) - Imgur

Phan Thi Kim Phúc (1972) – (Nick Ut)

Phan Thi Kim Phúc (1972) - (Nick Ut) - Imgur

Massacre da Praça da Paz Celestial (1989) – (Jeff Widener )

Massacre da Praça da Paz Celestial (1989) - (Jeff Widener ) - Imgur

Che Guevara Guerrilheiro Heroico (1960) – (Alberto Korda)

Che Guevara Guerrilheiro Heroico (1960) - (Alberto Korda) - Imgur

O beijo da Times Square (1945) – (Alfred Eisenstaedt)

O beijo da Times Square (1945) - (Alfred Eisenstaedt) - Imgur

Menina afegã (1984) – (Steve McCurry)

Menina afegã (1984) - (Steve McCurry) - Imgur

Einstein mostrando a língua (1951) – (Arthur Sasse)

Einstein mostrando a língua (1951) - (Arthur Sasse) - Imgur

Os Beatles na Abbey Road (1969) – ( Iain Macmillan)

Os Beatles na Abbey Road (1969) - ( Iain Macmillan) - Imgur

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Pintura corporal deixa modelos ‘invisíveis’ em pontos turísticos de NY

Publicado no G1

Com uso de pinturas corporais, modelos ficaram “invisíveis” em frente a pontos turísticos da cidade de Nova York (EUA). As modelos foram pintadas pela artista Trina Merry, que levou cerca de seis horas para criar a aparência invisível em cada modelo.

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À esquerda, modelo posa em frente do museu Guggenheim. À direita, modelo Jessica Mellow é clicada diante da ponte de Manhattan (Foto: Trina Merry/AP)

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Trina Merry levou cerca de seis horas para criar a aparência invisível (Foto: Bebeto Matthews/AP)

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Arte transforma

Em vez de campeã de suicídios, minha cidade natal agora é berço de todo tipo de artista e criador

Companhia “Os Cogitadores”.
Companhia “Os Cogitadores”.

Walcyr Carrasco, na Época

Nasci numa pequena cidade do interior de São Paulo, Bernardino de Campos. Meus avós vieram da Espanha e foram colher café em fazendas da região, assim como centenas de imigrantes, italianos também. Estruturada em torno da estrada de ferro, a antiga Sorocabana, onde meu pai trabalhava, a cidade não cresceu de forma expressiva. Antigos cafezais permanecem abandonados em torno dela. A estrada de ferro fechou. O número de habitantes? Cerca de 11 mil. Meus pais se mudaram quando eu tinha 3 anos de idade. Passei todas as minhas férias, quando criança, em Bernardino, na casa de minha avó paterna, Rosa. Ainda reconheço ruas e casas. Há muito tempo não tenho nenhum parente bem próximo na cidade. Meus primos vivem em São Paulo, como eu; meus tios e meus avós já se foram. Mas sinto uma afinidade com Bernardino. Raízes contam na vida de alguém.

Por que falo tudo isso?

Há dez anos fui convidado para participar do primeiro Festival de Teatro de Bernardino de Campos (Festar), com grupos de várias cidades do interior. Fui, é claro. Gostei de ver o entusiasmo pelas peças, a alegria dos grupos em participar. Era uma novidade. Conversando com as pessoas, descobri que Bernardino se transformara numa campeã de suicídios. A tal ponto que, quando alguém ia comprar corda, já diziam, meio brincando, meio assustados:

– Vai partir desta para melhor?

É que as pessoas sempre se matavam da mesma maneira, se enforcando. Eu mesmo, ao visitar uma tia-avó, me surpreendi ao constatar que não só ela não me reconhecia, como também, ao despertar, não sabia quem era o próprio filho, devido aos remédios que tomava. Fiquei triste, é claro. Olhei aquelas ruas desertas, onde a partir das 20 horas nada acontecia, e pensei:

– Que esperança, que perspectiva de vida há aqui?

Os anos se passaram, e não voltei à cidade. Para minha surpresa, no último fim de semana fui convidado a participar da nova edição do Festar, agora comemorando dez anos. É de admirar um festival de teatro no interior que dura dez anos. Soube depois que outras cidades também têm seus festivais, uma iniciativa que vale a pena aplaudir. Fui bem contente. Além de também escrever para teatro, penso que todos nós, da televisão, temos nossa primeira pátria nas artes cênicas. Ao chegar, descobri que Bernardino continua com suas dificuldades econômicas. Mas o prefeito apoia as artes. A secretária de cultura, Cibele, já montou uma escola de dança, teatro, para crianças e adolescentes – totalmente gratuita. Criou-se um baile para a terceira idade que, soube, bomba todos os fins de semana. Durante a semana do festival, as peças, infantis e adultas, tiveram casa cheia, mesmo às 23 horas, um dos horários de apresentação. Esperava, inicialmente, textos ingênuos, bem amadores. Preconceito meu. Entre os principais, havia Casa de bonecas, de Ibsen, sobre a independência e a dignidade da mulher; Pterodáctilos, criação de um grupo de Registro que vem arrebatando prêmios em festivais; e a peça Um pequeno animal selvagem, do grupo Os Cogitadores, de São José do Rio Preto, escrita por Zeno Wilde, autor paulista de vanguarda que já morreu. Era uma montagem forte, intensa, que não ficou em cima do muro. Pelo contrário, os atores não tiveram medo de chocar. Surpreso, pensei: “Arte não é só para encantar, também pode chocar, abrir uma janela para um universo que os espectadores não conhecem”. Aplaudi a peça de pé. Também vi uma montagem de um auto de São João, escrita e dirigida por uma garota da cidade, bem divertida. O que mais me impressionou foi ser um texto escrito, dirigido e interpretado por um grupo local. Teve de pedir roupas emprestadas para o figurino, ajuda de todos os tipos e até uma carroça para colocar no palco. (Como vão tirar, não me perguntem.)

Em certo momento, nas conversas, perguntei sobre os casos de depressão e suicídio. Estranharam. Alguém lembrou que isso acontecia, sim, em Bernardino há um certo tempo, mas agora não se ouve mais falar. Óbvio. As pessoas estão criando! Mexer com as cabeças não é tão tangível como construir um viaduto. Vi essas pessoas convivendo com música, teatro, dança, trocando experiências. A arte tem um profundo poder de transformação. É um lindo caminho, que começa a acontecer. E que com certeza cria novas consciências e um jeito novo de viver.

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Freira usa rap e hip hop para levar religião a dependentes químicos

De acordo com a religiosa, é necessário entrar na realidade deste público.
Irmã Inez mora em Paranaguá e também trabalha com moradores de rua.

Irmã Inez viu no rap a possibilidade de se aproximar de jovens dependentes químicos e moradores de rua (foto: Arquivo Pessoal)
Irmã Inez viu no rap a possibilidade de se aproximar de jovens dependentes químicos e moradores de rua (foto: Arquivo Pessoal)

Bibiana Dionísio, no G1

A irmã Inez de Souza Carvalho, que mora em Paranaguá, no litoral do Paraná, rompeu barreiras do tradicionalismo e aderiu ao rap e ao hip hop para levar a religião aos jovens com dependência química e aos moradores de rua. Ela canta, dança e usa hábitos estilizados – tudo para adequar a linguagem ao público. O método diferenciado, segundo a freira, é eficaz. Inclusive, os shows têm sido requisitados fora do estado para eventos religiosos ou com a intenção de assistir adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Para o mês de agosto, há apresentações marcadas em São Paulo e Rio de Janeiro. Tanto sucesso já fez com que ela ganhasse títulos de Freira do Rap e de Madrinha dos Raps do Paraná.

Irmã conquistou o título de Madrinha dos Raps do Paraná (foto: Arquivo Pessoal)
Irmã conquistou o título de Madrinha dos Raps do
Paraná (foto: Arquivo Pessoal)

“Eu precisava evangelizar esses jovens, mas era impossível. Uma freira falar de Deus, catequizar, falar que Deus os ama, é difícil. Eles falavam que isso não existe”, conta a irmã Inez. De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social de Paranaguá, apenas no mês de julho, passaram pelo serviço de atenção a pessoas em situação de vulnerabilidade, 59 pessoas. A estimativa do poder público é de que mais de 90% deles tenham vício em drogas ou álcool. Este é o número oficial, porém, a quantidade de pessoas que passam por este problema e não procuram ajuda é ainda maior.

Foi para superar esses obstáculos que o rap surgiu como uma opção. Para a irmã, o resultado tem sido fantástico. Alguns jovens, comemora a irmã, conseguiram se livrar do vício, e outros a enxergam como um porto seguro a ponto de me ligarem no meio a madrugada para pedir ajuda. “Tem que entrar no mundo deles, ver a realidade, o que eles fazem e como eles vivem. O rap é uma forma para eles se expressarem. Nós usamos a música para resgatá-los e confrontá-los com este mundo vazio que eles vivem”.

Com o histórico de nove anos de uso de crack, Erickson Roberto Nascimento de Santos, de 29 anos, conseguiu mudar a própria vida a partir do trabalho da irmã Inez. Para ele, que hoje trabalha com manutenção de alvenaria, chega a ser difícil descrever o quanto foi beneficiado. “O rap o hip hop ajudam muito. A letra fala de união, envolve muito os jovens e ajuda as crianças a entenderem que a vida com drogas é uma vida ao contrário. O rap tem a dança, e eles [jovens] começam a se envolver na dança e não querem parar. É um trabalho tremendo”, disse Erickson.

Ele conta que tinha preconceito com instituições voltadas para tratamento de dependentes químicos, mas que as consequências do crack fizeram com que ele procurasse ajuda. “Eu estava perdendo o meu casamento, a confiança das pessoas, estava perdendo até o meu trabalho. A irmã Inez confiou em mim, me ajudou, conseguiu uma vaga e eu disse que não iria decepcioná-la”, lembrou. Erickson ficou nove meses em tratamento em uma casa de recuperação em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. O espaço foi fechado em 2013.

Com a música “Menor abandonado”, a irmã retrata o sentimento de quem vive nas ruas. “Andando pelas ruas, nesta escuridão, com frio e com fome, e sem ter um pão, sem ninguém para me ajudar nesta solidão, nos caminhos desta vida, sem ter um irmão. Tive toda liberdade pra fazer o que quis, mas confesso a você que eu nunca fui feliz Nunca quis saber de Deus, nem conhecer o céu, nunca imaginei que o mundo fosse tão cruel. O prazer e a maldade foi o que escolhi, nunca conheci o amor, e nem o Senhor, mas agora eu quero conhecer, mostra, por favor, esse amor que vem do céu, seja como for”.

Nem sempre as composições falam diretamente de religião. A Copa do Mundo inspirou a irmã a compor o rap “Mundo é meu Brasil” (veja o vídeo). Ao brincar com trechos do hino nacional, a letra fala que todo o homem quer ser livre e amado no país adorado. Também menciona o clamor da população por um país sem racismo e desigualdade. “O grito do meu povo que deseja um mundo novo, é a voz do coração que faz a pátria uma nação tão esperada”, diz trecho da música.

A freira avalia que a sociedade justa, tão desejada, não e fácil de conquistar, se o “tráfico corre e ninguém vê”. Além disso, a irmã chama a população. “Eu não posso mais ficar em berço esplêndido deitado, só na tranquilidade, esperando o sol da liberdade. Temos muito o que falar, trabalhar, ajudar”.

Independentemente da mensagem, os shows são sempre muito animados e fazem com que o público entre na batida do hip hop. A irmã tem uma banda e duas outras freiras também cantam e dançam no palco. Cada apresentação exige um período de preparação, já que as irmãs precisam ensaiar as coreografias e planejar todos os momentos do show. A irmã Inez tem ainda outros cinco CD de música sacra gravados.

Irmã Inez durante show: sucesso com admiradores do estilo no litoral do Paraná (foto: Arquivo pessoal)
Irmã Inez durante show: sucesso com admiradores do estilo no litoral do Paraná (foto: Arquivo pessoal)

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