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Além de telefonemas, EUA monitoram e-mails e redes sociais no exterior

Servidores do Google, Facebook e Apple foram vasculhados em busca de ameaças terroristas.

foto: google imagens

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Publicado originalmente no Estadão

Além do monitoramento de telefonemas domésticos e internacionais da operadora Verizon, o governo americano tem nos últimos seis anos monitorado os servidores de empresas como o Google, o Facebook e a Apple em busca de suspeitos de ameaças terroristas. A existência dos dois programas, reveladas pelos jornais Guardian e Washington Post, foi confirmada na noite de quinta-feira, 6, pelo diretor da Agência de Inteligência Nacional, James Clapper.

 programa de monitoramento de telefonemas, que já dura sete anos e foi batizado de Prism, começou no governo de George W. Bush, foi mantido e expandido na gestão do democrata Barack Obama. O acesso aos dados de empresas de redes sociais, sites de buscas e de e-mails fora dos Estados Unidos começou há seis anos. Segundo a NSA, ambos foram autorizados pela Justiça e tinham conhecimento do Congresso. Entre os dados coletados estão e-mails, chats, vídeos, fotos, downloads e teleconferências.

“Não pode ser usado intencionalmente nem visar qualquer cidadão americano ou quem esteja localizado nos Estados Unidos”, disse Clapper. “A informação coletada pelo programa está entre os dados de inteligência mais importantes que já coletamos e é usada para proteger nosso país de várias ameaças.”

Algumas das empresas citadas no artigo – Google, Apple, Yahoo e Facebook – imediatamente negaram que o governo tenha tido “acesso direto” aos seus servidores centrais. A Microsoft disse que não participou voluntariamente de nenhuma coleta de dados governamentais, e que apenas cumpre “ordens de solicitações sobre contas ou identificadores específicos”. Clapper disse que a reportagem contém “numerosas imprecisões”

Kristine Coratti, porta-voz do Washington Post, afirmou que o jornal mantém as informações publicadas, que se baseiam em um documento do NSA que o jornal publicou na Internet.  Juntas, as duas notícias sugerem que a vigilância nos EUA é muito mais abrangente do que a opinião pública sabia – embora já houvesse a suposição disseminada de que tais práticas se tornaram mais difundidas depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

O Post disse que o programa secreto envolvendo empresas da Internet, conhecido pelo codinome Prism e estabelecido em 2007, no governo do presidente republicano George W. Bush, teve um “crescimento exponencial” nos últimos anos, já na Presidência do democrata Barack Obama. Ainda de acordo com o jornal, o relatório do NSA indicou que a agência “depende cada vez mais do Prism” como sua fonte primária para informações brutas, e que isso responde por quase uma sétima parte dos relatórios de inteligência.

Clapper sugeriu que as revelações da quinta-feira são de fato significativas, mas contestou a ideia de que agentes do governo possam usar esses dados sem terem em mente um propósito investigativo específico. Ele também disse que o programa não permite que o governo escute telefonemas. “A revelação não autorizada de informações sobre esse programa importante e inteiramente legal é repreensível e ameaça proteções importantes para a segurança dos americanos”, disse ele em nota.

Críticas. As reportagens da quinta-feira também chamaram a atenção para o funcionamento de uma corte federal secreta, a Corte de Vigilância da Inteligência Estrangeira, que analisa e aprova solicitações de investigadores para a realização de vigilâncias extraordinárias em casos de segurança nacional.

Os programas de vigilância da NSA estão entre as milhares de operações aprovadas pela corte desde os atentados de 2001. Pela lei federal, o Congresso deve ser informado sobre as ações da corte.

Para ativistas das liberdades civis e outros críticos, as revelações da quinta-feira mostram como o 11 de Setembro levou o governo a intensificar sua intromissão no cotidiano dos cidadãos.

“Essas revelações são um lembrete de que o Congresso concedeu ao Poder Executivo poder demais para invadir a privacidade individual (e) que as salvaguardas existentes às liberdades civis são flagrantemente inadequadas”, disse Jameel Jaffer, diretor-adjunto de assuntos jurídicos da União Americana das Liberdades Civis.

Brincadeira em que jovens ingerem canela em pó pode fazer mal

Vídeos na internet mostram pessoas tentando engolir canela pura.
Testes feitos em camundongos mostram que pó pode afetar pulmão.

Sequência de vídeo publicado na internet mostra uma garota tentando engolir uma colher de canela em pó, como manda o 'cinnamon challenge', como é chamada em inglês essa brincadeira (Foto: Reprodução/YouTube/SoxRox18)

Sequência de vídeo publicado na internet mostra uma garota tentando engolir uma colher de canela em pó, como manda o ‘cinnamon challenge’, como é chamada em inglês essa brincadeira (Foto: Reprodução/YouTube/SoxRox18)

Publicado por AFP [via G1]

O chamado “desafio da canela”, brincadeira que virou febre entre jovens na internet,  que filmam a si próprios enquanto engolem uma colher de sopa cheia de canela em pó em um minuto, pode ser perigoso para a saúde, alertam pediatras americanos.

Segundo um artigo publicado na edição online da revista “Pediatrics”, a canela é “um pó cáustico, composto de fibras de celulose, biorresistentes, que não se dissolvem, nem se degradam nos pulmões”.

Estudos feitos em camundongos mostram que as partículas podem causar, três meses após inaladas, lesões graves na elasticidade dos pulmões, o que poderia provocar, inclusive, uma fibrose pulmonar.

“Tentar engolir uma grande quantidade de canela seca representa um verdadeiro risco de ser aspirada, o que pode provocar inflamações pulmonares, pneumonias ou crises de asma”, afirmaram.

O estudo diz que os centros de intoxicação americanos receberam 51 ligações em 2011 – depois que estes desafios viraram moda – e 178 no primeiro semestre de 2012, quando a mania se disseminou no YouTube. Nenhum dos jovens tratados sofreu graves consequências, diz o estudo.

“Mesmo sem termos registrado sequelas pulmonares confirmadas em humanos, é prudente advertir que o desafio da canela tem altas probabilidades de fazer mal aos pulmões”, concluiu o estudo.

Não pedir desculpas faz pessoa se sentir mais poderosa, diz estudo

Segundo autores, negar desculpas também aumenta a autoestima.
Pesquisadores queriam saber por que tanta gente prefere não se desculpar.

O pedido de desculpas ajuda nas relações sociais, mas quem se desculpa não necessariamente se sente melhor (Foto: Mikecco/Stock.Xchng)

O pedido de desculpas ajuda nas relações sociais, mas quem se desculpa não necessariamente se sente melhor (Foto: Mikecco/Stock.Xchng)

Publicado originalmente no G1

Um estudo conduzido na Austrália concluiu que não pedir desculpas por um ato traz benefícios psicológicos. Os autores que apontaram que quem não se desculpa por um ato ganha maior autoestima e se sente com mais poder e integridade de valores.

Os autores conduziram dois experimentos separados. O primeiro deles se baseou em entrevistas com os participantes, contando momentos do passado em que eles haviam magoado alguém e tinham ou não se desculpado. No segundo, eles deveriam escrever uma mensagem – hipotética – para a pessoa que tinham magoado, pedindo desculpas ou se recusando a fazê-lo, de acordo com a orientação dos pesquisadores.

A partir desses estudos, os pesquisadores analisaram o comportamento dos participantes e chegaram à conclusão de que quem não se desculpa obtém vantagens com isso.

Os autores não negam, contudo, que pedir desculpas seja um ato positivo. Pelo contrário, o objetivo do estudo era identificar por que tantas pessoas se recusam a se desculpar, mesmo sabendo que isso reduz o sentimento de culpa e facilita as relações interpessoais.

A pesquisa foi conduzida pelos psicólogos Tyler Okimoto, da Universidade de Queensland, Michael Wenzel, da Universidade Flinders, em Adelaide, e Kyli Hendrick, da Universidade de Vitória, todas na Austrália. O artigo foi publicado pela revista especializada “European Journal of Social Psychology”.

Papa Francisco defende união civil gay, diz New York Times

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Bruno Astuto, na Época

Embora o Papa Francisco tenha se declarado contrário ao casamento gay, afirmando se tratar de um “ataque destrutivo ao plano de Deus”, o jornalão americano The New York Times afirma que o Papa já defendeu a união civil gay e que deve abrir o catolicismo para a questão.

A matéria afirma que o Papa, quando cardeal em Buenos Aires, defendeu que a Igreja se posicionasse favoravelmente à união civil entre homossexuais, mas sua proposta foi rejeitada no colegiado. “A Argentina estava à beira de aprovar o casamento gay e a Igreja Católica Romana estava desesperada para impedir que isso acontecesse. Isso levaria dezenas de milhares de seus seguidores em protesto nas ruas de Buenos Aires. Mas, nos bastidores, o cardeal Jorge Mario Bergoglio, que liderou a acusação pública contra a medida, falou em uma reunião de bispos em 2010, e defendeu uma solução bastante não ortodoxa: a de que a Igreja na Argentina apoiasse a ideia de uniões civis para casais gays”, diz o artigo.

Durante o encontro, a maioria dos bispos votou a favor da anulação da proposta e foi a única derrota do mandato de seis anos de Bergoglio como chefe da Conferência dos Bispos da Argentina, o que jogou a Igreja contra a lei do casamento gay.

Segundo o biógrafo oficial do papa, Sergio Rubin, Bergoglio veria a união civil como a opção “menos pior”, por considerar o casamento apenas como a união entre homem e mulher.

“Ele ouviu meus pontos de vista com uma grande dose de respeito”, disse Marcelo Márquez ao NYT, líder dos direitos dos homossexuais e teólogo argentino que escreveu uma carta ao Cardeal Bergoglio, e, para sua surpresa, recebeu um telefonema dele menos de uma hora depois. “Ele me disse que os homossexuais precisam ter direitos reconhecidos e que apoiava uniões civis, mas não casamentos do mesmo sexo.” O ativista também afirmou que encontrou duas vezes com Francisco para discutir como a teologia católica poderia apoiar os direitos civis de homossexuais.

A história secreta ilustrada da Coca-Cola

Um livro bonito e subversivo: Ricardo Cortés explora as histórias das três substâncias mais consumidas no planeta – a Coca-Cola, a cafeína e a cocaína.

Margarete MS, no Obvious

 

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© Ricardo Cortés.

Grande parte das pessoas sempre acreditaram que a cocaína fazia parte dos ingredientes da “Coca-Cola”. Pois é, desde 1914 a cocaína faz, sim, parte de sua fórmula secreta (algo que a empresa tenta negar de todas as formas). A Coca-Cola foi criada pelo farmacêutico Dr. John Pemberton, que terá deixado cair vinho na fórmula original e adicionou a cafeína e a noz de cola. A Coca-Cola está há mais de um século tentando guardar o segredo sobre a extração da essência da planta da coca.

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© Ricardo Cortés, Dr. John Pemberton.

A Coca-Cola completou seu 125º aniversário em 2011. No mesmo ano, o Tratado Internacional de Controle de Drogas, que permite que a Coca-Cola possa aceder em exclusivo ao plantio da coca, completou 50 anos.

Ricardo Cortés é escritor e ilustrador. Seu livro explora as histórias das três substâncias mais consumidas no planeta: a Coca-Cola, a cafeína e a cocaína. Conta um pouco sobre as fábricas de cocaína no Peru e Nova Jersey, os experimentos secretos na Universidade do Havaí e mostra alguns arquivos do Comissário Harry J. Anslinger. Neste artigo, vamos concentrar-nos na Coca-Cola.

Durante a criação do livro o autor visitou plantações de café, uma fazenda de coca, uma fábrica de cocaína em Nova Jersey e os arquivos nacionais. Passou vários dias fotografando documentos e teve acesso à coleção da Pennsylvania State University.

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© Ricardo Cortés.

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© Ricardo Cortés.

As primeiras experiências com a cocaína foram realizadas com finalidades médicas. Em 1884, Sigmund Freud começou a usá-la no tratamento para a depressão. Ficou fascinado com a “substância mágica” e a introduziu a colegas e amigos. O efeito dessa substância havia sido observado primeiro na língua. Logo depois ela foi testada como anestésico nos olhos de animais pelo oculista Carl Koller (amigo de Freud). Koller, não satisfeito, aplicou a substância em seus próprios olhos. Foi uma descoberta revolucionária já que, antigamente, as cirurgias eram realizadas com anestesia geral ou nenhuma mesmo. O éter e o clorofórmio permitiam operações graves sem dor mas a cocaína possibilitou a prática de cirurgias consideradas praticamente impossíveis. A cocaína se tornava então muito popular e seu uso cresceu rapidamente. Ela começou vendida como anestésico para dor de dente, para curar a fadiga e nervosismo, em 1886.

Considerando a dieta líquida dos americanos, os refrigerantes estão em 1º lugar e a Coca-Cola é a mais popular. A cafeína é a substância psicoativa mais amplamente utilizada – neste caso, considerando o consumo mundial. A cocaína vem logo em seguida, até mesmo por causa de seus efeitos já mencionados anteriormente. Ambos são estimulantes naturais. E por que apenas dois (o café e a Coca-Cola) são lícitos e o outro (a cocaína) não?!

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© Ricardo Cortés.

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© Ricardo Cortés.

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© Ricardo Cortés.

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© Ricardo Cortés.

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© Ricardo Cortés.