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Butcher Billy e os seus Super-Heróis da Música

Quem são os SEUS heróis?

Thiago Borbola, no Judão

E o nosso amigo Butcher Billy ataca novamente. Mês a mês ele volta com seus mashups de cultura pop — e, dessa vez, o trabalho parece ser bem mais PESSOAL do que os outros, já que ele ilustrou os seus heróis. Morrissey, Ian Curtis, Siouxsie and the Banshees, Gerald Casale, John Lydon, Billy Idol, Robert Smith…

DEST-580x435O que faz um ícone da cultura pop?!

      Seria o efeito da sua contribuição para um movimento cultural? É o jeito que eles impactam o tempo e a geração que eles estão mirando? Ou só a maneira como sua exposição constituem uma característica que definem uma sociedade ou era?

Como uma criança nos anos 80, eu fui fortemente influenciado por desenhos de sábado de manhã na TV à música vindo pelo rádio. Ian Curtis ou Johnny Rotten são tão icônicos pra mim quanto Superman ou Batman. Pessoas reais ou personagens imaginários, os ideais incorruptíveis de super-heróis perfeitos ou falhas humanas e desejos que algumas vezes são mostrados desesperadamente em letras de músicas — todas essas influências nos afetam ao ponto de definir nossos caráteres e personalidades, carreiras e escolhas de vida.

As referências a que somos expostos e especificamente aquelas que escolhemos absorver nos fazem quem somos. Quem são os seus herois?

Mais do trabalho aqui. ;D

Artes Digitais 3D Impressionantes

O site CGSociety reúne diversas obras incríveis. É uma fonte inesgotável de artes 3D hipnotizantes! Funciona como uma comunidade de artistas digitais que compartilham seus trabalhos por lá! Há cursos, treinamentos, workshops, fóruns, wikis e comercialização de peças. Os caras mandam MUITO bem!

art-3dCurta uma seleção de algumas artes recentes simplesmente fantásticas! Para conferir o portfolio de cada artista basta clicar na respectiva imagem.

Além das artes abaixo, há também as mais belas ilustrações digitais 3D de garotas!

Alexander Beim97181_1351512331_medium

Chao Luo508963_1357144573_medium

Alexander Tomchuk79908_1259250330_medium

Simon Blanc246418_1334008682_medium

Cornelius Dämmrich285211_1327016266_medium

Baolong Zhang44943_1343111131_medium

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Toni Bratincevic93456_1358486282_medium

Kiyong, Sim187754_1358888676_large

Paul Toscatt1_02

Seid Tursic106724_1362390193_medium

Shang-peng Leng107422_1363940653_medium

Hasan Bajramovic95199_1363996114_medium

E assim vai ficando cada vez mais difícil dizer o que é fotografia e o que não é…

Precisamos de mais músicas gospel?

imagem: Facebook

imagem: Facebook

Marlos Ferreira, no Underdot

Alguns dias atrás eu fui almoçar em um shopping com dois amigos evangélicos, depois do almoço um deles quis passar em uma livraria evangélica que havia no local, pois ele estava procurando um livro. Ao chegarmos ao local, havia uma promoção de CDs: 3 CDs de artistas brasileiros por R$ 10,00 ou 3 CDs de artistas estrangeiros por R$ 15,00. Um dos meus amigos, que está justamente em processo de gravação do seu primeiro CD, comentou: olha, até tem algumas coisas legais aqui nessa promoção, mas vou trabalhar para que meu CD nunca venha parar em um balaio com esse.

Eu já ouvi a prévia do CD que este meu amigo está gravando, ele está se esforçando para atingir um nível de produção profissional, e o cara é um Cristão fiel e de testemunho exemplar, porém você confunde o resultado do trabalho com outras inúmeras gravações, as mesmas letras, os mesmos arranjos, a mesma sonoridade pop/rock/worship, tudo igual.  Pensei comigo mesmo “precisamos de mais este CD? Aliás, precisamos de mais música Gospel?”

Além da questão óbvia da crise do mercado fonográfico e das quedas constantes nas vendas de CDs, mesmo que a música Gospel tenha um comportamento um pouco diferente, com uma incidência menor de pirataria, qual é a validade de gravar mais um CD hoje em dia?

Não faço esta pergunta apenas pelo aspecto mercadológico, é claro que para muita gente vale a pena lançar um CD, pois as vendas são significativas para as estrelas do Gospel nacional, mas principalmente naquilo que deveria ser a função básica da música Cristã: adorar a Cristo, e levar sua mensagem através da arte. Quanto, dessa música Gospel toda que vem sido produzida, cumpre esse função? Fica a pergunta para os estatísticos de plantão.

Mas espere aí, antes que alguém mais atento venha lembrar que eu mesmo escrevi resenhas e indiquei CDs aqui neste site, e venha me chamar de incoerente, é preciso destacar alguns pontos. A principal crítica aqui fica por conta dos inúmeros artistas que apenas se enquadram no padrão vigente, já conversei com produtores musicais que contam que as pessoas chegam ao estúdio trazendo meia-dúzia de CDs de destaque no momento e pedem para que a gravação siga aquele padrão. Criar uma identidade?  Trabalhar em uma sonoridade própria? Pesquisar referências? Não, isso dá muito trabalho. Mas fácil apenas seguir fórmulas prontas.

É fato que a exigência deste mercado é baixa, eu mesmo fui educado para considerar bandas de rock meia-boca como sendo boas apenas por serem Gospel, afinal, já era rock, já era Gospel, exigir que ainda fosse boa? Seria pedir demais. Na mesma linha de raciocínio, já classifiquei como “legais” peças de teatro com textos cheios de clichês e atuações sofríveis. Esperar que o teatro evangelístico do culto de jovens fosse artisticamente relevante seria espera demais.

E assim vamos alimentando esta indústria. E quando digo “vamos”, é “vamos” mesmo, não posso me excluir da crítica com a justificativa de que os CDs que eu compro ou as músicas que eu indico são legais, e não fazem parte deste esquema repetitivo e pré-fabricado. Isso é muito relativo e o gosto pessoal não pode servir de critério.  A música Cristã que estou ouvindo e divulgando cumpre os requisitos básicos que já citei neste texto?

Bandas que não citam o nome de Cristo no decorrer de todo um álbum, talvez com medo de ficarem presas ao rótulo de Gospel, mas que buscam igrejas para tocar em início de carreira, estão cumprindo exatamente que função? Essa é uma pergunta sincera, e não uma crítica, já que eu mesmo ouço várias bandas assim, muitas vezes eu mostro o som para amigos e quando comento que a banda foi  formada em uma igreja e os integrantes são Cristãos os amigos me dizem “Nossa, nem parece gospel”, e eu tenho me perguntado se isso é bom ou ruim.

Por um lado a intenção era que realmente não parecesse Gospel, para não gerar um preconceito logo de cara, mas por outro, se esta música se confunde facilmente com tantas outras ditas seculares, qual seria o propósito? Ok, entendo que o dom de produzir arte foi dado por Deus de maneira ampla, não ficou restrito àqueles que creem em nEle, e que por isso a arte não precisa estar necessariamente voltada apenas para propósitos de adoração e/ou evangelização, mas então quando é que essas bandas conseguirão sair das sombras das igrejas?

Quando teremos representatividade artística ou cultural como Cristãos? Quando deixaremos de que a música de nossas liturgias seja apenas mais um mero mercado? Quando foi que reduzimos o significado de “adoração” a canções em Sol Maior feitas por crentes, para crentes, em um idioma que só os crentes entendem, tocadas apenas em igrejas? Precisa dizer que boa parte dessa produção sequer é bíblica? Precisa dizer que quando esta música sai das igrejas e vai para os programas de TV seculares, é apenas pelo fato destes veículos estarem de olho no Ibope dos evangélicos?

Precisamos de mais músicas Gospel?

Por retiros mais relevantes, por juventude mais relevante

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Murillo Leal, no Crer Pensando

Toda vez que se aproxima desta época do ano as propagandas a respeito do carnaval na televisão começam a veicular a mesma mensagem. “Se divirta, use camisinha.” Ao passo que nas nossas igrejas evangélicas, começamos a pensar no que vamos fazer, ou melhor, qual estratégia vamos usar para que os jovens prefiram nossos acampamentos e eventos do que as festas tradicionais. A partir daí, vale tudo! Desde “gospelizar” o mundo até “esconder-se do pecado” na chácara da igreja.

Historicamente falando, não sei bem como foi que a concepção de carnaval tornou significado de sexo a todo custo. Só sei que sempre que alguém fala desta data, automaticamente associamos a sexualidade. Porém, precisamos entender que santidade não é apenas aparentar bom comportamento, mas que santidade parte de dentro para fora por meio do Espírito Santo. Sendo assim, é possível que tenhamos alguém no meio dos ímpios que seja realmente santificado, ou outro entre os considerados santos que esconda um caráter de ímpio.

Existe uma inocência na liderança de jovens e adolescente atualmente que só imaginam sua juventude longe dos pecados. Agimos como que a a mãe super-protetora que faz vistas grossas para a realidade.

Nós, que somos a liderança da igreja, precisamos tirar a percepção equivocada de que os jovens das nossas igrejas não usam drogas, não transam e não cometem outros absurdos contra o evangelho. Talvez essa inocência faz com que tratemos os jovens com uma certa infantilidade que já deveria ter ficado para traz na meninice. Ficamos com medo de que eles fujam ao expor a verdade sobre eles.

Os pastores e liderança são tentados quase que todo ano a fazer “piruetas” para que seus jovens não percam o interesse em ir à igreja. Conheço projetos que investem milhões em espécie de blocos de carnaval, em artistas gospel apenas para entreter a moçada e tentar convencer-se de que curtir o carnaval, desde que as musicas sejam cristãs, as bebidas sejam sem álcool, e a euforia seja longe do mundo, vale a pena, entretanto quando você percebe pouco falam do evangelho vivo e real que não está preocupado com a aparência mas com o coração dessa juventude. É fácil impor regras e comportamentos, mas conversar abertamente sobre isso ainda é um desafio.

Precisamos focar nossos eventos não em entreter essa juventude, não em elaborar estratégias para prendê-los nos bancos das igrejas, mas precisamos confrontar seus corações, suas realidades, suas meias verdades, suas percepções de mundo, suas idéias formadas, e investir mais em desintoxicá-los desse mundo ao invés de apenas os alimentar desse mesmo lixo que ouvem o tempo todo, só que é um ambiente cristão.

Ou fazemos isso ou podemos estar vivendo um engano mútuo, no qual a liderança finge que pregou e os jovens fingem que foram impactados, mas todo ano a história se repete. Precisamos preparar a igreja de amanhã para o peso que o mundo colocará nas suas costas e não anestesiá-los com uma falsa ideia de evangelho. Esse sim é o nosso desafio.