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Pai de santo é morto em suposto crime de intolerância religiosa, na Zona Norte de Manaus

Rafael da Silva Medeiros, 28, morreu depois de ser esfaqueado durante uma briga entre vizinhos no bairro Cidade Nova. Moradores de religiões diferentes mantinham desentendimento há anos

O homicídio aconteceu na noite de sábado (3), na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital (foto: Antônio Lima)

O homicídio aconteceu na noite de sábado (3), na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital (foto: Antônio Lima)

Vinicius Leal, no A Crítica

Os motivos para um homicídio ocorrido neste fim de semana em Manaus serão questionados na manhã desta segunda-feira (5), às 8h, na sede do Governo do Amazonas por representantes de entidade que defende os direitos dos povos tradicionais de matriz africana. Rafael da Silva Medeiros, 28, que era pai de santo, foi morto a facadas em crime com supostas motivações de intolerância religiosa.

Na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte, na noite de sábado (3), Rafael tentou apartar uma briga entre duas vizinhas que mantinham um desentendimento por conta da escolha religiosa de cada uma. Ele acabou atingido com dois golpes de faca no pescoço e nas costas deferidos por um homem identificado como “Raizinho”, que seria filho de uma das vizinhas.

“Há mais de duas semanas essa situação estava bastante tensa. A mãe do assassino fez muitas confusões com a vizinhança. Ela é evangélica e a dona da casa onde aconteceu o assassinato é do candomblé. Ele (‘Raizinho’) estava alcoolizado e drogado, e se meteu na discussão da mãe com a vizinha. E deu nisso”, relatou Alberto Jorge, da Articulação Amazônica dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama).

A vítima era carioca e, como de costume, segundo a polícia, estava em Manaus de férias na casa de amigos. Durante a briga, “Raizinho” estava armado e teria empurrado a vizinha do candomblé, que carregava uma criança no colo. Rafael foi acudi-la e acabou esfaqueado. “Há gravações no Whatsapp dele pedindo socorro. Esse é sim mais um caso de intolerância religiosa”, disse Alberto Jorge.

Rafael chegou a ser levado ao Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo, na Zona Leste, mas não resistiu aos ferimentos. O caso já está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), que ainda não localizou e nem tem o nome completo de “Raizinho”. Familiares de Rafael estão vindo do Rio de Janeiro para autorizarem a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML).

Sede do Governo

Conforme o representante da Aratrama, os membros da entidade se reuniram no domingo (4) e decidiram cobrar uma atitude do poder público sobre o assassinato de Rafael. “Entramos em contato com o Evandro Melo (secretário de Governo do Amazonas) e denunciamos essa situação de inoperância do Estado, de total falta de interesse e falta de resposta. É uma situação de guerra religiosa, reflexo do que acontece em todo o Brasil”, disse.

“Esse seria apenas um caso se não fosse somado aos três outros incidentes de 2012 e aos dois assassinatos de 2013. Isso foi só o grosso que pegamos”, disse Alberto. Segundo ele, ainda houve um caso de ameaça de morte por intolerância religiosa em 2011, outro de ameaça e um de agressão física em 2013 e um caso de ameaça já em 2014.

Conforme Alberto Jorge, todos os crimes são estudados e as denúncias de intolerância religiosa são enviadas à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas e para duas secretarias da Presidência da República: a de Direitos Humanos (SDH) e a de Promoção de Política de Igualdade Racial (Seppir).

Omissão

O representante da Aratrama denuncia, ainda, a omissão do Estado brasileiro sobre crimes de intolerância religiosa. “Ele (Rafael) pediu socorro da polícia e esse socorro não chegou. É omissão do aparelho policial. O Estado tem se feito de inocente. A gente pede ajuda e não tem resposta”, disse. “O povo de matriz africana vem sofrendo e não tomam providências por conveniências políticas. Quem hoje é curral eleitoral? Os evangélicos. O Estado se diz laico, mas no fundo é teocrático”.

‘Tentei suicídio, mas Deus não permitiu’, diz goleiro Bruno a revista

foto: Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

foto: Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Publicado no UOL

O goleiro Bruno Fernandes admitiu que tentou se matar na cadeia de Contagem, em Minas Gerais, onde cumpre pena de 22 anos pelo assassinato da modelo Eliza Samúdio. “Amarrei o lençol na ventana, que é alta, coloquei no pescoço e saltei”, disse o goleiro em entrevista à revista Placar.

“Mas a corda arrebentou e eu caí no chão. Foi Deus que não permitiu que eu me matasse”, detalhou o goleiro. Na entrevista, ele afirmou desejar voltar ao futebol.

No mês passado, ele assinou contrato com o clube Montes Claros, também de Minas, mas seus advogados ainda tentam conseguir uma liberação da Justiça para ele atuar.

Para voltar a jogar, ele teria que pedir para cumprir sua pena em regime semi-aberto, ou seja, quando o preso pode sair da cadeia para trabalhar.

Atualmente, o atleta está em regime fechado, quando não pode sair da penitenciária para nada.

Na entrevista à Placar, o jogador afirmou que sua vida na cadeia é difícil e que ele “paga um preço alto pela fama”.

Outro ponto tocado pelo jogador é sua situação financeira. Depois de ter convivido por anos com um alto padrão salarial, ele diz agora que terá viver com pouco dinheiro. Mas agora, de acordo com ele, sua conta bancária não vai lhe permitir ter uma vida confortável quando sair da prisão.

“Sobrou muito pouco do meu dinheiro”, disse ele, que também deu detalhes sobre seu cotidiano na prisão. “Já costurei bola aqui dentro. Tem muito jogador que gosta de colocar a culpa na bola. Mas agora eu conheço cada ponto da bola. Sei quando o cara está dando migué.”

A entrevista será publicada na próxima edição da Placar, que começa a circular em São Paulo e no Rio na terça-feira.

Intérprete “impostor” da cerimônia de Mandela já foi acusado de assassinato

Emissora sul-africana revelou que Thamsanqa Jantjie já foi acusado estupro, roubo, invasão de propriedade, assassinato e sequestro

Publicado no Terra

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Intérprete com várias passagens pela polícia esteve lado a lado com o presidente americano Barack Obama Foto: AFP

A emissora de televisão sul-africana eNCA informou nesta sexta-feira que o intérprete de sinais da cerimônia de despedida de Nelson Mandela (considerado um impostor) enfrentou acusações de assassinato em 2003. A emissora, no entanto, diz que não há informações sobre a conclusão do inquérito.

Segundo investigações da eNCA, além de ser tratado por esquizofrênia, Thamsanqa Jantjie enfrentou acusações de estupro (1994), roubo (1995), invasão de propriedade (1997), dano a propriedade (1998) e assassinato, tentativa de assassinato e sequestro (2003). A maioria das acusações foram posteriormente retiradas, supostamente porque ele seria mentalmente incapaz de ser levado a julgamento, mas esta informação não pôde ser confirmada.

Jantjie foi absolvido da acusação de estupro, mas foi condenado a três anos de prisão por roubo. Também não se sabe se ele cumpriu a pena.

Documentos judiciais de 2004 revelam que Jantjie e outras pessoas foram indiciadas por assassinato, tentativa de assassinato e sequestro pelo caso de 2003. Em 2006, o caso foi finalizado, mas os arquivos da corte estão vazios e não há informações sobre a conclusão, segundo a eNCA.

Jantjie se recusou a comentar o caso e a Autoridade de Procuradoria Nacional disse a eNCA que não pode confirmar ou negar a existência das acusações.

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Thamsanqa Dyantyi disse que sofreu um ataque de esquizofrenia durante o funeral Foto: AP

As revelações aumentam os questionamentos sobre como o homem conseguiu chegar tão perto de altas autoridades internacionais, como a presidente Dilma Rousseff e o presidente americano, Barack Obama.

Jantjie trabalhou como intérprete para a linguagem de sinais na cerimônia de funeral oficial de Nelson Mandela, realizada em Johannesburgo na terça-feira. Organizações de surdos e especialistas na função alegam que a tradução do homem não fazia qualquer sentido e o acusaram de ser um impostor.

Na quinta-feira, o próprio Jantjie revelou que sofre de esquizofrenia e que teve um surto de alucinações durante o evento.

Quando a vida imita a arte: a trágica morte de MC Daleste

O funkeiro paulista foi assassinato no sábado, em pleno palco, numa cena parecida com as coisas sobre as quais ele falava em suas canções.

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Daleste tinha apenas 20 anos

Publicado no EL Hombre

MC Daleste, nome artístico do funkeiro Daniel Pedreira Sena Pellegrine, foi assassinado em pleno palco no sábado, quando se apresentava para cerca de mil pessoas numa festa junina em Campinas. Tinha apenas 20 anos. A cena do crime, gravada em vídeo, é chocante. Ele está cantando quando se ouve um disparo. Imediatamente, se debruça e cai. Tenta se levantar e é amparado. O som é interrompido.

É desde já a morte mais impressionante do showbis. Daleste foi atingido no abdômen. Chegou a ser levado para um pronto-socorro, mas não resistiu e morreu. Ninguém ainda foi preso. O show não tinha policiamento ou segurança. Daleste era um seguidor do chamado ”pancadão paulista” e do “funk ostentação”, que fala de mulheres, roupas, sexo, dinheiro, droga, polícia e violência.

As letras de Daleste retratavam sua realidade. Coisas como:

SP é assim, SP é assim

nóis corre pelo certo

E o certo é exaltado

Sangue de bandido, profissão perigo

E o errado é fuzilado

Ou:

Matar os polícia é a nossa meta

Fala pra nóis quem é o poder

Mente criminosa coração bandido

Sou fruto de guerras e rebeliões

Começei menor já no 157 hoje meu

Vício e roubar profissão perigo

Especialista formado na faculdade criminosa

Armamento pesado ataque soviético e que esse

É o bonde do mk porque quem manda aqui

É o 1 p e 2 c fala pra nóis que é o poder

Ou ainda:

Aula de criminologia

Primeiro engatilha

Depois você mira

Se tiver no alvo

Você extermina

Quando meu chefe deixar

Vou colecionar cabeça de polícia

Nosso armamento é pesado

Daleste não merecia esse fim absurdo, claro. Ele escrevia sobre esses temas pela simples razão de que era o que estava ali. Não existe razão para esperar que cantasse sobre um passeio em Ipanema com uma menina para tomar um frozen yogurt.

Funkeiros como Daleste fazem sucesso por causa da crueza dessas rimas. O paralelo com rappers americanos que morreram assassinados, como Tupac Shakur e Notorious B.I.G., é evidente. Um admirador seu postou uma foto com um fuzil, jurando vingança. A vida imita a arte. Daleste cantava sobre o que via e vivia. Sua morte foi horrenda, uma tragédia que precisa ser esclarecida — mas, lamentavelmente, coerente com tudo sobre o que ele falou em suas canções.

 

Vídeo mostra tentativa de assassinato de político na Bulgária

Imagem mostra Ahmed Dogan com a arma apontada para sua cabeça. Foto: Reprodução

Imagem mostra Ahmed Dogan com a arma apontada para sua cabeça. Foto: Reprodução

Publicado originalmente na CartaCapital

O vídeo abaixo mostra a tentativa de assassinato de Ahmet Dogan, líder do Movimento para Direitos e Liberdades (HOH, na sigla em búlgaro), partido dos turcos étnicos na Bulgária. Em congresso do partido neste sábado 19 em Sofia, capital da Bulgária, Dogan deveria, segundo o jornal Today’s Zaman, passar a liderança da sigla para seu vice, Lütfi Mestan. Em vez disso, um homem identificado como Oktay Hasanov Yenimehmedov invadiu o palco, apontou uma pistola para sua cabeça e, aparentemente por uma falha em sua arma, não atirou.

Após ser dominado Yenimehmedov foi duramente espancado pelos segurança do HOH, como também mostram as imagens abaixo.

Mestan, o vice do HOH, atribuiu o ataque à extrema-direita búlgara, segundo o Zaman. “Não importa quem realizou o ataque, o motivo são as declarações de ódio contra nosso partido. Graças a Deus, a tentativa não teve sucesso, mas gostaríamos mais uma vez de sublinhar que a democracia está sob ameaça na Bulgária. Alguns círculos estão tentando demonizar nossos partidos”, disse.

Além dos turcos étnicos, o partido HOH, liberal, representa, de acordo com a agência Reuters, os outros muçulmanos da Bulgária, cerca de 12% da população do país.

dica do Moisés Gomes