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Ex-evangélico, muçulmano retrata ‘Jesus histórico’ em livro

Reza Aslan durante festival de livro em Edimburgo, em 2005 (foto: Pascal Saez/Associated Press)

Reza Aslan durante festival de livro em Edimburgo, em 2005 (foto: Pascal Saez/Associated Press)

título original: Crítica: Muçulmano hostilizado retrata ‘Jesus histórico’ com equilíbrio

Reinaldo José Lopes, na Folha de S.Paulo

Havia tantos fragmentos da cruz de Jesus espalhados pelas igrejas medievais que os mais desconfiados brincavam que, se todas as lascas fossem verdadeiras, ele teria sido crucificado em cima de uma floresta inteira.

Se a mesma conta for feita para o papel gasto em livros sobre o personagem histórico por trás do Cristo da fé, a floresta fica do tamanho da Amazônia. Mais um livro nesse filão faz alguma diferença?

Se você for um recém-chegado ao interminável debate sobre o “Jesus histórico”, vale a pena dar uma olhada em “Zealot: The Life and Times of Jesus of Nazareth” (“Zelote: A Vida e a Época de Jesus de Nazaré”), obra do iraniano-americano Reza Aslan que está na lista de mais vendidos nos EUA após a hostilização do autor na rede de TV Fox News.

Em uma entrevista, a apresentadora da Fox insistiu por dez minutos em questionar por que Aslan, um muçulmano, escreveria sobre Jesus. Na verdade, Aslan, que já foi cristão evangélico, consegue resumir com clareza boa parte dos resultados de dois séculos de pesquisa sobre a historicidade do protagonista dos Evangelhos. O livro será lançado no Brasil pela Zahar.

UM JUDEU MARGINALzealot

Aslan mostra que Jesus foi um profeta galileu de carne e osso, que realmente foi crucificado em Jerusalém por volta de 30 d.C. (quase nenhum estudioso sério aceita a ideia de ele era apenas uma figura mítica).

Como dizem os evangelistas, ele de fato teve 12 apóstolos –número provavelmente escolhido para representar a reconstituição das 12 tribos de Israel no final dos tempos.

A partir daí, a argumentação do livro parece ficar mais controversa. Para Aslan, um pregador totalmente desinteressado em relação à política de seu tempo não teria recebido a sentença da crucificação –suplício que os romanos costumavam reservar para quem participava de insurreições contra o Império.

Os “ladrões” crucificados ao lado de Jesus na verdade são designados com o termo grego “lestes”, que também poderia ser traduzido como “guerrilheiro”.

Faz sentido, mas o escritor provavelmente vai longe demais ao sugerir que Jesus flertou com a ideia de uma revolta armada contra Roma.

E um tanto forçada é a cisão radical que ele pinta entre os discípulos originais de Cristo e o apóstolo Paulo, para Aslan o único responsável por transformar o cristianismo nascente em algo mais do que uma seita judaica.

Um ponto que diminui os méritos do livro: não há nenhuma discussão sobre os métodos que os historiadores usam para distinguir história de teologia nos Evangelhos.

Metodologia pode ser chata, mas é essencial para mostrar que especialistas não usam apenas achismo na hora dessas avaliações.

Ex-Femen fica noiva e funda grupo feminista que aceita homens

 Sara Winter, em protesto no centro do Rio de Janeiro (foto: Silvia Izquierdo/Associated Press)

Sara Winter, em protesto no centro do Rio de Janeiro (foto: Silvia Izquierdo/Associated Press)

Chico Felitti, na Folha de S.Paulo

“Mesmo que o topless dos meninos não choque tanto quanto os nossos, eles são agora bem-vindos”, diz Sara Winter, 20. Ela foi a fundadora da célula brasileira do Femen, grupo feminista exclusivamente feminino nascido na Ucrânia em que mulheres protestam nuas.

Agora que se desligou da grife de protesto, Sara criou um grupo feminista próprio, no qual homens serão aceitos: o BastardXs –se lê “bastardos” (o xis no lugar da letra “o” é para não determinar o gênero dos participantes). “Já somos três meninos e três meninas”, diz ela.

Por mais que o protesto de debute esteja marcado para a Copa das Confederações, Sara diz que o grupo só entra em atividade, mesmo, depois que estiver estruturado.

“Vamos abrir uma microempresa, para ter CNPJ e comprar uma máquina de fazer camisetas e assim gerar renda para nos manter”, explica. A logomarca do BastardXs, que se inspira no “A” dos anarquistas, mas o substitui por um “B”, está para ser registrada.

Além de ter uma marca diferente do grupo anterior, o novo composto também difere em ideias. “Vamos tirar tudo aquilo que desagradava no Femen. Não vamos mais mexer com religião, por enquanto. Respeitaremos mais o direito à fé.”

Representantes do Femen ucraniano dizem que o grupo virá ao Brasil para organizar um braço nacional no segundo semestre.

FEMINISTA FEMININA

Sara também deu uma chance aos meninos na vida pessoal. Ficou noiva do namorado, que conheceu no Carnaval carioca, e se muda hoje para o Recife, onde morarão juntos.

Ela até gravou uma declaração de amor, como parte de uma promoção de Dia dos Namorados de uma loja. O vídeo recebeu em redes sociais comentários como “Era só achar uma p#*a mesmo que ia deixar de ser feminista”.

Ao que ela responde: “Estou impressionada com a quantidade de pessoas que não sabem que feministas não precisam ser lésbicas. E que podem se apaixonar!”

A feminista garante não ter amolecido só porque está amando. Conta que perdeu o celular quando foi assaltada nesta semana em São Carlos (interior de São Paulo), mas não sem luta. “Saí na porrada com o bandido. O cara colocou o dedo nas minhas costas, como se fosse uma arma, e mandou eu passar o telefone. Quando virei e vi que não tinha arma, dei-lhe um murro na nuca.”

Vale lembrar que a polícia não recomenda, a homens nem a mulheres, reagir em caso de assalto.

 Sara Winter e o noivo Itallo Marcel (foto: Facebook)

Sara Winter e o noivo Itallo Marcel (foto: Facebook)

Carros brasileiros são ´mortais´, diz agência

Crash tests da Latin NCAP: versão brasileira do mesmo carro vendido na Europa vai mal em colisões frontais, enquanto no velho continente desempenho é bom

Crash tests da Latin NCAP: versão brasileira do mesmo carro vendido na Europa vai mal em colisões frontais, enquanto no velho continente desempenho é bom

Marcos Prates, na INFO

Estar dirigindo os carros produzidos no Brasil e os mesmos modelos ou similares europeus pode ser a diferença entre a “vida e a morte” em casos de acidentes, aponta uma reportagem da agência Associated Press republicada em veículos de todo o mundo.

Segundo a matéria, a qualidade dos veículos do quarto maior mercado consumidor global – que tem uma nova classe média ávida pelo seu próprio veículo – está se tornando uma tragédia nacional, com a taxa de mortes em acidentes sendo quatro vezes maior no Brasil que nos Estados Unidos, onde os veículos são mais seguros.

A matéria foi republicada em sites de grande audiência internacional, como The New York TimesWashington PostHuffington Post. “Os culpados são os próprios carros, produzidos com soldas mais fracas, itens de segurança escassos e materiais de qualidade inferior em comparação a modelos similares fabricados para os consumidores americanos e europeus. Quatro dos cinco carros mais vendidos do Brasil não conseguiu passar em testes de colisão independentes”, afirma o texto.

A Associated Press menciona os resultados do Latin NCAP, instituto independente que recentemente passou a fazer testes de veículos vendidos na América Latina e apontou, na última edição, a incongruência entre os resultados dos mesmos veículos que, em tese, deveriam ser iguais, independentemente de onde são vendidos. Mas não são.

A reportagem dispensa ataques à indústria , alegando que se beneficiam de consumidores menos exigentes com segurança para ainda obter margens maiores que em mercados desenvolvidos. Nos EUA, são 3%; no Brasil, 10%, segunda a consultoria IHS.

De acordo com um especialista ouvido pela Associated Press, a diferença prática, no momento de um acidente, pode ser a vida ou a morte.

“A diferença que você está falando é de alguém morto no veículo ou morrendo muito rapidamente, ou então alguém sendo capaz de sair do veículo sozinho”, disse David Ward, diretor-geral da FIA, em Londres.

Mais do que airbags - Nem a presença de airbags e ABS, que se tornarão obrigatórios no Brasil em 2014, são suficientes. Muitas vezes, o problema é estrutural.

“A versão brasileira tem a mesma aparência do lado de fora, mas está faltando peças. Em uma versão, eles incluem o reforço (à estrutura), na outra não “, disse à agência um engenheiro da indústria automotiva que não quis se identificar.

A matéria fala ainda em falta de zonas de deformação e frágeis colunas de direção.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) não confirmou se vai se pronunciar sobre o teor da reportagem. À agência internacional, montadoras brasileiras deram respostas individuais sobre o desempenho de seus veículos citados.

Entre outras coisas, elas apontaram que atendem a legislação brasileira.

A reportagem da AP sinaliza que uma mudança neste padrão só ocorrerá se houver reação dos brasileiros, como ocorreu nos Estados Unidos na década de 60, quando as mortes em acidentes chegaram a números estratosféricos.

Além dos fatores veiculares, é preciso lembrar que estradas mal conservadas é outro item no ingrediente das mortes de trânsito no Brasil, como aponta a própria agência americana.

Vocalista de banda de metal cristão nega ter planejado o assassinato da ex-mulher

Tim Lambesis, do As I Lay Dying, é acusado de pagar US$ 1 mil pela morte de Meggan Lambesis.

Foto: AP

Foto: AP

Fonte: Rolling Stone

Tim Lambesis, o vocalista do As I Lay Dying, se declarou inocente diante das acusações de que teria pago US$ 1 mil a uma pessoa para que ele estrangulasse sua mulher, noticiou a agência Associated Press. O cantor de heavy metal cristão, de 32 anos, foi acusado de assassinato pela corte de San Diego. Um juiz determinou sua fiança em US$ 3 milhões e afirmou que o cantor deve usar aparelho de GPS e sofrer restrições de viagem caso seja solto.

Lambesis foi preso na terça, 7, em uma livraria perto de San Diego, na Califórnia, depois de terem sido obtidas gravações em que ele diz a um agente de nome “Red” que queria que sua mulher, Meggan Lambesis, morresse. Tim Lambesis deu a Red um envelope cheio de dinheiro e forneceu instruções para o modo como matar a mulher, o endereço dela, senha do portão de segurança, fotografias e datas em que ele estaria com as três crianças para um álibi.

As autoridades fizeram a investigação depois que Lambesis disse a um homem em sua academia no mês passado que gostaria de ver a mulher morta porque estava dificultando o encontro dele com os filhos e a resolução do processo de divórcio. O advogado do caso, Anthony Salerno, disse à imprensa que o caso era uma armação.

“A aplicação da lei foi incentivada por alguém que eu acredito fortemente ser um delator, que tentava salvar a própria pele exagerando nas coisas”, disse Salerno, que insiste que o vocalista nunca teve a intenção de machucar ninguém.

O casal se separou em setembro do ano passado depois que o cantor enviou e-mail para a mulher durante uma turnê e afirmou que não a amava mais, disse o promotor do caso. Meggan Lambesis descobriu mais tarde que o marido estava envolvido com outra mulher.

No documento do divórcio, a mulher acusa o marido de dormir enquanto deveria estar cuidando das crianças perto de uma piscina e que estava gastando muito tempo e dinheiro com academia e tatuagens. Ela também diz que ele viaja seis meses por ano e fez duas viagens de última hora para a Flórida, onde encontrava a namorada.

Salerno diz que acredita que Lambesis irá arcar com a fiança, que inclui condições que o proíbem de entrar em contato com os filhos. O cantor também não poderá deixar San Diego, exceto para visitar o advogado em Los Angeles, o que frustra planos de uma turnê do As I Lay Dying por 30 cidades, que deveria começar no dia 30 de maio, em Oklahoma City.

Os outros integrantes da banda não deram declarações além de comunicado postado no site oficial na quarta, 8: “Nossos pensamentos agora estão com Tim, a família dele, e todo mundo que foi afetado por esta situação terrível.”

 

 

Mundo não acabará no dia 21, diz o Vaticano

O fim do mundo em 21/12/12

Reverendo José Funes disse em artigo que ‘não vale nem a pena discutir os fundamentos científicos dessas afirmações’, que estão sendo divulgadas na internet

Pulicado originalmente no Estadão

O reverendo José Funes, astrônomo mais graduado do Vaticano, disse nesta terça-feira, 11, que o mundo não acabará no dia 21, apesar das supostas previsões feitas pelos maias. Funes escreveu um artigo ao jornal L”Osservatore Romano, do Vaticano, no qual disse que “não vale nem a pena discutir os fundamentos científicos dessas afirmações (obviamente falsas)”, que estão sendo divulgadas na internet. O título do artigo é “O Apocalipse que não virá (pelo menos, por enquanto)”.

Funes disse que o universo está em expansão e que, se os modelos são corretos, em um ponto o universo sofrerá uma ruptura, mas isso poderá acontecer bilhões de anos no futuro. Segundo ele, mesmo assim os verdadeiros cristãos acreditam que “a morte nunca é a última palavra”. O calendário feito pelos maias, cuja contagem começou em 3.114 a.C., marca períodos de 394 anos, chamados de baktun. Os maias escreveram que o “significativo” 13º baktun acaba em 21 de dezembro.

As informações são da Associated Press.

imagem: Internet

dica do Rodrigo Bibo