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Chiquinho Scarpa mostra buraco onde diz que vai enterrar carro

Empresário quer enterrar um Bentley Continental no quintal de mansão.
‘Até o fim da semana eu enterro ele!’, escreveu o empresário.

Scarpa postou foto de buraco em jardim (foto: Reprodução/Facebook)

Scarpa postou foto de buraco em jardim (foto: Reprodução/Facebook)

Publicado no G1

O empresário Chiquinho Scarpa quer enterrar um Bentley Continental no quintal de sua mansão, nos Jardins, em São Paulo. O anúncio do enterro foi feito na página de Scarpa no Facebook, na segunda (16) e “confirmado” nesta terça-feira (17).

Nesta terça, ele postou a foto de um buraco, onde diz que vai enterrar o carro. “Para quem está duvidando, ontem mesmo já comecei a fazer o buraco no jardim para enterrar meu Bentley! Até o fim da semana eu enterro ele!”, disse. Um Bentley novo – atualmente, a versão comercializada é a Flying Spur – custa entre R$ 925 mil e R$ 1,075 milhão.

Na segunda-feira, Scarpa postou uma foto ao lado de seu veículo, com uma ave de estimação na mão. Na legenda, o anúncio do enterro: “Decidi fazer como os faraós: essa semana vou enterrar meu carro favorito, o Bentley, aqui no jardim de casa!! Enterrar meu tesouro no meu palácio rssss”. A data do enterro não foi informada pelo empresário na rede social.

Segundo Scarpa, a decisão foi tomada após ele assistir a um documentário “muito interessante” sobre os faraós do Egito, que eram enterrados junto com suas riquezas na época do Egito Antigo. “Eles enterravam toda a sua fortuna para ter uma vida confortável ‘do outro lado’!”, disse o empresário na rede social.

Por volta das 11h desta terça-feira, a foto já tinha mais de 1.700 curtidas, 700 compartilhamentos e quase 1 mil comentários. No horário, o empresário ainda não havia sido localizado pelo G1 para comentar o assunto.

Carro é avaliado em cerca de R$ 1 milhão (foto: Reprodução/Facebook)

Carro é avaliado em cerca de R$ 1 milhão (foto: Reprodução/Facebook)

Racionais fazem show expresso para ‘mauricinhos’ na zona sul de SP

Mano Brown no show dos Racionais MC's no clube Royal, na Vila Olímpia

Mano Brown no show dos Racionais MC’s no clube Royal, na Vila Olímpia. (foto: Zanone Fraissar/Folhapress)

Leandro Machado, na Folha de S.Paulo

Uma fila de Porsches, Mercedes, Ferraris e Range Rovers se formou na rua Quatá, na Vila Olímpia. Os mais modestos chegavam de i30 ou Fiat 500. O estacionamento, a R$ 30, ficou lotado. “Doors open at 10:00 PM”, dizia o flyer da Royal Club, balada de “mauricinhos” na zona sul de São Paulo.

Era show dos Racionais MC’s, o maior expoente do rap brasileiro e voz autoproclamada da periferia.

Duas horas antes do show, anteontem, os carrões paravam e o público fazia a “social” na porta da casa. Os VIPs entravam correndo.

Andrés Sanches, ex-presidente do Corinthians, entrou rápido e logo foi para o camarote –R$ 3.500 o mais caro, para dez pessoas. Denilson, ex-jogador e comentarista da Band, também não fez hora.

“Você quer que eu fale da banda? Não conheço muito, mas pode anotar aí que eu gosto”, disse a promoter Gabriela Burbos, 20, salto altíssimo, shortinho e boné ao estilo “rapper” virado de lado.

Na fila, ela encontra o amigo Rodrigo Queiróz, 22, jogador de futebol sem clube no Brasil, mas “com transferência certa para a Hungria”.

Eles dizem ser habitué da Royal e, nesse domingo, tiveram a oportunidade de assistir a um dos grupos mais famosos do Brasil em um local, digamos, mais exclusivo.

Os Racionais, até o fim dos anos 90, tocavam apenas em casas dedicadas ao rap. Mano Brown dizia (e cantava) não gostar de playboys.

A presença do grupo num lugar como a Royal seria impensável há dez anos. Em 2010, a banda se apresentou lá, mas sem sua clássica formação, com Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e KL Jay.

Na porta, Lucas Fabbre, 18, estudante de engenharia civil pelo Mackenzie e morador do Tatuapé (zona leste), diz não conhecer muito bem as letras dos Racionais.

“Não sou fã, conheço as mais famosas. Vim porque aqui é mais seguro do que em locais abertos, como na Virada Cultural.

Já a estudante Beatriz Felix, 18, veio de Guarulhos, na Grande SP. É fã de rap e frequenta até uma batalha de MC’s na zona sul da capital.

“São um dos poucos que conseguem fazer música com letra boa”, diz ela, impecavelmente maquiada.

Os Racionais mostram, segundo ela, a realidade dos bairros periféricos das grandes cidades. Realidade, diz, que não vive, mas que é um “um ponto de vista”.

“Você vai ver como vou cantar todas as músicas”, diz Beatriz, apressada para entrar na Royal.

E cantou mesmo. No fim do show, saiu rouca e ensopada.

A Royal, que tem capacidade para 600 pessoas, estava lotada –o ingresso custava R$ 100 para homens e R$ 60 para mulheres. O bar, cheio, cobrava a R$ 16 uma cerveja e R$ 35 a dose de tequila.

Nos camarotes, baldes com garrafas de champanhe eram servidos com velas de aniversário presas ao gargalo. Cada garrafa custava R$ 430.

Por volta das 2h, começou uma batida e tudo escureceu. Uma fumaça branca e gelada foi lançada de um canhão no teto. Quando a névoa se dissipou, lá estavam os Racionais no palco.

A primeira música, a recente “Mente de vilão”, tocou o público mais por ser a primeira do que pela letra, que poucos na casa sabiam cantar.

Depois veio o clássico “Diário de um detento” e aí o público explodiu.

Nas músicas seguintes, menos conhecidas do habitué da Royal, como “Selva de pedra” (do disco solo de Edi Rock), o público se dispersou, foi fumar, beber, conversar.

Voltou depois, já no final, quando Mano Brown cantou as mais famosas “Negro Drama” e “Vida Loka”. Mas os Racionais pareciam ter pressa e o show durou só uma hora.

Se não empolgou, não foi só por culpa da banda. O público parecia mais interessado em registrar a ocasião com smartphones do que em ouvir a música.

Mano Brown só cantou. Não fez nenhum de seus famosos discursos. “Obrigado, São Paulo, segunda é dia de trampo”, encerrou.

Leticia Galhardo (esq) e Gabriela Burgos, 20, antes do show dos Racionais MC's (foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

Leticia Galhardo (esq) e Gabriela Burgos, 20, antes do show dos Racionais MC’s (foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

dica do Ronaldo Junior

A maior montanha-russa do mundo

Atração radical de parque de diversões nos Estados Unidos tem queda de 126 metros de altura

A maior queda de montanha-russa do mundo terá 126 metros de altura (foto: Divulgação)

A maior queda de montanha-russa do mundo terá 126 metros de altura (foto: Divulgação)

Publicado por Casa&Jardim

Mais alta do que a Estátua da Liberdade e com velocidade de até 145 km/h, uma nova montanha-russa em Nova Jersey quebrará o recorde mundial da maior queda. A Zumanjaro: Drop of Doom (que significa, em português, queda da destruição) terá tamanho equivalente a um prédio de 41 andares. A subida e a descida serão praticamente verticais e prometem arrancar gritos de terror até de aventureiros experientes. A atração é a grande novidade para 2014 do parque Six Flags Great Adventure, em Nova Jersey, conhecido pelas atrações radicais.

Do alto dos 126 metros da montanha-russa, haverá paisagens impressionantes. Com o tempo aberto, será possível avistar a cidade de Filadélfia, a 85 quilômetros de distância. Até o fim das obras, o título de maior queda do mundo fica com Lex Luthor: Drop of Doom, de 122 metros, do Six Flags Magic Mountain, em Los Angeles, da mesma rede de parques de diversões. Há outras montanhas-russas que bateram recordes pelo mundo: a Formula Rossa, do Ferrari World, em Abu Dhabi, é a mais rápida, com 386 km/h, e The Smiler, no Alton Towers, na Inglaterra, é com mais loopings, 14. Você teria coragem de enfrentar alguma delas?

Haja coragem para encarar a atração radical (foto: Divulgação)

Haja coragem para encarar a atração radical (foto: Divulgação)

Fatos inacreditáveis do rock

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Publicado no Whiplash Título original: 40 fatos inacreditáveis do rock

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DAVID BOWIE, também conhecido como Robert David Jones, teve aulas de arte com Owen, pai de seu velho amigo e também lenda do rock Peter Frampton, no Bromley Technical School.

DAVID BOWIE rejeitou tanto uma Ordem do Império Britânico (em 2000) quanto um título de cavaleiro (em 2003).

ramones

 

Os RAMONES tiraram o nome da banda de um pseudônimo usado por Paul McCartney quando dava entrada nos hotéis em seu período nos BEATLES: Paul Ramone.

 

 

elp

A banda EMERSON, LAKE & PALMER em sua infame turnê de 1977 levou uma equipe de 63 roadies, incluindo um instrutor de karatê para Palmer e um médico particular. Também há rumores de que eles tinham um “roadie do tapete”, que tinha o trabalho de transportar e estender o tapete persa que Lake levava para os shows. Ah, eles também levavam junto uma orquestra com 70 membros.

 

parker

 

O agente Tom Parker, antes do sucesso com seu pupilo ELVIS PRESLEY, comandou uma apresentação de galinhas dançantes.

 

 

franz

 

Alex Kapranos e Nick McCarthy do FRANZ FERDINAND se encontraram quando o último tentou roubar a bebida de Kapranos em uma festa em Glasgow em 2001. O resto, como eles dizem, é história.

 

darkside

 

Quando “Dark Side of the Moon” do PINK FLOYD finalmente deixou o Hot 200 da Billboard em Outubro de 1988, ele marcou o récorde de 741 semanas na lista.

 

axlrose

 

Crescendo em Indiana, Axl Rose ia à igreja oito vezes por semana, cantava no coral e ensinava na escola de catecismo aos domingos. Provavelmente sem as calças coladas que usaria depois.

 

 

keithmoon

 

O hábito do baterista Keith Moon de explodir banheiros com fogos de artifício fez com que ele fosse banido das redes de hotéis Holyday Inn, Sheraton e Hilton até o fim de sua vida.

 

aerosmith

 

O sucesso do AEROSMITH de 1998 “I Don’t Want To Miss A Thing”, usado no filme “Armaggeddon”, foi originalmente escrito para Celine Dion pelo compositor Diane Warren.

Pastores pedem heroína evangélica à Globo


Dolores (Paula Burlamaqui), em “Avenida Brasil”.

Roteiristas do canal resistem à aproximação com o segmento gospel, já cortejado na empresa pela música

Alberto Pereira Jr. e Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

Nos próximos dias, o coordenador dos projetos especiais da Globo, Amauri Soares, vai almoçar com o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Entre prato principal e sobremesa, o executivo e o religioso, que está à frente de 125 igrejas com cerca de 40 mil fieis no país, discutirão interesses comuns entre emissora e evangélicos.

Até o fim de janeiro, Soares também se reunirá com o bispo Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, que tem 35 templos no país e já atraiu para o seu rebanho familiares do apresentador Silvio Santos.

Os encontros com os líderes evangélicos seguem uma agenda que teve início em 12 de novembro passado, quando Soares recebeu 17 deles no Projac, os estúdios do canal no Rio.

Durante horas, os religiosos acompanharam gravações e negociaram apoio e cobertura para a Marcha para Jesus, o Dia do Evangélico e o Dia da Bíblia.

Por sua vez, os líderes prometem apoiar o Festival Promessas, que a Globo criou em 2011 para divulgar a música gospel. A emissora confirma os encontros mas não comenta detalhes das conversas.

“Nos últimos cinco anos, a Globo se aproximou desse público porque tem lhe conferido não somente peso de formação de opinião, mas também de mercado consumidor”, explica Karina Bellotti, doutora da Unicamp que estuda mídia e religião.

Para ela, “é importante destacar que a bancada evangélica cresceu no Congresso, assim como o poder aquisitivo de muitos evangélicos que ocupavam a classe C”.

“Se você for colocar qualquer coisa aí [na reportagem], põe que não há nenhum acordo para nos proteger”, ressalta o pastor Silas Malafaia. “Que cada pastor que pague a conta pela sua besteira.”

“A decisão [de abrir mais espaço para evangélicos] é deles”, completa Rodovalho.

MOCINHA EVANGÉLICA

Para os dois, chegou a hora de a Globo quebrar o último grande tabu: investir em personagens evangélicos na teledramaturgia. Quiçá numa mocinha do horário nobre.

No começo de 2012, a Folha questionou Octávio Florisbal, então diretor-geral da emissora, sobre o assunto. Ele desconversou.

De lá para cá, a Globo emplacou duas coadjuvantes evangélicas: Ivone (Kika Kalache), de “Cheias de Charme”, e Dolores (Paula Burlamaqui), de “Avenida Brasil”.

Izabel de Oliveira, coautora de “Cheias de Charme”, diz não ter recebido orientação para criar a personagem.

No Projac, segundo a assessoria da Globo, os religiosos “manifestaram o interesse em falar sobre o perfil atual do evangélico brasileiro para autores e roteiristas”.

“A emissora considera a contribuição relevante, assim como as que recebe de vários segmentos da sociedade, inclusive de outras religiões”, informou a Globo em nota.

A palestra proposta pelos líderes, porém, não ocorreu. “O Amauri me explicou que a teledramaturgia é muito independente”, diz Malafaia.

Quatro autores procurados pela Folha se recusaram a falar sobre o tema. Silvio de Abreu foi exceção. “Sinto muito, nunca tratei de personagem religioso em nenhuma novela nem pretendo”.

Evangélicos veem mais holofote em outras religiões. Os casamentos em folhetins são geralmente católicos. Novelas espíritas são constantes.

E, se há personagens evangélicos, “é crente, mas vagabundo. É pastor, mas safado”, dispara Malafaia.

APERTO DE MÃO

A cena de pastores no Projac seria inimaginável em 2008. Malafaia atacava: “Em 25 anos, vin-te e cin-co [pontua cada sílaba], lembro de apenas uma reportagem boa na Globo sobre evangélicos. E tem semana em que, todo dia, o ‘Jornal Nacional’ fala bem da Igreja Católica”.

Desde então, o pastor reduziu as farpas trocadas com a Globo. Afirma ter apertado a mão de João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, no fim de 2010, numa reunião “muito legal” no escritório dele, segundo o religioso.

“Ninguém deu mais pau na Globo do que eu. Se um veículo nos denigre, você acha o quê? Disse isso pro João. Ele até riu”, diz Malafaia.

“No passado, éramos corpos estranhos, não tínhamos nenhum diálogo”, afirma Rodovalho. Agora é diferente. “No Projac, Amauri falou bastante do slogan: ‘A gente se vê por aqui’.” Procurados, João Roberto Marinho e Amauri Soares não quiseram comentar os encontros.

dica do Israel Anderson