Cliente diz que foi chamado de ‘idiota’ em SMS enviado pela operadora Oi

Ele conta que recebeu mensagem após solicitar suporte técnico para celular.
Companhia afirma que vai apurar o caso e tomar as devidas providências.

Cliente promete entrar na Justiça por danos morais devido a ofensa (foto: Arquivo pessoal)
Cliente promete entrar na Justiça por danos morais devido a ofensa (foto: Arquivo pessoal)

Silvio Túlio, no G1

O analista judiciário Valdemir Gomes Soares, de 53 anos, afirma que foi chamado de ‘idiota’ e ‘imbecil’ após buscar suporte técnico para seu celular na Oi. Ele conta que ligou para a central de atendimento, na última segunda-feira (24), na tentativa de resolver um problema que ele acreditava ter em sua linha telefônica, mas recebeu em seguida a mensagem de SMS ofensiva da operadora (veja imagem acima).

A Oi afirmou ao G1, por meio de nota, que vai  apurar as informações e tomar as devidas providências pelo ocorrido. A empresa diz ainda que “o caso apresentado está totalmente fora dos padrões de qualidade e atendimento nas operações da companhia”.

Valdemir diz que ligou para a operadora, pois precisava de ajuda porque, quando tentava fazer uma ligação, ouvia uma mensagem de outra operadora informando que aquele número não existia. “No fim das contas, depois que já tinha encerrado a ligação, vi que eu mesmo estava digitando o número errado. Mas isso não justifica a ofensa”, afirmou ao G1.

Ele lembra que, em determinado momento da ligação para a central, a atendente que tentava resolver seu problema questionou se ele estava falando do mesmo telefone para o qual queria atendimento. O analista confirmou a informação e, minutos depois, encerrou a chamada.

Logo em seguida, antes de receber a mensagem ofensiva, recebeu um SMS informando o número de protocolo do atendimento. Depois, recorda-se, veio o xingamento também por meio de mensagem, alegando que o cliente não estava com problema, pois ele estava usando o aparelho para falar com a central de atendimento.

Valdemir adianta que já pediu o arquivo contendo a gravação da conversa e que a empresa se comprometeu a enviar o material em até dez dias, prazo estipulado por lei. Ele diz pretende entrar com ação na Justiça por danos morais.

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No agreste, pacientes agradecem médicos cubanos de joelhos

O médico cubano Nelson Lopez em Frei Miguelinho-PE (foto: Daniel Carvalho/Folhapress)
O médico cubano Nelson Lopez em Frei Miguelinho-PE (foto: Daniel Carvalho/Folhapress)

Daniel Carvalho, na Folha de S.Paulo

A demanda de médicos no interior do país é gigantesca e a cubana Teresa Rosales, 47, se surpreendeu com a recepção de seus pacientes em Brejo da Madre de Deus, no agreste pernambucano.

“Eles [pacientes] ficam de joelhos no chão, agradecendo a Deus. Dão beijos”, afirma a médica, que atendeu 231 pessoas neste primeiro mês de trabalho dos profissionais que vieram para o Brasil pelo programa Mais Médicos, do governo federal.

O posto de saúde em que Teresa trabalha fica no distrito de São Domingos, região pobre e castigada pela seca.

Durante os últimos quatro anos, o posto não tinha o básico: médicos. Até o final de setembro, quando Teresa chegou ao distrito, quem andava quilômetros de estrada de barro até chegar à unidade de saúde sempre voltava para casa sem atendimento.

A situação se repetia a algumas ruas de lá, no posto onde o marido de Teresa, Alberto Vicente, 43, começou a trabalhar em outubro.

“Foi Deus quem mandou esse homem. Era uma dificuldade, chegou a fechar o posto por falta de médico”, disse a aposentada Isabel Rocha, 80, que agora controla o diabetes sob orientação médica.

Alberto e Teresa integram um grupo de 400 cubanos que chegaram pelo Mais Médicos na primeira etapa do programa. Outros 2.000 dos seus conterrâneos começaram a trabalhar no dia 4 de novembro, 76 deles em São Paulo.

Uma terceira leva de 3.000 médicos da ilha chegou esta semana a cinco capitais. A previsão é que eles comecem a trabalhar em dezembro.

Eles têm alimentação e moradia fornecidas pelas prefeituras e recebem por mês entre R$ 800 e R$ 900 do governo federal. O restante da bolsa de R$ 10 mil mensais é distribuído entre parentes dos médicos e o governo cubano.

ATENDIMENTO
Alheia à polêmica salarial, a população lota os postos que há um mês estavam vazios, já que não havia médicos.

A agricultora Maria Inácia Silva, 69, havia visto um médico pela última vez em 2005.

Ela se disse impressionada pela forma como foi atendida pelo cubano Nelson Lopez, 44, novo médico do povoado de Capivara, em Frei Miguelinho (PE).

A diferença no atendimento está desde a organização dos móveis: a cadeira do paciente fica ao lado da mesa do médico, para que o móvel não seja uma barreira entre eles.

“Gostamos de examinar o paciente, dedicar um tempo a ele, considerá-lo gente”, disse Lopez.

As filas e as consultas são longas. Ainda estava escuro quando Maria Inácia Silva chegou ao posto e ela só foi atendida na hora do almoço.

Passou cerca de meia hora no consultório e finalmente soube que as dores que sente se devem ao reumatismo.

“Ele é ótimo médico, apesar de estrangeiro. Em 69 anos, nunca vi um médico tão bom”, disse Maria Inácia.

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Descontrolada, médica rasga prontuário de menina em SP; veja vídeo

Publicado na Folha de S.Paulo

Uma pediatra foi afastada do trabalho após se recusar a atender duas crianças e rasgar o prontuário de uma delas na madrugada de sábado (21), no Hospital Geral da Vila Penteado, na zona norte de São Paulo. Um vídeo feito pelo pai de uma das pacientes mostra a ação.

Edinei Brandão de Souza, pai da menina de 4 anos, disse que a confusão começou porque a médica não quis atender uma outra criança que estava com uma infecção no ouvido. “Ela chegou a atender minha filha, viu que ela estava com 38,5º C de febre e recomendou uma medicação. Depois de se descontrolar e recusar atender a filha de uma outra mulher, começou a gritar e disse que o meu caso não era grave”, afirmou.

O pai da menina disse que aguardava em fila o atendimento da filha dele, que estava com dor de garganta, quando a médica falou que não atenderia a criança diagnosticada com infecção porque o caso não era grave. A mãe da criança saiu do hospital e disse que chamaria a polícia, quando foi acompanhada pela médica, que gritava com ela.

O homem começou a filmar e disse que os gritos estavam assustando sua filha. Enquanto filmava a ação, o homem pede com o barulho e também ameaça acionar a polícia, mas a profissional disse não se importar, pois já havia ido diversas vezes a delegacias.

Nas imagens, a mulher dá tapas em objetos de metal e chega a dizer que vai “quebrar o celular” do homem para que ele pare a gravação.

Segundo Brandão, a médica voltou atrás momentos depois e disse que atenderia a filha dele, mas em troca o homem deveria apagar os vídeos que ele fez no hospital. O homem recusou a proposta e acionou a Polícia Militar. A filha dele foi atendida por outro profissional depois de cerca de 15 minutos.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde informou que foi aberta uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do atendimento. A mulher poderá perder o cargo.

A secretaria disse ainda que o “Hospital Geral de Vila Penteado informa que todos os funcionários da unidade são orientados a tratar os pacientes com respeito e cordialidade. A direção da unidade considera inadmissível esse tipo de atitude antiprofissional, que desrespeita o paciente e os demais colegas de trabalho.”

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‘Puxa-estica’

frank - maracujina

Marina Silva

Com a denominação nada sutil de “Orçamento impositivo”, o PMDB se coloca como sócio majoritário da coligação governista e quer tornar obrigatório, por meio de uma PEC, o atendimento das emendas parlamentares individuais ao Orçamento federal.

Na maioria dos casos, o argumento é verdadeiro: as emendas servem à chantagem no jogo do “só voto se liberar, só libero se votar”. Mas a solução é falsa: submete o planejamento do país ao “puxa-estica” dos interesses particulares, regionais ou corporativos.

Uma das principais funções do Congresso é aprovar o Orçamento público. É da natureza do processo que sejam apresentadas emendas para alterar a alocação dos recursos. Como fazer com que isso seja parte da regra republicana, e não sua corrosão destrutiva? Boas propostas não faltam, mas ficam sufocadas no jogo de interesses. O deputado Walter Feldman apresentou projeto restringindo o poder das emendas individuais, mas, justamente por isso, não conseguiu de seus colegas as assinaturas necessárias para chegar ao plenário.

Vivi esse dilema dos dois lados, como senadora por um Estado que necessita de recursos federais e como ministra, procurando combinar as emendas parlamentares com os programas do ministério, para que não fossem projetos isolados de qualquer planejamento. A boa vontade e o diálogo podem melhorar as coisas, mas o problema estrutural permanece.

Isso diz respeito tanto ao sistema político quanto ao chamado pacto federativo. O sistema tributário extremamente centralizado coloca os municípios em situação de mendicância, pois recebem menos de 20% do que é arrecadado pelo Estado e vivem nos corredores de Brasília de pires na mão. Esse é o principal insumo da fábrica de emendas parlamentares, que transforma congressistas em vereadores federais.

Há também o faz de conta orçamentário, com as receitas sobrestimadas, para que possam caber todas as demandas de ministérios, Estados, prefeituras, parlamentares, empresas, lobbies de todo tipo. Todos sabem que não será possível realizar todos os gastos, mas o importante é “abrir a janela” para depois negociar. O resultado é a insatisfação de muitos, para a alegria de poucos.

É necessário mudar as regras, mas, antes de pensar em algo impositivo, seria bom tomar um pouco de Maracugina, para diminuir a ansiedade que antecede o ano eleitoral.

A situação no país não permite irresponsabilidades e o governo deve saber que a permissividade com os recursos públicos, se é objeto de desejo para as próximas eleições, já está na mira das novas gerações. Todo mundo está vendo tudo e, no final, quem sabe não trocaremos o impositivo político pelo imperativo ético de regras que sejam mais compatíveis com esse olhar novo, atento, exigente, comprometido.

fonte: Folha de S.Paulo

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Médicos batem ponto sem trabalhar em hospital público de SP

Publicado por SBT Online [via TV UOL]

Alguns médicos da maternidade pública Leonor Mendes de Barros, na zona leste de São Paulo, passam diariamente no hospital apenas para marcar o ponto.

Eles foram flagrados entrando pela porta de funcionários e saindo em seguida, após bater o ponto e sem prestar qualquer atendimento. O processo todo não dura mais do que 15 minutos.

Reportagem de Fabio Diamante, com produção de Fabio Serapião e imagens de Ronaldo Dias, exibida no telejornal SBT Brasil.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

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