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Ativista antigay confessa molestar crianças em acampamentos evangélicos

Publicado originalmente no Examiner

Caleb Hesse, 52, é conhecido por ser um ativista antigay e ex-professor em uma escola primária. Ele foi detido após confessar que teve atos sexuais com crianças em acampamentos de verão de sua igreja. A investigação está em estágio inicial. Os abusos ocorreram desde 1987, mas não são descartadas as possibilidades de ter ocorrido outros casos. Algumas vítimas de Hesse podem ter hoje mais de 40 anos de idade.

O grupo de jovens voluntários confessou à polícia que o acusado teve contato “impróprio” com crianças ao longo das últimas três décadas. Eles afirmaram que o abuso sexual mais recente havia acontecido há menos de uma semana. Muitos dos casos ocorreram em acampamentos de verão organizados pela Igreja Evangélica Livre de Yucca Valley, em que Hesse era membro ativo – com cargo de importância – desde o início de 1980.

A fiança para o acusado, preso na cadeia de Morongo Basin, é de $2,5 milhões de dólares, equivalente a R$4,5 milhões de reais, segundo o portal de notícias da localidade.

A igreja de Hesse é conservadora e exige ainda que seus membros repudiem o estilo de vida homossexual. Segundo o estatuto social da igreja, a atividade homossexual é um tabu. A igreja estabelece diretrizes específicas sobre o assunto. Uma delas é que se você já foi homossexual assumido e não “pratica” mais, é determinado que você prove que tem vivido segundo essas diretrizes por, no mínimo, 5 anos.

O ex-professor também é dono do protectmarriage.com, site ligado a conservativebabylon.com, frente utilizada para coletar doações ao “fundo de defesa da proposição 8″. Proposição 8 foi uma lei que alterou a Constituição da Califórnia para dizer que o casamento é especificamente apenas entre um homem e uma mulher. A lei foi aprovada por uma margem de mais de 700 mil votos, mas posteriormente foi considerada inconstitucional por várias sentenças da Suprema Corte da Califórnia e dos tribunais de apelação.

Adaptação: Agência Pavanews

A situação tá russa: Heterossexual é preso por defender gays


Sergey Kondrashov segura placa pró gay antes de ser preso (Divulgação)

Vitor Angelo, no Blogay

No último domingo, 7,  Sergey Kondrashov segurou um cartaz, em São Petersburgo, na Rússia, com a seguinte frase: “Uma querida amiga da família é lésbica. Minha esposa e eu a amamos e a respeitamos. E sua família é exatamente igual a nossa.” Ele foi preso.

Acusado de ativista, o advogado só queria mostrar seu apoio a uma amiga homossexual e solidarizar-se contra a lei anti gay (que proíbe qualquer “propaganda” homossexual, aliás nem a palavra gay pode ser falada)  aprovada na cidade russa de São Petersburgo. Na verdade, Sergey ergueu seu cartaz porque acredita que todos os russos são iguais perante o Estado e devem ter os mesmo deveres e mesmo direitos e a lei anti gay não faz nenhum sentido.

Por sua atitude fraterna, ele pode ser multado e preso por até duas semanas. Entidades ligadas aos direitos dos homossexuais estão protestando contra a prisão. Pois a lei anti gay de São Petersburgo, mais do que um reflexo dos tempos presentes, é um sintoma de um passado ditatorial travestido de comunismo que acreditava que os homossexuais eram o sinal da decadência do capitalismo.

Se o tal comunismo real caiu, muito de seus aparatos continuam firmes como o autoritarismo presente na figura quase “imexível” do Primeiro Ministro russo Vladimir Putin, os privilégios dos burocratas transferidos para os mafiosos e o puritanismo do proletariado transformado em moral conservadora.

Enquanto isso, a Rússia mostra ser um país pouco amistoso com os homossexuais e acaba de rejeitar a declaração dos direitos dos homossexuais pelo G8, nesta quinta-feira, 12. É, infelizmente, a próxima placa que o gays e progressistas devem levantar por lá é: “A coisa tá russa!”

Mulher saudita levará dez chibatadas por ter dirigido carro

A Arábia Saudita é um país ultraconservador, onde as mulheres são sujeitas a muitas restriçõesPublicado na Veja On-line

Uma corte da Arábia Saudita sentenciou uma mulher a dez chibatadas por desafiar a proibição do reino contra a direção feminina. De acordo com a ativista Samar Badawi, Shaima Ghassaniya foi declarada culpada nesta terça-feira por dirigir sem permissão do governo em Jeddah, em julho deste ano.

A decisão judicial é tomada dois dias depois de o rei saudita, Abdullah, ter anunciado que as mulheres terão o direito de votar e concorrer nas eleições locais do país pela primeira vez a partir de 2015. A organização Women2drive, que defende o direito de as mulheres dirigirem na Arábia Saudita, disse que entrou com uma apelação.

O direito feminino ao voto e à disputa de eleições municipais representará um feito inédito para um país ultraconservador, onde as mulheres são sujeitas a muitas restrições, como, por exemplo, a proibição de dirigir um automóvel e de viajar sem o consentimento de um guardião masculino.

Decisão – O rei Abdullah disse que tomou esta decisão porque se “recusa a marginalizar” o papel da mulher na sociedade saudita em “todos os campos”. De acordo com Abdullah, a modernização equilibrada de acordo com oa valores islâmicos é uma “demanda necessária” em uma época em que não há lugar para aqueles que hesitam.

Ele não mencionou qualquer coisa sobre o direito das mulheres de dirigir no reino, onde elas precisam contratar motoristas homens ou depender da boa vontade de parentes se não tiverem os meios de fazê-lo. Mas Manal al-Sharif, uma consultora de segurança informática de 32 anos, detida por 10 dias após publicar no site YouTube um vídeo no qual ela aparecia circulando de carro na cidade de Khobar, disse que a decisão do rei foi “histórica e corajosa”.

Eleições - A decisão real significa que as mulheres poderão participar das eleições previstas para daqui a quatro anos, uma vez que o próximo pleito será disputado na quinta-feira e as indicações já estão fechadas. Além de participar das listas públicas únicas no país, as mulheres também teriam o direito de ingressar no Conselho (consultivo) da Shura, cujos membros são todos nomeados, afirmou o rei no discurso de inauguração da nova legislatura do conselho.

Na próxima quinta-feira, mais de 5.000 homens disputarão as eleições municipais – as segundas da história da Arábia Saudita – para preencher a metade das cadeiras dos 285 conselhos municipais do reino. A outra metade é indicada pelo governo. As primeiras eleições foram celebradas em 2005, mas o governo estendeu a legislatura do atual conselho por dois anos.

foto: Reuters

Hackers do Anonymous anunciam que vão destruir o Facebook em 5 de novembro

Publicado em O Globo

Insatisfeitos com a forma como o Facebook lida com a privacidade de seus usuários, hackers do grupo Anonymous querem destruir a rede social no dia 5 de novembro. O plano foi divulgado em vídeo publicado no YouTube com o nome de “Mensagem do Anonymous: Operação Facebook, 5 de novembro de 2011″ (veja abaixo).

“Se você é um ativista hacker ou um cara que quer apenas proteger a liberdade de informação, junte-se à causa e mate o Facebook pelo bem de sua própria privacidade”, afirma o narrador do vídeo. “O Facebook passa informações para agências do governo e dá acesso clandestino aos dados a empresas de segurança de modo que elas possam espionar cidadãos de todo o mundo. Algumas dessas firmas, como WhiteHat e InfoSec, trabalham para governos autoritários, como os de Egito e Síria”

Em tweet, o grupo Anonymous informou que a OpFacebook está sendo organizada por alguns de seus membros, “o que não significa que todos os membros do Anonymous concordem com ela”.

Mesmo assim, muita gente desconfia que a operação seja falsa. O especialista em segurança Eugene Kaspersky twittou que a ação não passa de uma blefe.

O Facebook não quis comentar o caso.

Especula-se que a ofensiva contra o Facebook por hackers do Anonymous tenha a ver com a decisão do grupo de criar uma rede social própria , após suas contas no Google+ terem sido excluídas por serem anônimas (o que a Google não permite).

A rede social de Zuckerberg já foi atacada anteriormente, mas nunca numa escala parecida com as já impetradas pelo Anonymous. O grupo foi o responsável pelo vazamento dos dados de 77 milhões de usuários da rede de jogos e conteúdo on-line da Sony em abril, além de já ter atacado as redes da Visa, da MasterCard, da Amazon e sites do governo da Síria, entre outros.