Arquivo da tag: ato

Em Americana (SP) condomínio pede “sexo light” a moradores

Foto: Jornal Novo Momento

Foto: Jornal Novo Momento

Por Charles Nisz, no Vi na Internet

Os moradores de um condomínio em Americana, cidade no interior de São Paulo, foram surpreendidos com um pedido de uma das moradoras. Ela pede para que os outros moradores evitem fazer barulho durante o ato sexual depois das 22 horas. No pedido, a carta da síndica pede aos condôminos para serem mais comedidos na hora do “rala e rola”, segundo informações do jornal Novo Momento.

“Caros,
Para que possamos ter uma convivência harmônica com todos, peço que, na hora da relação sexual, atente-se à cama. Ela pode estar batendo na parede (pensando nos vizinhos ao lado), ou no chão (pensando nos vizinhos de baixo), incomodando e acordando pessoas não interessadas na sua atividade sexual.
Todos os moradores devem respeitar a lei do silêncio, que começa às 22 horas.
Acreditando na sua compreensão
Condômina.

Colocado no mural do prédio, o aviso foi comentado pelos moradores, mas não chegou a ser discutido na reunião de condomínio. De forma bem humorada, eles dizem que após às 22 horas entrou em vigor a “lei do silêncio sexual”. A moradora reclamava das vibrações das camas nas paredes e no chão dos apartamentos vizinhos ao dela. Pelo visto, o pessoal está animado, né?

dica do Fabio Martelozzo Mendes

Moradores promovem novo ato ‘antimendigo’ em praia de Florianópolis

protestoantimendigoscfabricioescaesp

Cerca de 30 moradores do bairro de Canasvieiras, localizado na região norte de Florianópolis, realizaram mais um protesto anti-mendigos nesta quarta-feira Foto: Fabricio Escandiuzzi / Especial para Terra

Fabrício Escandiuzzi no Terra

Cerca de 30 moradores do bairro de Canasvieiras, localizado na região norte de Florianópolis, realizaram mais um protesto “antimendigos” nesta quarta-feira. O grupo se reuniu na principal avenida do bairro e, com faixas e cartazes, promoveu uma caminhada em alguns pontos com maior movimento.

Este foi o quarto ato contra a presença de moradores de rua no bairro. Canasvieiras é um dos balneários mais movimentados da alta temporada na capital catarinense e principal reduto de turistas de países como Argentina e Uruguai, além de outros Estados brasileiros, como o Rio Grande do Sul.

Com faixas, cartazes e carro de som, o grupo interrompeu o trânsito e pediu ações para melhorar a segurança. Alguns moradores carregaram faixas pedindo para que os “viciados” fossem se tratar. Em outras, os manifestantes pediam segurança.

A empresária Luciana Gertrudes da Silva, uma das líderes das manifestações, disse que os atos mostram o medo da população local. Ela exibiu um vídeo gravado pelo celular onde um morador de rua é flagrado transando com uma mulher em uma calçada, no final da tarde. Para Luciana, a população estaria com medo diante de ameaças feitas por “mendigos”.

“O sentimento é geral, mas as pessoas têm medo. Fiz quatro manifestações e vou fazer muito mais”, disse. “Eles pedem dinheiro e acuam quem não os atende. Sair à noite aqui no bairro é um risco. Isso os defensores dos Direitos Humanos não enxergam”.

Uma empresária de Canasvieiras, que participou da manifestação e pediu para não ser identificada, disse estar sofrendo ameaças por participar das caminhadas. “Eles vão ao meu estabelecimento durante a noite, dizem que me viram e que irão dar um jeito na minha família”, afirmou.

“A temporada está chegando e como vai ser?  Não temos segurança, o governo não nos dá segurança e a polícia aqui se limita a fazer blitz de trânsito. Não é isso que precisamos.”

As manifestações vêm gerando controvérsia. Muitos moradores consideram os atos como “xenofóbicos”. Para Lucinda Margot Pereira, moradora do bairro há 17 anos, os atos deveriam ser focados na questão da segurança. “Uma coisa é carregar cartaz pedindo segurança e presença de polícia. Outra é uma faixa chamar as pessoas de viciado e pedir para irem embora. Não concordo com isso”, completou.

Artista utiliza luzes e sombras para criar incríveis desenhos na parede

ShadowArt_interna

 

Publicado no Hypeness

Nascido no Azerbaijão, o artista Rashad Alakbarov é um verdadeiro “mestre de sombras”: utilizando diferentes materiais e objetos translúcidos suspensos, ele usa as sombras e os jogos de luz para criar desenhos nas paredes, que fazem você duvidar de seus sentidos.

O artista acaba brincando com a nossa percepção visual e torna bastante complexo o ato de tentar enxergar a composição das suas obras. Você vê os objetos, mas não consegue dizer em que parte da obra entra cada um, de tão criativo é o trabalho de Alakbarov com as sombras dos materiais suspensos.

As obras do artista estiveram expostas em Londres, na Galeria de Pury. Veja só:

ShadowArt1 ShadowArt2 ShadowArt3 ShadowArt5 ShadowArt7 ShadowArt9

Para acompanhar o trabalho do artista, e ver outras obras contemporâneas com origem no Azerbaijão, siga o link.

Médicos estrangeiros recebem flores no Ceará após hostilidades

Na segunda (26), eles foram xingados por médicos brasileiros em Fortaleza.
‘Aquilo foi feito por uma minoria’, minimiza médico cubano José Molina.

Após xingamento, médicos estrangeiros recebem flores em Fortaleza (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

Após xingamento, médicos estrangeiros recebem flores em Fortaleza (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

Publicado no G1

Depois do protesto com vaias e xingamentos na abertura do curso, os médicos estrangeiros que chegaram ao Ceará pelo Mais Médicos receberam flores e aplausos de integrantes de movimentos sociais nesta terça-feira (27) na Escola de Saúde Pública, em Fortaleza. Na saída do primeiro dia de aula do curso preparatório, os estrangeiros deram sorrisos e sinais de positivo para quem os esperava e receberam aplausos e gritos como “Cubano amigo, o povo está contigo”.

“Estamos seguros. Confiamos no povo brasileiro e temos uma tarefa que vamos cumprir”, afirmou o médico cubano José Armando Molina. Segundo ele, os médicos estrangeiros não ficaram assustados e tristes com o ato hostil que aconteceu na segunda-feira (26), quando foram chamados de “escravos” e “incompetentes”.

“Vimos que aquilo foi feito por uma minoria de pessoas. Hoje (terça-feira), foi o dia mais bonito desde que chegamos ao Brasil. Conhecemos que o povo brasileiro é irmão como somos dele. Estamos aqui para trabalhar para o povo brasileiro”, disse.

‘Truculência e xenofobia’
Nesta terça, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que há “truculência” e “xenofobia” na atitude de médicos brasileiros que hostilizaram médicos cubanos em Fortaleza.

O grupo de 96 estrangeiros que está fazendo curso de atenção básica de saúde e português no Ceará foi recebido para a aula inaugural do treinamento, na segunda, por cerca de 50 profissionais brasileiros que gritavam palavras de ordem e reivindicavam pela realização do Revalida, exame de validação do diploma de medicina para curso feito no exterior.

“Em primeiro lugar, tem muita truculência, muita incitação ao preconceito, e à xenofobia. [...] Lamento veementemente a postura de alguns profissionais – porque eu acho que é um grupo isolado – de ter atitudes truculentas, [que] incitam o preconceito, a xenofobia. Participaram de um verdadeiro ‘corredor polonês’ da xenofobia, atacando médicos que vieram de outros países para atender a nossa população”, declarou o ministro.

Flores
Já nesta terça, cerca de cem pessoas distribuíram flores para os médicos estrangeiros. No fim do dia, eles entraram no auditório onde são realizadas as aulas e mostraram solidariedade aos profissionais. “O que aqueles médicos fizeram foi uma questão de classe. Estamos aqui para um ato de acolhida”, afirmou Camila Silveira, da União da Juventude Socialista (UJS), um dos movimentos que participaram do ato.

Além da UJS, também acolheram os médicos estrangeiros representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, da União Nacional dos Estudantes, da União Brasileira de Mulheres e da Casa da Amizade Brasil-Cuba no Ceará. “Temos que ser solidários. Temos que ser respeitosos. Se tiver que fazer o protesto, façam ao governo e não aos profissionais”, afirmou o presidente da Casa da Amizade Brasil-Cuba no Ceará, Antônio Ibiapina da Silva.

Hostilidade
O protesto desta segunda-feira foi organizado pelo Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec). Na saída, houve bate-boca e tumulto e os estrangeiros foram xingados de “escravos” e “incompetentes” e foram alvos de gritos como “voltem para a senzala”.

O secretário de Gestão Estratégica do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, disse ter sido atingido com um ovo e agredido fisicamente e não descartou registrar um boletim de ocorrência contra o Simec. ”Foi um ato de agressividade, xenofobia, preconceito e racismo. Nós entendemos que o preconceito e racismo de alguns é porque ainda eles sentem saudades da Casa Grande e Senzala” , desabafou.

Monteiro reclamou da atitude dos médicos. “Foi o meu primeiro ovo. E o primeiro a gente nunca esquece. Temos que repudiar atos do tipo e propagar e defender uma cultura de paz. Não houve agressão física em outras pessoas, mas em mim, sim, como empurrões e tapas. Houve agressão verbal.  Estou analisando isso. Inclusive, fiquei sabendo que alguns representantes sociais vão entrar com queixa alegando xenofobia e racismo contra o Sindicado dos Médicos”, disse.

O secretário disse que espera uma retratação do Sindicato dos Médicos do Ceará o quanto antes. “Nós entendemos que o Simec teria que se retratar. O que ocorreu nesta segunda-feira aqui é lamentável. É preciso uma retratação. Jovens médicos praticaram atos de violência.”

dica da Willyana Gonçalves