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Anatomia de um hoax: como e por que eu pus o Selton Mello em Game of Thrones e o que dá pra aprender com isso

Publicado por Felipe Venetiglio

Ontem à tarde eu descobri o Shrturl. É daqueles serviços tão simples e tão óbvios que te deixam com inveja de não ter pensado antes. Achei genial.

Na hora, lembrei de uma frase que li nesse (ótimo, por sinal) artigo sobre marketing de conteúdo no blog do Noah Kagan.

“Research has shown that there’s zero correlation between people reading and sharing content. Which means a good chunk of people share content without even reading it.”

Fazia todo sentido aproveitar que a ferramenta ainda era nova e brincar com isso. Pra maximizar isso eu queria explorar também o fato de que qualquer coisa que sai num site gringo ganha repercussão aqui. E que jeito melhor de explorar esse complexo de vira-latas do que colocar na jogada o meme do brasileiro que faz algo legal lá fora?

A ideia se escreveu sozinha: SELTON MELLO em Game of Thrones.

Pesquisei, achei um site tosco publicando os últimos rumores sobre a escalação de elenco e em 20 minutinhos tinha isso em mãos (o link expira 48 horas depois então tá o print aí abaixo).

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Fiz um post no Facebook pouco antes das 19h. Meus amigos comentaram. Um ou outro sacou que era pilha, e eu atento apaguei e avisei que eu que tinha feito e queria ver até onde ia. Eles entraram na onda e compartilharam, assim como outros amigos que caíram (mal, galera).

Mandei um tweet. Só 3 retweets. Mas alguém pegou o link e jogou no twitter mesmo assim. A Dilma Bolada compartilhou (mas mesmo antes disso a velocidade já era bem grande). Aí começou a sair em blogs e logo tava no EGO. Tava feito o estrago.

No fim:

  • mais de 145.000 acessos na página (e contando);
  • 521 tweets com a url;
  • 4.500 tweets com “Selton Mello” nas últimas 24 horas (usei o Topsy);
  • 3717 compartilhamentos no Facebook (usei esse counter);
  • 13363 likes no Facebook;
  • Matérias no Ego, Bandeirantes, UOLO Dia e sei lá quantos sites (agora só tem link pras retratações);
  • Trending topic no Brasil durante quase o dia inteiro.

Depois que começaram os dementidos, surgiram as retratações, alguns tiraram mesmo do ar e a essa altura já tem até matéria sobre como rolou no Youpix e n’O Globo.

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Mas a melhor parte? Tão até agora confirmando o Selton Mello em outras séries e paradas. O meme vai durar 3 dias, mas como pai tô orgulhoso.

Ator pornô que atuou com Rita Cadillac e se tornou pastor lança livro

Em ‘Luz, câmera, ação e tranformação’, Giuliano Ferreira – estrela de mais de 300 filmes – revela histórias como o envolvimento com uma atriz famosa.

Luciana Tecidio, no EGO

Giuliano Ferreira, ex-ator pornô que agora é pastor

Giuliano Ferreira, ex-ator pornô que agora é pastor

Quem vê o paulistano Giuliano Ferreira, de 35 anos, vestido com um terno, de bíblia embaixo do braço, palestrando sobre Deus, não faz ideia que há dez anos sua identidade era outra. O rapaz era conhecido como Júlio Vidal, ator pornô com cerca de 300 produções no currículo. Seu último trabalho foi há dez anos, atuando ao lado de Rita Cadillac no filme “A primeira vez”. E foi daquele set que ele seguiu para uma consulta médica que iria mudar sua vida  para sempre.

Giuliano conta que estava com forte dor de dente. E mesmo após ter sido medicado por um dentista teve uma séria inflamação, que se espalhou para outros órgãos do corpo e contaminou os rins e os pulmões. O paulistano foi internado e ficou cinco dias em coma.

No hospital, ele diz que teve uma experiência sobrenatural. “Tive um encontro com Deus. Ouvi uma voz falar para mim: ‘Chegou o momento de você fazer a minha vontade’. Assim que me recuperei e deixei o hospital, abandonei a carreira de ator pornô”, lembra Giuliano, que a partir dali tornou-se evangélico.

Toda esta trajetória de vida é contada no livro escrito por ele, “Luz, câmera, ação e transformação”. Na obra, Giuliano revela – sem citar nomes – o seu envolvimento com uma atriz famosa e as propostas que recebeu para subir na vida. “Muitos apresentadores famosos me ofereceram subir na vida de forma fácil, mas nunca aceitei”, garante ele.

Giuliano nasceu em uma família pobre e foi pai aos 18 anos. Depois de ser demitido do emprego de auxiliar de redação de um jornal paulistano, ele resolveu aceitar o convite para ser gogo boy. Para atuar em filmes pornôs foi um pulo. “Precisava de dinheiro para sustentar meu filho, que era criado por mim e pela minha mãe. Passei três anos me dividindo entre a Europa e o Brasil, atuando em filmes ponôs”.

Considerado estrela nesse segmento, Giuliano conta que seu salário girava em torno de R$ 12 mil e era direcionado para a mãe e para o sustento do filho, hoje com 18 anos: “Conseguimos comprar dois terrenos e construir duas casas”.

Quando acordou do coma e resolveu abandonar a indústria pornô, o ator viu sua situação financeira sofrer uma queda vertiginosa. Casado há 12 anos com a ex-secretária da escola de seu filho, Giuliano ganha a vida como representante de livros evangélicos e as suas palestras são gratuitas.

Focado na divulgação do livro, Giuliano  garante que não tem mais o que esconder. “Por causa do meu filho e do meu enteado, hoje com 17 anos, escondi minha história de ator pornô. Para que eles não sofressem bullying na escola. Mas agora é o momento de contar tudo. Com o livro, quero mostrar que a pessoa tem direito a ter a vida que quer e que também pode escolher um novo recomeço”.

Leia um trecho do livro:
“Passei um tempo dançando em uma boate em Moema, São Paulo. Era um grupo de Gogo Boys dançando ao som do DJ Mauro Borges. Um local também daqueles elitizados, onde havia muitos artistas frequentando. Em uma das noites de apresentação, acabei conhecendo uma jovem muito linda, ex-modelo. Na época, trabalhava em uma grande emissora de TV. Um verdadeiro furacão.

Vivemos momentos muito bons de paixão e loucura. Sempre que ia ao Rio de Janeiro, ficava um tempo com ela. Uma pessoa que tinha uma história de vida muito complicada, mas que, no fundo, cativava a gente com seu jeito meigo de ser.”

Capa do livro de Giuliano Ferreira (foto: Divulgação)

Capa do livro de Giuliano Ferreira (foto: Divulgação)

 

Na Inglaterra, ‘Noé’ tem sessão cancelada por inundação

Fato inusitado aconteceu em um cinema localizado na cidade de Exeter

 Exibição de 'Noé' foi interrompida por inundação em um cinema da Inglaterra (foto:  Divulgação)


Exibição de ‘Noé’ foi interrompida por inundação em um cinema da Inglaterra
(foto: Divulgação)

Publicado em O Dia

Um cinema localizado na cidade de Exeter, na Inglaterra, teve a primeira exibição do filme “Noé” – que traz conto bíblico de um dilúvio que devastaria o mundo e a construção de uma arca para salvar alguns animais e humanos – foi cancelada após ironicamente uma de suas salas ficar inundada.

Segundo o site “Exeter Express & Echo” a causa da inundação foi uma pane no sistema hidráulico do cinema. Alguns internautas brincaram com o fato e o ironizaram nas redes sociais.

O longa “Noé” que foi dirigido por Darren Aronofsky (“Cisne Negro”), é baseado na história bíblica da Arca de Noé, e tem como protagonista o ator Russell Crowe que recebe uma missão divina antes de uma enchente apocalíptica destruir o mundo. A atriz Emma Watson também está no filme.

dica do Ailsom Heringer

Morre o ator José Wilker

Jos-Wilker-05Publicado no G1

O ator José Wilker morreu na manhã deste sábado (5) no Rio de Janeiro. Ainda não há informações oficiais sobre a causa da morte, mas suspeita-se que ele tenha sofrido um infarto.

A última participação do ator em novelas foi em 2013, em “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco, na qual interpretou o médico Herbert. Em 2012, ele foi o coronel Jesuíno no remake de “Gabriela”, baseado no livro “Gabriela Cravo e Canela”,  de Jorge Amado. Em 2008, na novela Duas Caras, o ator fez o papel do professor Fernando Macieira.

Começo
José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa e o pai, Severino, caixeiro viajante.

Sua carreira no teatro começou no Movimento Popular de Cultura (MPC) do Partido Comunista, onde ele dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular.

Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.

Em 1970, após ganhar o prêmio Molière de Melhor Ator pela peça “O Arquiteto e o Imperador da Assíria”, foi convidado pelo escritor Dias Gomes o para o elenco de “Bandeira 2″ (1971), sua primeira novela.

Wilker interpretou o primeiro protagonista em 1975: foi Mundinho Falcão em “Gabriela”, adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.

Personagens conhecidos
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela “Anjo Mau” (1976), de Cassiano Gabus Mendes. Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de “Senhora do Destino”, de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge e a Sapucaí é grande”.

O artista dirigiu o humorístico “Sai de Baixo” (1996) e as novelas “Louco Amor” (1983), de Gilberto Braga, e “Transas e Caretas” (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: “Carmem” (1987), de Gloria Perez, e “Corpo Santo” (1987), de José Louzeiro.

Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como “Xica da Silva” (1976) e “Bye Bye, Brasil” (1979), ambos de Cacá Diegues, e foi o personagem Antônio Conselheiro em “Guerra de Canudos” (1997), de Sérgio Rezende.

Wilker também se destacou em minisséries como “Anos Rebeldes” (1992), de Gilberto Braga; “Agosto” (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e “A Muralha” (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro. Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie “JK”, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.

O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos.

É preciso paciência de Jó para encarar filme épico ‘Noé’

Noé (Russell Crowe) e a esposa (Jennifer Connelly) preparam sedativos para os animais dentro da arca (foto: Niko Tavernise/Associated Press)

Noé (Russell Crowe) e a esposa (Jennifer Connelly) preparam sedativos para os animais dentro da arca (foto: Niko Tavernise/Associated Press)

Thales de Menezes, na Folha de S.Paulo

Para contar no cinema uma das histórias mais grandiosas da humanidade, o que se espera é um filme grandioso. E “Noé” apenas finge ser um.

O ator é um nome de peso, com Oscar e tudo. Há tecnologia e dinheiro para criar a arca gigante e o dilúvio. Tudo narrado em tom épico, certo?

Mas Russell Crowe está péssimo, a arca é só um caixote boiando numa banheira e a história, simplória, tem batalhas que parecem rejeitadas de “O Senhor dos Anéis”.

O diretor Darren Aronofsky vem de dois belos acertos, “O Lutador” e “Cisne Negro”, este um filme surpreendente.

É evidente que fica difícil alguma surpresa quando todo mundo já sabe o roteiro: Noé é o homem escolhido por Deus para construir a arca, colocar nela sua família e um casal de cada espécie animal na Terra, para repovoar o mundo depois do dilúvio divino.

Aronofsky simplifica a história ao máximo e tudo deságua num irritante filme esquemático e de pobreza visual.

Quando Noé conta a história da criação do mundo para sua família, imagens estáticas são trocadas em ritmo acelerado, como se fosse a vinheta de abertura da série de TV “The Big Bang Theory”.

A entrada dos animais na arca poderia ser um bom ingrediente para imagens espetaculares, mas os resultados na tela não têm brilho algum.

Criar os bichos gráficos deve ter dado um trabalhão, que é matado em cenas curtas, numa direção nada inspirada.

Quando Noé precisa impedir que uma grande horda entre à força na arca, quem aparece para ajudá-lo são os Guardiães, gigantes de pedra que Deus abandonou na Terra.

Essas criaturas dormem escondidas como rochas amontoadas e, se Noé é ameaçado, se erguem para lutar, feito desajeitadas versões dos robôs de “Transformers”.

O elenco poderia fazer a diferença, mas não consegue. Anthony Hopkins surge como Matusalém, avô de Noé; sua vocação atual se resume a tipos idosos sábios, como seu Odin na franquia “Thor”.

A mulher e os filhos de Noé são lindos. Jennifer Connelly fica deslumbrante até coberta pela lama do dilúvio.

Russell Crowe assume de vez o lugar de Charlton Heston de sua geração, ambos atores encorpados, de voz grave e missões heroicas.

Heston foi gladiador em “Ben-Hur” e Moisés em “Os Dez Mandamentos”; Crowe ficou célebre em “Gladiador” e foi opção óbvia para Noé.

Reformatar a humanidade é demais para um ator preso a uma única expressão durante todo o filme. Se havia alguma chance de criatividade no roteiro, estava na loucura crescente de Noé durante sua missão, mas Crowe é incapaz de demonstrar tanta sutileza.

Com mais de duas horas, o filme vai cansando. Recorrendo a outro sofrido personagem bíblico, é preciso paciência de Jó para aguentar “Noé”.