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Designer imagina como seriam famosos na máscara de Batman

Charlie Sheen é um dos atores imaginados na máscara de Batman

Charlie Sheen é um dos atores imaginados na máscara de Batman

Estefani Medeiros, no UOL

Artista de Curitiba, Billy Mariano –também conhecido como Butcher Billy– é um aficionado por cultura pop, e também por subverter seus principais personagens. Em uma de suas últimas séries de montagens, “We Are Batman – Can A Hero Really Be Anyone?” (Nós Somos Batman – Pode Qualquer Um Ser um Herói?), o artista digital imagina como seriam personalidades famosas na máscara do cavaleiro das trevas.

Fã de quadrinhos da Marvel e do cineasta Stanley Kubrick, Billy acredita ter como um de seus maiores feitos conseguir apertar a mão de Bruce Willis em uma convenção de cultura pop na Inglaterra. O designer explicou como cria as séries.

“Decidi fazer esses projetos quando percebi que escolhi a minha carreira como designer justamente pensando na cultura pop. Os projetos são uma forma de dar vazão a todas essas referências que eu tenho a vida toda, mas sempre adicionando um toque de subversão”, comenta.

Quanto ao Batman, seu herói favorito, ele explica que resolveu se divertir colocando celebridades que gosta e que seriam “altamente improváveis de ser o Batman no cinema” na máscara do morcego. “Misturei aqueles mais batidos da cultura pop vintage, como Elvis e Marylin e alguns artistas atuais como a Rihanna.”

Formado há dez anos, Billy conta que a repercussão de suas montagens já o fez ganhar fama internacional –nesta semana o artista terá uma de suas séries publicadas no tabloide “Daily Mail”– e também alguns inimigos virtuais, que o criticam por ter tranformado Alex do “Laranja Mecânica” em um personagem infantil, e por ter colocado um coraçãozinho na mão do ex-baixista do Sex Pistols, Sid Vicious.

Para Billy, seu trabalho é inspirado nas “manifestações das nossas próprias fantasias interiores e do desejo de que a nossa vida seja algo além do que realmente é.”

Série tranforma famosos em Batman  

 O ator Heath Ledger, o coringa de “O Cavaleiro das Trevas” é transformado em Batman na série “We are Batman – Can a hero really be anyone?” (Nós Somos Batman – Pode Qualquer Um Ser um Herói?). Na série, o designer curitibano Butcher Billy transforma famosos no cavaleiro das trevas Behance.net/ButcherBilly
Protagonista da série “The Big Bang Theory”, Jim Parsons é um dos Batmans da série “We are Batman – Can a hero really be anyone?” (Nós Somos Batman – Pode Qualquer Um Ser um Herói?). Na série, o designer curitibano Butcher Billy transforma famosos no cavaleiro das trevas Behance.net/ButcherBilly

Globo quer aplacar “ira santa” ao se aproximar de evangélicos

A personagem Soninha Catatau/Dolores, de Paula Burlamaqui, em "Avenida Brasil"
A personagem Soninha Catatau/Dolores, de Paula Burlamaqui, em “Avenida Brasil”

Tony Goes, no F5

Imagine a maior emissora de TV do Brasil promovendo um festival de cânticos budistas. Ou um concurso entre “muezzins” islâmicos, chamando os fiéis à prece. Ou até mesmo um especial com os padres cantores, que usam a música pop para exaltar a fé católica.

Ela seria imediatamente acusada de fazer proselitismo em favor de uma única vertente religiosa, em detrimento de todas as outras. Quem acusaria? Muito provavelmente, aqueles setores evangélicos que veem inimigos por toda parte.

Mas é justamente para aplacar a ira santa desses setores que a Globo transmitirá em dezembro mais uma edição do festival “Promessas”, de música gospel. Além disso, como informou Keila Jimenez, a cúpula da emissora tem se reunido com lideranças evangélicas, para estreitar os laços com uma comunidade que não para de crescer no Brasil.

Não é novidade que muitos pastores atacam a Globo de seus púlpitos. Dizem que ela prega a dissolução dos costumes, ao mesmo tempo em que funciona como uma ponta-de-lança disfarçada da Igreja Católica. A recente ameaça de boicote à novela “Salve Jorge” reuniu todos esses ingredientes.

Claro que por trás disto também estão interesses comerciais. A Igreja Universal do Reino de Deus, controladora da Record, não perde uma oportunidade para pintar a Globo como uma das sucursais do inferno na Terra. Ao mesmo tempo, tenta levar para seu braço televisivo vários dos autores, atores e diretores responsáveis pelos programas pecaminosos da rival.

A Globo acusou o golpe, e resolveu contra-atacar. Já há alguns anos tenta se aproximar dos evangélicos. Recheou o elenco de sua gravadora Som Livre com astros do “gospel” (o que também faz sentido comercial, já que estão entre os poucos que ainda costumam vender muito bem).

Também maneirou ao retratar os fiéis das igrejas neopentecostais em suas obras de ficção. Vão longe os tempos da minissérie “Decadência”, de Dias Gomes, exibida em 1995, que mostrava o fundador de uma igreja claramente baseada na IURD como um tremendo charlatão.

Hoje, se aparece um personagem evangélico numa das novelas da casa, ele é até tratado com respeito – como a Dolores (Paula Burlamaqui) de “Avenida Brasil”, que escapou da caricatura fácil até se reconverter à vida mundana como Soninha Catatau. Ainda assim, para evitar polêmicas, a denominação à que ela se filiava tinha o nome fictício (e algo absurdo) de Igreja Esotérica do Sol Asteca.

Agora há contatos oficiais entre a Globo e a Confederação dos Conselhos de Pastores Evangélicos de Pastores do Brasil. Na pauta, segundo Keila Jimenez, está a “aproximação da emissora com o pensamento evangélico”.

O que isto quer dizer? Que vai diminuir o número de personagens homossexuais nas novelas? Que as periguetes vão trocar os shorts minúsculos por mangas compridas e saias até o chão? Ou é só diplomacia?

Vai ser interessante acompanhar a evolução dos acontecimentos, pois mesmo entre os evangélicos não há um pensamento unificado. São muitas as correntes.

Também quero ver a reação do resto da sociedade, que já mostra sinais de desconforto com a intromissão do conservadorismo religioso na vida comum – haja visto o resultado da eleições em São Paulo. Vem uma briga boa por aí.

foto: Reprodução/TV Globo

Ator de “Chaves” terá museu no México


Roberto Gómez Bolaños, ator protagonista do seriado “Chaves” terá museu em sua homenagem no México

Publicado originalmente por ANSA [via Folha de S.Paulo]

A partir do próximo ano, o México terá um museu em homenagem ao comediante Roberto Gómez Bolaños, conhecido no Brasil por seu famoso personagem Chaves.

De acordo com o diretor do grupo Chespirito, empresa promotora dos produtos vinculados à imagem do ator, Luis Arnau, o museu será construído na capital mexicana e terá uma réplica do cenário da série “Chaves”.

O local contará também com um dos barris originais, o figurino dos atores, além de fotografias e outros objetos da série mexicana.

Segundo Arnau, o acesso ao público será gratuito e os visitantes poderão conhecer os apartamentos do personagem Seu Madruga e de Quico e dona Florinda.

“Roberto Gómez não queria o museu, pois não acredita que alguém verá sua obra. Nós, no entanto, dissemos para ele que será o contrário”, disse Arnau.