Síndico faz alerta sobre premonição de queda de avião na Avenida Paulista

Proprietários de salas comerciais de edifício em SP receberam comunicado.
Vidente diz que aeronave baterá contra prédio no dia 26 de novembro.

Olivia Florência, no G1

Edifício Barão de Serro Azul, na Av. Paulista, perto do local previsto da queda (foto: Olivia Florência/ G1)
Edifício Barão de Serro Azul, na Av. Paulista, perto do local previsto da queda (foto: Olivia Florência/ G1)

Um comunicado enviado aos condôminos de um prédio comercial na Avenida Paulista, em São Paulo, fez um alerta sobre uma premonição de um acidente aéreo no local na manhã do dia 26 de novembro deste ano.

Segundo suposta previsão do vidente Jucelino Nóbrega da Luz, registrada em um cartório no Centro da capital paulista, um avião partindo do Aeroporto de Congonhas com destino a Brasília (DF) baterá contra um edifício, perto do cruzamento da avenida com a Alameda Campinas, após uma pane.

O Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV), da Aeronáutica,  informou, no entanto, que nenhuma aeronave comercial que decola de Congonhas para Brasília tem como rota sobrevoar a Paulista. Pilotos ouvidos pelo G1 também relataram que, após a decolagem, os aviões seguem para o sul, em rota sentido Interlagos.

O aviso sobre a premonição foi distribuído na terça-feira (18) pelo síndico do Edifício Barão de Serro Azul, Severino Alves de Lima, de 67 anos. Ele disse que tomou a iniciativa de escrever o comunicado para informar funcionários e locatários das salas comerciais do prédio, onde funcionam escritórios e consultórios.

“Quando houve aquele incidente com o avião do Eduardo Campos eu fiquei sabendo que ele tinha previsto uma série de situações. Umas ocorreram e outras não. Eu fui no cartório, peguei uma cópia da carta que ele havia registrado em cartório e guardei. Agora achei conveniente divulgar para os condôminos”, disse o síndico. No aviso, ele deixa ao cuidado de cada um a responsabilidade de liberar ou não os funcionários na data da premonição.

A empresária Paula Baccaro, de 33 anos, tem uma sala no edifício e achou o comunicado engraçado. “Eu tomei conhecimento dessa carta em 2005. Na época eu era analista de sistemas e trabalhava no edifício aqui ao lado, num banco e recebemos a carta no RH do banco e o próprio vidente enviou a carta. Então eu já sabia da existência dessa premonição, mas eu sinceramente não acredito muito, não, mas dou risada”, afirmou.

“Até acontecer ninguém acredita muito. Acho que o síndico enviou um comunicado para se eximir da culpa caso aconteça. Eu não sei se acredito. Eu vou vir trabalhar, afinal é uma quarta-feira [dia 26 de novembro] e eu tenho que vender”, completou a empresária. Já o analista de suporte Bryan Sousa, de 26 anos, não viu o comunicado, mas riu ao tomar conhecimento pelo G1. “Acho que pode causar algum pânico”, afirmou. “Mas claro que eu não acredito e vou vir trabalhar”, completou.

Mesmo o síndico do prédio parece não confiar na premonição e garantiu que não deixará de ir ao trabalho no dia 26. Ele convocará uma reunião para discutir o assunto com funcionários das salas comerciais. “Vou deixar a critério deles, mas eu estarei aqui. Eu virei porque eu sou responsável. É a pergunta que todo condômino me faz: ‘E você?’ Eu estarei aqui”, defendeu Severino Lima.

Mesmo assim, o síndico tem palpites sobre o suposto local da queda do avião. “É [Alameda] Campinas mais direcionado para a Paulista, então acredito que sejam aqueles dois prédios [aponta para a esquina da Alameda Campinas com a Avenida Paulista no sentido Consolação. O Serro Azul está do outro lado da avenida]”, completou.

Comunicado enviado aos condôminos de edifício sobre premonição da queda de avião (foto: Ardilhes Moreira/G1)
Comunicado enviado aos condôminos de edifício sobre premonição da queda de avião (foto: Ardilhes Moreira/G1)

Premonição
O vidente Jucelino Nóbrega da Luz afirmou que registrou no 8º Cartório de Títulos e Documentos de São Paulo, em 24 de outubro de 2014, um documento em que alerta sobre a possibilidade de o voo TAM JJ 3720 Congonhas-Brasília apresentar problemas em uma das turbinas e chocar-se contra um prédio da Avenida Paulista às 9h do dia 26 de novembro de 2014.

Nóbrega da Luz explicou que essa previsão apareceu para ele durante um sonho premonitório em julho de 2005 e disse que desde então envia cartas à companhia sobre o fato. “O avião sairia às 8h30 de Congonhas indo para Brasília. Esse voo tem problemas nas turbinas. Pedimos para a empresa amigavelmente para que se retirasse esse avião e fizesse uma vistoria para localizar o defeito. Foram feitos vários contatos. A empresa respondeu e também tem uma notificação via cartório”, relatou.

Segundo o vidente, pessoas que compraram passagens mostraram para ele cópias do cancelamento do voo. No documento com detalhes da suposta tragédia, ele diz que espera estar errado e pede que sejam tomadas providências imediatas. “O prejuízo maior será esse acidente tornar-se realidade”, afirmou, defendendo que o o cancelamento do voo evitaria a uma “catástrofe”.

O acidente, ainda segundo ele, provocado por pane seria evitável porque não é um fato natural. “Quando a gente fala fato natural é aquele que você não tem como alterar, como um terremoto, um furacão. Um fato destes, como é mecânico, você tem como alterar. Não é uma ficção como mostra um filme de premonição. A morte não vai seguir ninguém. É só naquele dia. Se não acontecer naquele dia, provavelmente não vai acontecer mais”, disse.

A TAM informou em nota que segurança é um valor imprescindível em todas as suas operações e em razão disso, considerou o alerta e permanecerá atenta às operações no período citado.  A TAM informou que realiza manutenções preventivas com regularidade em toda a sua frota e que as operações aéreas da empresa estão certificadas pelas principais autoridades aeronáuticas do mundo, que exigem o cumprimento de rigorosos requisitos de segurança.

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Manifestação pela volta dos militares reúne menos de 100 pessoas na Paulista

Ato foi organizado por entidades com inclinação nacionalista e teve apoio de integrantes da extrema direita.

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Publicado no Último Segundo

Uma manifestação “contra a ditadura comunista” e pela volta dos militares ao poder reuniu menos de 100 pessoas no final da tarde desta quarta-feira (10) na Avenida Paulista. O ato foi organizado por entidades com inclinação nacionalista como Pátria Minha, União de Combate à Corrupção (UCC), Organização de Combate à Corrupção (OCC) e Mexeu com o Brasil Mexeu Comigo contou também com integrantes de grupos de extrema direita como Resistência Nacionalista, Frente Integralista Brasileira e Carecas do ABC.

O integralismo é descrito por historiadores como uma versão brasileira do nazismo. Os Carecas do ABC ganharam notoriedade quando um grupo de 18 integrantes da gangue espancou até a morte o adestrador de cães Edson Neris da Silva, gay, em 2000. Algumas faixas também registravam a presença de ruralistas.

A maioria dos manifestantes era formada por esposas de militares e pessoas com mais de 60 anos. Eles misturaram temas típicos do regime militar como a “Canção do Exército” (Nós somos da pátria guia…) com elementos estéticos das manifestações que levaram milhões de pessoas, na maioria jovens, às ruas do país nas últimas semanas.

Embora muitos deles defendessem a chamada cura gay e se posicionassem contra os direitos civis dos homossexuais, músicas de Cazuza e Renato Russo, ambos gays assumidos, foram usadas para embalar o protesto. Uma dona-de-casa que identificou apenas como Marta, disse que votou em Fernando Collor de Mello em 1989 mas estava com a cara pintada, símbolo do movimento que levou ao impeachment do ex-presidente e atual senador por Alagoas.

Uma faixa que chamava a atenção dizia “Marcha das Famílias contra o comunismo”. Em 1964, as Marchas da Família com Deus pela Liberdade, organizadas pela Sociedade Brasileira de Defesa da Família, Tradição e Propriedade (TFP), deram suporte popular para  o golpe que derrubou o presidente João Goulart e mergulho o Brasil em 20 anos de ditadura.

Alguns eram mais explícitos e pediam a volta dos militares ao poder. “Não é golpe. Queremos uma intervenção militar provisória até a realização de eleições limpas sem urnas eletrônicas fraudadas”, disse uma aposentada que se identificou apenas como Regina.

A última intervenção militar provisória no Brasil durou mais de 20 anos e entrou para os livros de história com o nome de Ditadura Militar. Uma das características dos manifestantes era não revelar o nome completo. Um rapaz que se identificou como André disse fazer parte dos Carecas do ABC. Ele vestia uma jaqueta com o símbolo integralista.

Um dos poucos que teve coragem de dar o nome completo foi o professor de artes Hermiton Costa, que defendeu a volta dos militares ao poder dizendo que a possibilidade está prevista no artigo 142 da Constituição. O texto constitucional, na verdade, diz o contrário, determinando às Forças Armadas o papel de preservar as instituições democráticas do país.

Questionado sobre a contradição, ele chamou um colega, que também não soube explicar o argumento e, por fim, pediu ajuda ao engenheiro aposentado Jorge Barreto, que deu sua versão:

Ricardo Galhardo/iG São Paulo
Ricardo Galhardo/iG São Paulo

“Os militares podem intervir em caso de divisão do território nacional. É o caso da (reserva indígena) Raposa Serra do Sol e outras demarcações de áreas indígenas que tiram do Brasil o direito sobre as riquezas do subsolo daquelas áreas”, disse ele.

Outro manifestante que teve coragem de dizer o nome foi o estudante Rodrigo Dias, de 21 anos, que carregava uma bandeira do império e se dizia monarquista. “Rui Barbosa já diza que o príncipe é criado para amar seu país enquanto os políticos só querem encher os bolsos de dinheiro”, justificou.

A presença de skinheads provocou tensão entre os próprios manifestantes que baixavam o tom de voz para dizer que eram contra o fascismo e a perseguição aos judeus. “Tem que falar baixo porque tem um pessoal aí que pensa o contrário”, disse um estudante.

Ao contrário dos protestos de duas semanas atrás, a manifestação de ontem foi embalada por um trio elétrico cujo aluguel, segundo a empresa responsável, custa R$ 6 mil. O trio tinha uma faixa de apoio dos ruralistas. Líderes do ato disseram que o aluguel foi pago com doações.

O músico Rui Cosmedson, 53 anos, e duas garotas usavam camisetas pretas com uma caveira semelhante à do BOPE e a sigla CCC. Ao contrário do famigerado Comando de Caça aos Comunistas dos anos 60, o novo CCC se intitula Comando de Caça aos Corruptos.

Rui aproveitou para ender por R$ 50 uma camiseta a um integrante dos Carecas do ABC. “Aproveite que na internet custa R$ 59″, disse o músico.

A maior parte das pessoas que passavam pelo vão livre do Masp saindo do trabalho reagiram com indiferença. Outros, incrédulos, tiravam fotos e faziam piadas. “De onde estes caras saíram? Do passado?”, perguntava, às gargalhadas, o arquiteto Julio Bonjardim. Outros ainda reagiam com indignação aos gritos de “fascistas”.

Quando a passeata tentava, com dificuldade, tomar a Avenida Paulista em direção à rua da Consolação, um grupo maior com cerca de 200 pessoas protestava contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e vinha na direção contrária. A intenção era se juntar à manifestação do Masp mas quando viram os cartazes e defesa da volta dos militares, desistiram. “Vou conversar com o pessoal. Não podemos nos misturar com isso”, disse o estudante Vitor Araújo, um dos líderes do Fora Renan.

Alguns representantes dos defensores da volta dos militares ainda tentaram argumentar e arregimentar o grupo mas foram repelidos. “Imagine! Estamos aqui para defender a democracia e somos apartidários. Não temos nada a ver com aquilo ali”, disse o publicitário Alexandre Morgado, que integra o Grupo de Apoio ao Protesto Popular (GAPP), uma turma de voluntários com treinamento em primeiros socorros que tem ajudado voluntariamente na atenção aos feridos nas manifestações.

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“Não quero ser um dos que reclamam a vida a toda e, quando tem a oportunidade de fazer algo, cruza os braços”

marchapaulista

Moisés Lourenço, especial para o Pavablog

7 km é exatamente a extensão do tamanho ‘grupo’ que eu fiz parte na manifestação de ontem (17/6). Um oceano de gente assustador. Nem contei com a Avenida Paulista. Com certeza a TV só ‘contou’ os 2,5 km da Avenida Paulista. Vi coisas impressionantes. Enquanto alguns pichavam agências bancárias, outro grupo de manifestantes chegava com pano e água para limpar. Enquanto um engraçadinho tentava praticar um ato exagerado, os manifestantes o repreendiam.

Esta manifestação que está se espalhando pelo Brasil revela o nível da injustiça, corrupção, descaso e impunidade que explode com fúria e força. Veja bem, eu disse que “explode”, porém, esta explosão precisa virar uma conscientização que molde o caráter político das pessoas, tanto no que tange a esfera partidária, quanto nas reivindicações e interesse pelo debate público. É de suma importância que a causa, ou melhor, as causas, superem o movimento Passe Livre. Que vire uma onda que não passa e que não se desintegra.

Em relação aos que estão definitivamente contra as manifestações e que são do contra mesmo, a despeito dos atos isolados, pontuais e infelizes de vandalismo, me façam um favor: não tenham filhos; vai que seus filhos nasçam medíocres, néscios e covardes como vocês… Temos que tomar cuidados com essas probabilidades de maldição familiar educacional e o BR não quer que essas crianças sejam você amanhã. Essa corja nem classe média é. É tudo pobre que subiu um degrau na vida e se sente indiferente aos anseios de enfrentamento dos problemas do BR ou sofreu lavagem cerebral em seus contextos de trabalho, casa, ambiente religioso ou fotinha com frase de Reinaldo Azevedo, Raquel Sherazade ou Datena.

Toda manifestação, ainda que pacífica, gera transtorno. Ambulâncias ficam paradas, o povo que depende do ônibus ou que utiliza o seu carro, não chega em casa. Por isso, manifestação desse tipo não é a “coisa mais linda do mundo”. Quem dera não precisássemos protestar nas ruas e não gerar transtornos a ninguém. Mas esses Atos públicos são o mal necessário que podem mudar o país. Se vai mudar, eu não sei, mas é o único jeito de tentar mudar. Eu não quero ser um desses que reclamam a vida a toda e quando tem a oportunidade de fazer algo, cruza os braços e ainda se volta contra. Isso se chama “ativismo da covardia”, onde eu faço apologia à covardia com bravura e com pseudo senso crítico.

Que estejamos juntos na tragédia com solidariedade e ação. Que estejamos juntos nas manifestações com conscientização e perseverança. Que estejamos juntos no respeito ao próximo como práxis individual e verdadeira.

Um “pedala Robinho” para você.

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20 centavos e o preço das manifestações

Foto: Rafael Lira
Foto: Rafael Lira

Isaac Palma, no Blog do Fale

Invariavelmente, não foram os 20 centavos que nos levaram as ruas de São Paulo, apesar de existirem razões cabíveis para protestar por esses 20 centavos. Definitivamente não são apenas os valores das passagens que tem levado pessoas as ruas, não só em São Paulo, mas em várias cidades do Brasil. Existe algo simbólico em todo levante popular, não significa que o que o Estado fez nunca foi feito, mas que chegou ao nível de ser intolerável, não saímos as ruas por esse último aumento, mas por todos os que tiveram até agora e em um tipo de esperança de que eles não sejam mais uma realidade entre nós, graças a uma indignação constante.

Existe uma distância astronômica, para aqueles que foram as ruas por esses dias pedir pela redução do valor da passagem, entre o valor anterior e esse que o Estado nos presenteou. Se enganam aqueles que acham que esses protestos são sobre transporte público ou mobilidade urbana, eles passam inevitavelmente por isso, mas não são sobre isso. Existe um tanto de revolta não só com o Estado, mas também com toda a Sociedade, e isso obviamente nos inclui, não estamos ali somente pelo que está posto agora, estamos também por todas as nossas omissões anteriores. Estamos ali porque não aguentamos mais ficar parados dizendo que ninguém faz nada, ou que os políticos são corruptos e nada pode mudar isto.

Isaac (esquerda) e Rafael  - Falantes marcando presença nas manifestações. (Foto: Rafael Lira)
Isaac (esquerda) e Rafael – Falantes marcando presença nas
manifestações. (Foto: Rafael Lira)

Entre a Avenida Paulista e a Consolação, nos poucos centímetros quetransformam uma em outra, pisei em 2013 como se pisasse em meados das décadas de 80, época em que os sonhos não descansavam, e que sonhar não era só possível como era necessário. Era como se num lapso de tempo pudesse viver aqueles anos que não vivi como ser humano mas inevitavelmente vivi como Brasileiro. Abandonar nossas distopias cotidianas talvez ainda nos leve tempo, trocar por velhas e (por que não?) novas utopias nos custe esforços que não estamos ainda dispostos. Ver aqueles sonhos de uma nação mais justa serem transformados em ensaios tecnocratas de mentiras mal contadas, talvez tenha sido um baque por demais doloroso em nós, e por isso esse silencio sepulcral, talvez por isso nossas omissões anteriores.

Recordo-me que a mesma cena se repete diversas vezes na história, como o estopim de uma coisa aparentemente insignificante pode se transformar num levante que muda os rumos de países, cidades ou bairros. Relembro a história do Cristo indignado, com os exploradores do povo, dos profetas que não quiseram nem puderam se calar com a hipocrisia daqueles que exploravam os oprimidos. Me identifico com esses sonhadores que vislumbraram outro mundo sobre os escombros daquele que estava a sua frente.

Por fim não podemos ser ingênuos a ponto de acreditar que mudaremos o Brasil de uma hora pra outra, ou que todos temos o mesmo sentimento, que todos os que foram as ruas acreditam nas mesmas coisas, esses movimentos aglutinam forças opostas dentro de si, e isso deve ser ressaltado, mas é justamente na contradição que emana a beleza dessa luta, somos sim contraditórios e múltiplos: plurais. Existem brigas e divisões, mas em comum decidimos Sonhar.

*Isaac Palma é articulador da Rede FALE SP e escreveu esse texto reflexivo a partir da experiência na marcha acontecida no dia 11/06/2013, que uniu mais de 10 mil pessoas nas ruas de São Paulo.

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Integrantes do Femen mostraram os seios a pastores durante protesto hoje em SP

Tropa de Choque da Polícia Militar entra em confronto com manifestantes na rua do Carmo, na Sé, durante protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo (foto: Juca Varella/Folhapress)
Tropa de Choque da Polícia Militar entra em confronto com manifestantes na rua do Carmo, na Sé, durante protesto contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo (foto: Juca Varella/Folhapress)

título original: Manifestantes entram em confronto com a PM no 3º protesto contra a alta na tarifa de ônibus em SP

Publicado no Estadão Urgente

20h23 -Integrantes do movimento feminista Femen mostraram os seios a pastores ao passar pela Rua Conde de Sarzedas, conhecida por reunir diversas igrejas evangélicas. Os religiosos  pararam o culto para ver  a manifestação e foram surpreendidos pelas ativistas. A segunda parte dos manifestantes segue para a Avenida Paulista pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio. A Paulista foi palco de diversos conflitos e atos de vandalismo nos demais protestos.

20h08 – Depois de sentarem-se na Praça da Sé, uma das frentes da marcha decidiu retornar para a Avenida Paulista. O grupo está bastante reduzido em relação ao bloco inicial.  A Tropa de Choque  investiu novamente contra os manifestantes para dispersar os participantes. A situação é bastante tensa. Na Rua Senador Feijó, manisfestantes fazem barricadas ateando fogo em lixo. Uma agência do Bradesco foi depredada. O comércio local fechou as portas.

Agência do banco Bradesco na rua Tabatinguera, no centro da capital paulista, destruída durante protesto contra o aumento da tarifa de ônibus para R$3,20 (foto: Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo)
Agência do banco Bradesco na rua Tabatinguera, no centro da capital paulista, destruída durante protesto contra o aumento da tarifa de ônibus para R$3,20 (foto: Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

dica do Fabio Martelozzo Mendes

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