Vinte anos após sua morte, Senna é o maior ídolo do esporte, diz Datafolha

Ayrton Senna durante a temporada de 1989, em que corria pela McLaren (foto: Pascal Rondeau/Allsport/Getty Images)
Ayrton Senna durante a temporada de 1989, em que corria pela McLaren (foto: Pascal Rondeau/Allsport/Getty Images)

Publicado na Folha de S.Paulo

Nem Pelé nem Neymar.

Para 47% dos paulistanos, o maior ídolo esportivo é o tricampeão de F-1 Ayrton Senna, cuja morte completa hoje 20 anos. É o que aponta pesquisa do Datafolha.

O ídolo internacional, que morreu em um acidente no GP de San Marino, em Imola, supera heróis do esporte de várias gerações.

Além de Pelé (23%) e Neymar (2%), ficou à frente de Ronaldo (2%), Garrincha (2%), Oscar (1%), Zico (1%), Sócrates (1%), Rogério Ceni (1%) e Romário (1%).

Senna destacou-se entre os mais escolarizados (56%) e entre os mais ricos (61%).

A opção pelo piloto foi mais forte também entre aqueles que acompanharam o auge de sua carreira quando eram jovens.

Na faixa dos 35 a 44 anos, 58% dos entrevistados indicaram o piloto, enquanto Pelé teve a preferência de apenas 17% dos paulistanos.

A pesquisa foi realizada com 798 entrevistados, no município de São Paulo, no último dia 7.

Popular entre jovens

O piloto foi bem lembrado, inclusive, por jovens, ou seja, gente que não acompanhou as suas provas nas manhãs do domingo.

Entre as pessoas com idade entre 25 e 34 anos, Senna obteve 51%, enquanto Pelé ficou com 19%.

Já na faixa dos 16 aos 24 anos, o piloto (34%) empata, tecnicamente, com o “Rei do Futebol” (31%), já que a margem de erro máxima da pesquisa é de 4 pontos percentuais para mais ou menos.

É um reflexo da importância do piloto, mas não só.

De acordo com Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, a popularidade de Senna entre os mais jovens pode ser atribuída também à eficiência do trabalho mantido em torno de sua imagem, que inclui campanhas do Instituto Ayrton Senna, homenagens realizadas por parceiros e produtos ligados ao piloto.

Nenhum outro desportista lembrado conseguiu atingir a marca dos dois dígitos na preferência dos pesquisados.

“Senna atingiu um caráter mítico”, afirma Paulino. “Contribuiu o fato de ter morrido ainda em atividade, durante uma transmissão ao vivo, no dia 1º de maio.”

De acordo com o diretor-geral do Datafolha, trata-se ainda de uma questão geracional: mais gente viu Senna em atividade do que Pelé.

“Na época de Senna, já havia mais transmissões ao vivo do que na era de Pelé, quando a mídia não era assim tão desenvolvida”, diz.

O domínio de Senna independe do grau de escolaridade ou da renda familiar mensal dos entrevistados. Supera Pelé em todos os cenários.

HOMENAGENS

Fãs e familiares do piloto que morreu aos 34 anos participaram ontem de uma missa em Imola, cidade que receberá até domingo eventos em tributo ao brasileiro.

Estiveram na cerimônia familiares do piloto Roland Ratzenberger, que morreu nos treinos para o GP de San Marino um dia antes de Senna.

Um busto do piloto brasileiro foi inaugurado no circuito, onde há vários anos não são realizadas provas de F-1.

Carros antigos e fotos estão sendo exibidos. Palestras que mostrarão desde a carreira de Senna até a evolução da segurança na F-1 serão dadas.

Os fãs que forem até Imola terão ainda a oportunidade de testar simuladores de corrida, participar de competições de pit stop, andar de kart e brincar com carros controlados por controle remoto.

Já em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, uma exposição itinerante sobre a sua vida será inaugurada hoje. Os organizadores planejam levá-la a várias regiões do Brasil.

Haverá campanhas do Instituto Ayrton Senna, mantido por Viviane, sua irmã, e lançamentos de produtos alusivos à sua imagem. As ações incluirão, no próximo dia 17, uma noite em Mônaco, com as presenças de Viviane e de Bruno Senna.

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As 10 fotografias brasileiras mais famosas de todos os tempos

Publicado na Revista Bula

Para se chegar ao resul­tado fiz uma compilação de exposições, reportagens, listas publicadas por sites especializados em fotografia, es­por­tes, cultura pop, política e história. O objetivo de minha pesquisa era identificar quais são as 10 fotografias brasileiras mais famosas de todos os tempos. Participaram do levantamento as publicações: “Uni­verso Online”, “Arquivo Pú­blico do Estado de São Paulo”, “Folha de S. Paulo”, “O Es­tado de S. Paulo”, revista “Placar” revista “Isto é”, revista “Veja”, “Jornal do Brasil”, “O Globo”, “World’s Famous Photos”, “Al Fotto”, “Images e Visions”. Eis, em ordem classificatória, as 10 fotografias selecionadas baseadas nas pu­blicações pesquisadas.

1 — O coração do Rei (1970)

11

Fotografia feita em 30 de setembro de 1970, durante o jogo Brasil 2 x México 1, no estádio do Maracanã, Rio de Janeiro. Na imagem, o suor na camiseta de Pelé forma desenho de um coração. A versão que a foto teria sido simulada já foi desmentida dezenas de vezes. “Ainda hoje há quem me pergunte se não foi Photoshop, sempre tenho de explicar que isso nem existia naquela época”, afirma Luiz Paulo Machado. Fotografia: Luiz Paulo Machado.

2 — A piscada de Ayrton Senna (1989)

21

Fotografia feita em 26 de março de 1989, durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, no Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Na fotografia, Ayrton Senna pisca o olho para o chefe de equipe da McLaren, Ron Dennis, sinalizando que estava pronto para correr. Fotografia: Evandro Teixeira.

3 — Serra Pelada gold mine (1986)

31

Fotografia feita em abril de 1986, no garimpo de Serra Pelada, no sul do Estado do Pará. Serra Pelada se tornou mundialmente conhecida por ter abrigado a maior corrida do ouro da era moderna, onde foram extraídas, oficialmente, 30 toneladas de ouro. Fotografia: Sebastião Salgado.

4 — A garota de Ipanema (1960)

41

Fotografia feita em março de em 1960 pelo fotógrafo francês Milan Alram, na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, a garota da foto, Eneida Menezes Paes Pinto Pinheiro (Helô Pinheiro), seria imortalizada por Vinícius de Moraes e Tom Jobim na canção “Garota de Ipanema”, uma das músicas mais executadas no mundo. Fotografia: Milan Alram.

5 — O suicídio de Vladimir Herzog (1975)

51

A fotografia, que tornou-se um símbolo da repressão promovida pela ditadura militar, foi feita em 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo. Na fotografia, o jornalista Vladimir Herzog é encontrado enforcado com um cinto. Mais de três décadas depois, o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira, autor do registro, afirmou, em entrevista a “Folha de S. Paulo”, ter sido usado pela ditadura para forjar uma cena de suicídio. Fotografia: Silvaldo Leung Vieira.

61

Fotografia feita em 15 de agosto de 1971 na ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. A imagem de Leila Diniz de biquíni — grávida de seis meses — escandalizou o Brasil e virou um clássico da iconografia feminina no país. A fotografia, na ocasião, despertou a ira dos conservadores. Fotografia: Joel Maia.

71

Fotografia feita em 5 de julho de 1982, no estádio Sarriá, em Barcelona, Espanha. Paulo Roberto Falcão comemora o gol de empate contra a Itália, na Copa do Mundo de 1982. A seleção brasileira, considerada uma das melhores da história das copas e favorita ao título, acabaria sendo desclassificada por 3 x 2. O jogo ficou conhecido como o Massacre do Sarriá. Fotografia: J.B. Scalco.

81

Fotografia feita em fevereiro de 1970, na cidade do Rio de Janeiro, onde Janis Joplin passou 10 dias acompanhada pelo pelo fotógrafo Ricky Ferreira e pelo cantor Serguei. “Creio que a viagem ao Brasil não foi uma boa experiência para ela. Foi muito maltratada. Acho que eles pensavam que a superstar Janis Joplin era mais uma das belezas do cenário hollywoodiano”, afirma o fotógrafo. Fotografia: Ricky Ferreira.

9 — JK e a inauguração de Brasília (1960)

Gervasio Batista (fotografo) Palacio do Planalto

Fotografia feita em 21 de abril de 1960. Gervásio Baptista, repórter fotográfico da revista “Manchete”, tinha ido a Brasília com a missão de fazer a foto de uma edição especial sobre a inauguração da nova capital. A fotografia, na subida da rampa do Palácio do Planalto, com Juscelino Kubitschek acenando com a cartola correu o mundo e virou um dos símbolos da cidade. Fotografia: Gervásio Baptista.

10 — Passeata dos Cem Mil (1968)

101

Fotografia foi feita em de 26 de junho de 1968, na cidade do Rio de Janeiro, durante uma manifestação popular de protesto contra a ditadura militar, organizada pelo movimento estudantil e que contou com a participação de artistas, intelectuais e setores da sociedade brasileira. Fotografia: Evandro Teixeira.

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As 10 fotografias brasileiras mais famosas de todos os tempos: a lista das listas

Carlos Willian Leite, no Bula Revista

Para se chegar ao resultado fiz uma compilação de exposições, reportagens, listas publicadas por sites especializados em fotografia, es­por­tes, cultura pop, política e história. O objetivo de minha pesquisa era identificar quais são as 10 fotografias brasileiras mais famosas de todos os tempos. Participaram do levantamento as publicações: “Uni­verso Online”, “Arquivo Pú­blico do Estado de São Paulo”, “Folha de S. Paulo”, “O Es­tado de S. Paulo”, revista “Placar” revista “Isto é”, revista “Veja”, “Jornal do Brasil”, “O Globo”, “World’s Famous Photos”, “Al Fotto”, “Images e Visions”. Abaixo, em ordem classificatória, as 10 fotografias selecionadas baseadas nas pu­blicações pesquisadas.

1 — O coração do Rei (1970)

Fotografia feita em 30 de setembro de 1970, durante o jogo Brasil 2 x México 1, no estádio do Maracanã, Rio de Janeiro. Na imagem, o suor na camiseta de Pelé forma desenho de um coração. A versão que a foto teria sido simulada já foi desmentida dezenas de vezes. “Ainda hoje há quem me pergunte se não foi Photoshop, sempre tenho de explicar que isso nem existia naquela época”, afirma Luiz Paulo Machado. Fotografia: Luiz Paulo Machado.

2 — A piscada de Ayrton Senna (1989)

Fotografia feita em 26 de março de 1989, durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, no Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Na fotografia, Ayrton Senna pisca o olho para o chefe de equipe da McLaren, Ron Dennis, sinalizando que estava pronto para correr.Fotografia: Evandro Teixeira.

3 — Serra Pelada gold mine (1986)

Fotografia feita em abril de 1986, no garimpo de Serra Pelada, no sul do Estado do Pará. Serra Pelada se tornou mundialmente conhecida por ter abrigado a maior corrida do ouro da era moderna, onde foram extraídas, oficialmente, 30 toneladas de ouro. Fotografia: Sebastião Salgado.

4 — A garota de Ipanema (1960)

Fotografia feita em março de em 1960 pelo fotógrafo francês Milan Alram, na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, a garota da foto, Eneida Menezes Paes Pinto Pinheiro (Helô Pinheiro), seria imortalizada por Vinícius de Moraes e Tom Jobim na canção “Garota de Ipanema”, uma das músicas mais executadas no mundo. Fotografia: Milan Alram.

5 — O suicídio de Vladimir Herzog (1975)

A fotografia, que tornou-se um símbolo da repressão promovida pela ditadura militar, foi feita em 25 de outubro de 1975 nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna), em São Paulo. Na fotografia, o jornalista Vladimir Herzog é encontrado enforcado com um cinto. Mais de três décadas depois, o fotógrafo Silvaldo Leung Vieira, autor do registro, afirmou, em entrevista a “Folha de S. Paulo”, ter sido usado pela ditadura para forjar uma cena de suicídio. Fotografia: Silvaldo Leung Vieira.

6 — Leila Diniz grávida na praia (1971)

Fotografia feita em 15 de agosto de 1971 na ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. A imagem de Leila Diniz de biquíni — grávida de seis meses — escandalizou o Brasil e virou um clássico da iconografia feminina no país. A fotografia, na ocasião, despertou a ira dos conservadores.Fotografia: Joel Maia.

7 — Falcão comemorando o empate contra a Itália (1982)

Fotografia feita em 5 de julho de 1982, no estádio Sarriá, em Barcelona, Espanha. Paulo Roberto Falcão comemora o gol de empate contra a Itália, na Copa do Mundo de 1982. A seleção brasileira, considerada uma das melhores da história das copas e favorita ao título, acabaria sendo desclassificada por 3 x 2. O jogo ficou conhecido como o Massacre do Sarriá.Fotografia: J.B. Scalco.

8 — Janis Joplin no Rio (1970)

Fotografia feita em fevereiro de 1970, na cidade do Rio de Janeiro, onde Janis Joplin passou 10 dias acompanhada pelo pelo fotógrafo Ricky Ferreira e pelo cantor Serguei. “Creio que a viagem ao Brasil não foi uma boa experiência para ela. Foi muito maltratada. Acho que eles pensavam que a superstar Janis Joplin era mais uma das belezas do cenário hollywoodiano”, afirma o fotógrafo. Fotografia: Ricky Ferreira.

9 — JK e a inauguração de Brasília (1960)

Fotografia feita em 21 de abril de 1960. Gervásio Baptista, repórter fotográfico da revista “Manchete”, tinha ido a Brasília com a missão de fazer a foto de uma edição especial sobre a inauguração da nova capital. A fotografia, na subida da rampa do Palácio do Planalto, com Juscelino Kubitschek acenando com a cartola correu o mundo e virou um dos símbolos da cidade. Fotografia: Gervásio Baptista.

10 — Passeata dos Cem Mil (1968)

Fotografia foi feita em de 26 de junho de 1968, na cidade do Rio de Janeiro, durante uma manifestação popular de protesto contra a ditadura militar, organizada pelo movimento estudantil e que contou com a participação de artistas, intelectuais e setores da sociedade brasileira. Fotografia: Evandro Teixeira.

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Galvão Bueno narra o fim do Mundo

Publicado originalmente no Virgula

O dia mais esperado de 2012, ao menos para boa parte da população está chegando. A dúvida se o mundo acabará mesmo nesta sexta-feira (21) ou não aflige alguns, outros preferem ignorar. Mas, têm pessoas que preferem se divertir com a situação.

Pensando nisso, um usuário resolveu montar um clipe do fim do mundo. Nada melhor que Galvão Bueno para narrar este evento.

Com o grito de “acabou” da Copa de 1994, quando o Brasil foi tetracampeão do mundo, e a famosa trilha sonora da vitória de Ayrton Senna, o trailer narra o fim do mundo.

dica do Rogério Moreira

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