O que Dilma faz com Marina é desonesto

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título original: PT faz justiça ao ‘PIG’

Fernando Canzian, na Folha de S.Paulo

É maravilhoso assistir ao horário eleitoral gratuito do PT e lembrar de como o partido reclamava das “mentiras” do que chama de imprensa golpista –ou “PIG” (Partido da Imprensa Golpista).

O que Dilma Rousseff e sua campanha vêm fazendo contra Marina Silva é desonesto, algo de que a presidente e sua biografia deveriam se envergonhar.

A peça publicitária em que uma família vê a comida desaparecer do prato caso Marina adote a autonomia do Banco Central é espantosa. Não só pelo fato de sob Lula e Dilma os bancos terem tido os maiores lucros da história e a inflação ter voltado com força no atual governo.

Mas, pela reprodução da campanha do medo que o próprio PT sofreu e se ressentia cobrando ética na política. O que não fazem poder, cargos e milhares pendurados em um governo.

Azar da maioria democrática e ignorante que engole permissividades do sistema eleitoral.

Já a força do “PIG” teve seu auge durante as acusações e processo do mensalão. Pilhas de documentos e centenas de horas de julgamento condenaram a cúpula do partido.

Agora, o PT está emaranhado novamente em acusações envolvendo a Petrobras. Seria a volta do “PIG”?

A pergunta que cabe é se Marina Silva faria algo diferente de PSDB e PT se tivesse mais tempo na TV e estrutura além da sua atual “caravana holiday” eleitoral. Dificilmente. O problema é estrutural.

O Brasil voltou a ser uma das maiores democracias do mundo já há 25 anos, com eleições a cada biênio. Neste ano, R$ 6 bilhões, a maior fatia com pessoal, serão gastos pela Justiça Eleitoral com todo o processo.

Temos de conviver com propaganda enganosa?

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Bispo Edir Macedo, agora, é banqueiro

Macedo foi classificado pelo BC como investidor estrangeiro.

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Publicado no Correio Braziliense

Sem explicações convincentes, o Banco Central pediu e a presidente Dilma Rousseff autorizou o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, a comprar 49% do capital do Banco Renner, com sede no Rio Grande do Sul. Seria uma operação corriqueira não fossem dois pontos: Macedo foi classificado pelo BC como investidor estrangeiro, mesmo tendo nascido no Brasil, e o bispo não reúne os atributos necessários exigidos pela autoridade monetária para operar no mercado financeiro, entre eles, habilitação técnica. Nunca se soube que Macedo tenha atuado em um banco, corretora ou distribuidora de valores.

A dificuldade do BC em justificar a operação é enorme. Tanto que se limitou a responder o questionamento do Correio por meio de uma nota lacônica. “A participação no capital de instituição financeira nacional de pessoas físicas (brasileiras ou não) ou jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior depende de reconhecimento de interesse do governo brasileiro, se ausentes acordos internacionais ou de reciprocidade”, assinalou. Para o BC, essas palavras, carregadas de tecnicismo, são suficientes para esclarecer quaisquer dúvidas.

Dica do Guilherme R. Basilio

 

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Decisão provisória da Justiça mantém frase “Deus seja louvado” nas cédulas

Publicado originalmente na Época

A primeira decisão da Justiça rejeitou a retirada da frase “Deus seja louvado” das cédulas de real. O pedido foi feito neste mês pelo Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, que alegou que o Estado brasileiro é laico e deve respeitar religiões minoritárias.

A decisão, da 7ª Vara Federal Cível de São Paulo, é provisória e pode ser revogada ou modificada. Nela, a juíza federal Diana Brunstein disse que não encontrou oposição à grafia da frase nas notas. “De fato, não foi consultada nenhuma instituição laica ou religiosa não cristã que manifestasse indignação perante as inscrições da cédula e não há notícia de nenhuma outra representação perante o Ministério Público neste sentido”, diz no texto.

Ela apontou falta de provas do desrespeito a minorias. “Entendo este fato relevante na medida em que a alegação de afronta à liberdade religiosa não veio acompanhada de dados concretos, colhidos junto à sociedade, que denotassem um incômodo com a expressão ‘Deus’ no papel-moeda”, afirma.

Para Diana Brunstein, a menção de Deus nas cédulas “não parece ser um direcionamento estatal na vida do indivíduo que o obrigue a adotar ou não determinada crença”. Na argumentação, ela cita ainda feriados religiosos e outras manifestações amplamente aceitas.

Ouvida na fase de inquérito, a União defendeu a legalidade da expressão. O Banco Central, responsável pelo desenho das notas, também afirmou que as características delas não violam princípios constituições do Estado laico e da liberdade religiosa.

Entenda o caso

A inclusão da frase “Deus seja louvado” foi feita em 1986, por determinação direta do então presidente da República, José Sarney. Em 1994, com o Plano Real, o texto foi mantido pelo ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso.

Neste mês, o procurador regional dos direitos do cidadão Jefferson Aparecido Dias, do MPF, entrou com ação pública pedindo que o Banco Central e União retirassem o texto das notas em um prazo de 120 dias. Ele defendeu a medida como forma de proteger a “liberdade religiosa de todos os cidadãos”, já que nenhuma lei permite a manifestação religiosa por parte do Estado. “Imaginemos a cédula de real com as seguintes expressões: ‘Alá seja louvado’, ‘Buda seja louvado’, ‘Salve Oxossi’, ‘Salve Lord Ganesha’, ‘Deus não existe’. Com certeza cristalina haveria agitação na sociedade brasileira em razão do constrangimento sofrido pelos cidadãos crentes em Deus”, afirma Dias na ação.

Logo após a divulgação da ação, Sarney (PMDB-AP), atual presidente do Senado, reagiu à proposta. “Eu tenho pena do homem que na face da Terra não acredita em Deus”, disse o senador. Sarney defendeu ainda que, ao contrário do que querem os procuradores, é necessário ter consciência da gratidão a Deus. “Eu acho que é uma falta do que fazer porque, na realidade, precisamos cada vez mais ter a consciência da nossa gratidão a Deus por tudo o que ele fez por todos nós, humanos, e pela criação do universo. Nós não podemos jamais perder o dado espiritual”, afirmou.

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Santa Ceia segundo gamers

Título original: Ceia dos Jogos

Publicado no Retina Desgastada

Segundo coluna publicada na Revista Época, a campanha de marketing da grife Cavalera está enfrentando resistência por fazer uma citação ao quadro A Santa Ceia:

A ideia era reunir os doze personagens que o diretor criativo Alberto Hiar elencou como inspirações para o Verão 2013 da Cavalera. Nomes como Fernanda Young, Emicida, Regina Guerreiro e Pitty posaram em um cenário semelhante a famosa Santa Ceia e estamparam diversos veículos. Mas a iniciativa acabou provocando alguns católicos mais fervorosos, como Paul Medeiros Krause, procurador do Banco Central em Belo Horizonte. Ele enviou um e-mail para a marca indignado e solicitando o cancelamento imediato da campanha. A história foi parar no CONAR, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, que declarou a imagem sem nenhuma apelação provocativa. “Tenho muito medo desse radicalismo religioso. Namastê para todos vocês”, disse Alberto ao saber da decisão da entidade.

A Cavalera não está fazendo nada que já não tenha sido feito antes na cultura pop: Lost, Battlestar Galactica, Os Mercenários, House, Os Sopranos, Guerra nas Estrelas… e, por favor, não me façam apontar para a versão zumbi! O mundo dos jogos naturalmente não poderia ficar de fora da citação:

 autor desconhecido (via Reddit)

 por J4N3M3 (via DeviantArt)

 autor desconhecido (certamente usando o Garry’s Mod)

 autor desconhecido

 por EvGen1us

 por enixtm

 autor desconhecido (indicação do @gamesfoda)

 por dnobody (via DeviantArt)

E agora, senhor Krause?

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Campanha da Cavalera provoca polêmica e marca sofre ameaça

A polêmica campanha da marca/ Foto: reprodução
A polêmica campanha da marca/ Foto: reprodução

Publicado originalmente por Bruno Astuto na Época

A ideia era reunir os doze personagens que o diretor criativo Alberto Hiar elencou como inspirações para o Verão 2013 da Cavalera. Nomes como Fernanda Young, Emicida, Regina Guerreiro e Pitty posaram em um cenário semelhante a famosa Santa Ceia e estamparam diversos veículos.

Mas a iniciativa acabou provocando alguns católicos mais fervorosos, como Paul Medeiros Krause, procurador do Banco Central em Belo Horizonte. Ele enviou um e-mail para a marca indignado e solicitando o cancelamento imediato da campanha.

A história foi parar no CONAR, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, que declarou a imagem sem nenhuma apelação provocativa. “Tenho muito medo desse radicalismo religioso. Namastê para todos vocês”, disse Alberto ao saber da decisão da entidade.

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