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Bruna Marquezine frequenta grupo de jovens evangélicos

Entidade é ligada à Igreja Batista

foto: Agnews

foto: Agnews

Publicado no MSN Entretenimento

Quem vê as cenas quentes de Bruna Marquezine na TV, ou a bela gravando com pequeninos biquínis na praia, nem pode imaginar que a atriz agora tem uma atividade mais conservadora.

Há quatro meses Bruna frequenta um grupo de jovens evangélicos do ministério Soul da Esperança. A entidade é ligada à Igreja Batista, de acordo com a revista “Veja”.

Vale lembrar que o ex-namorado da atriz, o jogador Neymar, é evangélico e frequenta também a Igreja Batista há anos. Inclusive, quando namoravam, o atacante do Barcelona chegou a levar Bruna aos cultos.

A atividade espiritual não tem impedido Bruna de abusar de sua sensualidade nas cenas como Luiza, na novela “Em Família”. O fato foi elogiado pelo autor Manoel Carlos.

“Bruna tem um despudor para representar só visto nas grandes atrizes. Além de uma beleza e um frescor incontestáveis”, afirmou.

Marina Silva, a ~conservadora~

O "ato" da Rede no evento gospel.

O “ato” da Rede no evento gospel.

Sérgio Pavarini

Na última quarta-feira foi publicado no blog do Fernando Rodrigues um texto intitulado “Rede, de Marina, coleta assinaturas em passeata anti-gay“.

Assinada por Bruno Lupion, a pretensa reportagem informava que o “o partido de Marina Silva, Rede Sustentabilidade, aproveitou a multidão reunida em ato evangélico para coletar assinaturas”. O texto mencionava a participação de Malafaia, Feliciano e Bolsonaro no evento, além das aspas de um jovem evangélico “que mostrava discurso afinado contra o projeto que criminaliza a homofobia”. Somente no último parágrafo apareceu o desmentido da assessoria da Rede afirmando que não organizou a tal coleta.

Escaldado com a lambança recente de um jornal sobre a palestra de Marina Silva no Recife, me chamou a atenção que a foto e o texto mostravam apenas UM militante. Mesmo assim, o post recebeu + de 5 mil curtidas e ~inspirou~ outro texto no Estado de Minas, na mesma vibe do outro.

Hoje voltei ao post e, surpresa, o militante fotografado registrou alguns esclarecimentos na área de comentários: “Meu ato foi individual! Desconheço as lideranças dessa macha! (…) O blogueiro Bruno Lupion, responsável pela matéria agiu de má fé ao escrever comentários maliciosos e mentirosos. Em nenhum momento conversei c/ esse cidadão mal intencionado”. Em outro comentário, ele finaliza: “se fiz algo de errado, peço desculpas aos integrantes da #rede”.

Há algum tempo a ombudsman da Folha de S.Paulo, Suzana Singer, colocou o dedo na ferida: “Não há dúvida de que existe na grande imprensa brasileira uma visão estereotipada e preconceituosa dos evangélicos”. #bingo

Forçar a barra para tentar rotular Marina e a Rede como megaconservadores não é exatamente bom exercício de jornalismo. Há inúmeros cristãos que não compactuam com a liderança personalista, interesseira e, sim, anticristã, de alguns personagens citados na matéria. O mesmo senso crítico usado para analisar as bobagens mensagens proferidas por eles nos púlpitos (e fora deles) também é usado para perscrutar cada linha e, principalmente, as entrelinhas.

PS: De manhã recebi a foto abaixo, postada no Flickr da Rede. Será tema de post no nobilíssimo blog do Fernando Rodrigues?

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dica do Sidnei Carvalho de Souza

Fugitivo que deixou bilhete irônico em delegacia baiana é preso curtindo folia

Presos fugiram e deixaram bilhete para a polícia da BA (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias)

Presos fugiram e deixaram bilhete para a polícia da
BA (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias)

Polícia informa que ele foi reconhecido assistindo carnaval em Salvador. Secretaria de Segurança registrou 815 ocorrências na folia até o momento.

Publicado originalmente no G1

Um fugitivo que deixou um bilhete ironizando o isolamento dos presos da delegacia de Brumado, na região sudoeste da Bahia, foi reconhecido e preso pela polícia em pleno carnaval de Salvador. A prisão foi deflagrada no circuito Dodô, entre a Barra e a Ondina, na festa do domingo (10).

Segundo as informações da polícia, o rapaz curtia o carnaval quando foi reconhecido por policiais que faziam a segurança da folia. Ele foi encaminhado à Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes,  onde ficará à disposição da Justiça.

815 ocorrências
Segundo as informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), entre quinta-feira (7) e 7h de segunda-feira (11), foram presas em flagrante 97 pessoas durante o carnaval. Segundo a SSP-BA, os flagrantes aumentaram 136% em relação ao ano passado, quando foram realizadas 41. Além disso, a polícia apreendeu 18 armas brancas. No total, 576 pessoas foram conduzidas à delegacia até segunda-feira, contra 233 em 2012, representando aumento de 158%, de acordo com dados da SSP.

A SSP computou, ainda, um homicídio, duas tentativas de homicídio e uma lesão corporal com morte durante o carnaval. Foram 163 lesões corporais, 579 furtos e 65 roubos, totalizando 815 ocorrências até o momento, segundo que a maior parte, 633, foram registradas entre a Barra e a Ondina, trajeto que forma o circuito Dodô. Mais 170 casos de violência foram registrados no Centro e outros 12 no Pelourinho. Deste total, quase 300 ocorrências são dos dois primeiros dias de carnaval.

Fuga
Quatorze presos fugiram da delegacia de Brumado no dia 11 de dezembro de 2011. Os homens serraram uma das celas, arrombaram cadeados e abriram um buraco em uma das paredes com o auxílio de uma barra de ferro, quando pularam um muro e conseguiram fugir, informou a delegacia.

Na saída, eles deixaram um bilhete pedindo que as celas sejam reforçadas na unidade. “Isso é para que se veja o que passamos aqui com esses presos. Fazemos o concurso para policial, mas trabalhamos como agentes de carceragem”, desabafou um dos policiais, que preferiu não ser identificado. A delegacia tem quatro celas e capacidade para 16 homens, mas 35 detentos estavam custodiados no local no momento da fuga.

Polícia fez diligências à procura dos foragidos (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias)

Polícia fez diligências à procura dos foragidos (Foto: Lay Amorim/Brumado Notícias)

Família abre campanha no facebook para acusar concessionária de preconceito racial

Priscilla Celeste administra comunidade no Facebook feita em protesto após filho ter sofrido discriminação racial em concessionária da Barra Foto: Domingos Peixoto / O Globo

Elenilce Bottari, no O Globo

“Essa loja não gosta de crianças, mãe?” A pergunta, feita por um menino negro de apenas 7 anos, comoveu os pais, Priscilla Celeste e Ronald Munk, que, atônitos, assistiram a um vendedor expulsar seu filho de dentro de uma concessionária BMW, na Barra. O vendedor “desavisado” não sabia que a criança era o filho do casal de cor branca, que entrara ali para comprar um carro maior para a família. Numa reação ao que consideraram um ato de racismo, os pais lançaram a campanha no Facebook “Preconceito racial não é mal entendido”, que em poucos dias conseguiu apoio de mais de dez mil internautas. Eles querem que a concessionária faça uma retratação pública e que se comprometa a criar procedimentos que possam evitar os “impulsos” de funcionários que ainda tenham o preconceito racial enraizado em suas reações.

O caso ocorreu no dia 12 passado, na concessionária Autokraft, na Barra, Zona Oeste do Rio. Pais de cinco filhos, eles foram à loja acompanhados do caçula, de 7 anos, que é adotado, em busca de um automóvel novo para família.

— Nós éramos clientes dessa loja, mas o vendedor que conhecemos não estava. Então veio esse gerente de vendas. Enquanto olhávamos um carro, nosso filho se sentou em uma poltrona e ficou vendo TV. Quando ele voltou para o lado do pai, o homem que nos atendia virou para a criança e disse: “você não pode ficar aqui dentro. Aqui não é lugar para você. Saia da loja”.

Segundo Priscilla, depois de ser chamado a atenção por Ronald, o vendedor ainda insistiu:

— Ele disse: “porque eles pedem dinheiro, incomodam os clientes. Tem que tirar esses meninos da loja.” Quando meu marido disse a ele que o menino negro era nosso filho, ele ficou completamente sem ação, gaguejando desculpas atrás de nós enquanto saíamos indignados da concessionária.

O casal ainda esperou que a empresa entrasse em contato com a família para se retratar, o que não ocorreu. Revoltados, enviaram uma reclamação ao Grupo BMW, no dia 16 passado, por e-mail. No mesmo dia, o grupo respondeu, lamentando o ocorrido e informando que solicitara esclarecimentos à concessionária Autokraft através de uma notificação entregue na mesma data.

Priscilla contou que a resposta da Autokrft veio sete dias depois do incidente. Em um novo e-mail, com o assunto “desculpas”, a empresa se diz ciente do ocorrido e afirma que o gerente da loja “entendeu que o casal não estava acompanhado por qualquer pessoa, incluindo a criança. E já que ela estava absolutamente desacompanhada na loja, o funcionário teria alertado o garoto de que ele não poderia ali permanecer e que tudo não passou de um mal-entendido”. A mensagem é finalizada com a seguinte frase: “Tenho imenso prazer em tê-lo sempre como cliente amigo”.

— Nossa ideia não é processar a empresa. Queremos, sim, uma retratação pública. Não foi um mal-entendido. Se fosse uma criança branca não teria sido confundida. Aliás, se eles tivessem olhado direito para meu filho, veria que não se tratava de uma criança de rua. Mas eles não olharam meu filho. Só viram a cor dele. E mesmo se fosse uma criança desacompanhada, o certo seria perguntar pelos responsáveis e não expulsar da loja — concluiu Priscilla, que é professora.

Em nota, a concessionária Autokraft volta a afirmar que de fato ocorreu um mal entendido. Eles afirmam que a empresa não compactua com nenhum tipo de comportamento discriminatório. Como exemplo, a nota cita o cargo de chefia da área de Recursos Humanos (responsável pela avaliação e contratação de pessoal), que seria ocupado por “uma mulher negra que trabalha conosco há 25 anos”.

“Em todas as demais áreas da empresa, incluindo a de vendas, existem pessoas de todos os tons de cores de pele. Nenhum tipo de preconceito é tolerado e, portanto, o racismo definitivamente não existe numa empresa que, em toda a sua história (mais de 40 anos), sempre conviveu com a diversidade”, diz trecho da nota.

Sou crente, aleluia, e o Egito é a Bahia

Nelson Oliveira, no Vice

Há mais de 30 anos, algumas colinas de Salvador começaram a ganhar um movimento curioso. As dunas de bairros praianos como Itapuã e Stella Maris começaram a ser ocupadas por pessoas que vestiam muito mais que um sumário traje de banho. Mortalhas e longas saias, no caso das mulheres, e trajes sociais, às vezes com direito a terno, para os homens. As dunas de Salvador se tornaram um oratório a céu aberto para muitos evangélicos.

Houve um tempo em que falar de Egito na Bahia era coisa de música de carnaval composta por Carlinhos Brown. Hoje, artigo vintage no Circuito Barra-Ondina, a busca pelos mistérios egípcios é dos protestantes, que veem as dunas como uma metáfora para o Monte Sinai, local em que Moisés viu um arbusto em chamas que falava, recebeu de Deus as palavras dos Dez Mandamentos e toda aquela psicodelia.

Mesmo longe de possuir os 2288 metros de altura do monte histórico, as dunas de Salvador viraram um verdadeiro local de peregrinação de grupos de crentes – desculpa, mas eles mesmos se chamam assim, então nem vem procurar confusão, valeu? – nos últimos anos. Os frequentadores aparecem em qualquer horário do dia, mas, sobretudo à noite. Eles gostam de ir ao local porque se sentem mais próximos de Deus. Estar no topo das dunas remete a um momento de paz de espírito, reflexão e deslocamento da realidade. Afinal, Deus é uma viagem.

Antes, a prática era individual e agora se organizou: grupos de igrejas de regiões muito distantes das dunas e até mesmo de outras cidades baianas fretam micro-ônibus para realizarem cultos no local, que é considerado perigoso por ser ermo e não possuir qualquer iluminação. Nas sextas-feiras, as dunas chegam a receber mais de 200 crentes orando em voz alta, em português ou na chamada “língua dos anjos”, com direito a pastores realizando conversões e exorcismos. Outros, que geralmente vão sozinhos, ficam compenetrados, de quatro e com a cabeça na areia, entre os braços, ou queimam papeis com pedidos de graças.

Curioso para saber o que acontecia lá, fui fotografar os momentos de oração nas dunas. Foi divertido. Eu e meu flash acabamos ungidos por um pastor, que, assim como outros religiosos, perceberam as luzes do equipamento, mas não se deram conta inicialmente que estavam sendo fotografados. Outro grupo, mas atento, foi direto: “Vamos fazer uma foto, gente. Vai para os Estados Unidos. Vai para o Facebook!”. Bom, de alguma forma, sim.

dica do João Marcos