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Por mais clientes, pizzas têm frango assado inteiro, fritas e chocolate

Larrisa Coldibelli, no UOL

Pizza gigante com cinco sabores diferentes, entrega com horário marcado ou com filme junto e até baú de moto que evita a mistura indevida dos sabores são algumas ações de pizzarias para competir em um mercado de 15 mil estabelecimentos no país, segundo dados de 2013 da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Ricardo dos Santos, 44, é proprietário da Pizzaria Batepapo, no Guarujá (SP), e o criador da pizza gigante, com até cinco sabores, que faz sucesso na cidade. Além do tamanho, ela se diferencia pelas coberturas, que podem incluir  uma porção de fritas ou um frango inteiro assado.

As pizzas gigantes com até cinco sabores custam de R$ 46,90 a R$ 80,90 (o frango assado acrescenta R$ 25). O empresário diz que vende de 400 a 500 pizzas gigantes por mês. Das tradicionais, são vendidas de 800 a 1.000 unidades mensais, segundo Santos.

A Cine Pizza, que fica no bairro Sumaré, zona oeste de São Paulo, combina a entrega de pizzas com filmes. O negócio existe há 27 anos, e começou como locadora. As pizzas vieram depois, e são vendidas há 17 anos. Segundo a sócia Adriana Aguiar, 41, são vendidas 3.000 pizzas por mês, em média. Cerca de 20% do total (600) são entregas combinadas com filmes.

“Oferecer pizza e filme juntos é um atrativo para o cliente. Também fazemos outras ações, como dar a locação de um filme que não seja lançamento para quem retirar a pizza no balcão”, afirma.

Redes ligam para oferecer pizza a cliente e agendar entrega

Já as redes de franquias Dídio Pizza, que tem 24 unidades no Estado de São Paulo, e Os Muzzarelas, com dez lojas no Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas, apostam na entrega agendada.

Na rede Os Muzzarelas, a entrega agendada existe desde 2008 pelo site. Segundo o fundador Rubens Mendes, há unidades em que as vendas pela internet correspondem a 60% do total, mas a média geral da rede é de 40%.

A iniciativa foi implantada no mês passado na rede Dídio, que desde 2012 usa o telemarketing para faturar mais: atendentes ligam para clientes cadastrados em dias de pouco movimento. “Depois da implantação deste serviço em 2012, as vendas aumentaram cerca de 30% nos dias tradicionalmente mais fracos”, afirma o proprietário Elídio Biazini, 54.

Na rede de franquias Domino’s, a novidade é o baú para moto que evita que a pizza chegue com ingredientes misturados à casa do cliente, mesmo passando por ladeiras e curvas. O baú possui um estabilizador que compensa os movimentos da moto e deixa a pizza mais estável durante o trajeto.

O baú, que custa cerca de R$ 5.000, está sendo utilizado na unidade Leblon, no Rio de Janeiro. A meta é que até o fim do ano pelo menos uma motocicleta por loja seja equipada com a nova tecnologia, segundo a empresa.

Qualidade da pizza e do atendimento é essencial, dizem consultores

Para os consultores Alexandre Martins, gerente do Sebrae-SP (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa de São Paulo), e Luis Stockler, da consultoria Ba Stockler, a principal maneira de se diferenciar da concorrência é apostando em um produto de qualidade.

“A concorrência é numerosa, mas nem todos são qualificados. Se o empresário apostar em ingredientes de primeira e estabelecer um padrão para o seu produto e atendimento, e segui-los todos os dias, com certeza ele já está à frente dos demais”, afirma Stockler.

O gerente do Sebrae-SP diz que o atendimento, em geral, é um ponto fraco das pizzarias delivery, já que o contato com o cliente se resume à ligação para o pedido e à entrega pelo motoboy. “A efetivação do negócio é a entrega da pizza. Por isso ela tem de ser amistosa, uma extensão da empresa”, declara.

Outras iniciativas, como a entrega de brindes, programas de fidelidade que dão pizzas grátis após o consumo de um certo número de compras e outras promoções que tragam um benefício real ao consumidor podem ser uma opção, segundo Martins.

Ele alerta, no entanto, para a análise dos custos envolvidos e dos resultados esperados. “Antes de qualquer ação, o empresário precisa planejar, para ter certeza de que conseguirá mantê-la por algum tempo. Algumas iniciativas, como a implantação de um software para pedidos online ou entrega agendada, custam caro e dão retorno somente a médio e longo prazos”, afirma.

Já imaginou uma conversa na ‘vida real’ usando emojis? Veja esse vídeo

Publicado no Blue Bus

Os emojis – aquelas figurinhas para expressar sentimentos, disponíveis em sistemas como iOS e Windows Phone – podem fazer bastante sentido em uma conversa virtual, mas inseridos numa conversa cara a cara, a situação se torna hilária. É o que comprova esse vídeo criado por Molly Mulshine. A dica é do Mashable.

Podemos voltar a falar com os desconhecidos na internet?

Pedro Burgos, no Papo de Homem

Em um excelente artigo no New Inquiry, Adrian Chen questiona como as redes sociais estão ficando anti-sociais. O argumento é simples: a internet em teoria nos dá infinitas opções para ter contato com pessoas de todos os tipos, de todo mundo, com as preferências mais variadas. Mas hoje – Chen argumenta – parece que estamos menos abertos a criar amizades significativas com estranhos, erguendo cercas contra os desconhecidos. E isso mata o potencial de descoberta social da rede, que era forte na era pré-Facebook.

Ele diz:

Os espaços que encorajam os estranhos a formar amizades duradouras estão morrendo. Fóruns e email estão sendo substituídos pelo Facebook, que é construído na premissa de que as pessoas irão preferir povoar cuidadosamente as suas vidas online com apenas um punhado de amigos “reais” e fechar a porta para trolls, stalkers e golpistas. Agora que a desconfiança aos estranhos online estão embebidas no código da nossa rede social mais popular, está ficando cada vez mais improvável que as pessoas interajam online com alguém que não seja conhecido.

Não sei se a tese se aplica a todo mundo, mas ela faz bastante sentido para mim, há pelo menos uma década e meia fazendo amizades “reais” com estranhos na internet. Em 1997, por exemplo, conheci uma namorada no mIRC, em uma dessas salas de bate-papo onde a única coisa que ligava todo mundo era o fato de morarmos na mesma cidade (canal #BSB).

Assim que me mudei para São Paulo, joguei em uma lista de discussão sobre jogos de tabuleiro (um desses YahooGroups) que estava vindo para cá, e perguntei se poderia participar de algum grupo que jogava regularmente. Conhecia pouquíssimas pessoas na cidade, e logo na primeira semana recebi vários convites, e sou bastante amigo de vários dos companheiros de tabuleiro até hoje.

Chen argumenta que pela arquitetura das redes sociais dominantes hoje, esse tipo de situação, de relações online estabelecidas não por laços anteriores, mas por gostos em comum, está rareando.

Aqui no Brasil isso é bem observável, especialmente quando investigamos melhor a substituição do Orkut pelo Facebook em termos de rede social padrão. Havia amigos, fotos, scraps e fãs no Orkut, é verdade, mas boa parte do tempo das pessoas era gasto nas comunidades de interesse comum, onde discutíamos vários tópicos com completos estranhos (e ficávamos amigos de muitos deles).

Em vários sentidos, a rede de Mark Zuckerberg é a antítese do que os primeiros teóricos da rede imaginavam como potencial do que viria a ser a internet:

Para eles (os teóricos otimistas), a capacidade de nos comunicarmos com todo mundo, em qualquer lugar, da privacidade das nossas “cavernas eletrônicas” seria um boom para a interação entre humanos. O cientista J.C.R. Licklider previu a Internet em um artigo de 1968, com Robert W. Taylor, intitulado “O Computador como um dispositivo de comunicação”: ele imaginou que a comunicação no futuro seria feita em uma rede de “comunidades interativas online” mais ou menos ligadas umas as outras. Mas ele também previu que “a vida será mais feliz para o indivíduo online, porque aquele com quem alguém interage de maneira mais forte será selecionado mais pelos interesses e objetivos em comum do que por acidentes de proximidade.” A possibilidade de associação online com aqueles que achamos mais estimulantes levariam a ligações mais fortes e sinceras que as relações do “mundo real” determinadas por variáveis arbitrárias como proximidade física e classe social.

É claro que o Facebook não é o único culpado. Chen reclama (com razão) do exagero de alguns teóricos rabugentos recentes, pregando que amizade online não é amizade “verdadeira”, e da exploração por parte da mídia das amizades com pessoas de mentira na rede. Há até um seriado exatamente sobre isso na MTV americana, o Catfish, que foi zoado há duas semanas pelo Saturday Night Live:

Infelizmente o vídeo não está disponível no Brasil. Se quiser tentar, só clicar na imagem

Infelizmente o vídeo não está disponível no Brasil. Se quiser tentar, só clicar na imagem

Toda a questão levantada por Adrian Chen (há alguns meses, o que é eternidade na internet) pode ser passageira. Hoje a impressão que eu tenho é que os grupos estão mais fortes, mas eles têm dois grandes problemas: a engenharia do Face não dá tanto destaque às coisas postadas nesses clubinhos (cada grupo ocupa 15 pixels de altura na lateral esquerda da minha tela, pelo que medi) e privilegia justamente os posts de pessoas com quem você interagiu. É algo necessariamente diferente das mesas de bar que eram as salas de bate-papo em que você era meio obrigado de quebrar o gelo com “oi quer tc?”, e o assunto era você, e não a foto ou o link.

Talvez a busca social do Facebook permita uma volta das comunidades, de alguma forma (você poderá buscar por pessoas com interesses comuns na mesma cidade, fora do círculo de amigos, por exemplo), há alguns experimentos no Google Plus e sites grandes têm comunidades de comentaristas tão atuantes que as discussões são continuadas fora.

No PapodeHomem encoraja-se a discussão, e por mais que ela seja bem de alto nível para a média da internet, ela costuma se manter “on-topic”. Estou para ver alguém trocar 3 replies com alguma pessoa e falar “legal essa sua ideia, vamos debater isso sobre cervejas algum dia?” na sequência. Alguém presenciou? Seria lindo.

De todo modo, online ou offline, e independentemente da rede, a solução parece clara: é preciso sair da bolha e não ter medo de falar com estranhos, e ir um pouco além do reply da zuêra no Twitter ou um comentário “+1″ em blogs. Um “legal, de onde você é? de vez em quando faz bem.

[New Inquiry]

Rita Lee critica homofobia e diz: ‘Cada um tem a sua interpretação da Bíblia’

Rita Lee conversa com Sarah Oliveira no "Viva Voz"

Rita Lee conversa com Sarah Oliveira no “Viva Voz”

Debora Luvizotto, no Virgula

Rita Lee conversou com a apresentadora Sarah Oliveira, no programa Viva Voz, do canal pago GNT, que irá ao ar na noite desta terça-feira (09). Durante o bate-papo, a cantora comentou momentos marcantes de sua carreira, que completa 50 anos.

Além disso, ela, que é ícone feminino do rock nacional, deu a sua opinião sobre atitudes homofóbicas de algumas pessoas.

“Eu não entendo por que a pessoa se revolta quando tem um homem com homem, uma mulher com uma mulher. Por que tanta revolta? Por que não pode? O que é que não pode? Aí falam: ‘Ah, porque a Bíblia…’. Ah não, bicho, cada um tem a sua interpretação da Bíblia”, declarou Rita.

Facebook testa salas de bate-papo semelhantes às do UOL

Recurso permite que pessoas desconhecidas conversem em um mesmo lugar

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Publicado no Olhar Digital

Facebook deverá adicionar salas de bate-papo à rede social. A informação é do site TechCrunch, que diz ter fontes “relacionadas ao assunto”. Segundo o veículo, a empresa confirma que o recurso, batizado de “Host Chat”, já está em testes.

O funcionamento seria semelhante ao Chat do UOL, popular no Brasil no final dos anos 90.  Usuários poderiam entrar em ambientes específicos e bater papo com amigos e desconhecidos.

Um dos grandes diferenciais do Host Chat seria a possibilidade de qualquer pessoa entrar em uma conversa sem precisar de convite. Quando a sala de bate-papo é criada, o chat aparece no News Feed dos amigos e, então, todos podem participar.

No entanto, o dono da conversa pode limitar a privacidade, escolher quantos poderão entrar na conversa e ainda poderá expulsar as pessoas que desejar.

A novidade faz parte da estratégia da companhia para ganhar relevância entre serviços de mensagem como WhatsApp, Hangouts e iMessage. A ideia é promover o relacionamento dos usuários para que eles passem mais tempo dentro do site.