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Conheça os tipos de amigos mais excluídos no Facebook

Ex-colegas de ensino médio lideram as exclusões no Facebook

Ex-colegas de ensino médio lideram as exclusões no Facebook

Se você está no Facebook já há alguns anos, é provável que sua lista de amigos tenha saído do seu controle.

Publicado na BBC Brasil

Talvez você conheça mais detalhes sobre um ex-colega de escola do que no tempo em que estudavam juntos. Parece-lhe estranho olhar para fotos dele embora vocês não se falem há dez anos. E você ainda se sente incomodado pelos comentários dele sobre política. Você não está sozinho: este é o candidato perfeito para ser removido da sua lista de amigos.

Dois estudos da Universidade de Denver, no Colorado (EUA), jogam uma nova luz sobre o tipo de amigo que é excluído do Facebook e as reações emocionais à esta situação.

Os principais tipos de pessoas que são excluídas são: colegas do ensino médio, amigos do amigo, colegas de trabalho e amigos com interesses comuns.

Os estudos mostram que o “líder” em exclusão são os conhecidos do ensino médio.

“A forma mais comum de excluir um ex-colega do ensino médio é porque geralmente elas postam comentários sobre assuntos polêmicos, como religião ou política”, diz o autor, Christopher Sibona, do programa de Ciência da Computação e Sistemas de Informação Universidade de Denver.

Os mais excluídos

  1. Ex-colegas do ensino médio
  2. Amigos do amigo
  3. Colegas de trabalho
  4. Amigos com interesses comuns

“Outro grande motivo para exclusão de amigos é quando estes publicam coisas pouco interessantes”, disse ele.

Sibona analisou o fenômeno da exclusão de amigos, que em inglês tem uma palavra só mais contundente: “unfriend” (algo como “desamigar”, em um neologismo).

“Vimos que as pessoas muitas vezes excluem colegas de trabalho devido a suas ações no mundo real e não pelo que eles postam no Facebook”, diz Sibona.

Ambos os estudos são baseados em uma pesquisa com 1.077 pessoas e foram apresentados durante uma conferência no Havaí.

Reação

Como superar a eliminação?

“Ser excluído no Facebook é como ser expulso de um campo para gordos por ser muito gordo. E feio. Feio e gordo”, brinca o site de tecnologia Gizmodo, que dá algumas dicas para superar a exclusão:
  • Ser deletado é saudável. É uma coisa normal, perfeitamente racional que as pessoas fazem no Facebook o tempo todo. É emocionalmente impossível que uma pessoa tenha centenas de amigos ao mesmo tempo.
  • Deixe o episódio passar mas, se um dia vocês se encontrarem pessoalmente, olhe-o com uma expressão “eu sei o que você fez”. Será um momento de pânico e culpa recíproco.
  • Coloque-os em evidência. Esta é a parte divertida. Se você realmente não se importa com o que essas pessoas pensam de você, exponha-as publicamente como o que realmente são: tolas cruéis. Elas entrarão em choque e pedirão desculpas. Lembre-se: não há nada de errado com um pouco de vingança online.

Fonte: Gizmodo

Além de analisar os perfis mais prováveis a serem excluídos, Sibona investigou as reações dos eliminados e encontrou uma gama de emoções ligadas a esta situação, que vai de raiva ao riso.

As reações mais comuns foram “fiquei surpreso”, “isso me incomodou”, “ri” e “fiquei triste”.

O que determina a reação é, claro, o quão próximo você é deste amigo que te excluiu, diz Sibona. “Você pode ficar triste ou preocupado se o seu melhor amigo te excluir”.

“O custo de manter amizades é muito baixo, por isso, se alguém faz um esforço consciente para apertar um botão para se livrar de mim, isso pode machucar”, diz o pesquisador.

O estudo descobriu que existem dois fatores que fazem um usuário se sentir mal: se o eliminado for um amigo próximo daquele que o eliminou e até que ponto a pessoa deletada observava o perfil do agora “ex-amigo”.

A pesquisa revelou que a exclusão ocorre com mais frequência entre amigos que alguma vez foram próximos do que entre aqueles que são apenas conhecidos.

Parar de fumar diminui ansiedade, diz estudo

Um estudo feito na Inglaterra com fumantes que estavam tentando abandonar o cigarro revelou que os que conseguiram deixar o tabagismo tiveram uma diminuição ‘significativa’ de seus níveis de ansiedade.

cigarro

Para cientistas, preocupação com ansiedade entre os que tentam parar são infundadas

publicado na BBC Brasil

A pesquisa, divulgada pela publicação científicaBritish Journal of Psychiatry, acompanhou quase 500 fumantes que frequentam clínicas do sistema público de saúde britânico para parar de fumar.

Os 68 dos que tiveram sucesso após seis meses relataram ter sentido uma redução dos seus níveis de ansiedade.

A diminuição foi mais intensa entre aqueles que fumavam por transtornos de humor e ansiedade do que entre os que fumavam por prazer.

Temor infundado

Os pesquisadores – vindos de várias universidades, incluindo Cambridge, Oxford e Kings College de Londres – afirmam que os resultados devem ser usados para tranquilizar os fumantes que tentam parar, já que mostram que as preocupações com o aumento dos níveis de ansiedade são infundadas.

No entanto, o estudo sugere que uma tentativa frustrada de abandonar o cigarro pode aumentar levemente os níveis de ansiedade entre aqueles que fumam devido a transtornos de humor.

Para aqueles que fumaram por prazer, uma recaída não alterou os níveis de ansiedade.

O estudo foi publicado dias depois de o governo britânico ter lançado uma nova campanha de publicidade antitabagismo.

Belga filma assédio por homens nas ruas e causa polêmica

Mário Camera, na BBC Brasil

Uma jovem belga de apenas 25 anos decidiu gravar o que ouvia dos homens enquanto caminhava pelas ruas de Bruxelas –e principalmente de sua vizinhança, em um bairro pobre da cidade. O resultado foi o documentário Femme de la Rue (Mulher da Rua, em tradução livre).

Com uma câmera escondida, Sofie Peeters registrou o assédio sexual e os insultos que sofria enquanto caminhava pela capital belga.

Belga filma assédio por homens nas ruas e causa polêmica

Inicialmente pensado como trabalho de conclusão de seu curso de cinema, o documentário acabou suscitando um debate sobre a violência sofrida por milhares de mulheres todos os dias e ultrapassou as fronteiras da Bélgica.

A maioria das imagens do assédio sofrido por Sofie foi gravada em Anneessens, um bairro pobre de Bruxelas, onde a jovem mora há dois anos. O bairro tem uma grande população do norte da África, de países árabes e muçulmanos – e a maior parte dos homens gravados realmente era de origem norte-africana. Por isso, Peeters foi acusada de racismo por alguns críticos.

As cenas mostram uma sucessão de homens abordando a jovem à medida que ela avança em seu caminho pelas calçadas e parques da capital belga. Um deles chega pelas suas costas, dizendo que ela é “linda”. Outro, simplesmente a cruza na calçada, vira o rosto em sua direção e a chama de “vadia”.

Em outra sequência, Sofie passa em frente a um bar, com mesas na calçada. Um homem diz que “se ninguém fizer um elogio, ela vai se sentir mal”. Em outra cena, um rapaz a convida para beber algo em seu apartamento. Diante da recusa, ele insiste e diz que Sofie o deixa “com vontade”, o que faz com que seja “normal” abordá-la daquela maneira.

“Acho que a primeira coisa que uma mulher se pergunta é: ‘Sou eu? Foi algo que fiz? São as minhas roupas?’”, contou a jovem, em uma entrevista à emissora de TV belga RTBF que já foi vista por mais de um milhão de pessoas no YouTube. O filme mostra, ainda, testemunhos de outras vítimas de assédio nas ruas da cidade.

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Indiana forçada a se casar aos 12 anos supera abusos e vira milionária

Publicado por MSN

"Kalpana Saroj (Foto: Kamani Tubes-Divulgação)" - BBC Brasil

Uma mulher indiana de uma classe marginalizada, que chegou a tentar o suicídio para escapar da discriminação, da pobreza e dos abusos físicos, é hoje a presidente-executiva de uma empresa multimilionária da Índia.

A vida de Kalpana Saroj, uma executiva bem-sucedida e premiada, tem elementos que parecem saídos de um filme de Bollywood, com a superação de obstáculos até chegar a um final feliz.

Nascida em uma baixa casta do grupo Dalit (uma população sul-asiática de várias castas considerada intocável), Saroj foi vítima de bullying na escola, forçada a se casar aos 12 anos, enfrentou pressões sociais para conseguir abandonar seu marido e tentou tirar sua própria vida.

‘A primeira vez que cheguei em Mumbai (sul da Índia), sequer sabia para onde ir. Eu vinha de uma aldeia tão pequena. Hoje minha companhia dá nome a duas estradas na cidade’, relata Saroj, resumindo as transformações que enfrentou em sua vida.

Sistema de castas

O sistema de castas da Índia é uma antiga forma de hierarquia social, em que a pessoa é desde seu nascimento classificada em uma categoria da sociedade. Quem nasce em castas mais baixas é historicamente fadado à discriminação.

‘Os pais de alguns de meus amigos não me deixavam entrar em suas casas. Eu não podia participar de algumas atividades da escola por ser Dalit’, diz Saroj, hoje com 52 anos de idade.

Seu pai permitiu que ela obtivesse educação escolar, mas pressões sociais a forçaram a se tornar uma noiva aos 12 anos. Mudou-se para uma favela de Mumbai com seu marido, dez anos mais velho.

Para piorar, começou a sofrer abusos. ‘Fui maltratada pelo irmão mais velho do meu marido e pela mulher dele. Eles puxavam meu cabelo e me batiam, às vezes por coisas pequenas. Eu me sentia quebrada pelas agressões verbais e físicas.’

O ato de abandonar um marido é fortemente repreendido na cultura indiana, mas, graças ao apoio de seu pai – que, durante uma visita a Mumbai, chocou-se ao ver a filha abatida e vestindo trapos -, Saroj conseguiu escapar de seu relacionamento abusivo.

O retorno de Saroj a sua aldeia natal, no entanto, foi visto como um fracasso pelos vizinhos. Para escapar da pressão social, ela focou suas energias em tentar obter um emprego e aprender a costurar.

Mas mesmo após conquistar algum grau de independência, ela não conseguiu suportar a pressão.

‘Certo dia decidi pôr fim à minha vida. Bebi três garrafas de inseticida’, recorda.

Foi salva por sua tia, que entrou no quarto e encontrou-se com ela espumando e convulsionando incontrolavelmente.

Virada

Foi um ponto de virada em sua vida. ‘Decidi que ia viver a minha vida e fazer algo grandioso.’

Aos 16 anos, ela mudou-se de volta a Mumbai e foi morar na casa de um tio, para trabalhar como alfaiate. Começou recebendo um dólar por mês para operar máquinas de costura industriais. Foi recebendo seu salário aos poucos, mas, quando ela percebeu que o dinheiro seria insuficiente para pagar um tratamento de saúde para sua irmã doente, descobriu que precisaria ir além.

‘Fiquei muito desapontada ao notar que o dinheiro importa sim na vida, e eu precisava ganhar mais’, afirma.

Ela tomou um empréstimo do governo e abriu um empreendimento no setor de móveis. Fazendo jornadas de trabalho de 16 horas diárias – hábito que mantém até hoje -, acabou conquistando admiração no mundo empresarial.

Foi convidada a assumir o comando de uma empresa de produção de metais, Kamani Tubes, que estava fortemente endividada. Reestruturou e mudou a companhia.

‘Queria fazer justiça para os empregados da empresa’, diz Saroj sobre sua motivação. ‘Tinha que salvá-la. Eu entendia a posição das pessoas que trabalhavam ali e precisavam pôr comida na mesa de suas famílias.’

A Kamani Tubes é hoje uma empresa multimilionária, que emprega pessoas de diferentes castas.

Saroj, por sua vez, casou-se novamente, com um executivo do setor moveleiro, e teve dois filhos.

Como Dalit e como mulher, sua história é um ponto fora da curva num país onde tão poucos altos executivos têm origens marginalizadas.

Uma em cada sete pessoas acredita que fim do mundo está próximo, diz pesquisa

Foto: Reuters

Publicado na BBC.

Um estudo realizado pela Ipsos Global Public Affairs, com sede em Nova York, revela que quase 15% da população mundial acredita que o fim do mundo ocorrerá durante sua vida, e 10% dos entrevistados acham que o calendário maia pode significar que vai acontecer em 2012.

Mas seriam os mais pessimistas os únicos que esperam testemunhar o fim do mundo? Como consequência da exposição na mídia da chamada profecia maia, que para alguns significa fixar a data do fim do mundo em 21 de dezembro 2012, era de se esperar análises e reflexões sobre este assunto – mas necessariamente não os impactos na pesquisa.

Embora acadêmicos e especialistas tenham dito que não é verdade que os Maias previram o fim do mundo, a ideia ressoou e foi a inspiração para exposições, livros, documentários e até mesmo para um filme.
Na pesquisa, um em dez acredita que “o calendário maia, que alguns afirmam terminar em 2012, marca o fim do mundo”, e outros 8% admitem ter sentido “ansiedade e medo de que o mundo vai acabar em 2012″.

Razões desconhecidas

Keren Gottfried, pesquisadora-chefe da Ipsos, disse à BBC que a própria agência foi surpreendida com as respostas das 16.262 pessoas, em mais de 20 países, que participaram no estudo.
“Pela primeira vez fizemos esta pergunta e, portanto, não se pode fazer uma comparação ao longo do tempo”, explica ela. “Uma em cada sete pessoas acredita que o mundo vai acabar no curso de sua vida. É um número bastante elevado e acreditamos que devemos continuar pesquisando”, acrescentou.

Para este estudo, os pesquisadores não perguntaram aos entrevistados quais eram suas razões para acreditar que o mundo poderia acabar porque, diz Gottfried, ninguém sabia quantas pessoas iriam dizer acreditar no fim iminente do mundo.
“Se fosse uma percentagem muito pequena, teríamos obtido uma mostra de pouco valor. Agora sabemos que há número suficiente de pessoas que acreditam no fim do mundo e podemos nos aprofundar nos acontecimentos que podem provocá-lo”, acrescenta.
Além disso, um em cada dez pessoas sentem ansiosos ou com medo reconhecido por acreditar que o fim do mundo ocorrerá em dezembro deste ano.

Mais velho, menos temeroso

Os chineses, turcos, russos, mexicanos e sul-coreanos são os mais creem na aproximação do fim do mundo, com 20% dos entrevistados, contra 7% na Bélgica e 8% no Reino Unido.
As pessoas com menor escolaridade ou renda, e aqueles com menos de 35 anos, são mais propensos a acreditar que o “Apocalipse” vai ocorrer durante a sua vida ou até mesmo em dezembro de 2012, e são mais propensos a sofrer de ansiedade ou medo com a perspectiva.
A tranquilidade dos mais velhos é explicada pelos anos já vividos ou talvez seja uma questão de sabedoria com certos tons de ceticismo? “Talvez aqueles que são idosos viveram o suficiente para não se preocupar com o que acontece no futuro”, diz Gottfried, que se diz atraída pela pela ideia de que os mais velhos são mais céticos por terem superado outras crises, o que poderá motivar estudo futuro.