Britânica acorda de coma ao ouvir canção que marcou seu casamento

Maria Neal acordou de coma com canção de seu casamento
Maria Neal acordou de coma com canção de seu casamento

Publicado no UOL

Uma britânica acordou do coma após ouvir a canção que dançou na noite de seu casamento –e que é o conhecido tema do filme ‘Ghost: Do Outro Lado da Vida’.

Em março deste ano, Maria Neal, de Chark, no condado de Kent, no sudeste da Inglaterra, sofreu um forte derrame.

Ela foi desenganada pelos médicos, mas surpreendeu a todos ao despertar depois de ouvir ‘Unchained Melody’, do dueto americano Righteous Brothers, que havia embalado a sua noite de casamento há 21 anos.

Enquanto Maria estava hospitalizada, seu marido, Steve, colocava a música para tocar todos os dias.

Em entrevista à BBC, a mulher disse que a ideia foi “brilhante”, uma vez que “nada mais podia ser feito”.

“Eu não estava mais respondendo. Essa música realmente me toca profundamente, porque é muito bonita”, disse Maria.

“A alegria que tínhamos ao ver qualquer movimento era indescritível. Mas quando obtive a primeira resposta dela, ao balançar a cabeça quando lhe perguntei o que era aquilo (a música), foi absolutamente fantástico”, afirmou Steve.

A filha do casal, Kyrstie, que também ficou todo o tempo ao lado do leito da mãe, descreveu a emoção que sentiu ao vê-la acordar do sono profundo.

“Minha mãe chorou quando eu coloquei a música para tocar, o que partiu o coração. Mas ao vê-la reagir, eu fiquei muito feliz”, disse a jovem.

“É ótimo estar em casa com a minha família e meu marido depois de ficar tanto tempo fora. Eles são o meu porto seguro”, afirmou Maria.

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”Quero mostrar outro Brasil’, diz cientista que prepara chute de paraplégico na Copa

Ilustração mostra como seria a inauguração da tecnologia na abertura da Copa
Ilustração mostra como seria a inauguração da tecnologia na abertura da Copa

No dia 12 de junho, o Itaquerão será palco de dois eventos históricos – e não apenas um.

Alejandra Martins, na BBC Brasil

O primeiro deles será a abertura da Copa do Mundo, um evento que volta a ser sediado no Brasil depois de 64 anos.

O outro é a estreia de uma tecnologia de ponta que, segundo cientistas, pode ajudar a mudar a vida de milhões de pessoas pelo mundo.

Na abertura da Copa do Mundo com o jogo Brasil x Croácia, será feita a primeira demonstração pública de um exoesqueleto controlado pela mente, que permite que pessoas paraplégicas caminhem.

Se tudo der certo, a roupa robótica será vista por 70 mil pessoas no estádio e por bilhões em todo o mundo, na televisão.

O exoesqueleto foi desenvolvido por um grupo de cientistas que fazem parte do projeto Walk Again (“Caminhar de Novo”), e é o resultado de anos de pesquisa de Miguel Nicolelis, um neurocientista brasileiro que trabalha na universidade de Duke, nos Estados Unidos.

Nicolelis acredita que a demonstração na Copa é uma forma de promover também a imagem dos cientistas brasileiros.

“Também é a nossa intenção mostrar para o mundo um outro Brasil. Mostrar que aqui no Brasil também se pode fazer grandes projetos científicos com impacto humanitário e mostrar que existe um outro país, um país que cresceu muito nos últimos anos, melhorou a vida de muita gente, mas que ainda pode fazer coisas muito impressionantes não só para os brasileiros, mas para todo o mundo.”

Exoesqueleto

Em 2003, Nicolelis mostrou que macacos conseguiam controlar os movimentos de braços virtuais em um avatar através da atividade de seus cérebros.

Desde novembro, Nicolelis vem fazendo testes e treinamentos com oito pacientes em um laboratório em São Paulo. A imprensa especula que talvez um deles possa levantar de sua cadeira de rodas e dar o pontapé inicial no jogo entre Brasil e Croácia, na estreia da Copa.

“Esse era o plano original”, revelou Nicolelis à BBC. “Mas nem eu posso falar sobre detalhes específicos de como será esta demonstração. Tudo está sendo discutido neste momento.”

Exoesqueleto. Foto: divulgação

A bateria da tecnologia permite que ele seja usada por duas horas

Nicolelis explica que todos os pacientes têm mais de 20 anos de idade. O mais velho tem cerca de 35.

“Começamos treinando em um ambiente virtual com simulador. Nos primeiros dias, quatro pacientes usaram o exoesqueleto para dar seus primeiros passos e um deles usou o controle mental para chutar uma bola.”

“Agora aumentamos nossas metas. O exoesqueleto está sendo controlado por atividade cerebral e está enviando sinais de retorno para o paciente.”

Um capacete vestido pelo paciente capta os sinais do cérebro e os repassa para um computador na mochila do exoesqueleto que decodifica os sinais e os envia para as pernas. O terno robótico usa pistões hidráulicos e uma bateria, que dura duas horas.

“A ideia básica é que estamos gravando os sinais do cérebro e que depois estes sinais estão sendo traduzidos em comandos para que o robô comece a se mexer”, explica Gordon Cheng, da Universidade Técnica de Munique, que trabalhou com Nicolelis e pesquisadores na França para construir o exoesqueleto.

“Estou mais na parte de engenharia e técnica, e uma das tecnologias fundamentais com a qual estamos contribuindo é o sensor que é de ponta”, disse Cheng à BBC.

O sensor na pele artificial do robô consegue captar o ambiente de forma semelhante aos humanos.

“Quando o pé do exoesqueleto toca o chão, existe pressão e o sensor capta essa pressão. Antes que o pé toque o chão também existe um sensor pré-contato”, explica ele.

Exoesqueleto. Foto: divulgação

Sensores no pé do exoesqueleto captam informações do chão antes do contato

“O sensor também registra a temperatura e informações sobre vibrações.”

Nicolelis explicou que quando o exoesqueleto começa a se mexer e toca o chão, o sinal é transmitido para um vibrador eletrônico no braço do paciente.

“Quando você pratica por bastante tempo, o cérebro começa a associar esse movimento das pernas à vibração no braço. O paciente começa então a desenvolver uma sensação de que possui pernas e é assim que ele começa a caminhar.”

Os componentes são construídos em diversos países.

“Estamos usando material feito com impressoras 3-D, a partir de plástico resistente, alguns deles mais fortes que metal e muito leves. E, é claro, estamos usando alumínio.”

Alguns críticos disseram que a apresentação pública na Copa poderá passar a impressão falsa de que esta tecnologia estará disponível a todos em breve.

Nicolelis faz questão de deixar claro que isso é “só o começo”. Cheng acredita que a tecnologia estará disponível pelo menos dentro dos próximos 20 anos.

Exoesqueleto. Foto: divulgação

Sinais do cérebro controlam os movimentos do exoesqueleto

“É assim que a ciência avança. Você precisa demonstrar e testar os conceitos. É uma forma de dizer à sociedade civil, que paga pela ciência no mundo, de que temos a possibilidade de sonhar com esta realidade, porque ká estamos trabalhando de forma experimental.”

O ideal da ciência como forma de transformação social é um dos princípios do centro de pesquisas montado por Nicolelis em 2005 em Natal – o Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra (ELS-IINN), com contribuição da milionária família de banqueiros.

O centro conta não só com laboratórios, mas também com uma escola de ciências que atende 1,5 mil crianças e uma clínica que faz atendimento pré-natal gratuito para 12 mil mulheres por ano.

 

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‘Muitos perderam a vida por nada’, diz ex-guerrilheira que esteve presa com Dilma

Horas depois de ser presa e torturada na sede carioca do DOI-CODI, um dos órgãos de repressão mais temidos da ditadura, a jornalista Iza Salles conheceu um anjo em forma de monstro.

Fernanda Nidecker, na BBC Brasil

Iza Salles: 'Durante muito tempo evitei pensar nesse período porque dói muito'
Iza Salles: ‘Durante muito tempo evitei pensar nesse período porque dói muito’

Após uma noite inteira de choques elétricos, ela foi deixada sobre um colchão cheio de buracos e percevejos na sala de tortura porque já não havia lugar nas outras celas.

Quando tentava pegar no sono, ouviu passos no escuro vindo do corredor. Certa de que não escaparia de um estupro ou da morte, fechou os olhos e começou a rezar.

Foi quando um soldado alto, de feições “amedrontadoras” – com manchas escuras por todo o rosto – se aproximou e lhe pediu seu cinto.

Apavorada, ela obedeceu, sem entender de imediato que, ao se apoderar do acessório, aquele soldado com “cara de monstro” queria evitar que ela tentasse se enforcar em um momento de desespero.

Ainda com a respiração ofegante, Iza ouviu o homem dizer “calma, calma”. E essa palavra foi repetida pelo mesmo soldado todas as vezes em que ele se aproximou dela naquela noite fria de junho de 1970.

São lembranças como essa que Iza tenta se apegar para não sofrer demais quando se recorda dos sete meses em que ficou presa no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Ela diz que conceder a entrevista à BBC Brasil lhe obrigou a fazer uma viagem difícil.

“Durante muito tempo evitei pensar nesse período porque dói muito. E hoje, com a idade, fico emocionada”, diz ela pelo telefone com a voz embargada.

Ana, Maria, Darci

Atualmente com 75 anos, Iza Salles foi integrante, no final dos anos 60, da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), um grupo de guerrilha de extrema-esquerda que tinha como um de seus comandantes o capitão do Exército Carlos Lamarca, que desertara.

Número de o 'Pasquim' editado por Iza Salles faz comentário irônico sobre prisões e censura
Número de o ‘Pasquim’ editado por Iza Salles faz comentário irônico sobre prisões e censura

O grupo realizou assaltos a bancos para financiar suas ações e montou um foco guerrilheiro na região do Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo. Também esteve por trás do sequestro do embaixador suíço Giovanni Bucher no Rio de Janeiro, em 1970, que foi “trocado” pela libertação de 70 presos políticos.

A jornalista era do setor de inteligência da VPR. Editora do Segundo Caderno do jornal Diário de Notícias, ela ficava encarregada de passar à guerrilha informações de bastidores sobre o governo militar.

E se envolvia em ações mais arriscadas, como transportar dirigentes importantes da guerrilha do Rio para São Paulo. Entre 1967 e 1970, atendia pelos codinomes de Ana, Maria e Darci.

‘Tarefas’ de Paris

Seu interesse por política começou ainda no governo João Goulart, quando participava de manifestações e reuniões estudantis. Mas foi a partir de 1966, quando ganhou uma bolsa para estudar na Universidade de Sorbonne, na França, que passou a ter um envolvimento direto com a resistência à ditadura.

Em Paris, ela frequentava reuniões organizadas por exilados para debater planos para derrubar os militares. Um desses exilados era José Maria Crispim, militante comunista e deputado da Assembleia Constituinte em 1946. Crispim promovia encontros entre exilados e estudantes brasileiros que, posteriormente, retornavam ao Brasil com “tarefas”.

“A gente voltava carregando na mala mensagens cifradas para companheiros e, principalmente, manifestos”, relembra.

Iza voltou ao Brasil no final de 67 como membro do Movimento Nacionalista Revolucionário, fundado por sargentos rebelados, e que depois se transformou na VPR.

No início de 1970, o cerco começou a se fechar. Alguns de seus companheiros começavam a faltar a encontros marcados nos “pontos” clandestinos, sinal de que haviam “caído”.

Em uma dessas ocasiões, ela recebeu um recado para “desaparecer” e entrar na clandestinidade. A partir daí, viveu escondida na casa de amigos até que decidiu fugir do país. Marcou uma passagem para a França, em 23 de junho, mesmo dia em que a seleção tricampeã voltaria do México.

Iza Salles foi detida junto com a então guerrilheira Dilma Rousseff
Iza Salles foi detida junto com a então guerrilheira Dilma Rousseff

Sua esperança era de que passaria despercebida pelos militares diante da euforia pela chegada dos jogadores. Ledo engano. Assim que saiu do campo de visão de sua família, que compareceu em peso ao Galeão para protegê-la, sentiu seus pés suspensos no ar.

“Dois brutamontes” pegaram-na pelos braços e, jogada no banco de trás de um carro, foi conduzida à sede do DOI-CODI, na rua Barão de Mesquita, zona norte do Rio.

Transferida um dia depois para a Vila Militar, em Deodoro, zona Oeste da cidade, ela saiu da cela pela primeira vez em 18 de julho, dia de seu aniversário, quando ganhou “de presente” um banho de sol.

Poucas semanas depois, a jornalista foi levada para São Paulo, onde respondia a um processo por ter levado um dirigente da VPR ao Estado.

Torre das donzelas

Na “Torre das Donzelas” do Presídio Tiradentes, hoje demolido, Iza ficou detida com dezenas de outras presas políticas, entre elas a presidente Dilma Rousseff.

“Lembro que ela ficava sempre muito recolhida, triste. Das (militantes) que estavam ali, ela era a presidente improvável, não se destacava ou mostrava liderança”.

Iza e as companheiras passavam o tempo fazendo tricô ou jogando vôlei “para descarregar a raiva”. Ao contrário do que se poderia imaginar dos carcereiros, muitos eram “generosos” e jogavam balas pelas grades das celas ou colocavam música alto do lado de fora para que as presas ouvissem.

A liberdade – que em seus sonhos na prisão caía do céu em forma de bombom de chocolate – só viria no final de 70.

A partir daí ela abandonou a luta armada e passou a optar por uma militância mais “consequente”, passando a colaborar com os jornais de resistência Opinião e O Pasquim – tendo sido a única jornalista mulher a editar este último.

“Foi a única forma de continuar na luta”, diz Iza, que no Pasquim assinava como Iza Freaza.

Junto com Jaguar, Ziraldo, entre outros, ela comandou algumas das entrevistas mais célebres do semanário, entre as quais a do ex-presidente Jânio Quadros.

Revendo a luta armada

Em 1977, ela partiu para uma segunda temporada de estudos na França. A anistia parcial, dois anos depois, não foi suficiente para trazê-la de volta, o que aconteceria somente em 1984.

“A luta armada foi a estratégia certa? Você faria tudo de novo?”, pergunto-lhe.

“Com a cabeça que tenho hoje, não. Terminamos derrotados, muitos de nós perderam a vida por nada”, diz ela.

“Até hoje não fizeram a reflexão de que pregávamos uma ditadura de esquerda – que são terríveis. Muitos não queriam ver as denúncias que vinham da União Soviética sobre perseguições e mortes.”

Foi esta reflexão sobre o comunismo que lhe inspirou a escrever o livro Um Cadáver ao Sol, que relata, segundo ela, como a ditadura comunista pode conduzir à “autodestruição”.

“A democracia ainda é o caminho para construir vielas de idealização. Pode não ser perfeito, mas é a melhor forma de governo”.

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Cadela que ajuda jovem com mal genético recebe prêmio no Reino Unido

 

Publicado por BBC [via UOL]

A inglesa Lucy Watts, de 20 anos, é portadora de uma doença genética rara, a síndrome de Ehlers-Danlos (que afeta articulações, músculos, ligamentos e vasos sanguíneos), e está em estado terminal.

Mas ela conta que sua cocker spaniel Molly lhe dá forças e esperança, além de ajudá-la com tarefas cotidianas.

“Ela é minha melhor amiga, minha companheira. A luz da minha vida”, diz Lucy. “Quando tenho um dia difícil – e acredite, isso acontece com frequência -, olho para Molly e penso que tenho que continuar vivendo.”

Sua história ganhou destaque na Grã-Bretanha após as duas serem premiadas em um show anual de cães, o Crufts, com o troféu “Amigos para toda a vida”.

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“Racistas precisam morrer”, diz Oprah em entrevista a BBC

Uma das mulheres mais influentes do mundo segundo a revista Forbes, a apresentadora Oprah Winfrey não mediu palavras ao falar sobre racismo em entrevista à emissora britânica BBC nesta sexta-feira

Oprah Winfrey diz que velhos racistas devem morrer para que alguma real mudança aconteça na sociedade
Oprah Winfrey diz que velhos racistas devem morrer para que alguma real mudança aconteça na sociedade

Publicado originalmente no Virgula

Uma das mulheres mais influentes do mundo segundo a revista Forbes, a apresentadora Oprah Winfrey não mediu palavras ao falar sobre racismo em entrevista à emissora britânica BBC nesta sexta-feira (15). “Ainda há gerações de pessoas, pessoas mais velhas, que nasceram e foram criadas e marinadas nisso, nesse preconceito e racismo, e elas simplesmente precisam morrer [para que a sociedade mude]“, disse.

Espantado com a franqueza da resposta, o entrevistador Will Gompertz questionou se Oprah achava se o presidente Barack Obama já tinha sido vítima de racismo.

“Isso provavemente passou pela minha cabeça mais do que pela sua”, respondeu. “Acho que há um nível de desrespeito enorme que ocorre naquele gabinete. Já deve ocorrer naturalmente em alguns casos, e tavez muito mais por ele ser afro-americano. Não há questão a respeito disso, e é o tipo de coisa sobre a qual todo mundo pensa, mas ninguém fala”, conclui.

A entrevista teve como assunto principal o filme O Mordomo, do diretor Lee Daniels, que tem Oprah no elenco. O longa-metragem trata da história de um mordomo afro-americano que trabalhou na Casa Branca, nos EUA, acompanhando os mandatos de diversos presidentes norte-americanos.

dica do Obadias de Deus

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