Motorista atropela 15 pessoas em saída de igreja e foge

Mãe com bebê no colo foi atingida; suspeita é de alta velocidade e motorista fugiu

Publicado no R7

Um carro atropelou 15 pessoas que saíam de uma igreja, na noite de domingo (9), na zona norte de São Paulo. O motorista fugiu sem prestar socorro. A suspeita é de que o veículo estava em alta velocidade. Um bebê de cinco meses estava no coloca da mãe que foi atingida.

Todas as vítimas estavam saindo de uma igreja quando foram atingidas na calçada. O casal dono de um carro preto, que estava estacionado, e os três filhos foram atingidos. Uma das crianças tem cinco meses, como conta a parente das vítimas, Suzimara Vieira Martins.

— Ela tem cinco meses. Imagina uma criança no colo da mãe, um impacto desses, ir parar longe. Só está viva por Deus.

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O pastor da igreja, a mulher dele e a filha de seis anos também ficaram feridos. Oito vítimas foram socorridas pelos bombeiros e pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência). Testemunhas disseram que outras sete vítimas foram levadas por moradores a hospitais da região. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), as marcas no asfalto mostram que o carro andou cerca de 40 metros antes de parar o que sugerer que o veículo estaria em alta velocidade.

A velocidade exata do carro na hora do atropelamento vai ser apontada pela perícia. A avemida Roland Garros, na Vila Medeiros, tem tráfego em dois sentidos de direção.

A velocidade máxima permitida é de 50 km/h. O motorista do carro que provocou o acidente quebrou o vidro traseiro para fugir junto com a mulher que estava com ele.

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Série com Jesus negro desperta ira de conservadores nos EUA

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Publicado no Terra

Estreou nos Estados Unidos o seriado humorístico americano Black Jesus (Jesus Negro) que, mesmo antes de ir ao ar, já havia despertado a ira de grupos cristãos e de conservadores.

A série do canal de TV a cabo Adult Swim tem como protagonista um sorridente Jesus Cristo negro que bebe, fuma maconha e fala palavrões ao passear de túnica branca pelas ruas de Compton, um bairro pobre de maioria negra em Los Angeles.

No primeiro episódio, que foi ao ar na quinta-feira (7), o personagem transforma água mineral em conhaque e tenta transformar um terreno baldio em um jardim comunitário – onde pretende plantar legumes e verduras e maconha.

Os produtores tinham lançado apenas um trailer de dois minutos antes do episódio de quinta-feira, mas já foi suficiente para que a série fosse taxada de blasfema e que grupos lançassem campanhas para não deixá-la ir ao ar.

O idealizador da série, Aaron McGruder, é autor do polêmicoThe Boondocks, quadrinhos que foram transformados em um seriado de animação que aborda temas complexos como o racismo e a luta de classes nos Estados Unidos.

A sátira é contada da perspectiva de irmãos negros que vivem na casa do avô em um bairro de maioria branca em Chicago.

Interpretação possível

De acordo com o Adult Swim, uma programação para adultos que só vai ao ar à noite no canal Cartoon Network, Black Jesus representa um “filho de Deus em sua missão para difundir o amor e a bondade pelo bairro de Compton, ajudado por seu pequeno e fiel grupo de seguidores oprimidos”.

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Em uma nota, o canal disse à BBC que a série é uma sátira e uma interpretação possível da mensagem de Jesus, contextualizada por contos morais do dia a dia. Além disso, afirmam que “embora alguns possam considerá-la uma representação polêmica de Jesus, não é nossa intenção ofender qualquer raça ou grupo religioso”.

A explicação do Adult Swim parece não ter convencido organizadores de campanhas para que a série não vá ao ar, como a Um Milhão de Mães, parte da conservadora Associação Americana da Família (AFA, na sigla em inglês).

Para o grupo, o trailer é “desagradável” porque mostra Jesus Cristo “bebendo e fumando erva”, falando palavrões e “utilizando o nome de Deus em vão diversas vezes”. “Há violência, tiroteios, drogas e outros gestos impróprios que distorcem a figura de Jesus completamente. Isto é blasfêmia!”, afirmam os responsáveis de Um Milhão de Mães, que também destacam que o Adult Swim não “se atreveria a ridicularizar Maomé ou os muçulmanos”.

A organização de mães não está só em sua batalha contra Jesus Negro. O Christian Broadcasting Network, por exemplo, lançou um abaixo-assinado contra o seriado. Eles dizem que são contra a série não porque Jesus Cristo é representado por um ator negro, mas sim pelas qualidades que os produtores lhe dão e pelo ambiente em que a trama se desenrola.

Estereótipos raciais

O programa também irritou congregações de maioria afro-americana, como a Igreja Cristã da Esperança em Beltsville, no Estado de Maryland, cujo bispo, Harry Jackson, pediu um boicote por acreditar que o seriado “reforça estereótipos raciais negativos em um tempo em que se tenta minar o respeito da sociedade aos cristãos e suas crenças bíblicas”.

Já a Nação Messiânica Africana, uma organização que se opõe à representação eurocêntrica de Jesus, também rechaçou a série, argumentando que ela ataca o conceito de um “Messias negro” pelo qual vêm lutando há anos.

“A representação que Jesus Negro faz de Jesus Cristo é uma desgraça para todos que na última década dedicaram as suas vidas à promoção de uma imagem de um Messias negro”, afirmou à BBC Mundo Paul Scott, fundador da organização.

A polêmica era esperada pelo professor Edward Blum, da Universidade Estatal de San Diego, na Califórnia e autor do livro A Cor de Cristo, no qual analisa diferentes representações de Jesus Cristo ao largo da história.

“Nos Estados Unidos, qualquer questão racial se transforma em polêmica. O mesmo acontece com questões religiosas. Ou seja, se misturarem raça e religião no mesmo assunto, a polêmica é ainda maior”, disse à BBC Mundo.

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Casal australiano abandona bebê com Síndrome de Down na Tailândia

Australianos levaram um dos irmãos e deixaram Gammy, que tem down.
Mãe que foi barriga de aluguel não pode pagar custos de cirurgia.

Foto do pequeno Gammy no site de financiamento coletivo 'Gofundme' (foto: Reprodução/Gofundme)
Foto do pequeno Gammy no site de financiamento coletivo ‘Gofundme’ (foto: Reprodução/Gofundme)

Publicado no G1

Um casal australiano que contratou uma mãe de aluguel na Tailândia abandonou um dos bebês gêmeos porque ele tinha Síndrome de Down, noticiaram jornais australianos e ingleses nesta sexta-feira (1º). Gammy, que agora tem seis meses, tem também uma doença congênita no coração, e uma campanha está levantando fundos para ajudar sua jovem mãe a pagar pela cirurgia em Bangcoc.

Segundo o jornal “Sydney Morning Herald”, a mãe, Pattharamon Janbua, de 21 anos, recebeu US$ 11,7 mil para ser barriga de aluguel para um casal australiano que não podia ter filhos. “Eu perguntei para o agente se tinha que dormir com o homem. Eu era uma menina inocente e não conhecia nada sobre esse negócio”, disse ela.

Janbua disse que três meses após ter recebido o óvulo fecundado, ela descobriu que teria gêmeos. O agente ofereceu a ela US$ 1673 a mais pelo segundo bebê. No mês seguinte, após fazer exames de rotina, os médicos detectaram a Síndrome de Down. Os pais australianos foram avisados e disseram que não queriam ficar com o bebê, segundo uma fonte ligada à família.

“Eles me disseram para abortar, mas eu não queria pois tenho medo do pecado”, disse a jovem tailandesa, que é budista. Quando os bebês nasceram, o agente levou a menina e deixou o irmão com Down. A jovem nunca viu o casal. Ela disse que o agente não pagou US$ 2.341 do montante acordado.

“Eu gostaria de dizer para as tailandesas: não entrem no negócio de mãe de aluguel. Não pensem só no dinheiro. Se algo dá errado ninguém vai nos ajudar e o bebê será abandonado e aí nós teremos que assumir a responsabilidade”, disse Janbua ao jornal. De acordo com a reportagem, a lei tailandesa só permite a barriga de aluguel caso uma familiar o faça de livre e espontânea vontade.

Uma campanha no site de financiamento coletivo Gofundme visa arrecadar US$ 150 mil para a mãe – em dez dias, mais de 2 mil pessoas já doaram US$ 102 mil.

Casal australiano pediu para a mãe de aluguel fazer um aborto (foto: Reprodução/Gofundme)
Casal australiano pediu para a mãe de aluguel fazer um aborto (foto: Reprodução/Gofundme)

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‘Bebê ariano perfeito’ da propaganda nazista é judeu

Montagem mostra Hessy Taft hoje e a capa da revista nazista: "criança ariana perfeita" era, na verdade, judia
Montagem mostra Hessy Taft hoje e a capa da revista nazista: “criança ariana perfeita” era, na verdade, judia

Publicado na Exame

Uma descoberta e tanto após sete décadas da ascensão e queda nazista na Segunda Guerra Mundial.

Uma criança escolhida pessoalmente por Joseph Goebbels para estampar uma propaganda nazista que mostrava o exemplo de “criança ariana perfeita” é, na verdade, judia.

A mulher é Hessy Taft, de 80 anos, que vive hoje em Nova York e é professora de química.

Recentemente, ela doou uma cópia de uma revista nazista com sua foto na capa ao Memorial do Holocausto Yad Vashem, em Israel.

História

Hessy conta que, em 1935, quando tinha seis meses, sua mãe pediu a um famoso fotógrafo de Berlim, Hans Ballin, para tirar uma foto sua.

Meses depois da sessão de fotos no estúdio, a mãe de Hessy viu uma revista “Sonne ins Haus” (“Sol na Casa”, uma publicação voltada para a família) com a sua foto na capa.

A edição era feita por um amigo direto do nazista Hermann Goering. A foto de Hessy fora escolhida pessoalmente por Goebbels.

A mãe foi atrás de Ballin e questionou o motivo dele permitir o uso da foto, já que sabia desde o começo que ela e a bebê eram judias.

O fotógrafo respondeu: “Queria fazer os nazistas parecerem ridículos”.

“Eu sinto uma espécie de vingança, algo de satisfatório”, conforme reportou o The Independent.

“Estou rindo agora, mas não teria sobrevivido se os nazistas descobrissem a origem da foto”, completou.

Em 1938, o pai de Hessy foi preso pela Gestapo. A família se mudou para a Letônia e de lá foram para Paris.

Quando a cidade foi tomada pelos nazistas, fugiram para Cuba e, depois, chegaram aos Estados Unidos, em 1949.

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