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Belo anuncia que vai cantar para o Papa Francisco

Em entrevista à Beat 98, cantor afirmou que participará da Jornada Mundial da Juventude. Assessoria do evento, no entanto, nega a informação.

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Publicado no EGO

Em entrevista à rádio Beat 98, o cantor Belo afirmou que cantará para o Papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, que acontece no Rio de Janeiro entre os dias 22 e 28 de julho.

A assessoria de imprensa do evento, no entanto, negou a participação do cantor através de nota oficial:

“A Jornada Mundial da Juventude nega a participação do cantor Belo em qualquer evento de sua programação”.

Ouça aqui trecho da entrevista

Durante a entrevista, o cantor disse que fará uma participação com Padre Marcelo Rossi: “Vamos cantar 4 músicas, entre elas ‘Noites Traiçoeiras’”. Belo aproveitou também para nega que vá seguir carreira política: “Não preciso de política, sou cantor. Só viraria político se pudesse fazer ainda mais do que faço pelo povo.”

O quadro sem cores

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Bruno Pereira, no E O Diabo a 4 Blog

No meio de sons e gritos, eu me enclausuro no silêncio. Entre as imagens e quadros espalhados pelo ateliê, eu foco o que é invisível. Entre as palavras ditas sobre um caixote onde os ouvintes estão na inércia da vida, eu prefiro o sossego de caminhar a passos lentos.

Caminho pela vida, por suas estradas, onde os ambulantes oferecem imagens de fundo de quintal, onde o repente do violeiro não fala sobre a seca e o amor, mas enaltece a tal prosperidade, sem poesia canta repetições, em um ardor quase infernal.

As imagens e palavras que pintam e conceituam Deus não passam de rabiscos e ruídos que poluem a vida, que cegam inocentes. São dogmas impostos como se fôssemos escravos da interpretação dos senhores…

Poeticamente já conceituei Deus:
“Deus é fruto colhido no quintal da casa da avó. Ele é a sombra da mangueira. O amarelo do caju. Deus é a comunhão entre os que o provam no gostinho do suco caseiro da vovó”.

No entanto, tenho silenciado conceitos e deletado imagens. Percebo que assim é mais saudável viver, mais responsável com a vida e o próximo.

Vejo o belo, mas não como algo transcendente, e sim humano. Vejo as flores, mas não como imagens de Deus, e sim como criação do solo fértil e da chuva que rega.

Amo. Não porque Deus seja amor, mas porque o Amor faz bem, faz o bem, é cura, é cuidado, sorriso e lágrimas. Amar é conspirar. Respirar o mesmo ar com o outro, com outros, com todos.

O outro é sempre mais importante que o conceito sobre qualquer deus. Gerar vida deve ser o primeiro pensamento antes de se pregar uma verdade absoluta.

Jean-Yves Leloup afirma:

“Deus não existe, Ele é. Se Deus existisse, como tudo aquilo que existe, um dia teria que deixar de existir. Dessa maneira, todos os deuses, investidos pelas nossas adorações cegas da existência, são ídolos. O verdadeiro Deus não existe e toda apropriação de ‘verdadeiro’ é uma fábrica de ídolos por vezes mortíferos e perigosos. ‘Meu’ Deus não é o ‘teu’ Deus e em nome desse Deus que ‘temos’, todos os crimes são permitidos…”

Esvaziar-se das velhas imagens é limpar dos olhos a catarata que embaça a vida. Espanar as teias de aranha do telhado é tornar o ambiente convidativo. Sacuda o sofá, tire dele toda a poeira. Um convite para sentar, uma conversa, o vinho que umedece os lábios. Sem imagens, faça da presença do outro uma oração de agradecimento à vida.

O dia em que Ariano se compadeceu

Foto: Google Imagens

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Publicado por Humberto Wernek

À porta da casa onde Ariano Suassuna nos aguardava, a moça, misto de assessora e anjo da guarda, me sussurrou a recomendação:

- Não toque no assunto da morte do pai.

- Por quê? – indaguei.

- Pode acabar muito mal – encerrou ela, tão enfática quanto enigmática.

E essa agora? Não esperava assuntos interditos quando cheguei ao Recife, naquele outubro de 2011, com a missão de entrevistar o criador do Auto da Compadecida para a revista Mitsubishi.

O próprio Ariano, jovialíssimo em seus 81 anos de idade, nos recebeu na varanda do belo casarão de 1870, no bairro de Casa Forte, onde vive desde 1959 com a mulher, Zélia. Saiu mostrando a propriedade. No mesmo terreno estreito e longo, que vai de um quarteirão a outro, as filhas Maria, Mariana e Ana Rita construíram suas casas. Outra, Isabel, morava em frente. O primogênito Joaquim estava passando uma temporada com os pais, de forma que naquele momento só um dos filhos, Manuel, não tinha sua base ali ou nas proximidades. Quase todos os netos – 15, à época – cresciam à sombra dos avós. Para desgosto de Ariano, um dos meninos resultou não ser torcedor do Sport, infortúnio que ele pôs na conta do genro: “Não perdoo o ‘missionário’ que o converteu”, brincou, sem esconder o desgosto de ter casado três filhas com torcedores do Náutico.

Foi uma conversa ótima, embora a mim, como repórter, me incomodasse a presença de alentada plateia, na qual se incluía a moça que me recomendara evitar o assunto da morte do pai. Ariano não me parecia ser homem de suscetibilidades, e muito menos de luxos e de cerimônia. Hospitaleiro, certa vez foi capaz de um gesto amalucado para deixar à vontade um iluminador de TV que, em meio à gravação, quebrou um dos boizinhos de barro que enfeitavam a sala. O que fez o dono das reses? Apanhou outro boizinho e o espatifou no chão.

Apesar da advertência, era fatal que a entrevista, largamente biográfica, caminhasse para o que foi a grande tragédia na vida do escritor. Seu pai, João Suassuna, ex-governador da Paraíba, era deputado federal quando um primo de sua mulher, João Dantas, matou no Recife o governador paraibano, João Pessoa, crime que veio a ser o estopim da Revolução de 30. Em 9 de outubro, seis dias depois da eclosão do movimento, como retaliação, João Suassuna foi assassinado pelas costas por um pistoleiro.

Para Ariano, que tinha apenas 3 anos, aquele haveria de ser, claro, um trauma vitalício, agravado pela dor suplementar de ver a imagem do pai equivocadamente associada às carcomidas forças contra as quais se fez a Revolução. “Mas mataram meu Pai. Desde esse dia, / eu me vi, como um Cego, sem meu Guia, / que se foi para o Sol, transfigurado”, dirá nos versos de um soneto. Numa entrevista em 2000, perguntaram-lhe se, tanto tempo depois, perdoaria o assassino do pai. “Esse é um processo que ainda está em curso”, limitou-se a responder.

Foi o que me animou a ignorar a recomendação do anjo da guarda. Mal fiz a pergunta, senti instaurar-se na sala um espinhento desconforto e a emoção chacoalhar o entrevistado. A coisa vai mesmo acabar mal – cheguei a pensar.

Mas não. Entre pausas abissais, Ariano foi desencavando a lembrança do que lhe dissera certa amiga: é mais fácil rezar a Ave Maria do que o Pai Nosso, já que o Pai Nosso manda “perdoar a quem nos tem ofendido”. Pedregoso silêncio. “É um processo difícil”, retomou o escritor, agora invocando a mãe, dona Rita de Cássia, que próxima dos 90 anos lhe contou ter finalmente conseguido perdoar o matador de seu marido.

Nova pausa.

“Se eu me digo religioso, tenho a obrigação de perdoar”, admitiu Ariano Suassuna, que, nascido católico, só aos 25 anos se fez batizar. “Acredito no Demônio e acredito no Inferno. Mas não acredito que o Inferno seja eterno, nem que haja punição eterna, porque absoluto, só Deus.” Sem dizer-lhe o nome, o criador do Auto da Compadecida falava de um provável habitante do Inferno, Miguel Alves de Souza, o pistoleiro que matou seu pai – e, pela primeira vez, concedeu: “Se depender de uma concordância minha, ele sai hoje mesmo”.

Vaticano corrige Papa: Ateus ainda vão para o inferno

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Publicado originalmente na Examiner

Após o papa Francisco dizer ao mundo que mesmo os ateus podem ir para o céu, o Vaticano divulgou um comunicado: ateus ainda vão para o inferno.

O Vaticano emitiu “nota explicativa sobre significado de ‘salvação”, na quinta-feira, 23 de maio, após a mídia noticiar que o papa Francisco “prometeu o céu a todos engajados em boas ações”, incluindo os ateus.

Em resposta às matérias publicadas em sites e jornais, o Rev. Thomas Rosica, porta-voz do Vaticano, disse que pessoas que conhecem a Igreja Católica “não podem ser salvas” se “recusarem-se a entrar nela ou fazer parte dela”.

(Ou seja: ateus ainda estão indo para inferno se não aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador.)

O porta-voz também disse que o papa Francisco não tinha “intenção de provocar um debate teológico sobre a natureza da salvação” na sua homilia na última quarta-feira.

A confusão teológica começou após o líder de 1,2 bilhão de católicos romanos no mundo declarar em sua mensagem que ateus iriam desfrutar da salvação se fossem boas pessoas. O papa Francisco disse:

“O Senhor redimiu a nós todos, a todos, pelo sangue de Cristo: todos nós, não apenas católicos. Todos! “Padre… os ateus também? Mesmo os ateus?” Todos!”

“Fomos criados filhos à semelhança de Deus e o sangue de Cristo redimiu a nós todos! E todos temos o dever de fazer o bem. E esse mandamento para todos fazermos bem, penso ser um belo caminho para a paz. Se nós, cada um fazendo a sua parte, fizermos o bem uns aos outros, se nos encontrarmos lá, fazendo o bem, então iremos gradualmente criando uma cultura de encontro. Devemos nos encontrar na prática do bem. “Mas eu sou ateu, padre. Eu não creio…” “Faça o bem e nos encontraremos lá.”

tradução: Walter Cruz

Guitarrista do Queen diz que programa The Voice é um insulto à música

Em seu site, May disse acreditar que o reality show não merece qualquer legitimidade e que é “o programa mais deprimente da TV”.

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Publicado originalmente no Rock Nordeste

Parece que o lendário guitarrista do Queen, Brian May, quer mesmo comprar briga com o pessoal da BBC e toda uma legião de fãs do programa The Voice, que aqui no Brasil é conhecido por The Voice Brasil. Em seu site na  internet, May disse acreditar que o reality show não merece qualquer legitimidade e que é “o programa mais deprimente da TV”. A postagem já tem quase um mês que foi feita, mas só agora parece que fez o efeito desejado pela grande mídia britânica.

Outros adjetivos foram dados ao  musical, como “estúpido” e “depressivo”. Ele defendeu ainda que o programa acabe o mais rápido possível, naturalmente, quando as pessoas irão perder o gosto por isso.

“Quando alguém canta ou toca, de verdade, não precisa ficar se esgoelando para tentar persuadir alguém a notá-lo. Basta ter alguma mensagem, emoções sublimes, algo belo que possa ser compartilhado pelo músico com um público, que dá a atenção àquilo que ele acredita merecer”, disse o músico que emendou ainda afirmando que “ é totalmente estúpida a ideia de que alguém possa julgar um cantor virado de costas para ele e perder todo esse contato”.

O The Voice foi lançado originalmente na Holanda e atualmente tem edições em diversos países, inclusive no Brasil. Na atração, os jurados selecionam os candidatos de costas e apenas se viram para os competidores caso aprovem sua performance. Na versão da BBC, o programa é comandado Jessie J  e Will.iam e Tom Jones.

E aê, o que vocês acharam da opinião do virtuoso guitarrista, Phd em astrofísica e reitor da Universidade John Moores de Liverpool? Vocês concordam ou não?

Segue a íntegra da declaração do guitarrista do Queen.

“Desculpe, eu odeio ser negativo – mas eu tenho que dizer isso.

Na minha opinião, o ‘The Voice’ é absolutamente o programa mais irritante, estúpido e depressivo na televisão. É também um insulto à música e aos músicos.

Toda vez que eu vejo jovens cantores arrebentando suas entranhas para tentar conquistar a atenção de alguém, que está grosseiramente sentado de costas para o cantor… eu me sinto enojado.

O programa rebaixa o ato de cantar a um nível de um obstáculo estúpido. Isso não é definitivamente o sentido da música.

Quando alguém canta ou toca, de verdade, não precisa ficar se esgoelando para tentar persuadir alguém a notá-lo. Basta ter alguma mensagem, emoções sublimes, algo belo que possa ser compartilhado pelo músico com um público, que dá a atenção àquilo que ele acredita merecer. A apresentação é tudo que um músico pode oferecer… sua voz, seu som, sua linguagem corporal, sua expressão facial, um contato visual íntimo. É totalmente estúpida a ideia de que alguém possa julgar um cantor virado de costas para ele e perder todo esse contato. Para mim, isso não faz o menor sentido. É totalmente venenoso para o crescimento de jovens músicos.

Eu odeio ver o ótimo  Tom Jones preso nesse cenário, que parece depravar todos a perderem sua dignidade.

Eu espero que esse programa tenha uma morte natural em breve.”