
Mr. Catra reúne parte de sua prole para o especial de Dia dos Pais do EGO (Foto: Marcos Serra Lima/EGO)
Patrícia Teixeira, no EGO
Se um é pouco, dois é bom e três é demais… Imagina 21? Sim, Mr. Catra é pai de 21 filhos (com 14 mulheres diferentes) e, se depender dele, essa conta não vai parar no número ímpar. Para o especial do Dia dos Pais do EGO, o cantor tentou reunir parte de sua prole em sua casa de Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, e contou sobre sua rotina com os filhos.
Se você acha que ele consegue lembrar o nome de todos, se engana. “Você consegue falar a escalação do seu time? Eu não. Tenho uma ‘colinha’ no carro que me ajuda muito”, brincou o cantor, logo no início da entrevista. Apesar do entra e sai que acontecia no local, Catra conseguiu mostrar o carinho que tem por cada um. Tem filho engraçado, talentoso, tranquilão, mas o que Catra festeja é que todos os homens de seu clã são garanhões: “Cada um tem seu estilo, um é mais neurótico, outro mais playboy, mas graças a Deus todos são garanhões. Vai gostar de mulher assim lá longe. As mulheres são mais tranquilas, não são periguetes. Uma já é casada, outra está na igreja”.
Entre os valores que tenta passar para toda a sua cria estão a humildade e o amor: “Por mais que pareça difícil, o certo é sempre mais fácil de passar. O certo é aquilo que você sente dentro do seu coração. Todo mundo nasce bom, todo mundo nasce puro. Receio que meus filhos dêem muito ouvido à cultura ocidental. Que deixem de ser sagrados, que deixem de acreditar no verdadeiro para acreditar no ilusório. Isso significa que na nossa sociedade, todo mundo vive de sensação, não vive de realidade. Sensação de segurança, de poder. Sensação não é nada”, explicou o cantor.
Pé da galinha não mata o pinto
Amável com as crianças, ele afirma que não gosta de bater nos filhos e que sempre prefere conversar: “Sou mais do diálogo. Mas o pé da galinha não mata o pinto”, disse sobre o fato de, vez em quando, dar uns tapinhas neles.
“Eu acho melhor ver a plantação que seu filho está fazendo para depois poder mostrar a colheita. A plantação é livre, mas a colheita é obrigatória. Se você colocar isso na mente dos seus filhos, eles não vão plantar coisas erradas porque, certamente, vão querer colher coisas boas”, ensinou.
Aos 43 anos, Catra, que teve seu primeiro filho aos 21, ainda não está certo de que quer fechar a fábrica. “Ainda tenho disposição e é essa disposição que me dá virilidade. Só paro de fazer filho se o pessoal aqui me der o direito de defesa”, divertiu-se o cantor, apontando para sua mulher Silvia, de 33 anos.
Paixão por joias: herança de Catra
Quando pronunciada a palavra dinheiro, Catra rapidamente trata de substituí-la pela palavra benção. E ele garantiu que sua relação com toda grana que juntou, nada tem a ver com soberba e extravagância: “Não existe a palavra dinheiro na minha casa, existe prosperidade e benção. Porque você tem que separar o que é dinheiro de benção e o de maldição. Dinheiro bom compra coisa boa, dinheiro ruim compra coisa ruim. Por mais que você vá a uma loja de marca ou compre um Porshe Panamera, um boing ou um iate, se for com dinheiro ruim, tudo isso é ruim também”.
Apesar de tanta humildade, Catra não dispensa os ouros que carrega nos dedos, no pulso e no pescoço. Questionado se os filhos também gostam de joias, ele foi direto: “Todos! Joia e tatuagem são coisas espirituais. Se você tem, elas precisam significar alguma coisa que venha lhe proteger ou lhe lembrar da presença de Deus. Tenho um cordão que nos elos está escrita a frase: “família sagrada família”, em hebraico. No outro, eu tenho uma estrela de Davi que representa a união dos povos. Eu mesmo que desenho e mando confeccionar. Sou sócio de um joalheiro em Minas Gerais. Quando meus filhos me pedem algo, faço o que posso. Me viro nos 30. Mas também digo que tudo tem seu limite e sua idade. Não vou dar um carro para um menino de 11 anos. Apesar de que meu pai fez tudo para mim antes do tempo”. Continue lendo →