“Somos um só corpo, um só projeto”, diz Aécio sobre apoio de Marina

Aécio Neves esteve em Aparecida (SP) para acompanhar as celebrações do dia da padroeira do Brasil (foto: Marcelo Brammer/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
Aécio Neves esteve em Aparecida (SP) para acompanhar as celebrações do dia da padroeira do Brasil (foto: Marcelo Brammer/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

Vinícius Segalla, no UOL

Durante visita a Aparecida (SP), no dia da Padroeira do Brasil, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, agradeceu o apoio da candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (PSB). “Hoje, com a bênção de Nossa Senhora Aparecida, é um dia glorioso para a nossa campanha. Recebo com muita honra e responsabilidade o apoio de Marina Silva. A partir de agora somos um só corpo, um só projeto”, disse.

Ele voltou a afirmar que agora, no segundo turno, a candidatura dele “não é de um só partido ou de uma só aliança, mas de todos aqueles que desejam mudança e a volta da decência na política brasileira”.

Terceira candidata mais votada no primeiro turno das eleições presidenciais, Marina anunciou neste domingo (12) apoio formal a Aécio, contra a presidente Dilma Rousseff (PT). “Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos”, disse Marina ao ler nota.

O candidato revelou que conversou na noite de ontem com a pessebista. “Apenas não cabia a mim, é claro, fazer essa revelação. Marina tem seu tempo, que nós respeitamos e agradecemos”, afirmou.

Perguntado se Marina Silva irá subir em seu palanque, participar de ato públicos ou gravar propagandas, Aécio respondeu que “já é motivo de muita alegria seu apoio público. Não é hora de fazer mais exigências e mais pedidos”. Marina já havia dito que não subiria no palanque do tucano, nem apareceria em propaganda, mesmo com o apoio.

Ao saber do anúncio, Dilma disse não acreditar que os votos da candidata derrotada serão automaticamente transferidos para o candidato do PSDB. “Não acredito que haja uma transferência automática pra ninguém”, disse. Em São Paulo, Dilma negou que a coordenação de sua campanha tenha falhado ao tentar atrair Marina para a sua candidatura, como o ministro-chefe da Secretaria da Presidência, Gilberto Carvalho, havia dito que o PT faria, no último domingo (5).  “Nós não falhamos. Eles é que tinham outro alinhamento”, disse.

Visita a Aparecida

Aécio Neves foi a Aparecida (SP) acompanhado de sua mulher, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e da primeira-dama Lu, e do senador eleito José Serra (PSDB), para louvar a Padroeira do Brasil, conforme ele mesmo disse. Mas não só isso. O candidato começou a entrevista coletiva, na parte que era reservada a assuntos religiosos, respondendo sobre sua religiosidade, informando que é católico e dizendo que, se for eleito presidente, oferecerá parcerias à Prefeitura de Aparecida para a realização de obras de mobilidade urbana.

“O Brasil tem uma empresa brasileira de turismo (Embratur) que nunca se preocupou em divulgar as festas e calendário religioso de Aparecida. Também irei oferecer essa parceria, deixo aqui este compromisso hoje”.

D. Darcy, o bispo auxiliar de Aparecida, resolveu fazer uma ressalva após a fala do candidato do PSDB: “Não era nossa intenção fazer uma coletiva tucana. Entramos em contato com a campanha da presidente Dilma, que disse que não seria possível vir aqui, por uma questão de agenda. Aqui todos são queridos”.

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Alckmin ora com pastores e defende parcerias com entidades religiosas

Geraldo Alckmin durante culto na Igreja El Shaddai, associada ao Ministério Internacional da Restauração (foto: Danilo Verpa/Folhapress)
Geraldo Alckmin durante culto na Igreja El Shaddai, associada ao Ministério Internacional da Restauração (foto: Danilo Verpa/Folhapress)

Gustavo Uribe, na Folha de S.Paulo

Em busca do apoio evangélico na disputa eleitoral deste ano, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), subiu nesta quinta-feira (11) no altar de uma igreja neopentecostal e defendeu a manutenção das parcerias do governo estadual com entidades religiosas para a reabilitação de dependentes químicos.

Em discurso a uma plateia de 400 pastores, no qual pregou os princípios cristãos e o fortalecimento da família, o tucano disse que o consumo de crack no país se tornou uma “epidemia” e defendeu a importância do trabalho social das igrejas evangélicas.

“Eu vim pedir as orações de vocês. Nós somos parceiros e iremos trabalhar juntos no trabalho social das igrejas, procurando apoiar quem mais precisa”, garantiu.

Na disputa estadual deste ano, a ampliação das parcerias com entidades religiosas em programas para dependentes químicos é uma das principais reivindicações de lideranças evangélicas, que dialogam com quase um quarto dos paulistas.

A Secretaria da Justiça de São Paulo possui atualmente convênios com 31 comunidades terapêuticas, com ou sem vínculos religiosos, nas quais oferece 787 vagas. O valor médio pago por mês por vaga ocupada é de R$ 1.350.

No palco da Igreja El Shaddai, associada à denominação Ministério Internacional da Restauração e com 850 templos no Estado, o tucano orou de olhos fechados e recebeu a bênção dos pastores.

“Não há nada mais importante, mais bonito na vida, que evangelizar e levar a palavra de Deus às pessoas”, pregou o governador.

Em discurso de tom religioso, o tucano defendeu a unidade familiar como a “primeira célula da nação” e elogiou a atuação da igreja evangélica em São Paulo.

“Eu vim aqui para agradecer: quanto mais vocês trabalharem e levarem sua mensagem, melhor para São Paulo e para o Brasil”, disse o tucano, sob gritos de “aleluia” dos pastores presentes na plateia.

No final do encontro, o apóstolo Fábio Abbud, presidente da Igreja El Shaddai, pediu o apoio dos pastores presentes ao tucano.

A última pesquisa Datafolha, divulgada nesta quarta-feira (10), mostrou que a expectativa de voto de Alckmin entre os eleitores que se declaram evangélicos pentecostais é de 49%. Em agosto, no entanto, ela chegava a 63%.

CONFIDENCIAL

A participação do tucano na reunião com evangélicos não foi divulgada pela assessoria de imprensa do governo ou da campanha.

Desde o início da disputa estadual, em julho, o governador tem participado de agendas religiosas, em igrejas católicas e evangélicas, que são tratadas por sua equipe como “confidenciais”.

De acordo com tucanos, elas não são informadas para que a presença de jornalistas não atrapalhe os cultos e para que a divulgação da visita não cause atritos com outras igrejas que ainda não foram visitadas pelo tucano.

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Motorista promete Bíblia para escapar de multa

título original: Motorista alega até QI alto para escapar de multa; veja mais desculpas

Elvis Pereira, na Folha de S.Paulo

A Jari (Junta Administrativa de Recursos de Infrações) paulistana coleciona argumentos curiosos apresentados por motoristas que contestavam multas de trânsito. Já houve condutor quem alegou ter o QI acima da média e quem pediu para ter a infração anulada na tentativa de salvar o casamento.

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Confiram as demais aqui.

 

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“Estou em uma missão de Deus”, diz Kanye West

Rapper respondeu críticos de maneira firme e filosófica: “vocês não querem ir contra o poder”

111913-kanye-west-600-1384897655Publicado no Terra

Kanye West respondeu aos críticos de uma maneira curiosa. Em entrevista para uma rádio, o rapper disse acreditar que está em uma “missão de Deus”. As informações são do site NME.

Falando diretamente aos críticos de sua música, West disparou: “não se preocupe com a maneira que eu estou dizendo o que estou dizendo. Olhe para o que eu digo e para quais são as minhas intenções. Vocês não querem ir contra o poder. Estou trabalhando em uma missão, e essa é uma missão de Deus. Vou deixar bem claro exatamente o que eu estou fazendo aqui. Estou aqui para ajudar. Eu vou fornecer toda a bênção que tenho”, disse.

A declaração vem em um momento curioso, uma vez que West tem sido um dos rappers mais elogiados e paparicados nos últimos meses, especialmente com toda a repercussão de seu casamento com a modelo Kim Kardashian, que aconteceu no último dia 24 de maio.

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Padre é afastado de igreja após abençoar casal gay em Goiânia

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Publicado no G1

Uma bênção concedida a um casal gay motivou o afastamento do padre César Garcia de suas atividades na Paróquia São Leopoldo, em Goiânia. A decisão foi comunicada a ele na terça-feira (10) pelo arcebispo de Goiânia, dom Washington Cruz. O pároco deve permanecer ausente das atividades até que a Igreja Católica conclua um inquérito sobre o caso.

A medida é consequência da presença do religioso em um evento no último dia 20, quando dois arquitetos celebraram a união homoafetiva, que já dura 11 anos. César Garcia foi um dos convidados para a celebração na residência do casal.

Padre César relata que esteve no local como amigo dos arquitetos, e não como representante da Igreja Católica. Ele disse que, inclusive, não utilizava batina e estava vestido como uma pessoa comum.

“Eles não pediram sacramento, não pediram nada disso, pediram uma oração”, afirma. O padre relata ter rezado o Salmo 83 da Bíblia e feito um discurso sobre “a grandeza do amor e o respeito às pessoas”.

Porém, fotos da celebração, que mostravam a presença do padre, foram publicadas em redes sociais e repercutiram entre os membros mais conservadores da Igreja. Um processo canônico no Tribunal Eclesiástico de Goiânia foi aberto para investigar o caso. Antes que a investigação fosse concluída, entretanto, o clero determinou o afastamento do padre por tempo indeterminado.

Surpreso com a repercussão do caso, o arquiteto Leo Romano explicou ao G1 que o objetivo da presença de César Garcia na cerimônia era o de abençoar a residência do casal. “Em momento nenhum se falou essa palavra casamento, não houve aliança, entrada de padrinho. Foi uma celebração de amor”, diz.

Padre César Garcia foi afastado pela Igreja após benção a casal gay, em Goiânia (Foto: Luísa Gomes/G1)
Padre César Garcia foi afastado pela Igreja após benção a casal gay, em Goiânia (Foto: Luísa Gomes/G1)

Por outro lado, para a Igreja, a presença do padre deu margem para interpretações errôneas da intenção dele e do casal. “A presença de uma pessoa, ainda que silenciosa, diz alguma coisa. E nesse sentido, a presença do padre César não é uma presença indiferente, ainda que não tivesse dito nada. E, certamente, dentro dessas circunstâncias, essa presença vai contra as convicções da Igreja Católica”, afirma o padre e professor de teologia moral Luiz Henrique Brandão, representante da Arquidiciose de Goiânia.

“Nesse caso, se houver possibilidade de confusão, é melhor que aquela bênção não fosse feita justamente para se evitar em quem recebe e em quem participa dela, uma confusão”, completa.

Entretanto, padre César defende que a bênção não deveria ser punida. “Nós entendemos que todos somos filhos de Deus e merecemos uma benção. Não se nega benção a ninguém”, diz.

Segundo o padre Luiz, César e testemunhas serão ouvidos pelo caso. Ele afirma que a medida de afastamento não foi uma punição, mas “um ato que quer remediar e favorecer a resolução da situação”. Não há prazo para que o a Igreja conclua a investigação.

 

 

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