Para britânicos, Bíblia é mais valiosa para a Humanidade do que ‘A Origem das Espécies’

Pesquisa conduzida no Reino Unido pediu que adultos listassem títulos que mais tinham contribuído para o mundo moderno.

Publicado em O Globo

A Bíblia foi votada como mais valiosa para a Humanidade do que o livro “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin. A conclusão é de uma pesquisa conduzida pela empresa YouGov com 2.044 adultos, encomendada pela organização Folio Society.

O estudo pediu aos cidadãos do Reino Unido para nomear os livros de maior importância para o mundo moderno em uma lista com mais de 30 títulos clássicos. A Bíblia ganhou com 37% dos votos, e o livro de Darwin que explica a teoria da seleção natural ficou com 35%.

“Uma Breve História do Tempo”, de Stephen Hawking, ficou em terceiro lugar, à frente de “Relatividade: A Teoria Especial e Geral”, de Albert Einstein. Apenas dois romances ficaram entre os 10 primeiros: o “1984” de George Orwell e “To Kill a Mockingbird” de Harper Lee.

Ficaram de fora da lista dos mais votados clássicos como “Guerra e Paz”, de Leon Tolstoi e “Manifesto Comunista”, de Marx e Engels. Obras como “Crianças da Meia-Noite”, de Salman Rushdie, e “Slaughterhouse-Five”, de Kurt Vonnegut, não receberam nenhum voto.

De acordo com a pesquisa, o livro de Darwin foi escolhido porque “responde a perguntas fundamentais da existência humana”, enquanto a Bíblia foi citada porque “contém princípios / orientações sobre como ser uma boa pessoa”.

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A multiplicação

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Elienai Cabral Jr.

Uma reunião de seguidores nunca é incólume nem vítima, ainda que digna de compaixão.

Uma vez que se preste a legitimar um líder, impõe-se sobre ele. As múltiplas e difusas expectativas obrigam o herói à invisibilidade, a estranha solidão de cercar-se de tantos ao custo de quase não existir; ele que tem que ser tudo, acaba sendo um nada.

A multidão de tantos não se reúne sem a solidão de alguns.

Dias sem nem comer direito, ocupados com as seguidas tarefas, o Mestre e os discípulos viajam para longe de todos e seus problemas e suas demandas e suas expectativas sem fim. Procuram a distância e o descanso. Mas do lado de lá do grande lago, a imagem ainda imprecisa já tumultua o barco e amarga a viagem. É uma multidão. De gente sem graça, sem destino, sem pastor, sussurra Jesus com os olhos marejados. Mas um dia saberá que é também uma multidão sem alma.

Jesus desembarca entusiasmado, cheio de vontade de ajudar e cuidar de todos. Os discípulos? Anestesiados de tão exaustos.

Ele não se dá desprotegido à turba, nem se oferta ingênuo aos famigerados. Não responde às questões, suscita outras dúvidas; não acalma angústias, desperta sensibilidades; não indica caminhos, suscita revoltas; cada história que conta é uma atordoante distração. Jesus dispersa convicções para suscitar novos cenários.

A multidão quer se alimentar de quem esperam que ele signifique, mas sua saciedade não é o que quer o Nazareno. Jesus os quer famintos. Bem-aventurada a fome que a todos libertará.

Um menino brinca entre os cenhos franzidos. Flutua desconexo de todos os interesses e medos. Além dos comentários de incerteza diante de tudo o que o novo profeta dizia, ouve os primeiros murmúrios sobre a tarde que chegara ligeira e o problema novo da comida que todos precisariam, mas ninguém parecia ter. Longe de tudo. Gente demais. Nenhuma organização. Todos tensos, menos a criança. Ela se distrai com as pedrinhas, cantarola histórias. Vez ou outra, ergue a cabeça e percebe a agitação dos adultos.

O menino desliza lépido pelos corredores de gente. Um labirinto de angústias para os famintos, um jogo curioso para a criança. Sua leveza o deixa um pouco de fora, alheio e estranhamente feliz.

Enquanto toca as pessoas aflitas e trata suas dores, Jesus conta histórias e encadeia perguntas intermináveis; para os austeros homens da lei, um labirinto escandaloso, para o Nazareno, pensam alguns, parece um jogo.

Todos se afligem e ele parece se divertir e brincar com comparações e poemas, admite um dos discípulos mais próximos. Razão para acordá-lo do sonho e fazê-lo enxergar a enrascada em que a todos colocou. Hora de mandar embora a multidão para que encontre o que comer pelo caminho. Fome não é brincadeira.

De onde virá a comida?

A pergunta ressoa entre todos. A incerteza do problema enfraquece a obstinação que a todos reuniu ruidosos. E o que antes juntou como que encantados, agora os dispersa silentes e desprotegidos. Gente demais, solução alguma.

Vocês podem resolver o problema. É tudo o que Jesus diz, antes de voltar à parábola que deixou reticente. A ordem também ecoa. Metálica e aflita. O silêncio. Os olhares. O vazio.

O menino que encontrara outras crianças longe dos pais ouviu a pergunta e a resposta. Estranhou o silêncio e não gostou da sensação dos adultos inseguros. Meneou a cabeça, rindo de que quem ninguém soubesse responder. Apenas sua voz era ouvida. Corria e berrava para todos que tinha a comida. Chegou rápido aos pais como se fizesse aquele caminho todos os dias. Agarrou a cesta do jantar trazido pela família, então escondida entre panos. E antes que os pais pudessem impedir, saltou à frente dos discípulos e apresentou sorridente a solução.

O que era silêncio se tornou estridentes risos. Os discípulos boquiabertos sequer tiveram força para receber a oferta. Até que um deles, constrangido, tomou a cesta e conferiu o óbvio. Cinco pães e dois peixes é bastante para o menino e sua família, mas impossível para saciar a multidão.

Ninguém mais ria. Exceto o menino e Jesus, que em um movimento surpreendente e coreográfico, repetiu o gesto infante. Colocando os discípulos em roda, devolveu-lhes a comida. Estes, meio sem graça, enquanto pediam a todos que fizessem o mesmo, reunindo grupos em roda, repetiram o gesto de Jesus. E antes que se pudesse fazer contas, outros pequenos e escondidos cestos, com poucos e inesperados pães e peixes, deslizaram em festa no meio do povo. O menino. Jesus. Os discípulos. As rodas de amigas e amigos.

Jesus e o menino sumiram no meio da algazarra, de tanto que se sentiram em casa. E as fraternas rodas substituíram os labirintos de solitários e insaciáveis crentes.

Depois de muito tempo, contou-se uma história um pouco diferente. De um milagre assombroso de multiplicação de pães. Mas entre os discípulos sempre se soube que antes do pão, o gesto se multiplicou. E que o milagre veio da mão de uma criança.

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10 ideias equivocadas sobre Satanás

Qual a posição de Satanás no Inferno? Quem foi Lúcifer? Há muitas coisas que as pessoas acreditam, mas que não encontram apoio nos cânones cristãos ou mesmo na Bíblia.

Publicado no Hypescience

Mesmo entre quem acredita no diabo, não há muito consenso sobre o que ou quem ele é. Diferentes fontes e diferentes traduções apresentam inúmeras inconsistências, boatos e presunções sobre o Príncipe das Trevas.
Qual a posição de Satanás no Inferno? Quem foi Lúcifer? Há muitas coisas que as pessoas acreditam, mas que não encontram apoio nos cânones cristãos ou mesmo na Bíblia.

10. A Igreja Satanista não adora Satanás

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Pode ser um choque para muitos, mas a ideia de rituais de adoração a Satanás não acontecem nas igrejas satanistas. Nestas igrejas, Satanás é uma metáfora para representar a crença no poder da fantasia, que os satanistas dizem compartilhar com outras religiões.
É como uma oposição a ficção e fantasia da presença de seres sobrenaturais, como Cristo. Em vez de adorar outra figura que eles têm como ficção, os satanistas fazem o contrário, colocando sua fé em coisas tangíveis. A figura de Satanás é só uma lembrança de que eles se devotam a coisas terrenas, e a crença que eles têm é de que devem reverenciar as outras pessoas com a mesma devoção que outras religiões dão às deidades delas.

9. 666 não é o Número da Besta

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No livro de Apocalipse (ou Revelação, dependendo de quem imprimiu sua Bíblia), o número 666 é associado ao “Anti-Cristo”. Mas qual o real significado disso? E afinal de contas, o número é mesmo 666? Segundo alguns estudiosos, em pelo menos um pergaminho, o mais antigo, o número é 616, e não 666.
Outros estudiosos apontam que se trata de numerologia: o número 666 não é propriedade do tinhoso, mas uma maneira cifrada de se referir a César Nero. Na época que estes pergaminhos foram feitos, escrever algo era perigoso, principalmente quando você associava o imperador com uma figura do Mal, o Anti-Cristo.

8. Lúcifer não é outro nome de Satanás

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Sabe aquela estorinha de que Satanás era um anjo chamado Lúcifer que se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu? Não existe na Bíblia. A única ocorrência do nome Lúcifer na Bíblia é em Isaías 14:12, e parece que se trata de mais um caso de erro de interpretação e de tradução. A história original, em hebreu, fala de um rei babilônio que foi destronado enquanto perseguia os israelitas.
Quando os cristãos fizeram a tradução, um rei virou um anjo, e o nome do rei, Helal, que significa “estrela do dia” ou “filho da alvorada” virou Lúcifer, a estrela da manhã (Vênus) dos romanos.

7. O pentagrama satânico é uma coisa moderna

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Da mesma forma que a suástica passou de símbolo de boa sorte para ser o símbolo do Terceiro Reich, o pentagrama também sofreu metamorfose recente. Antigamente, ele representava as Cinco Chagas de Cristo, os ferimentos que ele teria sofrido na crucificação.
O pentagrama invertido, com a representação de um bode, só foi usado recentemente, com a fundação da Igreja Satanista. A referência mais antiga encontrada é de um livro de 1897, La Clef de la Magia Noire (“A Chave da Magia Negra” em francês), escrito pelo ocultista francês Stanislas de Guaita, que queria separar o satanismo do ocultismo.
Em 1924, o livro Science Occulte et Magie Pratique (“Magia Prática e Ciência Oculta”, também em francês) apresentou a cabeça de bode dentro do pentagrama, e a adoção da imagem pela Igreja Satanista também contribuiu para a associação.

6. Satanás com cabeça de bode também é invenção recente

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Não há descrição na Bíblia dizendo que Satanás tem cabeça de bode, então de onde veio esta imagem? Segundo a história, quando o Papa voltou-se contra os Cavaleiros Templários, uma das acusações inventadas contra eles era de que os cavaleiros adoravam um demônio chamado Baphomet. Dos 231 cavaleiros que foram interrogados, apenas 12 admitiram, sob tortura, que tinham alguma coisa a ver com uma figura de bode.
600 anos depois, Eliphas Levi, outro ocultista francês, associou ao demônio com cabeça de bode o nome Baphomet, relacionando-o de alguma forma a uma deidade egípcia de cabeça de bode chamada Banebdjedet. A imagem do bode dentro do pentagrama veio da adoção da imagem do Bode de Mendes, associada a outra deidade de cabeça de bode egípcia, Amon.

5. O Satanás cristão não deriva do deus Pã

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Parece meio óbvia a relação entre Pã, o sátiro de pernas de bode, e o hábito dos cristãos (e não só deles) de adotar os deuses dos outros povos como seus demônios, mas não é o caso entre Pã e Satanás. Pelo contrário, Pã era associado a Cristo.
Na mitologia grega, Pã era filho do deus velhaco Hermes, e era protetor dos fazendeiros e pastores, assim como São Bartolomeu dos cristãos. Uma história apócrifa cristã diz que quando Cristo nasceu, o pastor Thamus ouviu uma voz dizendo que ele deveria falar Magnus Pan mortuus est (“O Grande Pã morreu!”) quando fosse contar a notícia do nascimento de Cristo.
A associação de Pã com Satanás deve ter surgido de outro papel daquela divindade, como deus da fertilidade. Os ritos de homenagem a esta face do deus-sátiro envolviam sexo.

4. A Cruz Invertida é um símbolo de respeito

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A Cruz Invertida é tida por alguns como um símbolo de Satanás, como se fosse uma reversão do sacrifício de Cristo, mas na verdade é um símbolo de humildade.
Segundo contam alguns cristãos antigos, Pedro, o discípulo que recebera as chaves do Paraíso, teria sido condenado a crucificação, mas, julgando-se indigno de morrer da mesma forma que o Mestre, ele teria pedido para ser crucificado de cabeça para baixo.

3. Os Demônios de Satanás não são tão maus

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Pelo menos é o que garante “A Chave Menor do Rei Salomão”, um grimório anônimo. Segundo ele, Salomão podia falar com qualquer criatura, seja homem, besta, demônio ou anjo, e só com a ajuda de Asmodeus e outros demônios ele teria conseguido construir o Templo de Salomão. Apesar de suas tendências a mentir, manipular e enganar, eles não eram as criaturas irracionais e problemáticas de hoje.
Não se sabe quando “Magia Goétia: A Chave Menor do Rei Salomão” foi organizado pela primeira vez, mas ele teria toda a informação necessária para convocar 72 demônios, os que Salomão teria usado para construir seu Templo. Alguns deles, como Buer, ensina as propriedades curativas das plantas, Eligos aparece como um cavaleiro que pode ver o futuro e revelar segredos, e Naberius pode dar o dom da retórica e recuperar posições e honras perdidas.

2. Satanás não é o governador do Inferno

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Para quem leu a Bíblia, esta parte é clara: o inferno é a prisão de Satanás, é onde ele será castigado por toda a eternidade. Entre os trechos que deixam isto claro estão Hebreus 2:14 e Apocalipse (ou Revelação) 20:10.
Além disso, Satanás não faria acordos por almas, nem baniria as almas para o sofrimento eterno no inferno – isto seria consequência das escolhas de cada um, entre o bem e o mal. Todos que escolhessem o Mal sofreriam a mesma punição, inclusive Satanás.

1. Satanás não vive no Inferno, e sim na Turquia

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Segundo a Bíblia, Satanás não governa o inferno nem vive lá, mas na Terra. O livro de Apocalipse vai mais longe e afirma que o trono de Satanás é em Pérgamo, antiga cidade turca. As palavra de João ao povo de Pérgamo são uma expressão de gratidão pela fé que eles demonstraram enquanto parte da igreja de lá estava sendo morta de formas horríveis.
Antipas, um dos cristãos de Pérgamo, foi condenado a ser assado vivo dentro de um touro de bronze, por não ter abandonado a fé cristã e jurado fidelidade a Roma.

Curiosamente, um engenheiro alemão visitou as ruínas de Pérgamo no meio do século 19, e levou artefatos para a Alemanha. O Museu de Pérgamo foi aberto em 1930 em Berlim, e uma das atrações era o Grande Altar de Zeus. Albert Speer apareceu por ali alguns anos depois para buscar inspiração para os desfiles do Partido Nazista, a pedido de Hitler. Ele copiou o Templo de Pérgamo, e trocou o touro de bronze por um pódio para Hitler, onde alguns anos mais tarde seriam anunciadas as Leis de Nuremberg pelo próprio Hitler. [Listverse]

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Game baseado em passagens da Bíblia tenta lançamento no PlayStation

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Publicado no UOL

O jogo “The Bible Video Game” (“O videogame da Bíblia”, em português), foi enviado para aprovação da Sony para ser lançado nos consoles PlayStation 4, PlayStation 3 e no portátil PS Vita.

A informação foi divulgada na página do game no site Kickstarter, onde o estúdio Tornado Twins pede US$ 35 mil para desenvolver os três primeiros episódios. Faltando 29 dias para o fim da campanha, o jogo da Bíblia havia arrecadado US$ 26 mil.

Além dos consoles PlayStation, “The Bible Video Game” está previsto para PC, Linux e Mac. Não há planos para levar o game para consoles Xbox ou Nintendo.

Produzido por um time de veteranos de games das séries “Lego”, “Star Wars” e “Assassin’s Creed”, o game da Bíblia é dividido em 10 episódios, sendo o primeiro “David: Rise of a King”, baseado na história de David e Golias.

O estúdio é liderado pelos irmãos gêmeos Ruben e Efraim Meulemberg, que promete “transformar o livro mais amado do mundo em um jogo de qualidade”. Na página do game no Kickstarter, a dupla diz que planeja “criar uma experiência de jogo de primeira, que permitirá aos jogadores experimentar as histórias da Bíblia como nunca antes”, e avisa: “O jogo será fiel à Bíblia”.the-bible-video-game-1412265734149_450x253

Sem sucesso

No começo do ano, a produtora Phoenix Interactive Studios também tentou emplacar um projeto de jogo bíblico, chamado “The Call of Abraham”, através do site de financiamento coletivo Indiegogo, mas não obteve sucesso. “The Call of Abraham” conseguiu angariar apenas US$ 875 dos US$ 50 mil pedidos para a produção do game.

Em 2010, a alemã FiAA anunciou o desenvolvimento de “The Bible Online: Heroes”, game onde o jogador participa dos eventos do primeiro capítulo do Livro Sagrado, o Gênesis, e tem a oportunidade de conhecer a história de Abraão e seus descendentes, os primeiros escolhidos de Deus. Pouco conhecido mas ainda disponível, o jogo lembra a série de estratégia “Civilization”.

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Cid Moreira: ‘Você começa a ler a Bíblia e as coisas vão acontecendo’

“Estou na minha fase derradeira e gloriosa”, diz Cid Moreira

(foto: Alexandre Campbell - 21.ago.1998/Folhapress)
(foto: Alexandre Campbell – 21.ago.1998/Folhapress)

Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo

Cid Moreira, que apresentou o “Jornal Nacional” durante 27 anos, entre 1969 e 1996, diz que segue em sua “fase bíblica”. Ele falou com a Folha na noite de entrega do Prêmio Comunique-se, na terça-feira.

*

Folha – O que o senhor tem feito ultimamente? Tem trabalhado em projeto pessoal?
Cid Moreira - Olha, a minha vida é de fases. Tive fase do rádio, fase de cinema, fase de TV, e agora estou na fase bíblica. Estou divulgando a Bíblia. Tenho conseguido resultados maravilhosos. Por exemplo, a Bíblia que eu gravei, com trilha de cinema, efeitos, personagens, vamos dizer assim, o cego vê as imagens. A intenção é que as pessoas vejam. Essa Bíblia foi incluída num aplicativo que tem acesso de mais de cem milhões de pessoas no mundo.

Em várias línguas?
Não. Em português é a minha gravação. E é gratuito [o aplicativo], claro.

O senhor é muito religioso?
Não era, mas agora eu sou.

O que mudou?
Milagre da Bíblia. Você começa a ler a Bíblia, trabalhar com a Bíblia, e as coisas vão acontecendo.

Quando começou a ler?
No início da década de 1990, quando gravei salmos. A Globo me ajudou muito. Gravei vários clipes, trechos da Bíblia, enfim Começou a fase que vai ser a minha fase derradeira e gloriosa. Estou completando no final do mês 70 anos de carreira.

O que mais gostou de fazer?
O que estou fazendo agora.

O senhor acha que mudou muita coisa na televisão?
Sim, melhorou muito. Não só a imagem, que é digital, mas mesmo os apresentadores estão mais soltos, mais informais. Está ótimo. Nota dez.

Era mais difícil na sua época?
Era, claro. Era mais formal.

O senhor sente vontade de voltar a fazer televisão?
Minha filha, com 87 anos, pelo amor de Deus!

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