Viagens no tempo registradas na Bíblia?

VIAGEM NO TEMPO BIBLIA

Publicado por Hermes Fernandes

O texto que se segue é um exercício daquilo que chamo de “Ficção Teológica”. Não deve, portanto, ser tomado como doutrina. Apesar da coerência do que proponho aqui, não me atrevo a classificá-lo desta forma.

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“O que foi, isso é o que há de ser, e o que se fez, isso se tornará a fazer; nada há novo debaixo do sol”. Eclesiastes 1:9

A Bíblia é um livro cheio de histórias e personagens misteriosos. Entre eles, destacamos Melquisedeque e Elias. Ambos aparecem do nada, para depois desaparecerem súbita e misteriosamente.

De Melquisedeque se diz que era “rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, que saiu ao encontro de Abraão quando este regressava da matança dos reis, e o abençoou”. Seu nome significa “rei de justiça” “rei de paz”.

As Escrituras sempre relataram a genealogia de seus personagens, demonstrando com isso, que eram seres reais, que viveram em determinada época da História, e não seres míticos. Porém,  Melquisedeque aparece do nada, “sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias, nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus”. Como se não bastasse, lemos que ele “permanece sacerdote para sempre”. O escritor de Hebreus nos leva a considerar “quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu o dízimo”. E aqui, “sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior”. E ele arremata, afirmando que Melquisedeque é “aquele de quem se testifica que vive” .

Ora, diante de todas essas evidências, que alternativa temos, senão admitir que Melquisedeque é ninguém menos que o próprio Cristo? Alguns teólogos afirmam que Melquisedeque seria uma espécie de Teofania, uma manifestação de Cristo pré-encarnado. Ora, se isso fosse verdade, Melquisedeque não surgiria como um ser humano, de carne e osso, e sim, como um espírito.

Creio que Melquisedeque era o próprio Jesus, em carne e osso, trazendo conSigo o DNA de Maria, Sua mãe terrena. Aquele corpo que segurava o pão e o vinho oferecidos a Abraão, era o mesmo que segurou o pão e o vinho na noite da Santa Ceia. Como isso seria possível se todavia Jesus não havia encarnado? Ora, Jesus não encarnou mais de uma vez. Foi na Plenitude dos tempos que Ele Se fez carne, e habitou entre nós. Apesar disso, afirmo que foi com Cristo que o patriarca Abraão se encontrou naquele dia. Isso é testificado pelo próprio Jesus, ao declarar: “Vosso pai Abraão exultou por ver o meu dia; viu-o e alegrou-se”.

Se Melquisedeque é Cristo, e este só Se fez carne uma vez, logo, como se explicaria a aparição de Melquisedeque/Cristo como uma pessoa de carne e osso muitos séculos antes da encarnação? Seria apenas uma ilusão de ótica? Ou, quem sabe, uma espécie de holograma?

Creio que não!

Não poderia o Filho de Deus ter viajado no tempo, voltando dois mil anos, até os dias de Abraão, para apresentar-Se ao patriarca? A menos que não creiamos que para Ele tudo seja possível, isso me parece factível.

Investiguemos o caso de Elias.

Esse profeta excêntrico surge repentinamente na História, em um momento de grande crise espiritual em Israel.

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Cristãos queimados por estar lendo a bíblia

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Cristãos teriam sido queimados vivos por estarem lendo a bíblia! Verdadeiro ou falso? (foto: Reprodução/Facebook)

Publicado no E-Farsas

Será verdadeira a foto que mostra pessoas sendo queimadas em praça publica por estarem lendo a bíblia? Descubra aqui!

A imagem é muito forte e chocante! Uma multidão assistindo alguns corpos queimando em uma fogueira no chão. O texto que a acompanha afirma que se trata de cristãos que foram pegos lendo a bíblia e, por isso, teriam sido queimados vivos!

Alguns leitores entraram em contato com o E-farsas para que tentássemos descobrir se essa história é verdadeira ou falsa.

Verdadeiro ou falso?

O texto não dá maiores explicações de onde ou quando o fato teria ocorrido. Apenas dá a entender que muitas pessoas são perseguidas e sofrem por tentar ler a bíblia em outros países.

A ideia é fazer com que o leitor fique chocado com a cena e que se sinta culpado por “ter toda a liberdade para ler a bíblia e não o faz diariamente”. Muitas religiões fazem suas pregações através do medo, com histórias que não condizem com a verdade, para deixar seus fiéis assustados e com extrema quantidade de culpa.

Para que a sua carga de culpa fique um pouco mais leve, o internauta acaba repassando a história adiante – sem dar aquela pesquisada básica antes –, achando que está fazendo uma boa ação em divulgar as atrocidades que fazem com cristãos no mundo todo.

Somente no caso dessa postagem feita no Facebook, mais de 13.000 pessoas compartilharam a foto, além de mais de 800 usuários comentaram a respeito!

Mas e a foto? É real?

Infelizmente, a foto é real. Porém, a história é falsa!

No dia 14 de maio de 2008, uma multidão enfurecida linchou e ateou fogo em três ladrões que teriam roubado uma casa na cidade portuária de Karachi, no Paquistão.

Segundo apuramos em várias publicações (que não vamos mostrar aqui para poupar o seu estômago), depois de apanhar muito da multidão, os supostos criminosos tiveram grande quantidade de gasolina derramada sobre eles e foram incendiados para queimar dolorosamente até a morte.

A polícia da cidade afirmou que dois dos três supostos ladrões queimados morreram no local e o terceiro morreu no hospital. De acordo com a agência de notícias AFP, o chefe de polícia Babar Khattak disse que o incidente mostrou o aumento do comportamento violento na sociedade e qualquer processo contra os responsáveis ​​pelo ato seria decidido somente após um inquérito policial.

A foto original é propriedade das agências de notícias STRDEL, AFP, e Getty Images.

Já mostramos aqui no E-farsas algumas histórias semelhantes a essa onde alguns começam a espalhar histórias de cristãos que estariam sendo vítimas de perseguições em outros países de outras religiões. De fato, a perseguição contra cristãos (bem como também contra adeptos a outras religiões) ocorre em diversos locais e, muitas vezes, com ferocidade até muito maior do que as que vemos nessa imagem.  Mas não foi o que acorreu nessa foto.

Conclusão

A foto é real, mas a história é falsa! O crime foi cometido pela multidão, mas o motivo das mortes foi outro.

Dica do Deiner Urzedo

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A pornografia das frases de efeito

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Publicado por Paulo Brabo

Por mais que eu me esforce, não consigo pensar num fator que tenha contribuído mais para a diluição do impacto da Bíblia, tendo aberto maior brecha para uma leitura tendenciosa da sua mensagem, do que o fato de que um dia alguém achou por bem dividi-la em versículos.

Um livro como a carta de São Paulo aos Efésios, que até aquele momento vinha sendo lido como um todo contínuo e orgânico, acordou no dia seguinte esquartejado de modo inteiramente arbitrário, tendo adquirido a graça e a agradabilidade de leitura de uma planilha do Excel. E nunca mais recuperaram-se da operação: foi retalhado dessa forma que cada livro da Bíblia chegou até nós.

A divisão em versículos teve a infelicidade de nascer mais ou menos ao mesmo tempo em que vinha à luz a tecnologia dos tipos móveis de Gutemberg – e tecnologia significou desde sempre uma coisa: não há erro fortuito que não possa ser reproduzido indefinidamente.

O estrago para a integridade da Bíblia foi enorme e, em grande parte, irreversível. Mesmo diante de um texto corrido temos a tendência eu e você à seleção e à parcialidade. A nova e forjada fragmentação convidava, praticamente exigia, que cada isolada porção do texto bíblico fosse memorizada e entendida fora do seu contexto. No caso da carta aos Efésios, por exemplo, encontraram plenipotenciária consagração entre os protestantes os versos oito e nove do segundo capítulo: porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie – versos a partir nos quais os protestantes fundamentaram sua tese de que a fé é essencial e as boas obras secundárias. Porém a arbitrária divisão em versículos deixou o raciocínio de Paulo para sempre incompleto, seu argumento para sempre suspenso e separado da frase seguinte, que qualifica o que foi dito e introduz uma enorme reviravolta: porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que andássemos nelas.

A divisão em versículos, além de favorecer a leitura seletiva, incentivou a fetichização pura e simples dos textos atingidos por ela, com a consequente anulação do seu significado. Na verdade, os textos sagrados prestam-se particularmente, por sua própria natureza, à fetichização; o retalhamento da Bíblia em versículos apenas acentuou essa tendência e facilitou o processo.

Fetichizar um texto é inflá-lo ao extremo, é recortá-lo e memorizá-lo e emoldurá-lo e reproduzi-lo em letras cada vez maiores até drenar por completo e tornar inacessível o seu significado original: até que as palavras, douradas mas cegas, remetam a tudo e a nada.

Um emblema escandaloso da fetichização da Bíblia promovida pela divisão em versículos é a caixa de promessas (disponível em diversos formatos na livraria evangélica mais próxima de você): uma caixinha cheia de filetes coloridos de papel, cada um contendo um versículo isolado da Bíblia cuidadosamente selecionado para que você, lendo, sinta-se amado, com os flancos cobertos e a prosperidade assegurada. Quando está pra baixo você abre a caixa e puxa uma promessa ao acaso, como quem lê um biscoito da sorte: a satisfação é garantida, ou você pode pedir o seu espírito crítico de volta1.

Cinco séculos se passaram sem grandes novidades, porém é preciso lembrar que as ideias medíocres dos homens dormem, mas não descansam. Ficam em estado letárgico, aguardando que novas tecnologias permitam que arruínem-se as ideias grandes e boas. E, claro, esta é a geração em que esse momento chegou: num espaço de 30 anos, os últimos, o computador eletrônico gerou o computador pessoal, o computador pessoal tomou para si cônjuges e formou a rede local, a rede local teve relações extraconjugais e gerou a internet, e a internet pariu as redes sociais.

Estamos instruídos e capacitados, colonizadores que somos das paisagens virtuais, e o que era impossível é agora inevitável. O twitter nos ensinou a dividir a realidade em porções isoladas de 140 caracteres, e quando a realidade tomba a literatura não tarda a cair. Somos milhões de escribas e amanuenses, inteiramente prontos para versicularizar – converter resolutamente em versículos – toda a literatura mundial, e tabulá-la em trabalho voluntário nos murais sempre-deslizantes das redes sociais. Não há admirador bem-intencionado que não viva saqueando a obra de poetas e romancistas, filósofos e ensaístas, santos e compositores, críticos e humoristas de todas as épocas, esquartejando resignadamente suas ideias de modo a fazê-las caber nos escaninhos do twitter e dos gifs animados. Somos um mundo inteiro de taxidermistas, e não descansaremos até que os melhores e os piores textos do mundo tenham sido reduzidos a frases de efeito e gotas de sabedoria.

Era inevitável: as redes sociais, que vivem da fetichização e da consequente anulação de todas as coisas, não teriam como deixar de sequestrar o poder da literatura. O Facebook, em particular, assumiu o papel de banalizador supremo, drenando a vitalidade de tudo na experiência humana que já teve algum interesse e algum valor. A literatura, aquela velha dama, não escapou dessa indignidade. No mural do seu Facebook alternam-se versos piscantes da Bíblia, frases de Luís Fernando Veríssimo, pensamentos falsamente atribuídos a Shakespeare, provocações de Gandhi, citações de Mia Couto, poemas animados de Casimiro de Abreu, letras de Chico Buarque, pérolas de sabedoria de Abraham Lincoln e papa Francesco e Brennan Manning e Dalai Lama e Martin Luther King e Paulo Coelho e Eugene Peterson e Richard Dawkins e Malba Tahan e Tolstoi e coisas que Shakespeare realmente disse e Diego Mainardi. Tudo devidamente versicularizado, empalhado e fetichizado: pedaços de carne, ao mesmo tempo expostos para a admiração pública e separados do corpo.

Essa, como dizia minha avó, é a hora da queima: a hora da sistemática caixa-de-promessização de tudo neste mundo que já foi belo, humano e sagrado. Fetichizar a Bíblia foi tarefa para amadores; sente-se aí e assista enquanto retalhamos cada página jamais escrita até a desfiguração completa.

Outro dia minha irmã, que está no Facebook, tropeçou ali em imagens coloridas que emolduravam frases inspirativas – praticamente Preciosas Promessas – do Paulo Brabo (mais um motivo para não estar no Facebook, não?). Sendo minha irmã, ela achou meio sinistra aquela tietagem e me escreveu perguntando se não me incomoda saber que coisas que escrevo andam circulando pela net na forma de gotas de sabedoria.

Respondi que sim, claro que me incomoda, mas que ela não devia estranhar por encontrar no Facebook algo que é tão típico do Facebook: a fetichização de uma coisa que em outro lugar talvez fizesse sentido e tivesse o seu valor. E concluí que o que de fato me irrita é pensar que nas redes sociais encontram destino igualmente indigno autores melhores.

Naturalmente, encontro como todo mundo prazer diante de uma ideia magistralmente construída e articulada – digamos, esta de Borges: apaixonar-se é criar uma religião cujo Deus é falível. Ou esta, minha: mil gênios podem não ajudar, mas um idiota faz toda a diferença.

Porém há um mar entre apreciar uma frase na cumplicidade de uma página e reduzi-la a pérola de sabedoria. É, praticamente, a diferença entre fazer amor e ficar excitado diante de uma imagem de sexo que você encontra na internet. Há entre as duas coisas uma relação mais do que casual, e você pode acreditar que nesta vida há espaço para as duas coisas, mas são ventos que falam de destinos diferentes.

  1. A caixa de promessas é também conhecida pelo nome aliterado de Preciosas Promessas; os produtos complementares da mesma linha, Memoráveis MaldiçõesEstressantes Exigências, nunca chegaram a conquistar uma grande fatia de mercado.

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Grupo religioso tenta criar parque temático bíblico com Arca de Noé

Projeto de criacionistas nos EUA é orçado em mais de R$ 300 milhões.
Eles precisam arrecadar ao menos R$ 50 milhões para iniciar construção.

Projeto do parque temático "Ark Encounter", com uma grande arca no fundo (Foto: REUTERS/Answers in Genesis)
Projeto do parque temático “Ark Encounter”, com uma grande arca no fundo
(Foto: REUTERS/Answers in Genesis)

Publicado originalmente no G1

Um grupo religioso dos Estados Unidos corre contra o tempo tentando arrecadar dinheiro para construir um parque temático bíblico estrelado por uma grande Arca de Noé.

Idealizado pelo “Answers in Genesis” – um ministério cristão fundado pelo criacionista Ken Ham –,  o “Ark Encounter” (Encontro da Arca) estava previsto para ser inaugurado na primavera de 2014 no estado do Kentucky, mas ainda não saiu do papel.

Projeto mostra como ficaria o parque (Foto: REUTERS/Answers in Genesis)
Projeto mostra como ficaria o parque
(Foto: REUTERS/Answers in Genesis)

Isso porque até agora não foram arrecadadas doações privadas suficientes para iniciar a construção.

De acordo com o co-fundador e vice-presidente do parque, Michael Zovath, o projeto já tem US$ 12,3 milhões (mais de R$ 26 milhões) em mãos e outros US$ 12,7 milhões (mais de R$ 27 milhões) em doações previstas, mas faltam mais US$ 23 milhões (quase R$ 50 milhões) para que possa ser iniciada a construção da arca.

Zovath não sabe quando isso vai ser possível. O problema é que o projeto ganhou o direito ao abatimento de até 25% do seu valor em impostos como parte de uma medida de incentivo ao turismo do Kentucky, mas esse direito expira em maio de 2014.

O parque completo está orçado em US$ 150 milhões (cerca de R$ 321 milhões). Além da arca de 150 metros de comprimento, a ideia é que ele tenha outras atrações ligadas ao Antigo Testamento, incluindo a Torre de Babel e um brinquedo temático das 10 Pragas do Egito.

Apesar dessa incerteza, os planos de construir o “Ark Encounter” continuam.

De mil a 2 mil casais de animais
O “Answers in Genesis” também é responsável por criar o Museu da Criação, na cidade de Petersburg. O museu, que foi muito criticado por educadores e cientistas, argumenta que a Terra tem cerca de 6 mil anos de idade e foi criada por Deus em seis dias de 24 horas, com dinossauros existindo ao mesmo tempo que humanos.

Essas explicações são contrárias ao consenso científico, que afirma que o planeta foi formado 4,5 bilhões de anos atrás. O grupo rejeita a Teoria da Evolução e explica fenômenos como o Grand Canyon como uma consequência do dilúvio.

Sobre o parque temático, Patrick Marsh, diretor de design do empreendimento, afirma que a ideia é apresentar o que a Bíblia tem a dizer e mostrar o quão plausível é. “Isso foi uma parte real da história. Não é apenas uma lenda”, afirma.

A Bíblia não dá muitos detalhes sobre como a arca foi construída, portanto foi preciso especular. A réplica do parque será feita com uma mistura de madeiras diferentes.

Outra grande questão é como Noé conseguiu fazer caber casais de todos os animais da Terra em um barco com metade do tamanho de um transatlântico de cruzeiro atual.

Cientistas catalogaram 1,3 milhões de espécies de animais, mas os idealizadores do “Ark Encounter” calculam que Noé pode ter abrigado de mil a 2 mil pares para representar todos os “tipos” de animal, como a Bíblia coloca.

Sobre animais grandes como os dinossauros, Marsh diz que Noé pode ter levado filhotes ou ovos, para economizar espaço.

O designer também quer mostrar como os dejetos dos animais podem ter sido jogados fora da arca por meio de sistemas mecânicos e como a entrada de ar fresco nela pode ter sido mantida.

Apesar de o objetivo do parque ser ensinar que a história de Noé foi verdadeira, o empreendimento também tem fins de lucro e se inspira em parques temáticos não religiosos.

Na exposição sobre a sociedade pré-dilúvio que Deus queria destruir, por exemplo, o plano é ter um templo com cerimônias pagãs representadas ao estilo “Disney”.

“Queremos que todos se divirtam, comprem souvenirs e passem um ótimo momento aqui”, diz Marsh.

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