Arquivo da tag: Bíblia

Bizarrice gospel: Culto dos príncipes e das princesas


x
Um culto com menos de 50 pessoas foi tema de matéria na IstoÉ e de reportagem no Fantástico. Em vez de respostas efetivas para tantas crises vividas pela galera, o casal de líderes usa o binômio culpa e medo para pregar, entre outras coisas, que “beijo na boca só depois do casamento”.

Criados numa nau esquisita na qual teologia e fé também não se beijam bicam, forneceram para a mídia um dos pratos + apreciados em quaiquer mesas de entretenimento: bizarrices.

Como um jornalista recentemente notou, nem a Bíblia é aberta durante as reuniões, o que já explica bastante coisa. No entanto, há quem enxergue que a exposição desse tipo de cascata conteúdo é positiva. No Twitter, Ana Paula Valadão não economizou nas exclamações:  “Meu Deus!!!!!!! Vcs viram a matéria do #Fantástico c a @SaraSheeva????? É de Deus! Q profético! O Evangelho está mudando a nossa cultura!!!!”. Aham, senta lá, Ana.

Em um grupo de discussão na internet, Raphael S. Lapa matou a pau (sem duplo sentido, pfv) a questão: “Se a igreja se preocupasse com ação social tanto quanto com sexo, não haveria mais pobreza nem corrupção no Brasil”.

Candidatos a vereador em Manaus estreiam no rádio citando Deus e o inferno

André Alves, no A Crítica

A propaganda eleitoral gratuita teve início nesta terça-feira (21) no rádio. No primeiro dia, candidatos citaram a Bíblia, Lula, Eduardo Braga e, como não poderia deixar de ser, fizeram promessas

Candidatos fazem promessas, citam Deus e até o inferno durante as campanhas políticas (Arte sobre fotos de Ney Mendes )

Os candidatos a vereador que disputam vaga da Câmara Municipal de Manaus (CMM) estrearam nesta terça-feira (21) na propaganda eleitoral gratuita transmitida pelo rádio citando Deus e o inferno e tentando lucrar com grandes obras realizadas pelo Estado.

Foi o caso de João Thomé Mestrinho, que durante a propaganda de rádio, veiculada das 6h às 6h30, afirmou que o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) foi um projeto realizado pelo governador Eduardo Braga, mas, iniciado anteriormente na Manaus Moderna pelo ex-governador já falecido Gilberto Mestrinho, pai de João Thomé. “Foi um trabalho feito pelo PMDB”, frisou.

Já o vereador e candidato à reeleição Amaury Colares afirmou que pretende manter-se no cargo para combater “as portas do inferno” e ainda citou passagem bíblica descrita no livro de Isaías: “Ai daquele que fizer leis injustas”

O vereador Reizo Castelo Branco, que por decisão da Justiça Eleitoral do Amazonas ficou inelegível por oito anos, também aparece no programa de rádio se dizendo “um jovem de coragem” e querendo manter-se na função para, entre outras coisas, garantir “que não falte medicamentos” nas Unidades Básicas de Saúde.

A propaganda transmitida pelo rádio também teve slogans do tipo “uma vida, uma história”, citado pelo candidato “Edílson Profeta” e “essa é a hora de mostrar força”, narrado por “Saçá da Construção Civil”. E para faturar louros, “Louro do PT” não citou Deus, mas usou no nome de Lula.

Já o candidato à reeleição Waldemir José apareceu na propaganda exaltando sua formação em “Matemática e Economia” com “pós-graduação em Ética e Política”.

A propaganda eleitoral no rádio dos candidatos a vereador ainda vai ao ar nesta terça-feira, das 11h às 11h30, e volta na próxima quinta-feira (23). A propaganda eleitoral na televisão também estreia nesta terça-feira, de 12h às 12h30 e de 19h30 às 20h.

Mensalão: defesa dos réus cita Hitler, Bíblia e ‘Avenida Brasil’

 Túnel do tempo. Pacheco durante julgamento do mensalão: ao defender José Genoino, o advogado fez referências a bruxas, Idade Média e Hitler Foto: O Globo / Givaldo Barbosa
Túnel do tempo. Pacheco durante julgamento do mensalão: ao defender José Genoino, o advogado fez referências a bruxas, Idade Média e Hitler

André de Souza e Evandro Éboli, em O Globo

Nazismo, inquisição, novela “Avenida Brasil”, desempenho do Flamengo, histórias bíblicas, Grécia antiga, Código de Hamurábi e Teoria da Relatividade. É extensa a lista de argumentos incomuns que os advogados dos réus do mensalão usam para sensibilizar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e atacar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Um dos temas mais recorrentes é a comparação entre a acusação e o direito penal nazista. O governo do ditador Adolf Hitler (1933-1945) foi lembrado por três advogados semana passada. O primeiro foi Luiz Fernando Pacheco, advogado do ex-presidente do PT José Genoino. Segundo Pacheco, a PGR ressuscitou a responsabilidade objetiva, ou seja, a condenação de alguém sem necessidade de mostrar o que fez de errado:

— Responsabilidade objetiva nos remete à Idade Média. Queima porque é bruxa. É o direito penal do terror. É o direito penal do inimigo. É o direito penal nazista. É judeu, então mata. E mata porque é judeu. É petista? É presidente do PT? Tem que ir para cadeia.

Depois, foi Leonardo Yarochewsky, advogado de Simone Vasconcelos, ex-diretora de uma agência de Marcos Valério, que recorreu ao nazismo:

— Mesmo no tribunal de Nuremberg, que era um tribunal de exceção, alguns acusados foram absolvidos.

Na quarta-feira passada, Alberto Toron, que defende o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP), falou novamente do regime de Hitler.

— Escravizar a Justiça à opinião pública é modelo nazista de justiça.

Outro tema recorrente é a teledramaturgia. Paulo Sérgio Abreu e Silva, defensor de dois réus ligados às empresas de Valério, disse que a peça de Gurgel parece roteiro de novela. Já Yarochewsky comparou a situação à novela “Avenida Brasil”, em que uma personagem deseja se vingar de outra.

— Até na novela das oito, a Carminha disse que ia processar a Rita por formação de quadrilha — disse o advogado, que lembrou de resultados do Flamengo no Brasileirão:

— Minha secretária não questiona se dou dinheiro para comprar bombom, jogar no lixo ou comprar flores. Ou comprar ingresso para ver o jogo do Flamengo, que vai muito mal e não está valendo a pena.

Arnaldo Malheiros, advogado do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, recorreu a uma história bíblica. Ele comparou Delúbio, o STF e a opinião pública com, respectivamente, Cristo, o governador da Judeia Pôncio Pilatos e a multidão que preferiu a liberdade do criminoso Barrabás.

— Como é nocivo o juiz que vai até à sacada para perguntar ao povo o que ele quer. Porque se solta Barrabás, se condena Jesus e depois se lava as mãos, mas a consciência o persegue.

No campo da História, Yarochewsky citou o Código de Hamurábi, de quase 4 mil anos. O texto, que vigorou na antiga Mesopotâmia, pregava a lei do “olho por olho, dente por dente”.

Márcio Thomaz Bastos, advogado do ex-executivo do Banco Rural José Roberto Salgado, apelou para a física ao apontar contradições na acusação da PGR:

— A Teoria da Relatividade foi afrontada.

foto: O Globo / Givaldo Barbosa

De Emicida a Pitty: famosos posam como apóstolos da Santa Ceia

A Santa Ceia da Cavalera /Foto: Fabio Sarraff

Bruno Astuto, na Revista Época

A foto é inspirada na Santa Ceia de Leonardo da Vinci. A grife Cavalera recrutou o time improvável composto de Julia Petit, Regina Guerreiro, Fernanda Young, Pitty, Sidney Magal, Pedro Neschling, Emicida, Iggor Cavalera, Facundo Guerra, Viviane Orth, Alex Hornest e Henrique Fogaça para a campanha de verão Salvador Rocks, que mistura a religiosidade baiana e a irreverência do rock. “Se Jesus fosse vivo, quem seriam seus apóstolos e conselheiros? Escolhi as pessoas mais legais para uma Santa Ceia, uma síntese da tolerância”, diz Alberto Hiar, diretor criativo da marca. “Estou mostrando uma história bíblica, não estou zombando. Ninguém ali é Jesus, mas são deuses em seu universo.” A única que assumiu um personagem foi Fernanda Young, como Maria Madalena. O rapper Emicida debutou como modelo, encarnando a si próprio. “Ele podia fazer o Judas, mas achei que não fosse gostar do papel de traidor”, diz Alberto. No intervalo do ensaio, Sidney Magal dava detalhes do novo CD e DVD, Coração Latino, que lançará em outubro. O mito da moda nacional Regina Guerreiro contava que, em breve, lançará um novo livro.

Nova descoberta dá credibilidade à lenda de Sansão

Nova descoberta dá credibilidade à lenda de Sansão

Rossela Lorenzi, no Discovery Brasil

Uma pequena pedra encontrada em Israel pode ser a primeira evidência arqueológica da história de Sansão, o fortão mais famoso da Bíblia.

Com menos de uma polegada de diâmetro, a gravura esculpida mostra um homem com cabelos longos lutando contra um grande animal com rabo de felino.

A pedra foi encontrada em Tell Beit Shemesh, nos montes hebreus próximos a Jerusalém, e data aproximadamente do século XI antes de Cristo.

Biblicamente falando, nesta época, os judeus eram conduzidos por líderes conhecidos como Juízes, e Sansão era um deles.

A pedra foi encontrada em um local próximo ao rio Sorek (que marcava a antiga fronteira entre o território dos israelitas e o dos filisteus), o que sugere que a gravura poderia representar a figura bíblica.

Sansão, um personagem do Antigo Testamento que se tornou lenda, tinha uma força sobrenatural dada por Deus para vencer os inimigos.

A força, que Sansão descobriu ao encontrar um leão e matá-lo com as próprias mãos, vinha de seu cabelo.

Sansão, que matou mil filisteus armado apenas com uma mandíbula de asno, foi seduzido por Dalila, uma filisteia que vivia no vale de Sorek. Ela cortou os longos cabelos de Sansão, o que fez com que ele perdesse a força e fosse aprisionado pelos filisteus, que o cegaram e o obrigaram a trabalhar moendo grãos em Gaza.

De acordo com o Livro dos Juízes, Sansão retomou sua força e derrubou o templo de Dagon sobre ele mesmo e muitos filisteus, “assim foram mais os que matou ao morrer, do que os que matara em vida”.

Apesar da evidência circunstancial, os diretores da escavação, Shlomo Bunimovitz e Zvi Lederman, da Universidade de Tel Aviv, não afirmam que a imagem da gravura represente o Sansão bíblico. É mais provável que a gravura conte a história de um herói que lutou contra um leão.

“A relação entre a gravura e o texto bíblico foi feita por acaso”, anunciou o jornal israelense Haaretz.

Os arqueólogos também encontraram um grande número de ossos de porco próximo a Sorek, mas só no território filisteu. No território israelita, não acharam quase nenhum, o que sugere que os israelitas teriam optado por não comer carne de porco para diferenciarem-se dos filisteus.

“Esses detalhes dão um ar lendário ao processo social, no qual dois grupos hostis delimitaram suas diferentes identidades, assim como acontece em muitas fronteiras, hoje em dia”, disse Bunimovitz a Haaretz.

Foto: Shutterstock-Renata Sedmakova