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Bíblia livra porteiro de ser assassinado durante assalto em Vitória

mãos em prece na bíblia - preto e branco

Deborah Hemerly, na Gazeta Online

Um porteiro de 47 anos escapou por bem pouco da morte, durante um assalto, na noite de segunda-feira, em Vitória. Ele ficou sob a mira de quatro pistolas, e só não foi morto graças à fé dele, reconhecida por um dos criminosos, que viu a Bíblia do trabalhador.

A vítima contou para a polícia, no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória, que o assaltante chegou a perguntar para ele se era evangélico. Como o porteiro disse que sim, o suspeito então completou: “Só não vou te matar, porque você é um homem de fé”.

O trabalhador então foi trancado dentro de um banheiro, com as mãos amarradas para trás, até que o bando fugisse levando computadores, cadeiras, um televisor, um DVD, baterias de carro e bebedouros de um galpão, que fica na Avenida Vitória.

O porteiro disse para a polícia que era por volta de 19 horas de segunda-feira, quando os quatro bandidos armados invadiram o galpão, anunciando o roubo. Ele foi obrigado a deitar no chão, mantendo a cabeça abaixada, enquanto o bando carregava os objetos para fora do galpão.

A vítima destacou que estava sozinha havia pouco tempo, pois os outros funcionários já tinham ido embora. O galpão não tem câmeras de vigilância. Os bandidos quebraram uma vidraça para ter acesso à parte onde os objetos roubados estavam.

O porteiro contou para a polícia que, assim que o bando escapou, ele conseguiu se livrar das amarras e sair em busca de socorro. Ele foi até o DPJ de Vitória, onde pediu ajuda. A vítima lembrou que o bando prometeu voltar para buscar o restante das coisas.

Policiais militares chegaram a fazer buscas pela região. Mas nenhum suspeito foi localizado. Na ocorrência, a vítima não detalha se os criminosos estavam de carro nem quanto tempo durou o roubo.

imagem: freepic

Evangélicas no BBB (2)

Quase 4h da manhã de hj e apenas duas mulheres ainda disputavam a prova de resistência. Yes, as duas ermãs em Cristo. A primeira estava sentada no banco traseiro e a segunda, no bagageiro.

Segundo o site oficial da bosta televisiva do programa, as sisters já entraram para a história do programa. Nunca em outras edições um participante ficou tanto tempo em um desafio desse gênero.

Pra quem lê as provações dos personagens bíblicos, ouvir as citações poéticas do Bial é fichinha. #paciênciadeMoisés

Por vários momentos que passou dentro do carro Jake se descontrolou e abriu o berreiro, chamando pela mãe, pelo galo e até pelo urso de pelúcia.

“Eu quero o jeguinho”, gritava a moça, por volta de 13h15 de quarta-feira. Ela já estava havia 14h dentro do veículo.

“Jeguinho é o bicho de pelúcia dela”, explicou Fabiana aos demais que continuavam na prova.

“Ô, Fabiano”, continuava Jake, que tem um galo com esse nome.

Impossível ñ prestar uma homenagem à nossa representante zoogospel. Aqui vai:

Em torno de 4h30, as sisters protagonizaram 1 “momento Esaú e Jacó”. Kelly acusou Jakeline de ter dormido, o que era proibido de acordo com as regras impostas pela produção. A assistente comercial disse que a colega de confinamento cochilou durante aproximadamente 3 minutos.

A estudante de Zootecnia, por sua vez, defendeu-se alegando que estava balançando as pernas e, portanto, não poderia estar dormindo.

Às 5h, após quase trinta horas de prova, Jakeline ñ conseguiu segurar a vontade de ir ao banheiro e abandonou a disputa. Kelly foi a última a sair do carro e honrou o epíteto a alcunha o de “guerreira” que recebeu na hora da tosca apresentação.

Ao final da prova, as duas sisters + resistentes se abraçam. #koinonia

Já na casa, Jake chorou pela zilionésima vez ao se lembrar da progenitora. “Minha mãe deve tá com desgosto de mim. Eu não aguentei, eu prometi a ela que ia conseguir, mas estava doendo muito”, confessou.

Depois de chorar (ó céus), a mala musa baiana mostrou outra de suas habilidades recorrentes: irritar as pessoas. Mesmo depois de passar quase 30 horas acordada, Jakeline não parava de falar sobre as horas finais da competição. #blablablá

Logo depois, caiu em si e admitiu que irritou os moradores da casa e confessou a Kelly que estava com medinho de ser eliminada.

“O pior é que todo mundo vai querer me colocar no paredão porque eu fui estressada com todo mundo aqui”, desabafou.

Jakeline abraça Daniel

Jakeline acorda todos do Quarto Floresta. “Toda a taba ateia sol.”

Às 6h, foi a vez de Kelly chorar ao dizer no que pensou no final da provação prova. “Eu só pensava na minha família e nos meus amigos.”

Daniel e Fael conversam às 10h no futum futon sobre as mulheres da casa. Para Daniel, a melhor de todas é a Kelly. “Para mim, ela é a mais maneira, mas ela namora. Ela tem o conjunto mulher: mulher gata, gostosa e mulher que troca ideia”, fala o brother. #todascrenteaplaude

***

Sozinhas no Quarto Floresta, às 11h Jakeline e Renata falam sobre os homens da casa. A loira parecia ser a mais animada e disse que Jonas é um dos brothers mais bonitos desta edição do reality.

Em dúvida sobre a sexualidade do rapaz, ela recebeu um conselho bem direto de Jakeline, bem na vibe Michel Teló.

- Gostou, é? Então ‘pega’ ele.

Aposto que o pastor da baiana ñ clicou em “curtir” nessa hora.

***

No final da manhã, as ermãs mandaram msgs p/ todos nós, espiadores dessa baixaria atração global. A zoogospel mandou “abrejos” de jiboia (oi?) e a guerreira mostrou falta de intimidade com o Twitter e digitou tudo em CAPSLOCK.

Tô com uma saudade dolorida de todo mundo aí fora,mas pretendo continuar aqui firme e forte!Que Deus me dê força,abrejos de jiboia! Jakeline

BOM DIAAAAAAA MUITOOOO FELIZ GENTE , DEPOIS DE TER CONSEGUIDO TERMINAR A PROVA ONTEM, TENHO CERTEZA QUE VCS TORCERAM MUITO POR MIM, MTO OBRI Kelly

fontes: BBB 12 Oficial e R7 (liberou, bispo Macedo?)

Deus é brincalhão

Camilo Irineu Quartarollo, em A Tribuna

Neste século globalizado não podemos escrever só para um tipo de leitor. Temos de ser meio bíblicos, ter umas quatro tradições interdependentes num texto, com quatro mãos herméticas – a bíblia tem um tom jocoso nas palavras e frases e antíteses bem feitas. Veio primeiro pela oralidade, contada de pai para filho, de uma forma “cantada” para que facilitasse a fixação do dito na memória do ouvinte e o papel ou papiro não era acessível como hoje.

Pelo tom sagrado que tem esse livro grosso, antigo e de muitas interpretações, ninguém parece notar que a bíblia tem humor nas suas linhas, inclusive nos próprios livros do Evangelho. Como se coloca Deus como figura central o tempo todo, pegam-se os textos como absolutas manifestações divinas e não se vê a perenidade do fluxo de consciência dentro deles. Não se percebe a ironia aos discípulos totalmente perdidos, que não entendem, quase sempre, o que diz o mestre (diz que só o entenderam depois da ressurreição). Essa sisudez religiosa talvez se deva ao passado do ocidente cristão, sisudez muito bem criticada no livro de Umberto Eco, O Nome da Rosa. Numa passagem do livro uma personagem chega a afirmar “que Deus não ri”. O físico Albert Einstein, um dos precursores da física moderna, diz que Deus é brincalhão. Não vejo uma imagem mais linda para Deus, afinal, quem gosta de um pai ou mãe sisudos? O humor, o riso, é a superação, a transcendência.

Numa passagem, Jesus depois de muito falar em tom profético sobre o reino de paz ouve dos discípulos que “já” têm uma espada, ao que grita Ele um chega (não entenderam bulhufas). No jardim das oliveiras, em meio aos soldados, Pedro lança mão de uma espada. Trazia consigo? Talvez fosse ele o que se manifestara que tinha a dita cuja e sempre falando como líder do grupo… e corta a orelha de um guarda.

Talvez em alguns meios religiosos, onde se cultiva a fantasia religiosa da concentração mental e evite-se no máximo a dispersão, certas observações são temerosas e tudo fica um tanto solene demais, mesmo na descontração de um lanche. Jogar com a ironia e o cômico é um jogo de mestre, de jogar com o descontínuo, com o entremeio, com o contraponto, com o bizarro, mas por que não rir? Em lugar nenhum da bíblia está escrito que Deus ri, mas também não está escrito que não ri, discutem o venerável Jorge e frei Willian (personagens de O nome da rosa). Eu, como Einstein, acho que ri.

A vida a Deus pertence. O humor é a transcendência, as regras são para o bem viver, não para escravizar, se não fosse assim, o livre arbítrio seria só para fazer o mal? Quem disse que o bom arbítrio são as regras?

Camilo Irineu Quartarollo é escrevente técnico judiciário, autor de As Ciladas do Androide. Site: www.camilocronicas.blogspot.com.

dica da Cristina Danuta

Inscrição em pedra é projeto da Torre de Babel, diz pesquisador

Escrito por Reinaldo José Lopes na Folha.com

Especialistas que analisaram uma inscrição de 2.600 anos dizem que ela é uma espécie de placa comemorativa da inauguração da Torre de Babel, com detalhes do projeto celebrizado pela Bíblia.

A conclusão está num novo livro de título indigesto, “Cuneiform Royal Inscriptions and Related Texts in the Schoyen Collection” (“Inscrições Reais em Cuneiforme e Textos Relacionados da Coleção Schoyen”).

Martin Schoyen é um empresário norueguês, dono de uma coleção de antiguidades que inclui, entre outras coisas, inscrições em cuneiforme (difícil sistema de escrita do antigo Oriente Médio) feitas a mando dos reis da Mesopotâmia, no atual Iraque.

Entre essas inscrições está a estela –essencialmente um poste de pedra– erigida quando Nabucodonosor 2º governava a Babilônia, entre 605 a.C. e 562 a.C. Coberta com textos e desenhos, a estela relata a construção de uma obra que, se fosse egípcia, teria porte faraônico.

A forma original da estela, uma espécie de pedra comemorativa com inscrições, do reinado de Nabucodonosor

TERRA E CÉU

Seu nome era Etemenanki. Em sumério, idioma que já era arcaico nos tempos de Nabucodonosor 2º, a palavra significa “templo das fundações da terra e do céu”. E o rei da Babilônia carrega nas tintas propagandísticas ao descrever como construiu a estrutura, cuja altura, segundo relatos posteriores, chegava a mais de 90 m.

“[Para construí-la] mobilizei todos em todo lugar, cada um dos governantes que alcançaram a grandeza entre todos os povos do mundo. Preenchi a base para fazer um terraço elevado. As estruturas construí com betume e tijolo. Completei-a erguendo seu topo até o céu, fazendo-a brilhar como o Sol”, diz a inscrição na pedra.

O templo era dedicado ao deus Marduk, patrono da dinastia de Nabucodonosor.

ZIGURATE

A estrutura, que lembra um pouco uma pirâmide com degraus, encaixa-se na categoria dos zigurates, comum na arquitetura dos templos da antiga Mesopotâmia.

A equipe liderada por Andrew George, especialista em babilônio do University College de Londres, publicou pela primeira vez a descrição detalhada da estela no livro.

Para eles, a probabilidade de que o zigurate gigante tenha sido a inspiração para o relato bíblico da Torre de Babel é considerável. Para começar, já se sabia que “Babel” (“A Porta do Deus”) é apenas o nome dado pelos antigos hebreus à Babilônia.

Em segundo lugar, foi Nabucodonosor 2º o responsável por destruir o último reino israelita independente, o de Judá, arrasando o templo de Jerusalém e deportando milhares de pessoas da terra de Israel para a Babilônia no ano 586 a.C.

Os deportados israelitas, portanto, teriam tido a chance de ver de perto a maior das obras de seu opressor, justamente no período em que, segundo a maior parte dos estudiosos atuais, o texto da Bíblia estava sendo editado e consolidado no exílio.

A inspiração para a história do rei que tentou construir uma torre até o céu, portanto, teria vindo nessa época.

Se a hipótese de George e seus colegas estiver correta, a imagem na estela é a mais antiga representação da Torre de Babel, que acabaria inspirando inúmeros artistas da Idade Média até hoje. Uma identificação definitiva, contudo, é difícil de provar sem evidências mais diretas.

Alguém superior a você

Stephen Kanitz, no site dele

Viajei uma vez de classe executiva, e ao meu lado um senhor de terno, cara de executivo, lendo a Bíblia.

Achei que fosse um destes bispos de igrejas que visam o lucro viajando com todo o conforto do mundo, mas era na realidade um Vice Presidente de uma empresa subsidiária da Alcoa.

Perguntei porque ele estava lendo a Bíblia.

“Como Vice Presidente de uma grande empresa eu tenho muita influência e poder sobre a vida de milhares de pessoas. Se eu não tomar cuidado, este poder pode subir à minha cabeça, o que causaria muita infelicidade.

Por isto, acho importante ir todo domingo à Igreja, para relembrar que existe uma pessoa mais poderosa e muito mais sábia do que eu.”

Eu já ouvi muitas razões para se ir todo domingo à Igreja, mas esta era uma ideia nova.

Achei uma razão muito interessante para ir até uma Igreja toda semana, não para pedir perdão ou pedir ajuda.

Mas como uma forma para que aqueles que comandam o poder tenham o bom senso de baixar a bola, perceber todo domingo o limite da prepotência, fazer semanalmente um ato de humildade e ficar de joelhos como todos nós.

A classe dominante de ontem ainda acreditava em Deus, mas nestes últimos 50 anos foi substituída por outra classe que já não acredita em algo superior a História, que não vai à Igreja mostrar humildade, nem jogar um balde de água fria na arrogância.

A nova classe dominante das universidades, da mídia, dos líderes dos movimentos sociais, dos políticos e da maioria dos intelectuais passaram a acreditar que não há ninguém superior a eles, que eles sabem tudo, que mudarão o mundo sem ter que prestar contas a mais ninguém. Os fins justificam os meios.

Intelectuais mandam cada vez mais nas nossas vidas, achando que são os czares da economia, altruístas da Sociologia, protagonistas da História, endividando países ao seu bel prazer, congelando preços e salários, sequestrando nossa poupança, destruindo o capital social deste país, retirando 38% da renda de seus legítimos donos, e assim por diante.

Como eles sabem tudo, os fins justificam os meios, afinal eles são superiores.

Para os social democratas, como o PSDB, bastava colocar 100 intelectuais em postos chaves, as melhores cabeças deste país, e tudo ficaria resolvido.

Mal sabem que hoje em dia não basta uma centena de intelectuais para administrar um país.

O número mais próximo seria no mínimo os 12 milhões de membros da chamada classe média, que está sendo deliberadamente destruída pelos intelectuais que não querem competição.

Se você intelectual, que não acredita em Deus, e por isto não quer ir para a Igreja uma vez por semana, para não mostrar aos seus correligionários que acredita que existe algo superior à sua ciência, pelo menos seja humilde como o Vice Presidente da Alcoa.

O sofrido povo do Brasil agradece.