Teólogo norte-americano defende pena de morte para gays

Apesar de muita chuva, a Parada Gay 2011 arrastou uma multidão para a avenida Paulista Leia Mais

Vincent Cheung, no Monergismo

Casamento “gay”, certamente, significa casamento feliz [Nota do tradutor: no inglês, a palavra gay pode significar alegre]. Contudo, o debate que está acontecendo quase debaixo da rua de onde estou digitando esta mensagem, é sobre casamento homossexual. Talvez no futuro eu escreva sobre o homossexualismo com detalhes, seja num livro ou num artigo. Aqui explicarei somente a direção geral do meu pensamento sobre este assunto.

Até mesmo muitos cristãos que são contra o casamento homossexual, são ávidos em insistir que eles não querem discriminar os homossexuais e, portanto, eles não têm problemas com a “união civil”. Mas eu não faço esta concessão tão prontamente.

Sodomia tem sido uma ofensa criminosa em alguns Estados. Alguns de vocês provavelmente ouviram como policiais capturaram dois homens homossexuais no ato de sodomia no Texas, e lhes acusaram de sodomia. Os homens foram absolvidos porque a corte disse que a lei não deveria interferir em atos pessoais e consensuais entre adultos. Eu não estou familiarizado com os detalhes do caso, mas os detalhes não são importantes –– meu ponto é que o homossexualismo é tecnicamente ainda um crime em alguns lugares, e dizer que o homossexualismo deveria ser considerado um crime não seria inteiramente novidade.

O Antigo Testamento considera o homossexualismo não somente como uma ofensa criminosa, mas também como uma ofensa capital, merecedora de morte. Eu concordo com esta categorização e com esta punição, e há pelos menos uns poucos outros teólogos que também concordam com isto. Isto é apenas dizer que estamos de acordo com a Bíblia sobre o assunto. Assim, os cristãos não deveriam discutir tão apressadamente o casamento e a união civil entre homossexuais. O que eu quero discutir com o incrédulo é, em primeiro lugar, o porquê o homossexualismo não é um crime.

É porque ele é um ato ou um relacionamento entre dois adultos em consentimento? Primeiro, o que é um adulto? O Estado define arbitrariamente o adulto, de forma que uma pessoa de 17 anos de idade não conta. Segundo, por que o ato ou o relacionamento é permitido, se for entre adultos em consentimento? Isto é, antes de mais nada, por que a premissa é verdadeira? Terceiro, visto que todos os argumentos devem, no final das contas, escalar ao nível pressuposicional, devo perguntar finalmente se o ato ou relacionamento tem ou não o consentimento de Deus.

É porque o ato ou relacionamento não fere ninguém? Primeiro, qual é a definição de “ferir”? Se eu disser que o homossexualismo me causa nojo e tira o meu apetite, e, assim, que perco uma degustação perfeitamente deliciosa das coxas de galinha que minha esposa preparou para mim, isto não conta? Por que ou por que não? Ele me “fere” num sentido, não fere? Se ele rouba meu apetite, desperdiça o tempo da minha esposa e desaponta as coxas de galinhas que esperaram tanto tempo no forno, e tudo isto não conta como um “ferir”, então, sobre que tipo de ferir vocês estão falando? Eles devem definir e então defender a definição. Segundo, por que o ato ou o relacionamento deveria ser permitido, conquanto que ele não “fira” alguém? O que faz disto o padrão? E, este é o único padrão de moralidade, ou este é o único assunto para se determinar se o homossexualismo é certo ou errado? Por que ou por que não? Nós poderíamos continuar e continuar, mas como em qualquer outro assunto, o incrédulo não pode dar um só passo além do que lhe permitimos, visto que ele não tem justificativa para nenhum dos passos em seu processo de raciocínio.

Novamente, minha posição não é apenas que os homossexuais não devem se casar, mas que o homossexualismo é um crime, assim como o assassinato ou roubo, de forma que mesmo antes de considerar a união civil, devemos considerar o punir ou não aos homossexuais, com as possíveis punições, abrangendo desde a prisão à execução. Moralmente falando, a união civil e o casamento não deveriam nem sequer aparecer na lista de opções. Mesmo que a moralidade bíblica não requerisse castigo ou execução para o homossexualismo, certamente nenhum cristão deveria argumentar que os homossexuais têm o direito de ter união civil. Mas parece que a maioria dos cristãos não está suficientemente incomodada ou desgostosa com o homossexualismo.

Assim, por que o homossexualismo não é um crime? Por quê? Se eu permitir que a Bíblia defina o que é um crime e o que não é um crime, então, como eu posso não definir o homossexualismo como um crime? Mas, uma vez que alguém perguntar o porquê devo me submeter à definição da Bíblia, então, devemos ir além de uma confrontação sobre o homossexualismo somente, e entrar numa confrontação pressuposicional concernente às nossas diferentes cosmovisões. Assim, um debate ainda mais fundamental e produtivo poderá começar, e é um debate que podemos e devemos ganhar sempre.

Assim como em outros assuntos relacionados à apologética, os cristãos tendem a conceder muito terreno antes de traçar a linha delimitatória e permanecer firme. Assim, vigiem a si mesmos quando conversarem com incrédulos. Não conceda terreno nem permita premissas que você não tenha que conceder ou permitir. Embora as leis da nação possam não mudar para refletir o padrão bíblico, quando diz respeito a debates intelectuais sobre o assunto, não precisamos abrir mão de nada.

Vincent Cheung é o presidente da Reformation Ministries International [Ministério Reformado Internacional]. Ele é o autor de mais de vinte livros e centenas de palestras sobre uma vasta gama de tópicos na teologia, filosofia, apologética e espiritualidade.

tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

dica do George Huxcley

foto: Nacho Doce/Reuters

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A graça mostrou-nos a estrada de volta


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Como não se emo-cionar com o grupo Arautos do Rei cantando uma palavra que resume o Novo Testamento. Por causa dela estamos aqui! =)

Graça

Composição: Daniel Salles

A graça é um ponto de encontro
Lugar onde os fardos se espalham no chão
Onde todo que chega cansado
Tranquilo descansa o seu coração
A graça se explica em uma cruz
Lá eu posso entender o que o Céu me traduz
A morte era a minha sentença
Mas agora sou livre em Jesus

Graça simples assim
Perdão se recebe, se aceita e fim
Pecado não se explica
Pecado se paga
E Cristo pagou por mim

Havia imensa separação
Entre a raça caída e o Deus do perdão
Mas a graça fechou o abismo
E sem hesitar estendeu-nos a mão
Mostrou-nos a estrada de volta
À casa do Pai onde iremos morar
Nos dá a esperança que move
A certeza que Cristo em breve virá

E Cristo pagou por mim
Graça, graça!

dica do Guilherme Basilio

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Todas as coisas me são lícitas?

Juliana Dacoregio

Existe um versículo bíblico que diz, “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm” (I Coríntios 6,12). Ele é citado muitas vezes para novos convertidos quando eles começam os questionamentos sobre como e o quanto devem mudar suas vidas após aceitarem a Jesus. Aí começam as regras. Veladas, mas ainda assim regras.

Os líderes e convertidos há mais tempo, aqueles que já, em tese, se separaram do que chamam de “mundo”, dizem ao novo cristão que ele pode tudo, mas que nem tudo é aprovado pelo Senhor. Será que esquecem que o trecho bíblico em questão, fala que nem todas as coisas “convêm”, ou seja, algumas atitudes não são convenientes. Não se fala em aprovação ou desaprovação.

É uma frase muito sábia, na verdade, que pode guiar a conduta de qualquer pessoa independente de suas crenças. Podemos tudo, mas em tudo há consequências. Algumas maiores, algumas menores, algumas estragam uma vida para sempre, algumas afetam o ser humano na medida em que ele se sente culpado ou não.

E esse é o problema maior de todos quando se começa a entregar-se ao Senhor, ou mesmo a participar dos rituais cristãos. A CULPA, uma culpa enorme que nem todo caps lock do mundo seria capaz de expressar. Por que esquecem a primeira parte do versículo? “Todas as coisas me são lícitas”. Por que tão pouca confiança no julgamento e discernimento daqueles que se entregam ou pensam em se entregar a Deus?

Todo cristão versado na Bíblia, conhece a história de que é Deus que faz a obra. Mas, muitos parecem não confiar nesse Deus que dizem seguir, nessa palavra que dizem crer: a Palavra é anunciada pelo homem, mas é Deus quem faz a obra, é o Espírito Santo que convence da justiça e do juízo.

Se é nisso que vocês acreditam, meus amigos, deixem o Senhor de vocês agir conforme ele bem entende. Vocês são muito pequenos para descobrir os desígnios de Deus. Aí é preciso uma pagã lembrar isso a vocês. Ééé… Deus usa mulas, não?…

fonte: Heresia Loira

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