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Carol Celico: “Não sou cantora, estou cantando para falar de Deus”

carol celico
Beatriz Souza, na Veja Online

Carol Celico mal acabou de lançar seu primeiro CD e DVD, mas já pensa em outras maneiras de continuar divulgando sua nova forma de pensar sobre Deus. A mulher de Kaká não quer seguir carreira como cantora – “Não quero lançar um CD por ano ou sair em turnê”, diz – e é taxativa ao dizer que sua prioridade é a família. No entanto, entre seus planos para o futuro, admite pensar num livro com textos do seu blog e, nas próprias palavras, “um ou outro single”.

“Não sou cantora, estou cantando para falar de Deus”, disse a esposa do jogador de futebol Kaká no lançamento de seu CD e DVD, em São Paulo. A jovem, que completa 24 anos na próxima semana e já é mãe de dois filhos (Luca, de 4 anos, e Isabella, nascida em abril deste ano), explicou que sua música é uma nova forma de falar de Deus.

Entre suas referências musicais, acredite ou não, estão as bandas U2, Coldplay, Shania Twain e até Britney Spears – que ouvia quando era adolescente, fez questão de deixar claro. Mas, na hora de cantar, ela afirma ter buscado uma identidade própria e não ter se inspirado em ninguém, nem em Sandy, a romântica pop que faz lembrar em várias faixas. “Nunca havia cantado, tive que me descobrir”, filosofou.

A vida pós-Renascer – Carol e Kaká se casaram na sede da Igreja Renascer em São Paulo, em 2005. A cerimônia foi conduzida por Estevam e Sônia Hernandes, fundadores da Renascer. No final de 2010, o casal anunciou, sem revelar os motivos, que estava deixando a igreja. O rompimento aconteceu três anos depois dos Hernandes serem presos em Miami ao tentar entrar nos Estados Unidos com 56.000 dólares não declarados escondidos em uma Bíblia e num porta-CD. Hoje, Carol não pertence a nenhuma igreja e se diz cristã, em vez de evangélica.

A mulher de Kaká não faz críticas diretas à Renascer, mas deixa escapar opiniões que mostram um posicionamento contrário. “Hoje, eu sei que não preciso fazer certas coisas para ganhar um milagre”, disse. Sobre o rompimento, ela diz apenas que foi o fim de um tempo bom. “Foi ótimo porque aprendi a ler a Bíblia e incentivo as pessoas a estudar o livro para não serem enganadas.”

Mesmo afastada da igreja, Carol escolheu fazer um disco religioso. “Meu objetivo é falar para as pessoas que não desejam frequentar uma igreja, mas carecem de Deus em suas vidas”, disse. Segundo ela, são músicas para ouvir no carro, durante a ginástica ou em uma reunião com os amigos. “É para escutar e meditar”, sugeriu.

A carreira e a família – A ideia do projeto surgiu em 2009, quando, com o apoio do marido, começou a selecionar as músicas e os profissionais que a acompanhariam no disco. Foi nessa época também que começou a fazer aulas de canto. Das dez músicas que compõem o CD e o DVD, duas foram compostas por Carol (Fruto do Amor, que fez para o filho Luca, e Mesma Luz, que canta com a cantora Claudia Leitte) e uma por Kaká, Presente de Deus, na qual os dois fazem um dueto. “Foi uma prova de amor dele para mim.” As demais, segundo ela, são canções religiosas que a tocaram de alguma forma durante a vida e que passam uma mensagem que ela quer compartilhar com as pessoas.

Em junho do ano passado, essas músicas já haviam sido disponibilizadas gratuitamente no site de Carol, o que era a ideia inicial do projeto. No entanto, a repercussão foi tanta – “quase 2 milhões de downloads”, segundo ela – que a cantora resolveu lançar o CD comercialmente e gravar um DVD com clipes das músicas.

Frases de protestantes sobre a Igreja Católica

Publicado no Sinais dos Tempos

Pastor Juan Carlos Ortiz em seu livro diz:

“Não obstante o que a Biblia ensina, também nós os protestantes temos as nossas tradições: as denominações. Jesus tem somente uma esposa, a Igreja. Ele não é polígamo. No entanto chegamos até a dizer que as denominações fazem parte da vontade de Deus. Assim nós culpamos a Deus pelas nossas divisões e falta de amor. E depois criticamos os Católicos pelas suas tradições. Pelo menos suas tradições são mais antigas que as nossas. Não devemos tentar remover o argueiro dos olhos dos católicos, enquanto não tiramos a trave que encontra-se diante dos nossos”
(O discípulo, p.132, Editora Betânia)

Sobre a “Bible League,” o dr. Booth diz:

“Se as agressões às Escrituras continuarem, virá o tempo quando quem for fiel a Deus terá um refúgio, e será a Igreja Católica Romana” .

O Bispo Anglicano de Londres, Eng. , dr. Ingraham, diz:

“No momento presente, só há uma Igreja na Inglaterra que oficialmente aceita as Escrituras como a Palavra infalível de Deus, e esta Igreja é a Igreja de Roma”.

Dr. Decosta (Protestante) disse:

“A Igreja de Roma foi, antes do inglês ser descoberto e dos protestantes, a única defensora da Bíblia em sua integridade e totalidade”.

A Rev. O. J. Nelson, de Bellingham, Wash. , diz:

“No sentido exato, ninguém além dos Católicos tem uma Bíblia infalível e ninguém além dos Católicos podem ser chamados de cristãos ortodoxos. . . só há uma Igreja Cristã de realidade e autoridade consistente e é a Igreja Católica”.

Charles Buder (Protestante), em sua “Horae Biblicae”, diz:

“Pelas escritas sagradas que contêm a Palavra de Deus, e pelas tradições, nós estamos endividados, sob a Providência, pelo zelo e esforço dos padres e monges da Igreja de Roma”.

“O tempo está vindo, se, realmente, já não veio, quando estas igrejas definitivamente e decididamente têm que se perguntar se a Bíblia é de Deus ou do homem. E neste campo, o Papa é o único e exclusivo Campeão da Bíblia como a Palavra de Deus”.

O Reverendo dr. A. S. Crapsey, escrevendo a “Free Religious Association”:

“A maioria das denominações protestantes estão retornando, voltando para os Católicos. Eles estão perdendo sua liderança intelectual por não manter passo com os estudiosos. O protestantismo seguirá e obedecerá a lei da gravitação, desintegrará,e assim perderá todo o poder “.

O crítico bíblico protestante, George Campbell, diz:

“A vulgata é, no geral, uma versão boa e fiel”.

Obs: A Vulgata contêm os sete livros excluídos por Lutero nas bíblias protestantes.

Foto: Redemptionis Sacramentum

A maioria das lideranças religiosas nos países pobres e emergentes acha que a lei deveria seguir a “Bíblia”

Publicado originalmente na Época

Um instituto de pesquisas americano traçou um dos retratos mais completos de que se tem notícia das ideias dos líderes evangélicos. Os investigadores do centro de pesquisas Pew, uma instituição sem fins lucrativos que estuda costumes e tendências da sociedade, aproveitaram que líderes evangélicos do mundo todo se reuniram em um congresso na Cidade do Cabo, na África do Sul, em outubro de 2010 [Lausanne 3], e fizeram aos religiosos uma série de perguntas.

O relatório ficou pronto no mês passado. As respostas de 2.196 líderes, vindos de 166 países, revelaram as ideias e os sentimentos dos pastores, que inspiram um grupo de fiéis, cujo número varia de 246 milhões (de acordo com o Pew) a 600 milhões de pessoas (segundo a Aliança Evangélica Mundial). No Brasil, calcula-se que a população evangélica seja de 50 milhões de pessoas.

A pesquisa descobriu que a ameaça mais temida pelos líderes entrevistados é a separação entre a fé e a vida moral e intelectual, conhecida como secularismo. Mais de 80% deles acreditam que devem manifestar suas opiniões políticas. Surpreendentemente, 58% dos líderes evangélicos das nações pobres e emergentes acreditam que a Bíblia deveria se tornar a lei de seus países.


Programa de computador pode revolucionar estudos sobre autoria da Bíblia

Agência Pavanews, com informações da AOL

Um programa de computador criado por uma equipe israelense está dando  informações  importantes sobre o que os pesquisadores consideram os diversos autores da Bíblia.

O novo software baseia-se num algoritmo para analisar o estilo e a escolha de palavras e assim determinar as partes do texto que foram escritas por diferentes autores. Essa forma de análise e comparação pode mostrar muito sobre os autores humanos do Livro Sagrado.

O programa utiliza um dos sub-campos de estudos da inteligência artificial, chamado de “atribuição de autoria”, tem muitas aplicações em potencial, como o desenvolvimento de novos programas de computador para escritores. Mas a Bíblia é um teste e tanto para os criadores do algoritmo.

Para milhões de judeus e cristãos, ver Deus como o autor dos textos bíblicos é um princípio de fé. Mas estudos acadêmicos sobre o texto bíblico indicam que a Bíblia foi escrita por diferentes autores, que podem ser distinguidos por suas ideologias, estilos linguísticos e os nomes que usavam para se referir a Deus.

Os estudiosos dividem os textos em duas correntes principais. Uma parte teria sido de autoria de uma pessoa ou grupo conhecido como “autor  sacerdotal”, devido a sua aparente ligação com os sacerdotes do Templo em  Jerusalém. A outra é chamada apenas de “não-sacerdotal”. Os acadêmicos vem tentando separar que partes pertencem a que corrente a bastante tempo.

Quando esse programa analisou os 5 primeiros livros, chamados de Pentateuco, concordou com a divisão tradicional dos acadêmicos em 90% dos casos. Ou seja, refez em poucos minutos o trabalho que diversos estudiosos levaram anos, explicou Moshe Koppel, professor de ciências da computação da Universidade de Bar Ilan, que lidera a equipe de pesquisadores.

“Conseguimos recapitular vários séculos de um árduo trabalho manual com nosso novo método automático”, escreveu a equipe em um artigo apresentado recentemente na conferência anual da Associação de Linguística Computacional em Portland, EUA. As passagens que o programa não segue a interpretação acadêmica tradicional podem oferecer pistas interessantes para os estudiosos.

Por exemplo, o primeiro capítulo de Gênesis  é atribuído a um autor “sacerdotal”, mas o software indicou o contrário. Outro exemplo é o livro do profeta Isaías, que geralmente é visto como tendo dois autores, sendo que o segundo teria escrito do capítulo 39 em diante. O programa concorda que o texto possa ter dois autores, mas sugere que o segundo começou seu trabalho seis capítulos antes, no 33.

Essas diferenças “têm o potencial de provocar discussões frutíferas entre os estudiosos”, reconheceu Michael Segal, membro do departamento de Bíblia da Universidade Hebraica e que não faz parte do projeto. Não é a primeira vez que um programa de computador é usado pelos estudiosos na comparação dos textos. Porém, esse novo software parece ser capaz de usar os critérios desenvolvidos por eles e aplicá-los por meio dessa ferramenta tecnológica que é mais potente que a mente humana, disse Segal.

Antes de aplicar o programa nos livros da Bíblia, os pesquisadores fizeram um teste prático para demonstrar que o algoritmo criado por eles era capaz de distinguir corretamente um autor de outro. Eles misturaram passagens dos livros de Ezequiel e Jeremias, criando um único texto. O software separou as palavras do texto embaralhado “quase perfeitamente”.

O programa é capaz de reconhecer escolhas de palavras repetidas, como os termos equivalentes em hebraico de “se”, “e” e “mas”, e também identifica  sinônimos. Por exemplo, a Bíblia usa as palavra “makel” e ”mateh” para se referir a um cajado. O software separa o texto em partes que acredita terem sido escritas por pessoas diferentes dependendo da escolha dos termos.

Outros pesquisadores têm olhado para a existência dessas “impressões digitais linguísticas” em diferentes tipos de textos como uma maneira de identificar escritores desconhecidos. Na década de 1990, o professor inglês Donald Foster apontou o jornalista Joe Klein como o autor anônimo do livro “Primary Colors”, a partir de detalhes menos importantes, como a pontuação.

Em 2003, Koppel fez parte de uma equipe que desenvolveu um software que poderia indicar com sucesso, se o autor de um texto era do sexo masculino ou feminino. Os pesquisadores descobriram que as mulheres são muito mais propensas a usar os pronomes pessoais, como “ela” e “ele”, enquanto os homens preferem determinantes, como o “que” e “isto”. Em outras palavras, as mulheres, falam sobre as pessoas, enquanto os homens preferem falar sobre as coisas. O sucesso dessa análise gerou um debate sobre como o gênero afeta nossa forma de pensar e comunicar.

O que o algoritmo não é capaz de determinar é se a Bíblia é humana ou divina. Três dos quatro acadêmicos envolvidos no desenvolvimento do programa, inclusive Koppel, são judeus praticantes. Ou seja, creem que a Torá foi entregue a Moisés pelo próprio Deus. Embora seja inegável que vários autores humanos colaboraram no processo de formação do cânone, os acadêmicos israelenses não abordam em seu artigo se a autoria é humana ou divina. ”Não há razão para acreditar que Deus não possa ter escrito o livro usando vozes múltiplas. Mas nenhuma pesquisa será capaz de resolver essa questão – resume Koppel.

dica da Rina Noronha

Enquanto aguardo a volta de Cristo

Ricardo Gondim

Estou em processo. Dinamito alguns pressupostos e, sem pressa, procuro novos alicerces para minha elaboração teológica. Identifico uma mudança – que vem acontecendo sem que eu mesmo perceba: largo a sistematização do mistério. Há alguns anos escrevi um texto em que confessava cansaço. Na verdade eu não estava fadigado. Era meu grito. Um profundo anseio por mudança. Intuitivamente, percebia que os fios que conectavam minhas várias lógicas religiosas estavam soltos e que perdia energias existenciais, espirituais e emocionais.

Li diversos autores e criei coragem de fazer algumas perguntas difíceis. Obedeci o conselho de Jesus, calculei os riscos, e resolvi tomar o caminho menos trilhado. Agora confesso: estou em transformação. Procuro fazer teologia no ritmo da poesia. Esforço-me para garimpar esperança na verdade poética. Noto quanta força a poesia tem para salvar o mundo. Já se perguntou se era possível sentir o poema “fervilhando em larvas numa terra prenhe de cadáveres”. Eu respondo que sim! Insisto na caminhada porque entendo a Bíblia como uma linda obra poética; sem pretensão de codificar o divino, as Escrituras falam nas frestas da metáfora, do mítico, da parábola, do poema.

Acredito que somente a beleza pode enfrentar a feiura. Deus ainda fala e suas palavras são como água fresca na caatinga. Passarão céus e terra, mas o recado divino continua boas notícias em um mundo esfacelado. No fiat primordial, o universo explodiu prenhe, mas de formosura. É preciso não perder o propósito da criação de fazer a humanidade aquarela, diapasão das sinfonias, chave misteriosa dos enigmas existenciais e eureca sagrada do Espírito. Temos o potencial de sermos espetaculares e não podemos deixar tanta riqueza se perder.

Sim, o mal existe. A perversidade se multiplica. Não faltam ímpios em busca de perpetuar estruturas demoníacas. Mas resistem os artistas, estivadores, lavadeiras de beira de rio, médicos, violinistas, filósofas, sacerdotes, cantores de churrascaria, psicólogas. Nem sempre prevalece a sanha dos traficantes, dos mercadores internacionais de fuzis, dos cafetões ou dos exploradores da mão de obra infantil. Pego na mão dessa gente e não desespero, sei que podemos fazer sinalizar lampejos do Amanhã tão aguardado, daquele porvir que ainda não alvoreceu.

Insisto em fazer teologia porque acredito que o caminho do perverso não prevalecerá. Os grilhões do vício não resistirão ao dobrar dos sinos do Reino final. Do alto da torre da Cidade Celestial se proclamará o triunfo da luz sobre as trevas. Juntos celebraremos o brilho do sol da justiça. A bondade é fermento, a mansidão, ácido e a integridade, aríete. Um dia, ruirá por terra o castelo da maldade.

Preservo meu fôlego. Preciso me manter dócil. Vivo em um mundo que banalizou a morte. Necessito continuar a acreditar no perfume do amor, na densidade da mansidão e na energia da solidariedade. Quando acossado pela decepção, procuro trazer à memória o soldado romano que se fez servo de um escravo, a mãe cananeia ajoelhada pela filha aflita, os dois cegos peitando a sorte e o ladrão que prenunciou o paraíso no seu derradeiro instante.

Faço teologia sem esquecer de reverenciar os sete mil profetas que permanecem de pé. Rodeado de gente que não renegou o martírio, procuro não fugir ao meu. Inspirado no meu Salvador, percebo a força embutida na fragilidade. Sei que o Cordeiro é digno de abrir o rolo da História e que, na sua volta, o acolheremos. Faço teologia e aguardo o grande dia quando terra e céu se tornarão uma só realidade.

Soli Deo Gloria.

fonte: site do Ricardo Gondim