Cid Moreira: “Rachel Sheherazade é meio agressiva. Foi a forma que ela achou para falarem dela”

Há 45 anos na Globo, o apresentador do ‘Jornal Nacional’ durante 27 anos, revelou o desejo de constar nos quadros de funcionários da emissora até quando completar 50 anos na casa

Cid Moreira (foto: Cesar Alves)
Cid Moreira (foto: Cesar Alves)

título original: “Só Deus vai me aposentar”, revela Cid Moreira

Thiago Azanha, na Caras

Alô. Bom dia“, a voz grave e inconfundível que durante anos se tornou onipresente na casa de todos os brasileiros está do outro lado da linha. Cid Moreira, o próprio, pergunta meu nome e quer saber em que cidade nasci. Responde que também é do interior de São Paulo — Taubaté — e começamos a divertida conversa que durou mais de uma hora como um aprendiz curioso e seu mestre veterano.

Aos 86 anos, Cid fala abertamente sobre a época gloriosa, segundo ele, em que trabalhou na TV Globo — ele ainda tem contrato em vigor –, elogia as recentes mudanças do Fantástico, critica as opiniões de Rachel Sheherazade no SBT e relembra as curiosidades durante a apresentação do Jornal Nacional.

Veja os principais trechos da entrevista:

Fora das câmeras, qual a rotina do senhor? O que gosta de fazer no dia a dia?

Caminho para os 87 anos, vou fazer aniversário em setembro. Continuo o mesmo com a minha idade. Adotei uma alimentação saudável e estou insistindo nela há mais de meio século. Parei de comer carne vermelha quando tinha 30, 31 anos. Procuro me alimentar bastante com frutas. Pratico meus exercícios diários, bato minha bolinha de vez em quando. Já até joguei com o tenista Fernando Meligene para a gravação de um programa na TV.

Do que mais sente falta de estar na TV?

Não sinto falta nenhuma, já estou beirando os noventa. São fases. Vivi várias fases maravilhosas. Quando deixei o rádio, deixei com tristeza. Aí passei para a fase da TV, maravilhosa. Fiz parte do Canal 100, na fase do cinema, que deu ênfase ao futebol. Era um jornal muito popular e aplaudido. Fui narrador durante doze ou treze anos no Canal 100. Gravava, pelo menos, quarenta a cinquenta jornais editados em todo o Brasil. Também tive a fase gloriosa, comercialmente falando, onde mais gravava. Resumo a minha vida profissional em fases, do rádio, comercial, cinema, inclusive em pontinhas no cinema, em tapes de rádios. Já fui até garoto propaganda.

Nunca surgiu o convite para atuar em novelas na TV?

Claro que surgiu o convite para fazer televisão. Tinha uma boa aparência, era um dos homens mais bonitos do Brasil. Mas optei pelo jornalismo. Na época ganhava mais fazendo comerciais do que fazendo novelas na TV. Preferi investir no que estava dando certo. A fase da TV me garantiu a presença no Livro dos Recordes [Cid ficou 27 anos na bancada do Jornal Nacional]. Agora não sei. Estou na fase gloriosa, investindo não só em mim. Estou gravando as mensagens da Bíblia. Tenho saudade das fases que vivi, das pessoas que conheci e que me conheceram. Sou abençoado.

O senhor ainda tem contrato em vigência com a Globo?

Tenho contrato em vigor. Estou há 45 anos na Globo e quero chegar aos 50 anos lá. Sou um dos mais velhos lá.

Por qual motivo deixou a bancada do Jornal Nacional? Foi em comum acordo com a emissora?

Foi uma coisa normal, natural. O programa, por melhor que seja, estica. Tudo no mundo tem começo, meio e fim. Nada é perpétuo. Uma peça na Broadway pode fazer sucesso, mas um dia acaba. Todo mundo tem direito à sua fase. Vou caminhar, se Deus quiser, aos 50 anos na Globo.

Mantém algum contato com os amigos da época de jornalismo, como o William Bonner, Sérgio Chapelin e outros profissionais da Globo?

O William é meu vizinho tanto aqui na Barra da Tijuca quanto na serra. Tenho um estúdio em Petrópolis, a minha atividade é em casa. Eu gravo bastante lá. Só Deus vai me aposentar. Gosto de trabalhar. Isso me distrai. Continuo aprendendo.

Ainda assiste todos os dias ao Jornal Nacional? Mudou muita coisa em relação à sua época?

Sempre assisto. Não gosto de ver certas notícias enquanto janto, mas é impossível evitar isso hoje em dia. Eu faço minha parte física, começo às 18h. Faço meu alongamento, pilates, minha sauna. Chego para a mesa às 20h, 20h e pouco. Vejo o final da novela das 19h, assisto o Jornal Nacional e depois vou ver um filme.

Não gosta de assistir às novelas?

Novela não é minha praia. Mas vi algumas, para não ser mentiroso. Vi uma parte de Avenida Brasil, gostava de algumas atuações. Não tenho o hábito de ver novelas, mas ver filmes.

O que mais gosta de assistir na TV?

Acompanho os jogos de tênis, quando são compatíveis com os horários do Brasil. Não perco o US Open e o torneio de Roland-Garros. Já o futebol eu não gosto, não assisto.

O que achou das recentes mudanças no Fantástico? Gosta deste novo tipo de apresentação, aliado à tecnologia?

Eu acho que tudo evolui. O Fantástico evoluiu muito. Acho o Tadeu Schmidt muito bom. Está ótimo o programa com este formato.

Já tem alguma participação programada para a Copa do Mundo, como fez em 2010 com o bordão da bola “Jabulaaaani”?

Ainda não sei, mas deve aparecer algo.

O que acha dos jornalistas dando opinião nos telejornais, como a Rachel Sheherazade faz no SBT?

Li algumas coisas nos jornais a respeito. Ela é meio agressiva. O ser humano quer aparecer de qualquer maneira. Foi a forma que ela achou para falarem dela.

De alguma forma, os apresentadores de TV também são artistas?

Eles estão querendo. Tudo evolui. Antes era muito formal. Uma vez, quando espantei uma dessas moscas de frutinha no ar, a Playboy fez uma reportagem de sete páginas! No Jô, quando fui dar uma entrevista, estávamos falando sobre esse acontecimento e a tal da mosca voltou. Ele não perdeu a oportunidade e brincou com a situação.

O senhor sempre foi assediado fora da TV?

Sempre fui assediado dentro e fora do Brasil. Uma vez estava em Londres e minha mulher perdeu o chip da máquina fotográfica. Alguém o encontrou em uma estação e procurou o escritório da Globo na cidade para me mandar aquele negocinho minúsculo. Ela achou uma agulha no palheiro! Aí o pessoal do escritório passou meu endereço e ela postou o chip para minha casa no Brasil.

É verdade que o senhor chegou a usar bermudas para apresentar o Jornal Nacional?

Nas minhas palestras, todo mundo me pergunta isso. Mas foi só uma vez. Sempre frequentei Petrópolis, onde costumava jogar tênis. Uma vez, quando estava voltando para o Rio, peguei um temporal e cheguei atrasado à emissora. Não deu tempo para trocar de roupa. Além de tudo, era Carnaval, até isso me favoreceu. Tinha paletó, camisa e gravata para colocar antes de entrar no ar. Levei uma bronca e nunca mais repeti isso. Depois veio a proibição de algumas roupas. Só as mulheres que podem usar saias. Acho injusto [risos]. Todo mundo lá andava de sandália por causa do calor. Era normal esse ambiente mais despojado.

Que outros causos engraçados se lembra da época em que apresentava o programa?

Foi engraçado, mas resultou no afastamento do cameraman. Em um sábado, dia que não tinha muita movimentação na emissora, um cameraman posicionou o equipamento, chegou na bancada, arregaçou a calça e colocou o bundão na mesa. Tive que me conter, estava ao vivo. Fiquei com muita raiva na hora. Foi o cúmulo das brincadeiras. Depois desse episódio ele acabou sendo afastado. Mas hoje é engraçado contar isso.

Outra vez, parei em um posto para assistir o jornal. Duas senhoras se aproximaram de mim e de cara me deram um fora: “Ô, seu Chapelin [companheiro de bancada de Cid no JN]”. Trocou meu nome e me murchou na hora. E ainda continuou: “Posso te pedir um favor? Leia mais depressa as notícias que eu quero ver a novela”.

Uma das capas mais lembradas da revista CARAS é a qual o senhor aparece em uma banheira com as pernas de fora (dezembro/1993). Acha que o jornalismo ainda precisa desse bom humor, de humanizar os jornalistas?

Houve uma época que terminava o jornal com alguma graça. Por isso que chegou a ganhar popularidade. Fazia alguma gracinha com conotação de algo que aconteceu no dia. Aí começou alguma crítica, pelo jornal ser formal. Essa fase durou pouco, mas com grande sucesso. Hoje o jornal está mais descontraído, comentado, esta ótimo. O jornal tem o seu lado sério, seu drama, precisa passar isso, a seriedade. Mas ao mesmo tempo pode brincar, tem que ser humano. Tudo caminha para a naturalidade. Não tem nada mais difícil para o apresentador passar essa naturalidade.

Sobre a capa na banheira, lembro que foi uma entrevista longa, cansativa. Em determinado momento surgiu a ideia de fazer a foto na banheira. A entrevista estava demorada, aí comecei a me exercitar, tenho mania de fazer exercícios. Chega em determinado momento que você esquece que está dando uma entrevista. O fotógrafo aproveitou o momento enquanto treinava o abdome e começou a tirar as fotos. Lembro que teve um problema com a luz, teve um intervalo longo, e ele não quis perder esse lance. Mas a capa se tornou uma enorme polêmica, quase que fui para a rua. [risos]. Hoje não fico mais na banheira!

Que projetos ainda têm em mente?

Pretendo lançar em breve um site com as mensagens da Bíblia. Quero que seja algo que decole, que não caia no esquecimento.

 

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Ator pornô que atuou com Rita Cadillac e se tornou pastor lança livro

Em ‘Luz, câmera, ação e tranformação’, Giuliano Ferreira – estrela de mais de 300 filmes – revela histórias como o envolvimento com uma atriz famosa.

Luciana Tecidio, no EGO

Giuliano Ferreira, ex-ator pornô que agora é pastor
Giuliano Ferreira, ex-ator pornô que agora é pastor

Quem vê o paulistano Giuliano Ferreira, de 35 anos, vestido com um terno, de bíblia embaixo do braço, palestrando sobre Deus, não faz ideia que há dez anos sua identidade era outra. O rapaz era conhecido como Júlio Vidal, ator pornô com cerca de 300 produções no currículo. Seu último trabalho foi há dez anos, atuando ao lado de Rita Cadillac no filme “A primeira vez”. E foi daquele set que ele seguiu para uma consulta médica que iria mudar sua vida  para sempre.

Giuliano conta que estava com forte dor de dente. E mesmo após ter sido medicado por um dentista teve uma séria inflamação, que se espalhou para outros órgãos do corpo e contaminou os rins e os pulmões. O paulistano foi internado e ficou cinco dias em coma.

No hospital, ele diz que teve uma experiência sobrenatural. “Tive um encontro com Deus. Ouvi uma voz falar para mim: ‘Chegou o momento de você fazer a minha vontade’. Assim que me recuperei e deixei o hospital, abandonei a carreira de ator pornô”, lembra Giuliano, que a partir dali tornou-se evangélico.

Toda esta trajetória de vida é contada no livro escrito por ele, “Luz, câmera, ação e transformação”. Na obra, Giuliano revela – sem citar nomes – o seu envolvimento com uma atriz famosa e as propostas que recebeu para subir na vida. “Muitos apresentadores famosos me ofereceram subir na vida de forma fácil, mas nunca aceitei”, garante ele.

Giuliano nasceu em uma família pobre e foi pai aos 18 anos. Depois de ser demitido do emprego de auxiliar de redação de um jornal paulistano, ele resolveu aceitar o convite para ser gogo boy. Para atuar em filmes pornôs foi um pulo. “Precisava de dinheiro para sustentar meu filho, que era criado por mim e pela minha mãe. Passei três anos me dividindo entre a Europa e o Brasil, atuando em filmes ponôs”.

Considerado estrela nesse segmento, Giuliano conta que seu salário girava em torno de R$ 12 mil e era direcionado para a mãe e para o sustento do filho, hoje com 18 anos: “Conseguimos comprar dois terrenos e construir duas casas”.

Quando acordou do coma e resolveu abandonar a indústria pornô, o ator viu sua situação financeira sofrer uma queda vertiginosa. Casado há 12 anos com a ex-secretária da escola de seu filho, Giuliano ganha a vida como representante de livros evangélicos e as suas palestras são gratuitas.

Focado na divulgação do livro, Giuliano  garante que não tem mais o que esconder. “Por causa do meu filho e do meu enteado, hoje com 17 anos, escondi minha história de ator pornô. Para que eles não sofressem bullying na escola. Mas agora é o momento de contar tudo. Com o livro, quero mostrar que a pessoa tem direito a ter a vida que quer e que também pode escolher um novo recomeço”.

Leia um trecho do livro:
“Passei um tempo dançando em uma boate em Moema, São Paulo. Era um grupo de Gogo Boys dançando ao som do DJ Mauro Borges. Um local também daqueles elitizados, onde havia muitos artistas frequentando. Em uma das noites de apresentação, acabei conhecendo uma jovem muito linda, ex-modelo. Na época, trabalhava em uma grande emissora de TV. Um verdadeiro furacão.

Vivemos momentos muito bons de paixão e loucura. Sempre que ia ao Rio de Janeiro, ficava um tempo com ela. Uma pessoa que tinha uma história de vida muito complicada, mas que, no fundo, cativava a gente com seu jeito meigo de ser.”

Capa do livro de Giuliano Ferreira (foto: Divulgação)
Capa do livro de Giuliano Ferreira (foto: Divulgação)

 

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Evangélica, Negra Li defende o musical Jesus Cristo Superstar: “é fiel ao que diz a bíblia”

Negra Li no Pânico
Negra Li no Pânico

Publicado por Jovem Pan

O musical Jesus Cristo Superstar estreou em São Paulo no início de março. Muito antes, no entanto, ele já dava o que falar. Quando foi anunciado que seria produzido no país, diversos grupos religiosos se uniram e criaram uma petição para arrecadar assinaturas e tentar cancelar seu financiamento. Outros preferiram um caminho mais direto e fizeram uma série de manifestações em frente ao Instituto Tomie Ohtake, onde entraria em cartaz. O motivo? Ele estaria “atacando” a fé cristã. Em entrevista ao Pânico nesta quinta-feira (15), a cantora Negra Li, que interpreta Maria Madalena na produção e é evangélica assídua, minimizou as reinvindicações e negou que haja qualquer tipo de desrespeito no espetáculo.

“O tema é polêmico. Falar de Jesus é sempre delicado, é comum as pessoas se manifestarem quando isso acontece. E elas têm liberdade de expressão, assim como nós, artistas. Mas o musical é fiel ao que diz a bíblia. Estamos apenas contando a história de maneira diferente, com um Jesus mais humano. Com uma visão diferente, claro, pelo olhar de Judas. É até uma forma de aproximar as pessoas da igreja. Estou amando fazê-lo”, disse.

Jesus Cristo Superstar foi escrito pelo dramaturgo britânico Tim Rice em parceria com Andrew Lloyd Webber e apresentado pela primeira vez em 1970. Ele destaca, entre outras coisas, as lutas políticas e pessoais entre Jesus e o apóstolo Judas Iscariotes por meio de uma linguagem moderna e rock de trilha sonora. Por essas e outras, Negra Li garante que os protestos não foram encarados com nenhuma surpresa.

“É uma obra que causa manifestações desde quando foi escrita. Já esperávamos por isso. Acho interessante. Nós, do elenco, conversamos muito, brincamos, sempre respeitando os protestos. Mas é claro que seria assim, ainda mais porque é rock! Jesus está em cima do palco todo bonitão, sem camisa, com a calça jeans baixa, o ‘caminho da felicidade’ aparecendo (risos), e um cartaz escrito ‘louvado seja o rock’n’roll’. Não teria como ser diferente”, completou.

Esta é a segunda participação da cantora em musicais, mas a primeira em um espetáculo de grandes proporções. Durante a conversa, ela também revelou como foi o processo que a selecionou para viver uma das personagens mais importantes da história.

“Sei que não fui a primeira opção. Houve outros nomes cotados antes. Não sei porque esses outros nomes não seguiram. Só sei que o diretor queria uma atriz negra e alguém falou de mim para ele. Aí me convidaram por e-mail, fiz um teste que foi mandado para a equipe de Londres e eles me aprovaram”, contou.

Apesar de gostar da experiência, ela assume que sente falta de cantar em apresentações solo.

“Dá uma saudade terrível dos shows. Até porque nos shows tenho mais liberdade. Eu escolho o repertório, eu escolho tudo. O show sou eu! Lá no musical eu sigo um roteiro. São formatos diferentes, mas ambos prazerosos”, afirmou.

Mesmo estando em um ótimo momento da carreira, Negra Li passou por grandes dificuldades recentemente. No dia 12 de abril, seu irmão, Gilson Francisco de Carvalho, de 41 anos, foi encontrado morto em um campo de futebol na Brasilândia, Zona Norte da capital paulista. De acordo com informações da polícia, ele estava com a marca de dois tiros na cabeça, o que originou diversos rumores sobre as causas do possível assassinato. A artista, no entanto, não entrou na discussão. Comentando brevemente o assunto em que ela ainda prefere não se estender, desabafou e disse que o motivo da morte não importa.

“Não quero saber o que aconteceu. A perda é a parte mais difícil disso tudo. Antes eu ouvia muitos casos na mídia e achava estranho as pessoas falarem isso, mas depois que aconteceu comigo vi que não importa mesmo. Deus sabe de tudo, está nas mãos dele. Não adianta eu me questionar, já foi. As coisas perdem o sentido. Nada melhor que o tempo para me fazer superar”, declarou.

Ela falou ainda sobre seu mais recente trabalho, o disco Tudo De Novo (2012); sobre a campanha publicitária da Fiat intitulada Festa na Rua (iniciada pela banda O Rappa), de que ela participa com uma nova música; sobre o retorno do grupo de rap RZO; e sobre a sua relação com o cantor Chorão.

“Ele foi meu padrinho. Apesar de cantar com o RZO há um tempo, na mídia ninguém me conhecia até ele me dar uma oportunidade. Eu era apenas uma backing vocal, depois virei a Negra Li. E ele não meu deu só isso, me deu muitos conselhos sobre a vida artística. O Chorão conversava muito comigo, me preparava. A mulher dele era outra que me ajudava. Ela me deu roupas que uso ainda hoje, não largo mão! A família Charlie Brown me fez crescer muito”, agradeceu.

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Dilma prestigia aliado evangélico e inaugura templo de Edir Macedo

Com a bênção de Macedo

foto: Universal
foto: Universal

Lauro Jardim, na Veja on-line

Dilma Rousseff confirmou sua presença na inauguração do Templo de Salomão, a milionária obra de Edir Macedo que será inaugurada em 31 de julho em São Paulo.

A aproximação com a Igreja Universal é, por enquanto, o único ativo de Dilma com os evangélicos para a campanha eleitoral. Desde 2010, o PT tem dificuldade de lidar com o segmento.

A propósito, o templo, construído “com base nas orientações bíblicas” num terreno de 70 000 metros quadrados, é uma réplica do Templo de Salomão, erguido e destruído duas vezes em Jerusalém, cinco séculos antes do nascimento de Jesus.

Até o fim do ano passado, com 72% da obra concluída, a Universal já havia gasto 413 milhões de reais com o templo.

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