Arquivo da tag: Bíblia

PMs de Cristo: “O uso da força faz parte dos princípios bíblicos”

O tenente-coronel Alexandre Terra participa de culto dos PMs de Cristo. Foto: SSP-SP/ Divulgação
O tenente-coronel Alexandre Terra participa de culto dos “PMs de Cristo”

Publicado originalmente no Terra

A Associação dos Policiais Militares Evangélicos, conhecida como “PMs de Cristo”, comemora 20 anos em 2012 e, no último mês de junho, ganhou um dia oficial. A partir de agora, o dia 25 de junho será de comemoração para os policiais militares evangélicos.

Os “PMs de Cristo” oferecem serviço de culto e orientação aos policiais interessados, além de atividades comunitárias nos espaços da Polícia Militar e em igrejas, com o objetivo de aproximar as pessoas da corporação.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP), são milhares os participantes do grupo. Um dos pilares da associação, segundo Alexandre Terra, vice-presidente da associação, é a “consciência de como é importante exercer o amor e o perdão”, mesmo em meio às ações militares, que costumam ser marcadas pela tensão.

“Nós entendemos que o uso da força faz parte dos princípios bíblicos. O próprio Jesus fez isso quando expulsou pessoas que estavam no tempo afrontando um valor”, afirmou à SSP o tenente, justificando que religião e a necessidade do uso da violência na profissão podem conviver.

O dia oficial dos “PMs de Cristo” foi oficializado pelo governado Geraldo Alckmin, pelo projeto de lei 594/11.

Foto: SSP-SP/ Divulgação

Membro do Parlamento israelense rasga Bíblia e joga livro no lixo

Publicado originalmente no Extra

Ao receber uma Bíblia de presente, o membro do Parlamento israelense Michael Ben-Ari (da União Nacional) rasgou o Novo Testamento em pedaços e, em seguida, jogou o livro católico no lixo. De acordo com o site israelense NRG, os exemplares foram distribuídos aos 120 membros da Knesset por Victor Kalish, diretor-executivo de uma editora cristã especializada na distribuição de textos religiosos em Israel.

Kalish enviou as Bíblias juntamente com uma carta explicando que se tratava de uma nova edição com 90 mil referências. “Este é um precioso fruto da cooperação entre as Sagradas Escrituras e entre os crentes ao redor do mundo, que lança luz sobre o Antigo Testamento e ajuda a compreendê-lo”.

A reação causou alvoroço. De acordo com o site, Ben-Ari teria dito que “o livro abominável promoveu o assassinato de milhões de judeus durante a Inquisição”.

- Essa é uma provocação missionária muito feia da Igreja. Não há dúvida de que o livro e seus remetentes pertencem ao lixo da história – afirmou.

Com a reação violenta, Tzipi Hovotely, membro do partido governista do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, enviou um pedido ao presidente da Knesset instando-o a proibir a distribuição de materiais missionários.

Rosane Collor revela que ex-presidente fazia rituais de magia negra na Casa da Dinda

Publicado no site do Fantástico

Vinte anos depois do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo, a ex-mulher dele decide abrir o jogo sobre esse período conturbado da história do Brasil. Rosane Collor diz que o ex-marido mentiu sobre as relações dele com Paulo Cesar Farias, o PC Farias, figura que comandava um esquema de corrupção dentro do governo. Rosane conta mais: confirma que para se defender de inimigos políticos, o então presidente Collor participava de sessões de magia negra nos porões da Casa da Dinda, a residência oficial do casal em Brasília. A reportagem é de Renata Ceribelli.

Fantástico: Você tem saudade do poder?

Rosane: O poder é efêmero, o poder um dia acaba.

Em 1990, quando Fernando e Rosane Collor de Mello se tornaram o presidente e a primeira-dama mais jovens do Brasil, ele com 40 anos e ela com 26, ninguém poderia imaginar essa cena: a Rosane, que chamava atenção pelas roupas caras e extravagantes, passando sempre a imagem de mulher poderosa, hoje se senta com a Bíblia entre as mãos em cultos evangélicos para pedir ajuda e dar testemunhos como esse:

Rosane: E olha que eu tive muitos momentos em que eu disse: Jesus, me leva, aqui nessa terra eu não quero ficar mais.

Fernando Collor e Rosane ficaram casados por 22 anos. Há sete anos se separaram. Agora brigam na Justiça em um processo litigioso.

Nesta entrevista, Rosane fala pela primeira vez sobre o que viu e viveu na presidência do ex-marido, hoje senador. São revelações inéditas, que confirmam boa parte do que Pedro Collor, irmão já falecido do ex-presidente, disse há 20 anos, detonando o processo de impeachment, o afastamento de Fernando Collor do poder.

A versão de Rosane estará também num livro que ela escreve com o jornalista Fábio Fabretti.

“Eu me considero um arquivo vivo. E eu digo em todas as entrevistas, e inclusive já disse na Justiça, que se algo acontecer na minha vida, o responsável maior será Fernando Collor de Mello”, diz ela.

Rosane conta que chegou a ser ameaçada ao decidir ir à casa de uma pastora chamada Maria Cecília, da Igreja Resgatando Vidas para Deus. Cecília era amiga do casal Collor, e antes de se converter à Igreja, se dedicava ao que Rosane chama de magia negra. Nesse encontro, a pastora distribuiu uma gravação em que revelava trabalhos de magia feitos por encomenda do presidente na casa da Dinda, a mansão da família Collor em Brasília. Revelações que Rosane confirmará nessa entrevista.

Rosane: Eu recebi um telefonema dizendo que eu não fosse a esse evento porque, se eu fosse, eu iria, mas eu não voltaria. E eu repreendi, disse que não tinha medo.

Fantástico: E você acha que foi ele? Ou foi ele que te ameaçou?

Rosane: Foi ele que ameaçou.

Fantástico: Ele te ligou e pessoalmente te disse isso?

Rosane: Um telefonema anônimo. Eu não sei se era ele que estava no telefone. Eu sei que eram pessoas que falavam dizendo que ele tinha mandado ligar, dizendo que eu não fosse praquele culto, porque se eu fosse eu não voltaria.

Para entender as acusações de Rosane Collor de Mello contra o ex-marido, é preciso relembrar um dos momentos mais dramáticos da história do país.

O ano é 1989. O Brasil está eufórico por votar para Presidente da República depois de 29 anos sem eleições diretas.

Fernando Collor se lança candidato como o defensor dos humildes, o caçador de marajás, como eram conhecidos os funcionários públicos que recebiam supersalários.

Collor: Vamos fazer do nosso voto a nossa arma, para retirar do Palácio do Planalto os maiores marajás desse país!

A estratégia funcionou. Collor venceu com 35 milhões de votos. Lula ficou em segundo, com 31 milhões.

O novo presidente assumiu em 15 de março de 1990. Pouco tempo depois da posse, começaram a circular as primeiras denúncias de corrupção envolvendo o nome do tesoureiro da campanha, Paulo César Farias. PC, como ficou conhecido, era acusado de pedir dinheiro a empresários em troca de privilégios no governo.

“Toda e qualquer denúncia tem que ser exemplarmente apurada”, declarou Collor, em 1991.

Em maio de 1992, estoura a bomba: em entrevista à revista Veja, o próprio irmão do presidente, Pedro Collor, afirma que PC Farias era testa-de-ferro de Fernando Collor. O presidente, segundo as declarações do irmão, sabia das atividades criminosas de seu ex-tesoureiro.

Dez meses depois, Pedro vai além. Em entrevista ao Jornal do Brasil, diz que Collor e Rosane faziam o que ele, Pedro, chamou de rituais de magia negra. E na própria casa da Dinda, que era a mansão da família Collor, em Brasília.

Hoje, Rosane conta detalhes sobre esses rituais. E relata como foi o encontro com Maria Cecília, no dia em que teria sido ameaçada por telefone.

Rosane: Já faz bastante tempo que ela aceitou Jesus, ela hoje é pastora, e ela estava fazendo lançamento de um CD, onde ela contava todas as experiências.

Fantástico: Inclusive os rituais de magia negra que aconteciam.

Rosane: Inclusive os rituais de magia negra que eles faziam, mas não com a minha participação, porque algumas coisas eu participei, mas a grande maioria eu não aceitava participar.

Nesse CD a que Rosane se refere, Maria Cecília relata duas fases desse trabalho com Fernando Collor. Uma para ele chegar à Presidência: “Foi um trabalho muito sério. Foi um trabalho imundo, podre, nojento, para que se colocasse ali, na presidência da República, aquele homem para administrar o Brasil.”

Outra, com ele já presidente, nos porões da casa da Dinda. Nesse trecho, Maria Cecília fala dela mesma como se falasse de outra pessoa: “E ela teve que ir para Brasília, improvisar na Casa da Dinda, um lugar que fosse para o atendimento do marido e da esposa que estavam na presidência da República. E ela deu continuidade àquele trabalho por um longo tempo.”

Depois, Cecília confirmaria numa entrevista à revista Época a realização desses rituais.

Fantástico: Nesse livro, você vai contar justamente sobre esses rituais que ele não gostaria que fossem contados.

Rosane: Com certeza.

Fantástico: Que rituais são esses?

Rosane: Trabalhos em cemitérios, trabalhos muito fortes.

Fantástico: E com animais?

Rosane: Com animais era matança mesmo. Galinha, boi, vaca, animais que são sacrificados.

Uma imagem mostra a proximidade de Maria Cecília com Fernando Collor: em 1991, ela sobe a rampa ao lado do presidente, e trocando sorrisos. A cor branca do terno teria sido uma orientação de Cecília.

Também por orientação dela, segundo Rosane, Collor fazia rituais com a intenção de se proteger de inimigos políticos. Tentando fazer com que fossem atingidos pelo mal que desejassem contra ele:

Rosane: O Fernando fez ritual de ficar isolado, na Casa da Dinda ele ficou, tem um porão e ele ficou durante três dias isolado, como se fosse se consagrando.

Fantástico: Com animal morto?

Rosane: Mas não no mesmo local. Dormindo numa esteira, ficando ali vestido com roupa branca.

Fantástico: E ele fazia isso pedindo o que?

Rosane: Porque ele acreditava que pessoas que desejavam mal pra ele, fazendo isso, o mal que as pessoas mandavam pra ele, voltava.

Fantástico: Durante quanto tempo vocês fizeram esse tipo de ritual?

Rosane: Quando eu conheci o Fernando ele já frequentava esses ambientes. Enquanto a gente esteve casado, ele praticava.

Rosane afirma acreditar que esses rituais deram origem ao que ela chama de “Maldição do Collor”, e que ela e Maria Cecília só escaparam por terem aceitado Jesus.

Eu e a Cecília somos duas pessoas que estamos vivas. Eu não acredito em coincidência, eu acredito em ‘jesuscidência’. E somos duas pessoas que estamos vivas por ter aceitado Jesus.

Fantástico: O que você chama de “Maldição do Collor”?

Rosane: De as pessoas que tentaram prejudicá-lo. Vários exemplos morreram de morte estranha. Eu acredito na maldição, de aquilo que quando você deseja o mal para alguém, isso pode acontecer. Continue lendo

Vânia Love agora é evangélica: ‘Estou fora do carnaval’

Eliane Santos, no EGO

A modelo Vânia Love fez uma revelação na quinta-feira, 12, em suas redes sociais que deixou muita gente de boca aberta. Ela revelou que há um ano vem frequentando uma igreja evangélica e que naquele dia havia se decidido se converter de vez.

“Faz um ano e meio que comecei a frequentar uma igreja evangélica, e Deus tem feito maravilhas na minha vida. Decidi traçar novos rumos! Vou me dedicar a minha vida profissional, minha Família, meus amigos e não amigos, e fazer o que for significante para Deus. Gostaria de agradecer todo o carinho que vocês tiveram comigo no decorrer desse tempo, e que vocês continuem me acompanhando nessa nova etapa da minha vida.Irei continuar a compartilhar aqui as coisas boas que irão acontecer. Afinal, as notícias boas de Deus nós devemos espalhar para edificação da fé, honra e glória Dele!”, escreveu ela afirmando para muitos dos seguidores que estava bem, não havia acontecido nenhum fato grave para que ela tomasse a decisão, e que estava bastante feliz.

Fora do carnaval
Procurada pelo EGO, Vânia Love falou brevemente sobre sua nova opção de vida e disse que ela inclui não desfilar mais no Carnaval.

“Tudo o que escrevi no Twitter é verdade. É aquilo mesmo. Estou indo à igreja já há um ano, mas agora me converti e estou bem feliz. Não fico mais no carnaval. Estou fora”, disse.

Vale lembrar que Vânia Love já foi rainha de bateria do Império Serrano, e que em 2012 desfilou como musa da Portela.

Vânia Love se prepara para desfilar pela Portela (Foto: Danieel Pinheiro/Divulgação)Vânia Love se prepara para desfilar pela Portela este ano(Foto: Daniel Pinheiro/Divulgação)
Vânia Love em ensaio de rua da Portela na Zona Norte do Rio (Foto: Philippe Lima/ Ag.News)A musa em um ensaio de rua da Portela, na Zona Norte do Rio (Foto: Philippe Lima/ Ag.News)

Pastores gays estão de casamento marcado em Belo Horizonte

Roberto Soares e Anderson Pereira já planejaram todos os detalhes do casamento sábado num salão de festas da capital (Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Roberto Soares e Anderson Pereira já planejaram todos os detalhes do casamento sábado num salão de festas da capital

Tiago de Holanda, no Estado de Minas

“Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Quando alguém defende que a Bíblia condena homossexuais, Anderson Pereira e Roberto Soares repetem o 6º versículo do capítulo 3 do Evangelho de João. “Para Jesus, não importa se você se atrai por homem ou mulher. Ele não faz nenhuma distinção. Quem tem fé tem sua vida garantida em Cristo”, entende Anderson, de 34 anos. Em Belo Horizonte, ele e Roberto, de 28, são pastores da Igreja Cristã Contemporânea, baseada em uma “teologia inclusiva”. E sábado os dois vão se casar.

“Será um casamento como qualquer outro. A única diferença é que não vai ter a noiva. Vai ter padrinhos, docinhos”, explica Anderson. “E valsa”, remata Roberto. O casal não quer divulgar o endereço nem o horário da cerimônia, que vai ocorrer em um salão de festas. “Há pessoas que são contrárias, podem causar algum transtorno. Queremos nos preservar. Sonhamos muito com isso, planejamos cada detalhe”, justifica Anderson, que é fisioterapeuta. Roberto cursa o último período de serviço social. Os dois, que moram juntos desde 2002, formalizaram o reconhecimento da união estável neste mês e, após o casamento, pretendem pedir a conversão em união civil.

O matrimônio será oficiado por dois pastores da Contemporânea, como os fiéis costumam chamar a igreja criada em 2006. Marcos Gladstone, fundador e presidente da congregação, vai dividir a celebração com o esposo, Fábio Inácio. Os dois moram no Rio de Janeiro, onde a Igreja nasceu com um templo no Bairro da Lapa. Outras cinco unidades foram criadas naquele estado e a sede nacional se estabeleceu em Madureira. A única unidade fora do Rio é a belo-horizontina, inaugurada em 2010.

Os templos fluminenses já celebraram cerca de 70 casamentos, segundo Gladstone, de 36 anos, casado desde 2009 com Inácio, de 32. O matrimônio de Anderson e Roberto será o primeiro da igreja em Minas, onde tem aproximadamente 100 fiéis, 90 deles homossexuais e três transexuais, nas contas dos pastores, que rechaçam o rótulo de “Igreja gay”. “Não pregamos a homossexualidade, mas nosso público-alvo são os homossexuais, infelizmente. Digo infelizmente porque as igrejas deveriam estar abertas a essas pessoas, deveriam ensinar que Deus as ama”, defende Anderson.

Acolhida

O casal morava em Nova Iguaçu, na Região Metropolitana do Rio, quando foi convocado para inaugurar a Contemporânea em BH. Os cultos dominicais se iniciaram em março de 2010, no salão de um hotel na Avenida Amazonas, no Centro. “No começo, eram 15 ou 20 pessoas. Depois, chegamos a ter 250”, relata Anderson. O aumento da frequência fez a Igreja alugar, um ano depois, um salão de festas no Bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha. Em outubro de 2011, a unidade se mudou para o espaço atual, a sobreloja de um prédio na esquina das ruas Doutor Álvaro Camargos e Hudson Gouthier, no Bairro Santa Mônica, também na Pampulha.

Os cultos se realizam às quartas-feiras, às 19h30, e domingos, às 18h. Aos sábados a programação varia, mas, em geral, há encontros de jovens. Às vezes, há reuniões de casais ou exibição e discussão de filmes evangélicos. Algumas atividades são programadas para os feriados. “De vez em quando, a gente aluga um sítio para fazer batismo”, detalha Anderson.

Nas noites de sexta-feira, ocorre o projeto “Jesus Reina na Raul Soares”. Acompanhados de auxiliares — os obreiros —, os pastores fazem pregações naquela praça e em bares e boates das cercanias, aproveitando a concentração de jovens homossexuais naquele ponto do Barro Preto, bairro da região Centro-Sul da capital. “A gente procura esses guetos mesmo, aonde as outras igrejas não vão”, diz Roberto. O pessoal da Contemporânea também frequenta ruas e avenidas onde há pontos de prostituição, para conversar com garotos de programa e travestis.

Edson José dos Santos estava na porta de uma boate perto da Praça Raul Soares quando passou o grupo da Contemporânea. Estava alcoolizado e não prestou muita atenção ao que diziam, mas apanhou um folheto e foi à igreja no domingo seguinte, em abril de 2010. “Até então, para mim, a Bíblia condenava a homossexualidade, mas eles (os pastores) mostraram que não é assim”, diz Edson, hoje diácono. “Eu bebia, fumava, usava maconha e outras drogas, mas deixei essa vida de promiscuidade”, conta ele, de 27 anos, que trabalha com compra e venda de imóveis rurais e há quase dois anos namora Carlos Eduardo Pereira, de 18, também membro da Contemporânea. “Muitas pessoas precisam conhecer o amor incondicional de Deus”, acredita Edson.

Ilegítimo

A interpretação da Bíblia defendida pelos “contemporâneos” é negada por outras igrejas evangélicas. “O relacionamento (homoafetivo) é ilegítimo. O texto bíblico é muito claro: casamento, só entre homem e mulher. Por isso, Deus criou Adão e Eva. Como é que pessoas do mesmo sexo podem procriar?”, questiona o pastor José René Toledo, diretor da Convenção Batista Mineira, que reúne mais de 1 mil igrejas batistas em Minas com cerca de 80 mil membros. Para embasar sua opinião, ele cita trechos da Bíblia, como o versículo 20 do capítulo 13 do Levítico: “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação”. “A Bíblia nunca se torna obsoleta, é sempre a palavra de Deus”, resume o pastor.

Uma fé em expansão

A Igreja Cristã Contemporânea planeja se instalar em outros estados. As próximas unidades serão instaladas em Recife (PE), Londrina (PR), São José dos Campos (SP) e em Rondônia, onde há fiéis em preparação para pastores. Em Minas também tem treinamento. “Há pessoas do interior que viajam horas para frequentar o templo de BH”, diz o pastor Marcos Gladstone, fundador e presidente nacional da igreja. “Queremos criar outro culto dominical e abrir unidades em Contagem, Montes Claros e Juiz de Fora, onde a procura é grande”, acrescenta. Em todo o país, a congregação deve reunir “umas 1,5 mil pessoas”, contabiliza Gladstone, somando as que frequentam a igreja e as que acompanham a distância pela internet.

dica do Thiago Ferreira de Morais