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Causas e causos

Marina Silva

Gosto de conversar com pensadores do Brasil e do mundo contemporâneo, como na roda de conversa desta semana, promovida pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade, ou no contato com o filósofo Renato Janine Ribeiro, que ele relatou esses dias. Alguém pode supor um mero objetivo eleitoral. É muito mais: o diálogo sempre será tão essencial quanto o ar e o alimento.

Ora, direis, ouvir filósofos, por certo não queres capitalizar o clamor das ruas, os resultados das pesquisas, as possibilidades do marketing. Mas insisto na ideia de que a política não deve ser reduzida ao cálculo de perdas e ganhos.

Senão, vejamos. Na pressa de escapar à rejeição das ruas, o governo anunciou pactos, constituinte e plebiscito, em nervosa gesticulação que o Congresso já tratou de acalmar. Tudo resulta numa minirreforma feita para garantir o monopólio dos partidos, a manutenção de antigos esquemas e um “centrão” dominante há décadas, seja qual for o governo.

O que sobra em pragmatismo, falta em compreensão das causas profundas, da necessidade de democratizar a democracia com a participação direta e os aplicativos das novas tecnologias. Despreza-se boas propostas, como as listas independentes, por falta de reflexão sobre o sentido da ação política na civilização em crise.

Tivessem ouvido os pensadores, suportariam o rumor das ruas sem a ansiedade de abafar um possível grito das urnas.

Que ouvissem, então, o povo, que é filosófico por natureza e tem sabedoria no humor. A minirreforma me lembra um saboroso causo nordestino que meu pai costumava contar.

Havia um pregador que disfarçava seu despreparo teológico com o que chamaremos de exageros para evitar a palavra mentira, que o povo do vilarejo usava para justificar seu afastamento da congregação. Vendo a perda de fiéis, o pregador achou um meio de se controlar: amarrou-se num barbante que um auxiliar, oculto, puxaria quando ele se excedesse.

Assim preparado, foi pregar na Sexta-Feira Santa e narrou o episódio da prisão de Jesus, em que Pedro corta a orelha do soldado romano. Disse que o apóstolo usou uma espada de doze metros. Sentindo a sacudida do ajudante, reduziu: digamos, irmãos, que a espada tivesse seis metros. E eis que longe da vista de todos, o ajudante é atacado por um credor, exigindo a quitação de uma dívida. Discutem e trocam socos. Quando consegue livrar-se, o ajudante vê que mantivera o barbante na mão durante a refrega. Corre para o salão, onde o pregador, ajoelhado, jurava pelos cravos da Paixão que a tal espada não passava de um canivetezinho.

Se os chefes da República ouvissem a sabedoria popular, fariam uma reforma do tamanho do Brasil. Ou, pelo menos, entregariam o barbante de seu comando político a auxiliares menos endividados.

fonte: Folha de S.Paulo

22 coisas que pessoas felizes fazem diferente

Lili e Marininha, no Agora Sim!

Existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que escolhem ser felizes e aquelas que optam por ser infelizes. Ao contrário da crença popular, a felicidade não vem da fama, da fortuna ou de bens materiais. Ela vem de dentro. A pessoa mais rica do mundo pode estar miseravelmente infeliz, enquanto um sem-teto pode estar sorrindo e contente com a sua vida. As pessoas felizes o são porque se fazem felizes. Elas têm uma visão positiva da vida e permanecem em paz com elas mesmas.

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A questão é: como elas fazem isso?

É muito simples. As pessoas felizes têm  hábitos que melhoram suas vidas e se comportam de maneira diferente. Pergunte a uma pessoa feliz e ela vai dizer:

1. Não guarde rancor.

As pessoas felizes entendem que é melhor perdoar e esquecer que deixar que sentimentos negativos as dominem. Guardar rancor é prejudicial e pode causar depressão, ansiedade e estresse. Por que deixar que uma ofensa de alguém exerça algum poder sobre você? Se você esquecer seus rancores, vai ganhar uma consciência clara e energia suficiente para apreciar as coisas boas da vida.

2. Trate a todos com bondade.

Você sabia que foi cientificamente provado que ser gentil faz você feliz? Ser altruísta faz seu cérebro produzir serotonina, um hormônio que diminui a tensão e eleva o seu espírito. Tratar as pessoas com amor, dignidade e respeito permite que você construa relacionamentos mais fortes.

3. Veja os problemas como desafios. 

A palavra “problema” não faz parte do vocabulário de uma pessoa feliz. Um problema, na maioria das vezes, é visto como uma desvantagem, uma luta ou uma situação difícil. Mas quando encarado como um desafio, pode se transformar em algo positivo, como uma oportunidade. Sempre que você enfrentar um obstáculo, pense-o um desafio.

4. Expresse gratidão pelo que já tem.

Há um ditado popular que diz: “As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm.” Você terá um sentido mais profundo de contentamento se contar suas bênçãos em vez de ansiar pelo que você não tem .

5. Sonhe grande.

As pessoas que têm o hábito de sonhar grande são mais propensas a realizar seus objetivos que aquelas que não o fazem. Se você se atreve a sonhar grande, sua mente vai assumir uma atitude focada e positiva.

6. Não se preocupe com as pequenas coisas.

As pessoas felizes se perguntam: “Será que este problema terá a mesma importância daqui a um ano?” Elas entendem que a vida é muito curta para se preocupar com situações triviais. Deixar os problemas rolarem à sua volta vai, definitivamente, deixar você à vontade para desfrutar de coisas mais importantes.

7. Fale bem dos outros.

Ser bom é melhor que ser mau. Fofocar pode até ser divertido, mas, geralmente, deixa você se sentindo culpado e ressentido. Dizer coisas agradáveis sobre as pessoas leva você a pensar positivo e a não se preocupar em julgá-las.

8. Não procure culpados.

Pessoas felizes não culpam os outros por seus próprios fracassos. Em vez disso, elas assumem seus erros e, ao fazê-lo, mudar para melhor.

9. Viva o presente.

Pessoas felizes não vivem do passado ou se preocupam com o futuro. Elas saboreiam o presente. Se envolvem em tudo o que está fazendo no momento. Param e cheiram as rosas.

10. Acorde no mesmo horário todos os dias.

Você já reparou que muitas pessoas bem-sucedidas tendem a ser madrugadores? Acordar no mesmo horário estabiliza o seu metabolismo, aumenta a produtividade e nos coloca em um estado calmo e centrado.

11. Não se compare aos outros.

Todos têm seu próprio ritmo. Então, por que se comparar aos outros? Pensar ser melhor que outra pessoa leva a um sentimento de superioridade não muito saudável e, se pensar o contrário, acabará se sentindo inferior. Então, concentre-se em seu próprio progresso.

12. Escolha seus amigos sabiamente. 

A miséria adora companhia. Por isso, é importante cercar-se de pessoas otimistas que vão incentivá-lo a atingir seus objetivos. Quanto mais energia positiva em torno de você, melhor vai se sentir.

13. Não busque a aprovação dos outros.

As pessoas felizes não importam com o que os outros pensam delas. Seguem seus próprios corações, sem deixar os pessimistas desencorajá-los, e entendem que é impossível agradar a todos. Escute o que as pessoas têm a dizer, mas nunca busque a aprovação de ninguém.

14. Aproveite seu tempo para ouvir.

Fale menos, ouça mais. Escutar mantém a mente aberta. Quanto mais você ouve, mais conteúdo você absorve.

15. Cultive relacionamentos sociais.

Uma pessoa só é uma pessoa infeliz. Pessoas felizes entendem o quão importante é ter relações fortes e saudáveis. Sempre tenha tempo para encontrar e falar com sua família e amigos.

16. Medite.

Ficar no silêncio ajuda você a encontrar sua paz interior. Você não tem que ser um mestre zen para alcançar a meditação. As pessoas felizes sabem como silenciar suas mentes, em qualquer hora e lugar, para se acalmar.

17. Coma bem.

Tudo o que você come afeta diretamente a capacidade de seu corpo produzir hormônios, o que vai definir seu humor, energia e enfoque mental. Certifique-se de comer alimentos que vão manter seu corpo saudável e em boa forma e sua mente mais tranquila.

18. Faça exercícios.

Estudos têm mostrado que o exercício aumenta os níveis de felicidade e autoestima e produz a sensação de autorrealização.

19. Viva com o que é realmente importante. 

As pessoas felizes mantêm poucas coisas ao seu redor porque elas sabem que excessos as deixam sobrecarregadas e estressadas. Estudos concluíram que os europeus são muito mais felizes que os americanos, porque eles vivem em casas menores, dirigem carros mais simples e possuem menos itens.

20. Diga a verdade. 

Mentir corrói a sua autoestima e o torna antipático. A verdade sempre liberta. Ser honesto melhora sua saúde mental e faz com que os outros tenham mais confiança em você. Seja sempre verdadeiro e nunca se desculpe por isso.

 21. Estabeleça o controle pessoal.

As pessoas felizes têm a capacidade de escolher seus próprios destinos. Elas não deixam os outros dizerem como devem viver suas vidas. Estar no controle completo de sua própria vida traz sentimentos positivos e aumenta a autoestima.

22. Aceite o que não pode ser alterado. 

Depois de aceitar o fato de que a vida não é justa, você vai estar mais em paz com você mesmo. Portanto, concentre-se apenas no que você pode controlar e mudar para melhor.

Com 292 quilos, britânica não consegue sair da sua poltrona

Além do excesso de peso, Georgia Davis tem uma infecção na perna e não consegue se locomover Foto: Reprodução / The Sun

Além do excesso de peso, Georgia Davis tem uma infecção na perna e não consegue se locomover Foto: Reprodução / The Sun

publicado no Extra

Georgia Davis precisou de um resgate dramático para sair da cama e ir ao hospital, em maio do ano passado. A sua casa teve que ser parcialmente demolida e 50 construtores tiveram que carregar a britânica de 330 quilos. Menos de um ano depois, a jovem de 19 anos até pesa menos (292 quilos), mas está com uma infecção na perna e agora não consegue sair da sua poltrona.

De acordo com o jornal inglês “The Sun”, Georgia chegou a perder 127 quilos no período em que ficou internada. Mas não conseguiu manter a dieta desde que recebeu alta, no último mês de novembro, e passou a morar num apartamento no País de Gales com o amigo de infância Sian Thomas.

— Eu tento ter uma alimentação saudável, mas não posso cozinhar para mim neste estado. Algumas semanas são boas e algumas semanas não são. Eu me perco em alimentos. Não consigo abrir um pacote de biscoitos e comer só um. Eu tenho que comer todos — declarou Georgia.

Para piorar, além de ganhar muito peso, a britânica obesa pegou uma doença chamada celulite (que não é aquela que quase toda mulher tem), que causou um inchaso doloroso em suas pernas. Com isso, ela não consegue mais se locomover e fica o tempo todo em sua poltrona vendo TV e lendo seus romances de vampiros favoritos. Até dormir se tornou um fardo para Georgia.

— Hoje eu estou comendo KFC porque é muito doloroso para mim estar na cozinha e cozinhar. Dormir é muito difícil, porque eu tive que fazer dessa cadeira a minha cama e eu acordo com dor a cada duas horas — revelou.

Em 2008, Georgia Davis tinha 15 anos e era a adolescente mais gorda do Reino Unido, com pouco mais de 209 quilos. Foi aí que ela se internou pela primeira vez, numa clínica para obesos nos Estados Unidos, e conseguiu descer para 114 quilos. Só que, de lá pra cá, ela engordou mais do que emagreceu e agora vive mais um drama por causa do peso.

— Eu tento não deixar isso me derrubar. Obviamente não é o ideal e não é onde eu esperava estar neste momento. Eu já pensei que o peso iria me matar, mas não vou desistir — afirmou.

Jesus nunca não amou

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Caio Fábio

Amou os amáveis, os amigos, os discípulos, os pais e irmãos, e todo o povo carente.

Amou as pessoas das Forças de Ocupação Romana, amou autoridades boas, como o Centurião, como o oficial do rei, e como o bom chefe da sinagoga de Cafarnaum, Jairo.

Amou coletores de impostos, meretrizes, pecadores, religiosos sinceros, insinceros, lobos, mercenários, e todos os Herodes, Anás, Caifás, e cia…, bem como amou os religiosos aos quais confrontou; sim, até mesmo aos que chamou de “filhos do diabo”.

Jesus nunca não amou. Sim, até quando disse “não podes vir”… ou quando disse “quem olha pra trás não é digno do reino”… ou ainda quando disse a alguém que para segui-Lo não daria para esperar a morte do pai: “… deixa aos mortos sepultarem os seus mortos”.

Jesus nunca não amou. Mas amar para Ele não era namoro e nem romance; era  verdade, compaixão e sinceridade sábia na expressão do amor!

Jesus nunca não amou. Nem quando fez um azorrague e a todos os negociantes do Templo expulsou!

Jesus nunca não amou. Nem quando Judas o traiu. Sim, amou antes, durante e depois…

Jesus nunca não amou. Nem quando era o Cordeiro de tudo o que ainda não era… Posto que antes de haver [...] Ele já se dera em amor por tudo o que seria!

Jesus nunca não amou e nunca não amará. Nem quando o mundo conhecer a Ira do Cordeiro. Sim, alguém pensa que a Ira de Deus é ódio? A Ira de Deus é amor em estado de fogo purificador.

Jesus nunca não me amou. Nem nos piores ou mais escuros dos dias e horas de agonia. Ele sempre está comigo. Ele nunca não me amará.

Ah, como amo a santidade livre desse amor incomunicável de Deus, e que transcende a tudo o que compreendemos como amor.

Nele,

fonte: site do Caio Fábio

Padre estreia como árbitro em SP e promete equilíbrio contra palavrões do futebol

Padre Ramires vai conciliar a vida em igreja do Ipiranga com a missão de apitar futebol

Bruno Freitas, no UOL

Imagine uma cena clássica do futebol. Jogadores dos dois times discutindo a marcação da arbitragem. A bola parada, esperando ser chutada. A torcida fervendo na arquibancada, quase invadindo o gramado. Tenso? Agora coloque um padre no meio dessa confusão. Sim, um padre. E na função de árbitro.

Em São Paulo, o religioso Ramires Henrique de Andrade pode se deparar com os desafios da mais patrulhada função dos gramados. Ele acaba de se formar juiz de futebol e fará sua estreia na temporada 2013.

Sacerdote responsável pela Paróquia de São José, no bairro do Ipiranga, capital do Estado, padre Ramires se formou no curso de preparação da FPF (Federação Paulista de Futebol) no fim do ano passado. A partir de fevereiro, ele deve aparecer em escalas de partidas de divisões menores, no princípio de trajetória convencional de um árbitro iniciante. O novato diz estar pronto para o lado mais bruto do futebol, inclusive para os diálogos mais ríspidos.

“Como padre, ouço muitas histórias, no sacramento e no contato com a comunidade. Coisas boas e coisas difíceis da realidade das pessoas. Claro que no campo de futebol, na relação com o jogador e com a torcida, você precisa ter uma outra disposição interior. Você tem que ter uma frieza, um equilíbrio para se adaptar a essas situações”, afirma o novo árbitro de 31 anos.

Padre Ramires viu nascer a paixão pela arbitragem quase paralelamente ao despertar da vocação religiosa. Pouco antes de ingressar no seminário, o adolescente fã de futebol já apitava partidas amadoras em sua cidade, Tocos do Moji, no sul de Minas Gerais.

“Sempre faltava quem iria apitar. Talvez por esse espírito de liderança, por gostar muito de futebol e por assistir a muitos jogos, eu tinha já uma boa noção. Lembro até do meu primeiro apito, de quando eu consegui ele. Lembro que os cartões eu confeccionava em casa mesmo, o amarelo e o vermelho. São ocasiões muito agradáveis”, diz o padre, que encarou preparação de um ano e meio, passando por três testes teóricos e outros três práticos.

No entanto, a retomada do sonho de árbitro teve de esperar alguns anos, até a estabilidade da vida na Igreja Católica. Para ir ao universo do futebol, contou com a anuência dos clérigos superiores da congregação de religiosos de Nossa Senhora do Sion.

A expectativa de padre Ramires é dar os primeiros passos na arbitragem paulista nas categorias sub-11 e sub-13. Mas o horizonte do religioso é comum a qualquer iniciante no apito e aponta no futuro para os palcos mais importantes, com o desejo de mediar grandes clássicos.

Com 92 anos, a Paróquia São José é a igreja mais antiga do Ipiranga e lida com a demanda média de 200 casamentos por ano. No domingo são cinco missas, em agenda que tem padre Ramires à frente de pelo menos duas delas.

Com esta rotina, o novo árbitro da Federação Paulista diz que ainda não sabe como conciliará as duas atividades. Padre Ramires afirma que começará a adaptar sua agenda assim que as primeiras escalas saírem.

“A paróquia tem uma vida bastante intensa, uma vida pastoral, comunitária, é uma das igrejas que mais celebra matrimônios na cidade de São Paulo, é a mais antiga do bairro. Para mim é uma experiência nova. Oficialmente ainda não comecei a apitar, vou passar por um período de estágio. Estou aberto a descobrir esse novo, ver como conseguir equilibrar para viver esses dois momentos bonitos que estão diante de mim”, declara.

O árbitro estreante afirma ver na sua condição de padre em campo uma oportunidade de mudar a imagem geralmente negativa dos juízes. Também diz acreditar que eventualmente pode até levar conceitos evangelizadores para os jogadores.

Apesar de a Fifa coibir manifestações de fé dentro de campo, principalmente depois da reza coletiva da seleção na Copa de 2002, o padre do Ipiranga diz entender que eventuais gestos de conotação religiosa devem ser encarados com naturalidade.

dica do Rogério Moreira