Carta a um jovem casal sexualmente ativo

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Jonathan Menezes, no Escrever é Transgredir

Nosso mundo (sobretudo o cristão) ainda está permeado pela pretensiosa assunção de que casais de namorados cristãos das igrejas (ou sem-igreja), necessariamente, não são sexualmente ativos. Sim, a castidade continua sendo o ideal quando se fala de namoro cristão ainda em nossos dias. Nenhum problema com tal opção legítima, diga-se de passagem; o problema é reivindicá-la não como opção, facultativa a consciência e variável nível de maturidade de cada pessoa e de cada casal, mas como uma regra universal, um imperativo categórico (usando aqui o termo de Kant), como se pureza e a santidade de um namoro pudessem apenas ser avaliadas (embora eu pense que isso não se avalia) pela ausência da dimensão erótica. Tem-se preferido, assim, ignorar que boa parte dos casais de namorados hoje não vive de acordo com tal imperativo, consciente e saudavelmente, ou clandestina e culposamente.

As exigências da igreja com relação à sexualidade há um bom tempo têm sido hipócritas, presunçosas e legalistas, tudo em nome de uma idolatria biblicista travestida de fidelidade à Bíblia. Ignora-se, como lembra Robinson Cavalcanti, que “a Bíblia não é uma enciclopédia de prescrições para cada detalhe da vida do homem”.[1] O que ela nos oferece, em muitos casos, como o do sexo pré-matrimonial, por exemplo, ou são orientações para casos muito específicos e histórica e culturalmente situados ou princípios relacionais mais gerais fundamentados no amor a Deus, à própria vida e ao próximo.

O pior de tudo é que esse imperativo, como vocês já devem ter notado, é excludente, ou seja, ninguém, sendo cristã(o), em hipótese alguma poderia viver um tipo de namoro em que o sexo esteja presente, com sanidade e santidade. E não tem havido suficiente abertura para quem quer discutir ou para quem pensa diferente. E qual a razão para isso? A razão é a de sempre: porque o sexo, fora do casamento, é pecado e isto está “muito claro” na bíblia. Assim como eu, talvez vocês já tenham parado intrigados diante de tamanha certeza, e pensado: ou eu li a bíblia muito pouco ou li muito mal, pois onde é que nela se fala com tanta clareza assim sobre esse assunto e de modo tão categórico para que muitos cristãos – sobretudo os evangelicais – tenham propagado por tanto tempo isso como sendo verdade absoluta para todas as pessoas a despeito de qual seja o caso? Ora, que “chavão textual” meus possíveis críticos estarão pensando trazer à baila neste momento? A questão da fornicação? Que nosso corpo é templo do Espírito? O relato do casamento (“tornar-se uma só carne”) segundo Gênesis? A questão da santidade e da pureza? Textos sobre luxúria, lascívia, os desejos impuros, a prostituição? Bem, a lista pode ser grande e nem me preocuparei aqui em ser exaustivo quanto às referências, acho que vocês entenderam meu ponto, por isso vou direto a ele.

Não estou dizendo que estes preceitos não existem nem que não sejam válidos, mas sim que faltam discernimento e honestidade intelectual no momento em que os aplicamos, muitas vezes (senão na maioria delas) fora seu devido contexto. Parece que o bom senso e a criatividade são elementos cada vez mais deixados de fora de nossa leitura bíblica. No fim das contas, fica a impressão de que aquilo que os evangelicais sempre disseram ser o seu “lado forte”, isto é, seu zelo em relação às Escrituras, pode ser também seu lado fraco. Sobretudo, quando não percebem que a forma mais infantil de idolatria é aquela em que nos aferramos demais a uma coisa e perdemos nosso senso de independência e criticidade em nossa relação com ela. E é assim que muitos dos que com certa jactância se proclamam crentes bíblicos tratam a Bíblia: como um objeto de veneração, que acaba anulando a reverência à Palavra Divina, empobrecendo e enclausurando-a em seus preceitos humanos (demasiadamente humanos?).

Citarei o caso mais comum, apenas como ilustração, de uma das práticas não recomendadas na Bíblia chamada fornicação. Quando se pensa em “sexo fora do casamento”, por exemplo, é o primeiro princípio que aparece em muita das formas de argumentação contrária à “prática” – como se sua aplicabilidade fosse universal neste caso. O sentido bíblico da palavra “fornicação”, segundo Robinson Cavalcanti, é “relacionamento fortuito, descomprometido, sem envolvimento afetivo”.[2] É o típico sexo pelo sexo, casual, sem conexão, sem grande consideração pela pessoa com quem se faz sexo. Não quer dizer que todo sexo feito fora do contexto do matrimônio seja fornicação, e nem que todos aqueles que o praticam se encaixam na categoria de “fornicadores”. Mas acabam entrando na vala comum porque é mais fácil pensar a Bíblia como um manual de boa conduta, com regras específicas para tudo o que consideramos como má conduta, que como a Palavra de Deus que, em si, é um convite a uma obediência com discernimento e boa consciência diante de cada situação vivida.

Uma das interpretações mais honestas que já li a respeito do relacionamento sexual num contexto de namoro, envolvimento e comprometimento, vinda de um cristão, foi escrita por Robinson Cavalcanti, se não me engano em 1985. Segundo ele, nessas condições:

Supõe-se que a intimidade cresça à medida que crescem: a) os sentimentos; b) o conhecimento mútuo; c) o compromisso; d) a aproximação do vínculo matrimonial, formal ou informal. Sendo o bom relacionamento sexual uma das condições para o sucesso conjugal, algum indicador deve ser inferido ainda nesse período preparatório. Se a virgindade de ambos os sexos é um alvo ético cristão, a socialização dos custos sexuais (todo o mundo assumindo o ônus) é um mal menor do que a dicotomia virgindade de algumas vs. prostituição de outras, com umas “pagando a conta” das outras. (…) O que não se pode exigir das pessoas realmente comprometidas e que se amam, sob constrangedora tensão sexual, é que simplesmente “deixem para depois”, quando uma vez formados e com um bom emprego, montarem um belo apartamento, comprarem um carro etc. Enquanto isso…[3].

Meu objetivo particular com esta carta, porém, não é nem o de esvaziar o sentido e poder do pecado no ser – coisa impossível – nem banalizar o ato sexual, que é um dom divino, mas que pensemos juntos nas implicações de uma vida sexual ativa entre namorados, pressupondo que essa ou já é a realidade de vocês ou quem sabe esteja em iminência de ser. Parto aqui do pressuposto de que podemos falar, sim, em um namoro ou noivado com sexo que não seja meramente fornicatório, mas em que haja amor, compromisso e envolvimento afetivo cada vez mais cheio de sentido e em processo de amadurecimento para uma vida conjugal duradoura, isto é, um casamento. Corro aqui o risco de levar muitas pedradas, mas é o preço da honestidade e de não mais estar disposto a esse jogo de faz de contas que há muito grassa em nosso meio, ou seja, faz de conta que eu não sei que vocês transam e vocês fazem de conta que seguem a lei da abstinência pré-matrimonial. É preciso dar um basta nessa hipocrisia, mesmo que como gritos que serão ouvidos por poucos e execrados por muitos (estou me sentindo a própria bruxa de Salém agora).

Pois bem, nos foquemos menos no mundo externo, e mais no mundo interno de vocês. Quando decidiram dar esse passo importante no relacionamento – se é que isso partiu de uma decisão pensada e não apenas apaixonada (sem julgamentos aqui) – devem ter pensado na grandeza, beleza e também responsabilidade desse ato, imagino eu. Senão, creio que vale a pena pensar. Quer dizer, embora sejamos feitos de carne, ossos, nosso corpo tenha uma forma, tenhamos impulsos, desejo, e atração sexual, não estamos falando de pedaços de carne em atrito e fricção em busca de prazer pura e simplesmente, mas nos referimos a duas pessoas, que têm sentimentos, que sofrem, que choram, se emocionam, se fragilizam quando se decepcionam, quando amam, quando se machucam. Sim, uma relação em que o que rola vai muito além de sexo, tudo isso está envolvido. Vocês já pensaram que numa relação sexual podem não ser apenas os corpos que se tocam, mas nosso ser por inteiro? E, por mais que achemos que pelo desempenho, pela plasticidade do ato e a capacidade de dar e receber prazer, estamos no controle da situação, isso é ledo engano. Porque, como já disse, queiramos ou não, há sempre mais elementos envolvidos, ninguém manda completamente em si, controla seus sentimentos por inteiro, tampouco os do outro. É por isso que, mesmo os casos em que ambos têm um acordo de apenas se usar e se curtir mutuamente, não há garantias de que, no final, ninguém sairá machucado. Afinal, posso ter tratado minha parceira como mero “pedaço de carne” alguma vez na vida, mas quando sou tratado assim o sentido é outro, e mesmo o combinado pode sair caro nessas horas.

Mas, imagino também que tenham decidido ter relações sexuais porque se amam, porque o sexo é um complemento essencial do amor de vocês, e porque queriam ser “plenos” um no outro – estou sendo assertivo ou muito idealista? De qualquer modo, quando a gente quer algo assim, deve ser porque queremos (mesmo que inconscientemente) algo que dure a vida toda, ainda que isso seja relativamente muito tempo, dê muito trabalho, e esteja fora do alcance de nossos olhos e mente. O futuro, como se diz, a Deus pertence. A questão é que podemos decidir o que fazer com nosso presente, que pode ser um presente ou um tormento, depende de nós na maioria das vezes. Creio que Deus nos dá o poder de escolher com quem e de que jeito vamos nos relacionar, e assim abençoa nossas escolhas, se elas honram e dignificam a Deus, ao amante, à vida. A felicidade, se ela existe mesmo, é um bem que só se goza com intensidade quando partilhada.

Não pensem, portanto, que estou lhes escrevendo apenas para dizer que está tudo certo. Escrevo para dizer que está nas mãos de vocês o querer fazer certo, fazer bem, fazer com amor, fazer durar o relacionamento enquanto se é vivo, e isso também é dádiva divina. Porque o sexo pode ser muito prazeroso quando é só sexo, mas é muito melhor quando existe cumplicidade, quando o que existe é para durar, é para fazer sentido, é para gerar e inspirar vida. Espero que vocês entendam bem a profundidade disso, que o sexo pode ser instrumento de amor e vida, como de poder, competitividade e mera vaidade. É assim que acontece com todo grande poder.

Para nos ajudar, Jesus fez uma comparação interessante acerca disso em uma de suas parábolas: “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido” (Lc 12.47b, NVI). Em outra tradução (A Mensagem) se diz: “Grandes dádivas implicam em grandes responsabilidades; quanto maior a dádiva, maiores serão as responsabilidades”. E não é essa a frase que o tio Ben do Peter Parker disse para ele no primeiro filme do Homem-Aranha? “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”… O que isso implica? Implica que Deus nos chama por amor, por amor nos sustenta, e o maior poder de todos que nos oferece é o amor, sem o qual os demais “poderes”, incluso o sexo, podem gerar destruição e não vida. Isto, pois em essência o amor é um poder subversivo, uma vez que nos tira do controle, nos deixa vulneráveis e deixa o outro livre – não usa, não abusa, não explora.

A beleza da criação divina é que o Criador nos dá a chance de escolher o que vai ser, de como faremos uso das coisas que Ele mesmo nos presenteou na vida, de gerar algo bom ou ruim daí, ainda que em nós o bom se misture com o pior muito facilmente. Mas Ele já disse que espera que optemos pela vida. E pergunto, no atual nível de relacionamento, envolvimento e mútua responsabilidade em que se encontram, o que significa entre vocês optar pela vida? O que vocês querem e esperam dessa relação? O quanto têm lutado para ter, por muito tempo, uma vida em comum? Porque é isso, a visceralidade da aliança entre vocês dois, que torna o sexo divinamente abençoado e humanamente significativo. Não só fonte de prazer, mas de vida abundante.

dica da Leonara Almeida

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Creio em Ti, Senhor… até a epifania

epifania

Publicado por Lou Mello

“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”

Clarice Lispector

 

Creio em ti, Senhor

Deus é amor, pai, senhor…

Já tive fé de menino inocente, daquelas capazes de mover montanhas, embora nunca tenha cometido tal desatino. Nunca vi, se bem me lembro, mas tinha certeza dos milagres, sinais e maravilhas.

Não sei em qual proporção, mas defendi Deus com unhas e dentes muitas vezes. Em grande parte delas, fiz sem esperar reciproca ou contrapartida. Enquanto o exaltava, podia estar sem trabalho, e sem trabalho, não havia dinheiro para levar uma flor para  minha amada ou um chocolate para meus filhos, muito menos para manter as contas em dia. Tal era a certeza de que um dia veria a epifania com esplendor do criador pairando diante de mim e nada disso teria a menor importância.

Os dias, semanas, meses e anos foram passando, um abismo chamando outro, tempestades sem chuvas serôdias, manhas sem alvorecer, tardes de ocasos pobres e noites sem luar. Lembro-me de um amigo pastor falando durante bom tempo de quase todas as coisas boas que os evangelhos prometiam me dar e da minha resposta em uma frase a ele: “Sem dúvida, gostaria de receber tudo isso agora se Deus quisesse me dar”.  Mas nunca aconteceu.

Minhas palavras de refrigério agora são as tais consolações dos vira-latas. “Deus é Deus da vida e da morte”. “Não há lideres verdadeiros que nunca tenham sofrido.” “O amor de Deus não pode ser entendido pelo homem.” E assim vai.

Me pego tramando, o tempo todo, contra mim mesmo. Você estava errado. Sua teologia era menor. Deus nunca foi como você imaginava. Então quem era Deus? Digo a mim mesmo que preciso crer que Deus controla a vida de todos nós, a todo instante. Constato a impossibilidade de viver sem fé e clamo ao Criador que me contrarie para que eu volte a crer. Crer na oração, nas pessoas, em mim mesmo e em Deus.

Creio em Ti… Desventurado homem que sou.

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Doces vândalos

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Walace Cestari, no Transversos

Os vândalos foram um dos povos “bárbaros” que entraram definitivamente para a História no ano de 455, quando tomaram aquela que fora a capital do mais poderoso império já visto: Roma. Daí passaram a ser sinônimo de destruição, estupidez ou mesmo de anarquia. Culpa da impossibilidade de aceitar qualquer cultura diferente daquela considerada canônica. Narciso acha feio o que não é espelho, diria o doce bárbaro Caetano.

Pilhagens, saques e roubos. Vândalos. Nada diferente do que Roma fez durante sete séculos. Ou do que outros impérios sempre tomaram por padrão fazer. Antônio Vieira – sim o padre barroco do século XVII – contou em um de seus sermões a fala de um pirata ao imperador Alexandre, o Grande: “Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador?”

Muitos séculos se passaram e o Brasil é ainda o retrato da velha Bahia de Gregório de Matos, lugar onde faltam “verdade, honra e vergonha”. Os governantes refinaram a maneira de saquear o erário, de forma a ter na Justiça uma aliada para a defesa de seus interesses. Tudo bem ajeitado e combinado com empreiteiras, concessionárias e – por que não? –, a mídia tradicional. Todos ganham. Exceto quem paga a conta.

Durante um bom tempo não se via qualquer setor mobilizado para ir às ruas. Houve uma clara política de cooptação das lideranças sindicais e estudantis, de modo a atrelá-las a uma “luta burocrática”, na qual os favores de gabinete são mais valiosos que as vozes e faixas nas ruas. Em que pese uma infinidade de acertos deste governo, a luta será sempre mais importante, diminuí-la ou calá-la é um tiro no pé. Especialmente para quem já esteve (ou disse estar) do lado de cá.

Entretanto, a garotada decidiu ouvir o chamado das avenidas e praças. E tal como o céu é do condor, tomaram as vias públicas para protestar. A mídia tentou imediatamente reduzir a motivação dos protestos a vinte centavos. Teve gente que caiu nessa. Ainda que fosse, valeria a pena. Afinal, as escrituras dizem que Judas vendeu Cristo por trinta dinheiros e nossos governantes vendem uma população inteira a vinte centavos. Nem a lei de mercado parece ter valor aqui.

Mas, se vinte centavos são pouco, somem-se os gastos para a Copa. Sim, aquela que iria modificar a mobilidade urbana e acabou por somente construir estádios. Em média, um bilhão por arena. Como são dez arenas, temos dez bilhões de reais em gastos que não incluem nenhuma obra de melhoria urbana nesses locais, diferentemente do que nos fora prometido quando da candidatura a sediar o evento. E aí, vale protestar então por R$10.000.000.000,20?

Se, por um lado, estávamos saudosos de ver uma juventude atuante; por outro, a polícia demonstra sua saudade dos velhos tempos da ditadura. Mais truculenta do que nunca, quebra suas próprias viaturas para culpar os manifestantes. Promove terror, infiltra gente na manifestação para atiçar a baderna… Tudo aquilo que sempre fez. A diferença é que hoje as câmeras não são exclusividade da meia dúzia de famílias que controlam a informação no país. O smartphone e as redes sociais vão mudar a história.

Quantas vezes apanhei da repressão policial diante de fotógrafos de olhares atentos, mas que nunca expuseram a imagem da covardia? Agora há milhares de olhos vigilantes. Há milhares de penas prontas a escrever em um blogue ou em uma rede social. A abundância de fatos é tamanha que nem a imprensa, acostumada a esconder verdades, pôde se calar. Obviamente, que não faz de forma gratuita – o editorial da Folha mostra bem o que a família Frias, por exemplo, pensa da cidade de São Paulo – mas para tentar salvar a máscara que lhe está caindo. Apela para a vitimização corporativa e para a denúncia do vandalismo generalizado.

Nossos governantes vandalizam as contas públicas. Oferecem o que há de pior à população. São eles os “bárbaros”, são eles os “Alexandres”. Tomemos a rua e saibamos apanhar da polícia sem perder a tenacidade: são explorados como os outros. Mais até: além do corpo, estragam-lhes a cabeça, ensinando a lição de morrer pela pátria e viver sem razão, já disse Vandré. E, é na certeza de que as flores vencerão o canhão, que continuaremos caminhando, cantando e seguindo a canção. Afinal, vinte centavos não pagam a dignidade de todo um povo explorado: às ruas, cidadãos!

dica do Carlos Laurindo

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Jovem bêbada precisa da ajuda dos bombeiros para sair de cadeira de bebê

Amber fez graça antes da chegada dos bombeiros Foto: Reprodução / Mail Online
Amber fez graça antes da chegada dos bombeiros Foto: Reprodução / Mail Online

publicado no Extra

A britânica Amber Jackson vai pensar duas vezes antes de fazer graça de novo, depois de beber com os amigos. Embriagada, a jovem de 19 anos ficou presa em uma cadeira de bebê. Ela se enfiou ali para posar para fotos, mas só conseguiu sair com a ajuda dos bombeiros.

De acordo com o tabloide britânico Dail Mail, as pernas de Amber ficaram presas na cadeira de metal. Os bombeiros da cidade de Hove, na Inglaterra, precisaram cortar a cadeira para tirar a jovem do aperto. Ao sair de lá, ela nem conseguia ficar em pé, porque as pernas estavam sem circulação de sangue.

– As pessoas dizem que eu sou estúpida, mas eu estava bêbada – se defende Amber. – Eu não achei engraçado chamas os bombeiros, e me senti mal mesmo. Mas bêbada, eu não pensei nas consequências ou o que poderia acontecer. Eu pensei que os meus amigos me tirariam dali. Eles tentaram me puxar, mas não conseguiram. Eu queria não ter feito isso, mas quando olho para trás, é engraçado.

 

A jovem estava bêbada
A jovem estava bêbada Foto: Reprodução / Mail Online

 

O resgate durou cerca de 15 minutos. No dia seguinte, já sóbria, a britânica prendeu a mão em um pote de geleia. Mas conseguiu tirar sem a ajuda dos bombeiros, dessa vez.

Mark Rist, chefe de operações do Corpo de Bombeiros da região, relembrou o caso:

– Ela disse que estava em uma festa, e o resgate foi bem animado – disse ele. – Ela não conseguiria sair sem a ajuda dos bombeiros. Estava presa por um bom tempo, e não tinha as ferramentas para lidar com isso.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/bizarro/jovem-bebada-precisa-da-ajuda-dos-bombeiros-para-sair-de-cadeira-de-bebe-7892456.html#ixzz2Or9kq3ih

 

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Caso Boate Kiss: mensagem de Mãe para filha morta comove milhares no Facebook

Adriel Marcelo, no Portal Guaíra

Após 30 dias da tragédia que comoveu o Brasil inteiro, muita demostração de carinho, afeto e saudade tomam as redes sociais.

Pais, mães, irmãos, namorados, esposos, amigos… Enfim, pessoas que muitas vezes nem conhecíamos, mas, a partir do momento em que as notícias foram tomando conta do nosso timeline – pois amigos compartilhavam todo o tipo de informações a cada instante -, parecia que eram jovens da nossa turma; que a tal boate era em nossa cidade; que ouvíamos os gritos de socorro e os choros incessantes dos pais e mães pedindo ao “Mestre” para que os seus não estivessem naquele local.

Já se passaram 30 dias, mas parece que foi ontem. Nossas mentes não esquecerão tão cedo aquele domingo “macabro” que ceifou a vida de várias pessoas. Jovens que só queriam comemorar, dançar, se divertir… Infelizmente foram levados.

Quem sabe, mesmo com todo o sofrimento que suas famílias continuam sentindo, possam buscar conforto em saber que todos estão sentados ao lado do “Pai” e tendo uma aula de religião como eles nunca imaginaram. Que enquanto nossos corações – rasgados pela tristeza da perda –  e nossas mentes não conseguem nos levar próximo ao criador – devido a sede de justiça que clamamos a cada momento, nossos “entes queridos” possam estar recebendo o abraço do “Senhor”.

Sabemos que, pra nós leitores, espectadores, ouvintes, internautas vai levar um bom tempo pra que sobrem apenas poeiras de um domingo tão trágico, mas entendemos que para as famílias enlutadas a lembrança dos bons momentos sempre será ladeada pela dor da perda.

Concluindo nossos eternos votos de pesar, gostaríamos de compartilhar com os leitores, uma mensagem postada no Facebook por uma mãe para a filha que perdeu na tragédia.

REPRODUÇÃO DO FACEBOOK

Imagem reproduzida do Facebook de Isabella Fiorini

Imagem reproduzida do Facebook de Isabella Fiorini

30 DIAS SEM O MEU PINGO DE BRILHANTE CHAMADO ISABELLA

Filha, o vínculo construído entre nós é imensurável e jamais será rompido, nem pela tua ausência física. O amor que sinto por ti é quase divino, acredito que a nossa ligação espiritual será tão forte e com certeza maior que a nossa ligação terrena, porque para eu respirar preciso de ti e de agora em diante vai ser nas eternas e maravilhosas lembranças acompanhada da palavra sem definição chamada saudades.

Hoje, com a tua partida, tudo mudou, não tem norte nem sul, a minha direção está fora do prumo, a minha bússola aponta para o ponto chamado Isabella. Os momentos amenos são raros e fugazes, as perguntas sem respostas continuam a assolar a minha mente, aceitar os desígnios de Deus está sendo minha maior prova.

Questionamentos como pode ele me dar algo tão grandioso der ser mamãe de um ser tão maravilhoso e após 19 anos me tirar abruptamente? Onde foi parar a minha fé? Então quero que saibas que a sua ausência é a presença mais constante na minha alma, pensamento, coração, enfim, em todo o meu ser. Lembro do seu jeitinho meigo, do seu sorriso encantador do teu cheiro, do seu coração que era do tamanho do universo, do amor incondicional dedicado aos animais, enfim, das suas qualidades infinitas, ah, das suas mão macias me acariciando até os últimos segundos do seu corpinho aqui na terra.

Ah, fiz backup no disquete que está dentro do meu coração para não esquecer nem uma vírgula. Agora peço a Deus que me dê sabedoria para viver segundo os seus ensinamentos para que um dia eu possa novamente me encontrar contigo. ISABELLA HOJE VOCÊ É COMO O VENTO: NÃO POSSO TE VER, MAS POSSO TE SENTIR E COMO SEMPRE TE AMO + QUE A VIDA. Mamy Eli

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