Publicado por Will Leite
Publicado por SBT Brasil [via UOL]
De acordo com a denúncia, deputados federais recebiam propina de empreiteiras para conseguir dinheiro para obras. Os lobistas procuravam os políticos sempre em nome de uma construtora, do Grupo Scamatti. A verba era liberada para obras de prefeituras do Estado de São Paulo por meio de emendas parlamentares. O esquema envolveria 78 prefeituras paulistas.
Um relatório do Ministério Público de São Paulo aponta a participação de deputados, senadores e ministros nas fraudes. Além disso, a investigação aponta o empresário Olívio Scamatti como chefe da quadrilha. Ele e outras 13 pessoas estão presas.
Escutas telefônicas de conversas ocorridas em 2010 citam os nomes de Otoniel Lima, hoje deputado federal pelo PRB, e Marco Feliciano, deputado federal pelo PSC, em suposto esquema de fraudes. Feliciano nega envolvimento. Otoniel Lima não foi encontrado pela reportagem do SBT para comentar as suspeitas. Reportagem exibida no SBT Brasil.
Ligado à Igreja Universal, Otoniel Lima também faz parte da Frente Parlamentar Evangélica.
As imagens foram feitas a bordo da Estação Espacial Internacional.
Publicado no Vitralizado
As fotos são de autoria do astronauta canadense Chris Hadfield. As imagens foram feitas a bordo da Estação Espacial Internacional, tirei lá do tumblr criado pelo astronauta e atualizado diretamente do espaço. Algumas das últimas fotos foram feitas em cima do Brasil. Dá uma conferida lá. Massa demais.
Há alguns dias, Chris demonstrou o que acontece se alguém chorar no espaço. Publicamos aqui.
Olivier Teboul, francês, 29 anos, mudou para Belo Horizonte há um pouco mais de um ano.
De uma forma divertida e bem humorada Olivier lista 65 pontos que lhe chamaram a atenção desde quando mora no Brasil.
Rapidamente as palavras circularam a internet. E já foram vistas por mais de 15 mil pessoas.
Confira os pontos listados por Olivier, em seu blog Diário do Olivier:
Aqui são umas das minhas observações, as vezes um pouco exageradas, sobre o Brasil. Nada serio.
Marina Silva
Na noite de quarta-feira (10), o Brasil assistiu, envergonhado, a um debate indigno do Legislativo e sua tradição democrática. Na forma e no conteúdo, houve o que o deputado Roberto Freire com acerto classificou como tentativa de golpe.
Todos já esperávamos que a reforma política fosse adiada outra vez, por falta de interesse dos que estão no poder e não querem mudar o sistema que lhes favorece. Mas há um fantasma que querem afastar: que novos partidos políticos (especialmente a Rede Sustentabilidade, que recolhe assinaturas para seu registro e ousa antecipar em seu estatuto avanços como o teto de contribuição financeira, limitação de dois mandatos para parlamentares etc.) venham renovar a política brasileira e mudar, na prática, regras que permanecem no papel.
A imprensa noticiou uma reunião no Planalto em que o governo instruiu seus operadores a votarem, em regime de urgência, um projeto que retira dos novos partidos o acesso ao tempo de TV e ao fundo partidário. Os direitos que foram garantidos a um partido aliado, recém-criado, seriam negados aos que não seguem a cartilha governista. Esse é o conteúdo do debate, baseado numa ética de ocasião expressa pela máxima “Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei”.
Mas a forma conseguiu ser pior. Basta ver as metáforas de mau gosto, com termos impróprios à publicação, usadas para debater as regras políticas da República. O regime de urgência não passou por falta de dez votos. A bancada governista diz que aprovará o projeto na próxima semana. Talvez o tempo sirva para que os deputados repensem a forma e o conteúdo do debate.
Os movimentos que defendem o patrimônio socioambiental exigem ética na política, protestam contra o loteamento dos cargos públicos, além de outras justas causas do povo brasileiro. Buscam ampliar a visão encurtada pelo poder a qualquer preço, democratizar os processos políticos monopolizados pelos partidos e criar novas estruturas para reconectar a política com a ideia de bem público. Justamente o contrário dos privilégios e deleites particulares sugeridos pelas metáforas vulgares. Esse é o novo conteúdo que trazem a um debate que precisa chegar ao século 21, que bate à nossa porta de forma dramática.
Renovar a linguagem é urgente. Em vez do ódio, expresso em ofensas, estimulado numa polarização em que o outro é visto como inimigo, deve ter espaço a fraternidade, capaz de construir consensos sobre o que é urgente para o futuro. É por isso que o novo ativismo, que está na base das novas propostas políticas, é bem-humorado, criativo, irreverente sem ser desrespeitoso.
Uma nova política tem como uma causa central a qualidade da educação. É o que parece faltar à velha política.
fonte: Folha de S.Paulo
foto: R7