Fox leva Homer ao treino do Corinthians

Personagem do seriado Os Simpsons participa de ação para divulgar a estreia do episódio que tem como tema a Copa do Mundo no Brasil

Personagem admira a cidade de São Paulo no episódio do seriadopublicado no meio&mensagem

Os jogadores do Corinthians terão um reforço especial no treino que será realizado na tarde nesta quinta-feira, 29. Em uma ação de marketing, o canal Fox levará o personagem Homer Simpson para bater uma bola com os atletas do time. 

A visita de Homer é uma ação do canal para divulgar a estreia do episódio dos Simpsons em homenagem à Copa do Mundo do Brasil. “You Don’t Have to Live Like a Referee” (“Você Não Precisa Viver Como um Árbitro”) será exibido no domingo, 8 de junho, a partir das 20h. 

No episódio, que já foi lançado nos Estados Unidos, a família de Homer vem ao Brasil mais uma vez e o protagonista acaba tendo a missão de apitar um jogo da Copa do Mundo, na Arena Corinthians. Os personagens também passeiam por alguns pontos turísticos da cidade de São Paulo. 

Há 12 anos, o famoso seriado também trouxe seus personagens ao Brasil em um episódio que se passou no Rio de Janeiro. Na ocasião, muitos fãs da série criticaram a maneira como o País foi abordado, acusando os roteiristas de incluírem piadas preconceituosas e sequências desrespeitosas aos brasileiros.  

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Jornal aconselha turista a usar cápsula antifurto nas praias do Brasil

ilustracao-da-capsula-antifurto-para-praia-1401288669845_615x359Marcel Vincenti, no UOL

Em reportagem publicada em seu site, o jornal inglês “The Telegraph” apresenta uma solução contra roubos para os estrangeiros que estão a caminho da Copa no Brasil. Trata-se de uma cápsula, em formato de parafuso, que pode receber objetos valiosos e ser enterrada nas areias das praias brasileiras. Câmeras, celulares e carteiras ficariam, assim, fora da visão de ladrões enquanto o turista toma seu banho de mar.

Batizada de “The Beach Vault” (na tradução, “O Caixa Forte da Praia”), a cápsula antifurto é indicada pelo jornal “The Telegraph” para estrangeiros a caminho da Copa no Brasil Divulgação/The Beach Vault Project

“Com furtos sendo uma preocupação nas praias do Rio de Janeiro e além, um novo acessório de viagem pode ajudar os fãs de futebol a caminho do Brasil”, diz a matéria sobre a cápsula — batizada de “The Beach Vault” (na tradução, “O Caixa Forte da Praia”).

A má notícia para os que se empolgaram com a ideia é que a cápsula ainda não está sendo comercializada. Seu criador, o africano Marcal DaCunha, está tentando levantar recursos em sites de financiamento coletivo para conseguir produzi-la em massa. No site Kickstarter, ele só angariou US$ 6.057 até o momento (sua meta é chegar a US$ 15 mil).

Porém, o próprio editor de turismo do “Telegraph”, Soo Kim, duvida da eficiência da engenhoca: “parece uma boa ideia, mas, enquanto estiver enterrando a cápsula na areia, o turista pode chamar a atenção de ladrões à espreita”.

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Brasileiros monitoram racistas, machistas e homofóbicos na internet

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Publicado na BBC Brasil

“Todo dia tem racismo fresquinho no Twitter”, assegura o criador da página “Não sou racista, mas…” João Filho, 33. “Quem gosta de preto é chicote”, “Cada dia mais pegando nojo de preto” ou “Não tô nem aí, não gosto de preto mesmo, ainda mais gordo” são alguns dos comentários que comprovam sua tese.

João foi o primeiro brasileiro a compartilhar mensagens alheias na rede social para expor o preconceito de seus autores. O perfil, criado meses antes do “A minha empregada” (que chegou a repercutir no exterior nesta semana), foi o ponto de partida para o monitoramento de outras palavras-chave na rede — machismo, homofobia, transfobia e preconceito contra pessoas acima do peso são alguns deles.

“Eu procuro por comentários que ouço de forma recorrente no trabalho, no ambiente familiar, nas ruas”, diz João.

Segundo ele, frases como “serviço de preto”, “preto fede” e “neguinha favelada” são mais comuns do que se imagina e mostram que o conceito de “preconceito velado” atribuído aos brasileiros não se confirma na internet.

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“O que mais me impressiona é a quantidade de jovens que aparecem nas minhas buscas”, afirma. “Dizer que alguém tem ‘cara de empregada’ está na boca da criançada.”

São adolescentes entre 15 e 18 anos os principais responsáveis pelos comentários preconceituosos.

João tem um palpite: “É triste, mas não sei se é algo dessa geração. Esses comentários sempre foram comuns entre a classe média. Talvez porque jovens usem menos filtro na hora de destilar preconceito.”

Machismo

Inspirada na atitude de João, a estudante Gabriella Ramos, 21, resolveu monitorar e expor machistas na rede.

“Os que mais me chocaram até hoje foram os que continham piada com estupro e violência à mulher”, diz a jovem criadora do “Não sou machista”.

Ela dá exemplos. “Não é estupro. É sexo-surpresa”, escreveu um jovem de Manaus. “Não é estupro se ela usava blusa aparecendo a barriga”, afirmou um rapaz de São Paulo. “Se vocês acham minha namorada gostosa é porque não a viram pelada. Só não estupro porque não preciso”, disse outro, um brasileiro que mora na Califórnia.

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Diferente dos outros perfis, Gabriella costuma engatar longas discussões com seus adversários machistas.

“Não adianta se esconder atrás da liberdade de expressão para disseminar discurso de ódio”, ela explica. “O trabalho de exposição é algo importante, é uma denúncia que nós fazemos. Choca? Incomoda? É essa a intenção.”

Homo e transfobia

Com apenas 17 anos, o estudante Nicholas criou a página “Não sou transfóbico”.

A dinâmica é a mesma: ele pesquisa e compartilha mensagens de ódio contra travestis e transexuais. “Comecei nessa semana depois do ‘A minha empregada’. Eu vi o perfil e achei a ideia muito legal. Aí fui procurar algo do tipo sobre transfobia, porque eu sofro na pele, e nao achei nenhum”, conta.

Nicholas acredita que as pessoas tenham “menos filtro” na internet do que nas ruas.

“Como dizem algo online e acham que tem menos consequências que na vida real, todo mundo sai esculachando. Mas para mim isso não faz sentido: bizarrices ditas na internet são públicas e ficam registradas pra sempre.”

Outro perfil é dedicado exclusivamente à homofobia (o ódio contra gays e lésbicas).

Com a descrição “Não sou homofóbico. Tenho até amigos gays, mas…” o perfil já publicou mais de 700 mensagens agressivas contra homossexuais.

“As lésbicas são erotizadas por homens o tempo inteiro. Isso também é um tipo de violência”, alerta o autor.

Recentemente, ele compartilhou uma mensagem de maio do ano passado que dizia: “É lésbica mas quer virar hétero? Estupro corretivo é a correção”.

O autor respondeu, afirmando que a mensagem era antiga e que o retweet da página “Não sou homofóbico” era apenas para chamar atenção.

“Procê ver”, respondeu o autor. “As m**** que são faladas na internet não se perdem com o tempo. Melhor não falar da próxima vez, né? :)”

Gordinhos

Há dois meses, o perfil “Só faz gordice” passou a monitorar um tipo de preconceito pouco comentado no Brasil.

Ela compartilha frases como “Odeio ver gordas de legging” ou “Se as gordas que usam roupas justas pagassem multa por poluição visual, nós já não estávamos na crise à bastante tempo”.

Diferente dos outros autores, que buscam privacidade, a criadora de “Só faz gordice” publica fotos próprias, sem medo de ser feliz.

“Beijinho no ombro gordofóbicos! As banhas são MINHAS, mostro quando, se e pra quem EU QUISER!” era a legenda de uma das mais recentes.

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Ser rico e dono da mídia, que mal tem?

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Publicado na Carta Capital

No último dia 13, a Revista Forbes divulgou seu ranking de “ricaços” do Brasil. Os Marinho lideram a competição com uma fortuna estimada em US$ 28,9 bilhões. Qual o problema de a família mais rica do Brasil ser dona dos principais meios de comunicação do país? Resposta: poder demais. Poder econômico e cultural (ideológico, simbólico ou como se quiser chamar). Isso se falarmos genericamente.

Se pensamos de forma mais concreta, observando a história do setor da comunicação social no Brasil, responderemos de outra forma. O total domínio do interesse privado-comercial, o jogo de influências (e privilégios) políticas, a inexistência de mecanismos democráticos de participação social na comunicação (o que gera um sério problema para a garantia da liberdade de expressão), a extrema oligopolização e uma série de outros problemas nos fazem pensar que a resposta mais correta, na verdade é: dominação demais.

Uma sociedade que pressupõe que “todo o poder emana do povo”, que se pretende “livre, justa e solidária” e que afirma que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações” deve fazer os ajustes necessários para que possa garantir liberdade, justiça, solidariedade, igualdade e poder popular. E isso significa não permitir que o poder se concentre nas mãos de alguns poucos indivíduos. E dinheiro é poder. E comunicação é poder.

Opa! Ouvi alguém ali comentando: “mérito!”. Será? Dos 65 bilionários constantes na lista de ricaços do Brasil, 25 são “herdeiros”. Assim também acontece coincidentemente com o trio de irmãos Marinho. Ainda que não fosse isso, porém, quem disse que é legítimo o assassinato da democracia pela meritocracia? E que mérito se tem em ser mais poderoso porque se tem mais recursos do que os outros?

Imediatamente atrás dos Marinho, no ranking, estão as famílias de banqueiros. Safra (da família homônima), Ermírio de Moraes (Votorantim), Moreira Salles (Unibanco-Itaú). Os governos do Brasil pós-ditadura não ousaram mexer com os primeiros, magnatas da comunicação, e nutriram os últimos, senhores do vil metal. Quem se atreveria a enfrentar tamanho poder, diante de compromissos mais urgentes como a garantia da governabilidade? Já pensou o que seria de um governo deslegitimado por todos os meios de comunicação? Melhor não mexer aí, ganhar confiança, oferecer uma vaga de ministro ao Hélio Costa, não insistir com esse papo de mané projeto de Agência Nacional do Audiovisual… Vai que os Marinho se zangam… Já pensou? Nem pensar!

Aliás, os Marinho já constam no ranking da Forbes desde 1987, primeira vez em que foi publicado, acompanhados pelas famílias Ermírio de Moraes e Camargo (Camargo Correa). E, assim, se dá prosseguimento à triste tradição brasileira de mandar quem pode (e tem poder) e obedecer quem tem juízo. Ou não.

* Bruno Marinoni é repórter do Observatório do Direito à Comunicação, doutor em Sociologia pela UFPE e integrante do Conselho Diretor do Intervozes

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Ronaldo se diz ‘envergonhado’ com preparação do Brasil para a Copa

Publicado no Estadãoronardo

Membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, o ex-atacante Ronaldo disse se sentir envergonhado com os atrasos e dificuldades do Brasil nos preparativos para o torneio, mas defendeu que o Mundial não seja alvo de protestos e culpou os governos pelos problemas.

Ronaldo acredita que as críticas feitas pela Fifa ao País por não ter cumprido prazos são justas, já que concordou com todas as exigências da entidade quando aceitou ser sede da competição, em 2007.

“E de repente chega aqui é essa burocracia toda, uma confusão, um disse me disse, são os atrasos. É uma pena. Eu me sinto envergonhado porque é o meu país, o país que eu amo e a gente não podia estar passando essa imagem para fora”, afirmou o ex-jogador em entrevista à Reuters na sede de sua agência de comunicação, em São Paulo, nesta sexta-feira.

“Os estádios, de uma maneira ou outra, vão estar prontos. Agora, o legado que fica para a população mesmo – as obras de infraestrutura, de mobilidade urbana, aeroportos – é uma pena que tenham atrasado tanto”, acrescentou.

Os preparativos do Brasil para a Copa do Mundo, que será disputada de 12 de junho a 13 de julho, têm sido problemáticos. Apenas dois dos 12 estádios ficaram prontos no prazo determinado pela Fifa, enquanto muitas obras em aeroportos e de mobilidade urbana atrasaram e outras foram abandonadas.

“Perdemos muito tempo. Os governos deveriam ter feito as coisas muito antes”, disse Ronaldo, afirmando em seguida que o Mundial, ao menos, proporcionou mudanças em cidades brasileiras e citou Cuiabá, uma das 12 sedes de jogos da competição.

“Vi cidades com muitas obras. Quem sabe quantas obras assim seriam feitas em Cuiabá se não fosse a Copa do Mundo? A Copa do Mundo é uma ferramenta que trouxe uma série de investimentos para o nosso país. Poderia ter sido perfeito, se fizessem tudo o que prometeram, mas isso não tem a ver com Copa do Mundo, tem a ver com os governos que prometeram e não cumpriram”, acrescentou.

Segundo o ex-atacante, que foi duas vezes campeão mundial com o Brasil (1994 e 2002) e é o maior artilheiro de todas as Copas, com 15 gols em quatro participações no torneio, os investimentos com o Mundial não deveriam ser alvos de protestos.

Na Copa das Confederações de 2013, houve manifestações perto dos estádios com um grande número de pessoas que cobravam mais investimentos na saúde, educação e segurança e reclamavam do dinheiro gasto em eventos esportivos. Os protestos persistem neste ano e devem ocorrer durante a Copa.

“As pessoas olham o Mundial como o grande vilão do nosso País e não é. A gente não pode esquecer que o nosso Brasil não era essa maravilha toda antes da Copa do Mundo. Era igual ou pior”, disse ele, acrescentando que há um temor entre os estrangeiros de vir ao país.

“O que eu ouço lá fora é que todo mundo têm um receio, principalmente por causa da segurança. Mas o que a gente passa lá fora é que o Brasil tem melhorado nessa questão e que na Copa do Mundo não vai ter nenhum problema”, afirmou Ronaldo, para quem as manifestações não vão atrapalhar a seleção brasileira.

Ronaldo foi escalado em 2011 pelo então presidente do COL, Ricardo Teixeira, para o conselho de administração da entidade, numa tentativa de apaziguar as críticas à preparação do Brasil para a competição.

O ex-atacante tornou-se a principal imagem do COL, especialmente nos eventos relacionados à Copa do Mundo no exterior e em visitas às cidades-sede, apesar de não ter um papel de atuação executiva no dia-a-dia da entidade.

CONFIANÇA EM NEYMAR
Se fora de campo há problemas, Ronaldo acredita que dentro das quatro linhas o Brasil é o favorito para conquistar o título e aponta Neymar como provável melhor jogador do Mundial.

“O Brasil é super favorito e tem uma chance de ouro de vencer a Copa em nosso país”, afirmou ele, citando Alemanha, Espanha e Argentina como principais rivais pelo título.

Embora somente seis dos 23 convocados pelo técnico Luiz Felipe Scolari já tenham disputado uma Copa do Mundo, Ronaldo não acredita que a inexperiência possa atrapalhar a seleção brasileira, pois “a falta de experiência não determina o resultado final de um jogo”.

Muito menos vê Neymar, de 22 anos, sendo atingido pela pressão de ser o principal jogador do Brasil. “Ele está preparado e protegido, criou uma fortaleza em volta dele”, disse. “Apesar da pouca idade, é um jogador muito equilibrado, consciente do seu talento e da sua responsabilidade. É a nossa esperança.”

RESPOSTA A PAULO COELHO 
Em uma entrevista descontraída, Ronaldo só fechou a cara quando foi questionado sobre a declaração do escritor Paulo Coelho, que o chamou de “imbecil” em entrevista a um jornal francês, após o ex-jogador ter tido que não se fazia Copa com hospitais e sim com estádios, em referência aos protestos contra o Mundial.

“Acho uma tremenda falta de respeito, foi completamente deselegante uma pessoa pública como ele, sem ter conhecimento do que realmente aconteceu, me ofender gratuitamente da forma como ele me ofendeu”, disse.

“Eu admiro muito ele, os livros dele são ótimos, mas você recebe uma ofensa gratuita como essa, você perde um pouco da admiração. Não sei o que fiz para ele. Mas cada um fala o que quer, até papagaio fala.”

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