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Projeto de deputado gaúcho pode punir torcedor racista com cinco anos fora dos estádios

Racismo contra Tinga

 

 

 

 

 

 

Publicado no Brasil Post

A Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei 7383/14, do deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), que pune torcedores que cometerem atos de racismo durante competições esportivas. Independentemente de ser processado pelos crimes já previstos em lei, o torcedor ficará proibido de comparecer a jogos de seu time ou seleção por cinco anos.

“Não é razoável que, em pleno século 21, estejamos convivendo com situações de injúria racial e ofensas desse gênero, o que de modo algum pode ser tido como algo natural ou visto sem a necessária e justa indignação”, afirma o deputado.

O texto modifica o Estatuto de Defesa do Torcedor (Lei 10.671/03) e prevê que a responsabilidade pelo impedimento de acesso do torcedor ao estádio é do clube desse torcedor. O clube deverá impedir diretamente seu ingresso ou comunicar à administração do local em que se dará a partida com, no mínimo, três dias de antecedência, informando nome e RG, e enviando uma fotografia do indivíduo.

Os clubes que descumprirem a medida estarão sujeitos a multas. A pena poderá ser aumentada em 1/3 se o autor do crime pertencer a torcida organizada, se for servidor público, dirigente ou funcionário de entidade desportiva, de entidade que organiza a partida ou de empresa contratada para o processo de emissão, distribuição e venda de ingressos.

No caso de estrangeiros que cometam crime de racismo, a proposta prevê que sejam extraditados e impedidos de retornar ao Brasil pelo mesmo prazo de cinco anos.

Antes de ir ao Plenário, a proposta será analisada pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; do Esporte; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Só depois disso, se aprovada, ela poderá ir a plenário para ser votada pelos deputados.

Quinze famílias mais ricas do Brasil são donas de 5% do PIB

Publicado no Estadão

Os irmãos Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho, José Roberto Marinho aparecem no topo da lista das famílias mais ricas do Brasil, divulgada pela revista Forbes.

Juntos, a fortuna dos Marinho soma US$ 28,9 bilhões, o equivalente pelo câmbio atual a R$ 64,3 bilhões, quase 50 vezes o custo da Arena Itaquera, o estádio de abertura da Copa 2014.

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A lista das 15 famílias mais ricas do Brasil tem também outros sobrenomes famosos como Safra, Ermírio de Moraes, Moreira Salles, Camargo Correia, Vilella, Odebrecht e Setubal, entre outros.

As fortunas das 15 famílias mais ricas do Brasil guardam US$ 122 bilhões, o equivalente a R$ 269 bilhões, ou cerca de 5% do PIB do país.

Segundo a revista, o número de bilionários no País cresceu significativamente desde 1987, quando a primeira lista de bilionários Forbes foi publicada.

Na época, apenas três brasileiros estavam no grupo dos bilionários do mundo: Sebastião Camargo, fundador do grupo  Camargo Correa e dono da marca sandálias Havaianas; Antônio Ermírio de Moraes, um dos acionistas do Grupo Votorantim; e Roberto Marinho, que herdou o jornal O Globo e deixou para os filhos as Organizações Globo, maior império de mídia do continente.

Na lista deste ano, aparecem 65 brasileiros bilionários, sendo que 25 deles são parentes. Oito famílias têm vários membros no ranking.

A revista constata que nascer rico ainda é o jeito mais fácil de virar bilionário, embora a porcentagem dos herdeiros venha diminuindo nos últimos rankings dos mais ricos do mundo.

A família Odebrecht, por exemplo, é uma das mais ricas do País mas tem 15 pessoas dividindo a fortuna.

Confira a lista das 15 famílias mais ricas do Brasil segundo a ‘Forbes’:

1. Marinho (Mídia)

Três irmãos controlam as Organizações Globo: Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho, José Roberto Marinho. Fortuna: US$ 28,9 bilhões

2. Safra (Banco)

Joseph Safra, Moise Safra e Lily Safra, donos do Banco Safra.

Fortuna: US$ 20,1 bilhões

3. Ermírio de Moraes (Siderúrgica e banco Votorantim)

Antonio Ermírio de Moraes, Ermírio Pereira de Moraes, Maria Helena Moraes Scripilliti, José Roberto Ermírio de Moraes, José Ermírio de Moraes Neto e Neide Helena de Moraes.

Fortuna: US$ 15,4 bilhões.

4. Moreira Salles (Banco)

Fernando Roberto Moreira Salles, João Moreira Salles, Pedro Moreira Salles e Walter Moreira Salles Junior.

Fortuna: US$ 12,4 bilhões

5. Camargo (Camargo Corrêa – Construção, engenharia, energia e outros)

Rossana Camargo de Arruda Botelho, Renata de Camargo Nascimento e Regina de Camargo Pires Oliveira Dias.

Fortuna: 8 bilhões

6. Villela (Banco Itaú)

Alfredo Egydio de Arruda Villela Filho e Ana Lucia de Mattos Barretto Villela.

Fortuna: US$ 5 bilhões

7. Maggi (Soja)

Lucia Borges Maggi, Blairo Borges Maggi, Marli Maggi Pissollo, Itamar Locks e Hugo de Carvalho Ribeiro.

Fortuna: US$ 4,9 bilhões

8. Aguiar (Banco Bradesco)

Lina Maria Aguiar, Lia Maria Aguiar e Maria Angela Aguiar Bellizia.

Fortuna: US$ 4,5 bilhões

9. Batista (Frigoríficos)

José Batista Sobrinho, fundador da produtora de carne JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo.

Fortuna US$ 4,3 bilhões

10. Odebrecht (Construção, engenharia, petroquímica e outros)

15 herdeiros da empresa fundada pelo engenheiro pernambucano Norberto Odebrecht.

Fortuna: US$ 3,9 bilhões

11. Civita (Mídia)

Giancarlo Francesco Civita, Anamaria Roberta Civita e Victor Civita Neto, herdeiros da editora Abril.

Fortuna: US$ 3,3 bilhões

12. Setubal (Banco)

25 parentes de uma das famílias fundadoras do banco Itaú.

Fortuna: US$ 3,3 bilhões

13. Igel (Petróleo e petroquímicos)

Daisy Igel e mais seis herdeiros do grupo Ultra, dono de marcas como Ipiranga e Ultragás.

Fortuna: US$ 3,2 bilhões.

14. Marcondes Penido (Rodovias privatizadas)

Ana Maria Marcondes Penido Sant’Anna e a irmã, herdeiras da CCR, maior operadora brasileira de rodovias.

Fortuna: US$ 2,8 bilhões.

15. Feffer (Celulose e papel)

Cinco irmãos herdeiros da Suzano.

Fortuna: US$ 2,3 bilhões

Argentinos apontam o Brasil como favorito na Copa

Segundo pesquisa feita pela Poliarquia Consultores, 25% dos ‘hermanos’ acreditam no hexacampeonato
Em segundo lugar aparece a seleção de Messi e companhia, com 17%

Brasileiros comemoram o título da Copa das Confederações, no Maracanã (foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)

Brasileiros comemoram o título da Copa das Confederações, no Maracanã (foto: Ivo Gonzalez / Agência O Globo)

Publicado em O Globo

Um em cada quatro argentinos acredita que o Brasil ganhará a Copa, enquanto que 17% confiam que a seleção liderada por Lionel Messi conquistará o tão desejado Mundial, após três décadas de frustrações. Os números foram levantados pela Poliarquia Consultores. Segundo essa pesquisa, a Alemanha aparece em terceiro lugar na preferência dos argentinos, com 10%, à frente da atual campeã, a Espanha, que aparece com 7%.Logo atrás aparecem Holanda, Inglaterra e Itália, cada uma com 2% das preferências.

Já entre os pesquisados que têm entre 18 a 29 anos, a Argentina aparece como a favorita, com 21%, à frente do Brasil, que tem 17%.

A pesquisa também quis saber aonde chegará a seleção estrelada por Messi. E 46% acreditam que os argentinos terminarão o Mundial entre os quatro primeiros: 17% pensam que a seleção ‘hermana’ será campeã, 15% apostam que o elenco de Alejandro Sabella chegará à final, enquanto que, para 14%, os campeões do mundo em 1986 vão parar nas semifinais.Entre os pessimistas, 6% acreditam que a Argentina não passará da primeira rodada.

A pesquisa ouviu 1.425 pessoas, por telefone, entre os dias 1º e 4 de abril e a Poliarquia Consultores calcula que a margem de erro é de 2,6%, para mais ou menos.

Na Copa deste ano, a Argentina buscará o terceiro título mundial, após ser campeã em 1978 e 1986. A equipe não passa das quartas de final desde 1990, quando perdeu a decisão para a Alemanha. No Brasil, a Argentina será cabeça de chave do Grupo F e enfrentará Bósnia, Irã e Nigéria na fase de grupos.

Projeto que torna exploração sexual infantil crime hediondo é aprovado

campanha2Mariana Haubert, na Folha de S.Paulo

O plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira (14) o projeto de lei que torna crime hediondo explorar sexualmente crianças e adolescentes. O texto segue para sanção presidencial.

O projeto acrescenta no rol de crimes hediondos o favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança e adolescente ou de vulnerável, que são consideradas as pessoas com deficiência ou enfermidade.

Quem for condenado pela prática fica impedido de obter anistia, graça ou indulto e até de pagar fiança. O condenado tem ainda que cumprir um período maior no regime fechado para poder pleitear a progressão da pena. Se for réu primário, deve cumprir, no mínimo, 2/5 do total da pena e se for reincidente, deve cumprir 3/5 da pena antes de pedir a mudança no regime. A pena para este crime é de 4 a 10 anos de reclusão.

A pena pode ser aplicada ainda a quem facilitar a prática de exploração ou impedir que uma vítima consiga escapar do cometimento do crime. Enquadram-se neste quesito, os donos ou gerentes de bordéis em que ocorrem prostituição. Quem for flagrado praticando sexo com menores de idade que estejam se prostituindo também podem ser condenados por crime hediondo.

A lei de crimes hediondos já estabelece as penas citadas para outros dez tipos de crimes, incluindo estupro de crianças e adolescentes menores de 14 anos e pessoas vulneráveis, latrocínio, sequestro seguido de morte e o genocídio.

Para a relatora da proposta, a ex-ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário (PT-RS), o projeto não tem o objetivo de criminalizar a prostituição de pessoas adultas mas sim de proteger as crianças e adolescentes no país.

Alguns deputados cobraram da presidente Dilma Rousseff agilidade na sanção da proposta para que ela já esteja em vigor durante a Copa do Mundo, que tem início em junho.

No próximo domingo (18/5), um grupo vai realizar manifestação contra a exploração sexual infantil ao lado do Itaquerão (SP). #LevanteEssaBola

O lanche feliz brasileiro que o McDonald’s não quer mostrar

McDonald's serve pratos com arroz e feijão para seus funcionários, mas também os vende para clientes

McDonald’s serve pratos com arroz e feijão para seus funcionários, mas também os vende para clientes

Denyse Godoy, no UOL

13 de maio (Bloomberg) – Quer um tradicional prato brasileiro de arroz com feijão enquanto está no país pela Copa do Mundo? Vá no McDonald’s.

Depois que os funcionários que rejeitaram o cardápio regular de hambúrgueres e batata frita nos intervalos do expediente apresentaram uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho, a operadora local dos restaurantes do McDonald’s foi obrigada a fornecer pratos mais sintonizados com a cozinha local.

Embora essas refeições não apareçam nos cardápios atrás do balcão dos 816 McDonald’s de todo o país sul-americano, elas também estão disponíveis para os clientes. É só pedir para ver os “pratos executivos”.

Com 35.429 restaurantes em 119 países, o McDonald’s tem oferecido comida adaptada aos gostos locais há tempos, do McKafta no Egito ao Filet O Shrimp no Japão e o hambúrguer McVeggie na Índia.

Ainda que as opções brasileiras sejam mantidas em segredo, elas estão à venda no intuito de evitar as críticas de que o restaurante esteja servindo refeições especiais aos funcionários que os clientes não podem comprar.

“As refeições de arroz com feijão matam mais a fome”, disse Tamires Honorato, atendente de 19 anos em um restaurante do McDonald’s em Barueri, perto de São Paulo, em uma entrevista. “E são mais parecidas com o que comemos em casa. Ninguém come lanches todo dia”.

Não é só no McDonald’s que o arroz com feijão é a refeição preferida. O restaurante Maní, de São Paulo, cuja chefe de cozinha Helena Rizzo foi nomeada a melhor chefe de cozinha mulher do mundo neste ano pela revista britânica “Restaurant” por pratos como a bochecha de boi com purê de taioba, de R$ 78 (US$ 35,20), também serve arroz com feijão aos funcionários.

Hambúrgueres

“Sempre temos que oferecer o feijão com arroz”, disse Giovana Baggio, sócia administradora do restaurante. “Se não os funcionários reclamam”.

A lista de pratos executivos do McDonald’s, que fica escondida embaixo do balcão a menos que seja solicitada, é igual ao cardápio regular, incluindo o logo da empresa no topo. Além do arroz com feijão, cada refeição vem com a opção de frango, peixe ou carne bovina (os mesmos hambúrgueres servidos no cardápio regular); uma salada; água ou suco; e uma maçã de sobremesa.

Em São Paulo, a refeição custa R$ 23, R$ 4 a mais que uma promoção de Big Mac.

Em 2012, um termo de ajuste de conduta com o Ministério Público do Trabalho feito para resolver uma investigação de seis anos exigiu que a operadora do McDonald’s, a Arcos Dorados Holdings Inc., fornecesse refeições tradicionais sem custo a seus funcionários para poder solicitar a redução do imposto de renda.

A denúncia original do sindicato que representa 30 mil funcionários do McDonald’s no Estado de São Paulo disse que os Big Mac e os demais alimentos que lhes eram oferecidos para os intervalos não eram saudáveis.

 

Paulo Fridman/Bloomberg

 

Ganho de peso

“Temos a filosofia de sermos sempre muito transparentes, então também servimos para o cliente o que servimos internamente e vice-versa”, disse Ana Apolaro, diretora de Recursos Humanos da unidade brasileira da Arcos Dorados, a maior operadora de McDonald’s no mundo, com sede em Buenos Aires, em entrevista no dia 17 de abril.

“Mas os pratos de arroz com feijão não fazem parte da nossa estratégia de marketing. Com certeza você não vai ver propaganda na TV sobre eles”.

O McDonald’s já teve problemas com Big Mac e batata frita. Em 2010, um tribunal do Estado do Rio Grande do Sul ordenou que a Arcos Dorados pagasse US$ 14 mil a um ex-gerente que disse ter ganhado cerca de 30 quilos em uma década enquanto trabalhava em um McDonald’s e comia seus sanduíches, de acordo com documentos do tribunal.

O governo prevê que 600 mil turistas estrangeiros assistam aos jogos da Copa do Mundo, programados em 12 cidades brasileiras no período entre 12 de junho e 13 de julho.

Como um dos oito patrocinadores oficiais dos jogos, o McDonald’s criará sanduíches com ingredientes para homenagear os países participantes, como a Itália e a França, e patrocina um concurso para que crianças entrem no campo com os jogadores no começo dos jogos.