Pelé volta a pedir fim de protestos na Copa: “brasileiro estraga a festa”

Publicado no Terra

Ídolo brasileiro, o ex-atacante Pelé voltou a opinar sobre as manifestações de rua no Brasil. Perguntado em entrevista à rede de televisão Espn se estava animado com a Copa do Mundo, o ex-craque disse estar preocupado e relembrou os protestos vistos na Copa das Confederações – novamente, Pelé pediu para que os movimentos populares fiquem para depois dos eventos esportivos no Brasil.

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“Honestamente me preocupou muito na Copa das Confederações todos aqueles movimentos. Fiz uma comparação que o futebol sempre promoveu o Brasil e agora temos três eventos maravilhosos – Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíada. O País pode se encher de turistas, receber todo o benefício desses turistas e o próprio brasileiro fica estragando uma festa dessa. Muita gente não entendeu, porque acho que o futebol não tem nada a ver com a corrupção dos políticos”, comentou.

Na opinião do ex-jogador, a situação só não ficou pior durante a Copa das Confederações porque o Brasil foi campeão e “sossegou um pouco” os movimentos sociais. Pelé, contudo, voltou a pedir que todo e qualquer protesto fique para depois da Copa do Mundo.

“O futebol sempre enalteceu o Brasil, então se vamos fazer protesto vamos atacar os políticos, deixar passar essas festas e depois vamos exigir. Mas o futebol não tem nada com isso, que me preocupou muito  A sorte é que Deus é brasileiro e o Brasil foi campeão, então sossegou um pouco nas Confederações. Espero que o brasileiro tenha essa consciência, deixe passar a Copa do Mundo e aí vamos reivindicar o que estão roubando”, salientou Pelé.

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Universal quer ser a Globo das igrejas no Brasil

Valdemiro Santiago ganha "cartão vermelho" da Record (foto: Isadora Brant/Folhapress)
Valdemiro Santiago ganha “cartão vermelho” da Record (foto: Isadora Brant/Folhapress)

Flávio Ricco, no UOL

Durante os últimos dias, enquanto a direção da Record se preocupava com tantas mudanças, em um movimento que acabou incendiando seus bastidores, a cúpula da Universal permanecia com as atenções voltadas para o fortalecimento e expansão da igreja em emissoras da vizinhança.

Já se considera como a melhor das conquistas, o negócio fechado com o Grupo Bandeirantes ano passado, para a ocupação da Rede 21 e um consequente “cartão vermelho” no concorrente Valdemiro Santiago.

Porém, a Universal quer mais. Muito mais. As programações da Record e Record News, na medida do necessário, serão sempre interrompidas para inserções religiosas. E onde houver a possibilidade de compra de novos horários na concorrência, a ordem é avaliar e investir. Sabe-se inclusive que existe grande desejo de aumentar a sua participação na grade da Rede TV!.

Além deste trabalho, voltado para expansão, a IURD considera importante também um bom relacionamento com executivos de redes que carregam sua programação.
Política de boa vizinhança, com diferentes tipos de agrado, até para não ser surpreendida por igrejas rivais. Prova disso é que todos serão convidados, com as honras devidas, para o evento de inauguração do Templo de Salomão, em São Paulo.

A Universal tem o objetivo de se tornar uma espécie de Rede Globo das igrejas no país. Ser líder indiscutível e crescer cada dia mais. Custe o que custar.

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Cristãos movimentam R$ 21,5 bilhões no Brasil

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Publicado no EM

A relação das religiões cristãs com o dinheiro, ao menos abertamente, nunca se deu de maneira confortável. Antes de a chamada teologia da prosperidade apresentar aos fiéis a ideia de que graça divina e riqueza são diretamente proporcionais, o tema só aparecia nos sermões se fosse para ser abominado. Os primeiros padres definiam o dinheiro, ainda nos idos dos anos 200, como “excremento do diabo”, sempre associado à vaidade e ao orgulho, pecados mortais. Os tempos modernos, no entanto, mostraram a outra face de patrimônios bilionários das igrejas, católicas e evangélicas, e surpresas, como as denúncias de escândalos financeiros que teriam sido praticados pelo Banco do Vaticano. O próprio papa Francisco, incomodado com a imagem da Santa Fé, determinou ampla revisão do gerenciamento da instituição.

A despeito do tabu criado em torno das sagradas finanças, atrás de números capazes de medir a força e o ritmo de crescimento da economia movimentada pela fé no Brasil, o Estado de Minas apurou que uma bolada de R$ 21,5 bilhões ingressou nos cofres das igrejas católicas e evangélicas em 2012, com base em levantamento recente divulgado com exclusividade pela Receita Federal. A arrecadação alcança quase R$ 60 milhões, em média, por dia. Padres, bispos e pastores precisaram aprender a contar dinheiro e a gerenciar os templos.

A partir de hoje, o EM destrincha essa economia que a crença alimenta no país, mostrando como instituições religiosas, favorecidas pela imunidade tributária, administram o constante volume de ofertas, dízimos e recursos de outras naturezas. Os dados inéditos da Receita Federal indicam que, em relação a 2011, a arrecadação cresceu 4,3%. Cenários desfavoráveis ou mesmo graves crises econômicas não costumam atingir a receita das igrejas. As doações respondem por 72% do dinheiro em caixa. O restante equivale a rendimentos gerados com aluguel ou venda de bens, aplicações em renda fixa ou mesmo, em casos mais raros, operações em bolsa de valores.

“Não há uma relação de lucro nem de acumular, mas de investir naquilo que ela (a igreja) acredita, que é a fé” – Vigário Flávio Campos, da Igreja de São José, de Belo Horizonte.

A sobra dos recursos doados às instituições, na maioria das vezes, é destinada à poupança ou aplicada em Certificados de Depósito Bancário (CDBs), os dois modelos mais simples de fazer o dinheiro render. Estratégias ousadas, como a compra e venda de ações, em geral, são feitas em nome dos próprios líderes dessas instituições.

Livres da obrigação de pagar impostos, as atividades ligadas à religião utilizam o mercado financeiro como porto seguro para as finanças. Ainda que tenham estrutura, hierarquia e receita dignas de grandes corporações, as igrejas exorcizam o termo lucro e não encaram a gestão dos rendimentos com naturalidade. “O lucro pode não ser a finalidade última, mas se toda instituição religiosa quer crescer de alguma forma, ela precisa ganhar mais do que gasta, e isso não deixa de ser lucro”, pondera o professor Eduardo Gusmão, do Núcleo de Estudos Avançados em Religião e Globalização da PUC de Goiás. Raríssimas igrejas prestam contas publicamente.

Devoção essencial Quando se trata de aperto do caixa divino, Minas Gerais é um dos estados em que mais aflora a importância das doações dos fiéis não só para a evangelização quanto para a manutenção das paróquias e não é por pouco. Minas se destaca na diversidade de festas em louvor de divindades e nos eventos de turismo religioso, segundo o Ministério do Turismo. O número de mineiros que se declaram católicos alcança 70,6% da população de 19,6 milhões, percentual superior à proporção no país, de 64,6% do total dos brasileiros.

Grato pelas bênçãos recebidas, Antônio Santos contribui para a igreja que frequenta, para ser ajudado por Deus
Grato pelas bênçãos recebidas, Antônio Santos contribui para a igreja que frequenta, para ser ajudado por Deus

Segundo a Arquidiocese de Belo Horizonte, formada por uma rede de 273 paróquias espalhadas por 28 municípios da região metropolitana, algumas delas com mais de uma igreja, são as contribuições da fé que bancam o dia a dia. O dízimo (contribuição mensal), a coleta (dinheiro recolhido na hora da missa) e as doações em qualquer tempo representam a principal fonte de manutenção das paróquias. A fé também constrói. Com orçamento de R$ 100 milhões, as obras da Catedral Cristo Rei, de Belo Horizonte, projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, morto em dezembro de 2012, foram iniciadas em novembro do ano passado. As doações bancam os serviços, somando até o momento 20% dos recursos necessários.

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“O Brasil vai passar vergonha”, diz Rivaldo sobre a Copa do Mundo

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Publicado no no UOL

Com a autoridade de quem já ganhou um mundial pelo Brasil em 2002, o meia-atacante Rivaldo, do Mogi Mirim, falou sobre a preparação do país para a Copa do Mundo de 2014. E o veterano não tem previsões nada otimistas.

“Nós já sabíamos que isso aconteceria, mas não quero mais dar minha opinião sobre isso. Falei outras vezes que o Brasil não tem condições de fazer a Copa do Mundo. Vai ser difícil, o Brasil vai passar vergonha”, declarou para a rádio Jovem Pan após a goleada sofrida pelo seu time contra o São Paulo, por 4 a 0, pela segunda rodada do Paulistão.

Não é a primeira vez que Rivaldo manifesta uma opinião contrária à realização de mais uma edição da Copa do Mundo no Brasil. O meia-atacante já havia criticado o Mundial-2014 em junho do ano passado, época que os protestos se intensificaram na realização da Copa das Confederações.

“É uma vergonha estar gastando tanto dinheiro para esta Copa do Mundo e deixar os hospitais e escolas em condições precárias”, falou Rivaldo na época, assumidamente em tom de desabafo.

“Precisava desabafar, pois já fui pobre e senti na pele a dificuldade de estudar em escola pública e não ter um bom serviço de saúde”, justificou.

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Morar no Brasil é ‘sonho’ internacional

País está entre os 12 mais cobiçados para se mudar em pesquisa feita com 65 e foi citado em dois terços das nacionalidades estudadas

Lucas de Abreu Maia e Rodrigo Burgarelli no Estadão

O Brasil é um dos 12 países mais cobiçados para se morar, segundo uma série de pesquisas feitas em 65 nações pelo WIN – coletivo dos principais institutos de pesquisa do mundo – e tabulada pelo Estadão Dados. O crescimento econômico na última década, aliado à boa imagem cultural do País no exterior, fizeram com que o Brasil fosse citado como destino dos sonhos por moradores de dois em cada três países onde foi feito o estudo.

Bruna Almeida/Estadão Brasil é o único da América Latina, o único Bric e a única nação ocidental em desenvolvimento
Bruna Almeida/Estadão
Brasil é o único da América Latina, o único Bric e a única nação ocidental em desenvolvimento

Na lista dos destinos mais cobiçados por quem não está feliz na terra natal, o Brasil é o único da América Latina, o único Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, China e Índia) e a única nação ocidental em desenvolvimento. As pesquisas foram feitas no fim do ano passado e ouviram mais de 66 mil pessoas ao redor do globo. Elas foram questionadas se gostariam de morar no exterior se, hipoteticamente, não tivessem problemas como mudanças ou vistos e qual local elas escolheriam. Por isso, os resultados dizem mais sobre a imagem dos destinos mencionados do que com imigrantes em potencial.

Se esse desejo virasse realidade, o Brasil receberia em torno de 78 milhões de imigrantes nesse cenário hipotético. Mas, em um mundo sem fronteiras, a população do País diminuiria – 94 milhões de brasileiros se mudariam para outras nações, se pudessem. Ainda assim, 53% dos brasileiros não desejam emigrar, porcentual acima da media mundial.

Quem mais tem vontade de vir para o Brasil são os argentinos: 6% se mudariam para cá se tivessem a chance. O Brasil também está entre os cinco mais cobiçados por peruanos e mexicanos. Mas não são apenas latinos que gostariam de viver aqui. Os portugueses acham o Brasil mais atrativo do que a Alemanha, os italianos o preferem à França, os australianos o consideram o segundo país mais desejável, os libaneses o colocam em posição tão alta quanto a Suíça e até no longínquo Azerbaijão o Brasil aparece entre os quatro destinos mais sonhados, na frente até dos Estados Unidos.

Liderança. Os EUA são, previsivelmente, o destino mais desejado por quem quer imigrar no mundo. O ranking segue com outros países ricos, como Canadá, Austrália e nações da Europa ocidental. Quebram a hegemonia das grandes potências apenas Brasil, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – os dois últimos, não por acaso, países de renda alta por causa do petróleo e destino desejado principalmente por muçulmanos. De todos esses países, o único que não tem histórico recente de imigração considerável é justamente o Brasil.

Para Alberto Pfeifer, professor de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP), os entrevistados possivelmente deram respostas utópicas. “Em um mundo em que não houver barreiras, lógico que muita gente gostaria de morar na zona sul do Rio.” Ainda assim, ele defende que o crescimento econômico dos anos 2000 foi crucial para “colocar o País no mapa da imigração”.

A diplomata Liliam Chagas de Moura estuda o chamado “soft power” brasileiro – a capacidade de um país de exercer influência por meio de sua cultura e hábitos políticos. “Temos uma cultura diversa e riquíssima, somos uma democracia e somos reconhecidos em nossa política externa por ser um país pacífico”, diz, acrescentando que essas características definem a “marca Brasil” no exterior. “Já morei em diversos países e, ao nos apresentarmos como brasileiros, recebemos uma empatia imediata.”

Foi essa empatia que atraiu a portuguesa Sara Mendonça, de 26 anos. Ela é gerente de marcas e se identificou com o País ao fazer intercâmbio no Rio. Há seis meses, ela se mudou definitivamente para Campinas.

“No momento, aqui tem muito mais oportunidades do que a Europa. Ganha-se melhor”, diz Sara, que antes morava na Espanha. Ela conta que perdeu um pouco da qualidade de vida, mas pensa em ficar alguns anos mais. “Não penso em ficar para sempre. Quero ficar até a situação na Europa melhorar ou a do Brasil piorar.”

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