Arquivo da tag: Brasil

12 motivos para acreditar que o Brasil pode vencer a Alemanha sem Neymar

Publicado no UOL

Comoção nacional: Neymar está fora da Copa. A Copa do Mundo que o Brasil esperou para ver Neymar conquistar agora está carente de seu protagonista. A joelhada de autoria do lateral colombiano Camilo Zuñiga não só tirou o camisa 10 da seleção brasileira da competição, mas também todas as esperanças de título de boa parte da torcida brasileira. Mas o Brasil não é só Neymar. E a Alemanha, adversário da semifinal na terça-feira, já mostrou contra Gana e Argélia que não é todo esse enorme obstáculo. Veja alguns motivos para acreditar na vitória mesmo sem o craque:

1. Neymar não vai voltar

ney1Para começar, é bom pontuar: Neymar não fará tratamento com infiltrações de antinflamatório ou à base de placenta de égua para jogar uma possível final. A Copa do Mundo acabou para ele. O Brasil, agora, pensa APENAS com os outros 22 jogadores.

2. Neymar não jogou bem contra Chile e Colômbia

ney2Camisa 10, excelente jogador, próximo melhor do mundo. Neymar decidiu a Copa para o Brasil na fase de grupos. Dois gols contra a Croácia, dois gols contra Camarões, boa atuação contra o México. Não fosse ele, a história provavelmente teria sido outra. Mas foram os zagueiros – David Luiz, principalmente – que decidiram as partidas contra Chile e Colômbia, nas oitavas e quartas de final. Neymar teve até atuação apagada.

3. A Argélia quase tirou a Alemanha das quartas de final

ney3A seleção da Argélia certamente não foi uma das favoritas nos bolões por todo o Brasil. Mas surpreendeu. Comandada pelo técnico bósnio Vahid Halilhodzic – o mais irritado e um dos mais competentes dessa Copa –, superou o favoritismo da Rússia e se classificou para as oitavas na segunda posição do Grupo H. Pegou a Alemanha e obrigou a melhor atuação do time de Joachim Löw na Copa. Segurou o 0 a 0, levou o jogo para a prorrogação e ofereceu perigo antes de acabar derrotada. E a Argélia passou longe de ter um craque como Neymar.

4. Gana EMPATOU com a Alemanha

ney4Gana também não tem Neymar. Não tem Oscar, não tem David Luiz, não tem Júlio César. Não tem ninguém. Tem briga de jogador com membro da comissão técnica, dinheiro do bicho chegando na concentração, jogador fumando no alojamento… e EMPATOU com a Alemanha. Sim, durante a fase de grupos. E não, a Alemanha não estava classificada ainda. Gana.

5. A Alemanha também não tem um de seus protagonistas

ney5Ele não é tão importante para a Alemanha quanto Neymar é para o Brasil, mas foi um dos melhores – senão o melhor – jogadores da última temporada alemã: o meia Marco Reus, do Borussia Dortmund, sofreu uma lesão no joelho em um amistoso às vésperas da Copa do Mundo, e teve de ser cortado.

6. O Brasil venceu a Copa de 1962 sem um tal de Pelé

ney6“Ah, mas aquele time tinha o Garrincha!”. É, tinha mesmo. Mas era o desfalque de Pelé. Mesmo sem o Rei, a seleção venceu times como a Espanha do húngaro Ferenc Puskás, a Inglaterra e a Tchecoslováquia. Foi campeã do mundo mesmo após o baque de ter de competir sem o melhor jogador de futebol de todos os tempos.

7. E a Costa Rica?

A seleção da Costa Rica, aquela que tomou de 5 do Brasil na Copa de 2002, desbancou Uruguai, Itália, Inglaterra, Grécia e quase mandou a Holanda de volta para casa há alguns dias. E só por causa do desfalque de Neymar o Brasil não pode vencer?

8. Felipão já conseguiu anular o melhor jogador da Copa

A Copa é repleta de imprevisibilidades. Zebras à parte, há também duelos individuais em campo que surpreendem. Um deles foi visto no jogo entre Brasil e Colômbia, da última sexta-feira. Luiz Felipe Scolari teve que exigir de Fernandinho – um volante técnico, de passe – uma atuação nos moldes do suspenso Luiz Gustavo – de marcação forte e desarme preciso – para parar o camisa 10 James Rodríguez, até então o melhor jogador da Copa do Mundo. E assim aconteceu. Fernandinho jogou os primeiros minutos como um Sandro Goiano, bateu muito, e na marcação, depois, fez James ter a atuação mais apagada da Copa. Por que não daria certo com os alemães?

9. O jogador mais regular do Brasil volta ao time agora

E Luiz Gustavo volta. O volante foi mais regular nesta Copa do Mundo do que Neymar e David Luiz. Jogou muito bem nas quatro partidas antes da Colômbia. Contra a Alemanha, volta à equipe para reforçar o meio de campo. Tudo leva a crer que seja na vaga de Paulinho.

10. Willian, provável substituto, joga com Oscar

Felipão testou Willian em diferentes funções no treino deste domingo, na Granja Comary. Tudo leva a crer que ele será o substituto de Neymar contra a Alemanha. E o entrosamento no campo ofensivo está garantido. No Chelsea (ING), ele é companheiro de Oscar, que estará imediatamente ao lado.

11. Willian, provável substituto, joga TANTO QUANTO Oscar

ney11Willian pode ser desconhecido da maior parte da torcida brasileira por ter saído muito cedo do Corinthians. Jogou no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, e no Anzhi Makhachkala, da Rússia, antes de se transferir para o Chelsea. Apesar de não ser tão famoso, tem muito futebol: joga tanto quanto Oscar no time treinado pelo português José Mourinho. No ano, ambos fizeram mais de 40 partidas, e Willian foi até mais participativo que o camisa 11 da seleção na campanha do Chelsea na Liga dos Campeões.

12. A Copa é no Brasil

O Brasil disputa a Copa em casa. E, se falta um jogador em campo, sobra apoio nos estádios. Do hino a capela à vaia aos adversários.

Jornal alemão lista 7 motivos para Brasil não ganhar a Copa

Neste domingo, o jornal alemão Bild providenciou sua cornetada e afirmou que o Brasil não será campeão neste mundial

Sobraram críticas ao desempenho limitado da seleção, principalmente no meio de campo (foto: Getty Images/Scott Heavey)

Sobraram críticas ao desempenho limitado da seleção, principalmente no meio de campo (foto: Getty Images/Scott Heavey)

Marcelo Poli, na Exame

O dramático jogo entre Brasil e Chile no último sábado levantou discussões sobre até onde a equipe de Felipão pode chegar nesta Copa do Mundo.

Júlio César salvou a seleção na última partida, ao se mostrar decisivo na disputa de pênaltis que selou a classificação às quartas de final. Sobraram críticas ao desempenho limitado da equipe, principalmente no meio de campo.

Neste domingo, o jornal alemão Bild providenciou sua cornetada e afirmou que o Brasil não será campeão nesta Copa.

Com uma dose de irreverência, a publicação listou sete motivos para não acreditar na seleção brasileira neste mundial.

Aqui estão eles:

1 – Uma equipe não pode ser formada apenas por Neymar

2 – O Brasil não vão dar sorte nos pênaltis duas vezes

3 – Alemanha será campeã do mundo e eliminará o Brasil nas semifinais, caso o país sede chegue tão longe

4 – Nunca uma equipe foi campeã do mundo precisando de decisão por pênaltis para avançar às quartas de final

5 – Hulk joga como um personagem de desenho animado

6 – James Rodriguez e a Colômbia vêm ai, nas quartas de final

7 – A Alemanha será campeã mundial, como anteciparam os Simpsons (trata-se de um episódio do famoso desenho americano em que a Alemanha conquista a Copa do Mundo).

Vaia ao Hino do Chile: a torcida brasileira que nos envergonha para o mundo

foto: Torcedores.com

foto: Torcedores.com

Publicado por Leonardo Sakamoto

O que leva uma pessoa a vaiar o hino de outro país enquanto ele é executado em um jogo de Copa do Mundo? Entendo que, em bando, os seres humanos não raro ficam mais idiotas. Isso é facilmente comprovável, por exemplo, por algumas torcidas organizadas que compensam suas frustrações cotidianas e reafirmam identidades de forma tosca através da violência.

Contudo, não são as torcidas organizadas que preenchem as arquibancadas dos estádios de futebol nestes jogos da seleção (aliás, se fossem, ao menos empurrariam o time o tempo inteiro ao invés de ficarem em silêncio, com cara de susto e medo, diante de momentos tensos), mas grupos com maior poder aquisitivo, dado o preço de boa parte dos ingressos.

Renda pode até estar diretamente relacionada à obtenção de escolaridade de melhor qualidade. Mas escolaridade definitivamente não está relacionada com educação. Ou respeito. Ou bom senso. Ou caráter.

E considerando que, provavelmente, muitos dos que vaiaram o hino do Chile quando executado à capela foram os mesmos que, minutos depois, estavam cantando “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, posso concluir que o sujeito é guiado pela aversão do estrangeiro característica da xenofobia. Aversão potencializada e exposta pela covarde sensação de segurança por ser maioria e estar em casa.

Vaiar o hino do adversário não é uma brincadeira. Muito menos uma catarse coletiva, uma indignação contra a cantoria à capela do outro. Nem ajuda na partida. Pelo contrário, mostra para o mundo que está assistindo pela TV que nós, brasileiros, podemos ser tão preconceituosos quanto os preconceituosos que, não raro, nos destratam no exterior simplesmente por sermos brasileiros.

Aos vizinhos chilenos, portanto, peço que nos perdoem. Parte de nossos conterrâneos não sabe o que faz.

Assembleia de MG posta foto de Mick Jagger com camisa do Chile

Texto de post diz que imagem é para ‘dar força’ para a torcida do Brasil.
Rolling stone é famoso pé frio em Copas do Mundo.

Publicado no G1

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais publicou na rede social um post bem irreverente na tarde desta sexta-feira (27). A imagem mostra o rolling stone Mick Jagger com uma camisa do Chile. Na fotografia há ainda o dizer “Viva Chile”.

Assembleia de Minas posta foto de Mick Jagger com blusa do Chile "para dar uma força" para a seleção brasileira (Foto: Reprodução/Facebook)Assembleia de Minas posta foto de Mick Jagger com blusa do Chile "para dar uma força" para a seleção brasileira (Foto: Reprodução/Facebook)

Jagger é um famoso pé frio em copas do mundo. Geralmente, a seleção para qual ele torce ou veste a camisa, por tradição acaba sendo derrotada em uma partida ou eliminada da competição.

No texto postado com a foto, a ALMG pede que o músico torça para o Chile e deseja força a Seleção brasileira. “Para dar uma força na nossa torcida para o jogo de amanhã do #Mineirão, mandamos uma camiseta de presente para o nosso Rolling Stone favorito. Contamos com você, Mick!”, diz a mensagem.

Brasil e Chile se enfrentam pelas oitavas de final da Copa do Mundo, neste sábado (28) no Mineirão, em Belo Horizonte. A gerente de comunicação em mídias digitais da ALMG, Fabiola Farage, afirmou que a ideia do post com um tom mais voltado ao humor é buscar a aproximação com os internautas. “No Facebook buscamos ir  mesclando temas mais sérios e de interesses da população com assuntos mais ligados ao humor e ao cotidiano. Coisas mais leves”, disse.

Copa: Brasil bem na foto na visão dos estrangeiros

Pessimismo que predominava na imprensa mundial é substituído pelo brilho da festa

Nas ruas. Multidão comemora gol do Brasil no jogo contra a seleção de Camarões, em frente ao telão da Fifa Fan Fest na Avenida Atlântica, em Copacabana: jornais estrangeiros passaram a considerar um sucesso a Copa no Brasil (foto: Gustavo Stephan)

Nas ruas. Multidão comemora gol do Brasil no jogo contra a seleção de Camarões, em frente ao telão da Fifa Fan Fest na Avenida Atlântica, em Copacabana: jornais estrangeiros passaram a considerar um sucesso a Copa no Brasil (foto: Gustavo Stephan)

Publicado em O Globo

Quando faltava um mês para o início da Copa do Mundo, a revista alemã “Der Spiegel” publicou uma edição que trazia na capa uma Brazuca pegando fogo e cruzando o céu da Baía de Guanabara. Era um alerta explícito sobre os riscos que rondavam o Mundial. Dali em diante, muitas outras publicações — nacionais e internacionais — adotaram a mesma linha pessimista, apontando falhas em estádios, aeroportos e esquemas de segurança.

Agora, duas semanas após o início da competição, o tom mudou. Do pequeno “El Nuevo Día”, jornal que circula na província venezuelana de Falcón, ao gigante “The New York Times”, todos parecem convencidos do sucesso da Copa no Brasil. As matérias sobre problemas deram espaço à cobertura de uma verdadeira festa, exibindo provas de que o país do futebol está realmente sendo capaz de sediar o maior evento esportivo do mundo.

Nas 12 cidades-sede, o clima é de comemoração. Tanto os jornalistas quanto os turistas que nelas estão dão depoimentos nesse sentido, nos textos que seguem abaixo.

A convite do GLOBO, cientistas políticos e sociólogos analisaram o momento. Felipe Borba, professor da Universidade do Rio (UniRio) e pesquisador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj), confirma a sensação de que os medos e as dificuldades alardeados ficaram para trás.

— Não tivemos caos nos aeroportos, os estádios ficaram prontos, os turistas vieram e estão demonstrando satisfação com os serviços. Sequer as manifestações se repetiram — destaca ele. — Os problemas que existem, como falta de comida nos estádios e filas, são culpa da Fifa, que administra esses lugares e é responsável por esses serviços.

Borba ressalta que “é claro” que a mobilidade urbana poderia ser melhor, que o vaivém dos estádios “nem sempre é ideal”, mas não sente que isso tenha comprometido a organização da Copa do Mundo.

Cláudio Couto, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, diz que o que o país presencia, agora, é a sensação de que o pessimismo em torno do evento foi “exagerado”:

— Ele não se realizou, e essa percepção gerou alívio, sentimento que resulta nesse clima mais relaxado e festivo que se vê agora.

Para Couto, já circula até mesmo um “sentimento de gratificação pelo que foi feito”:

— Sempre há problemas em eventos dessa magnitude, mas parece que a Copa terá um saldo positivo para o país.

BELO HORIZONTE

‘É uma gente amável, hospitaleira e alegre’

Jornalistas e torcedores estrangeiros estão satisfeitos com Belo Horizonte. Apresentador da CN23, em Buenos Aires, Pablo Alonso se diz admirado com a receptividade do brasileiro.

— É uma gente muito amável, hospitaleira e alegre — afirmou Alonso, que só não aprovou os preços cobrados no Mineirão. — Paguei R$ 600 pelo ingresso. Lá , a cerveja custa R$ 10 e o refrigerante, R$ 8. A festa da Fifa é para quem tem dinheiro.

Os torcedores belgas Marc e Stephan Peerans ficaram três dias na capital mineira.

— Antes de vir pra cá, recebemos vários alertas para tomar cuidado com assaltos e violência. Mas até agora está tudo maravilhoso. As pessoas são muito atenciosas e educadas — disse Marc.

Já para Álvaro Ceciliano, da Costa Rica, o maior destaque da cidade foi a organização:

— Consegui me locomover sem problema.

BRASÍLIA

‘O ambiente é maravilhoso, o país para na hora dos jogos’

A capital cujo traçado não privilegia pedestres ganhou um “calçadão” na Copa. Na rota do estádio Mané Garrincha, um shopping center e a praça de alimentação da Torre de TV, atração turística da cidade, viraram ponto de encontro antes e depois dos jogos.

Foi assim anteontem, quando a seleção brasileira goleou a de Camarões. O estudante de engenharia colombiano Mario Rojas recorreu à “arquibancada” dentro do shopping para ver o jogo:

— O ambiente daqui é maravilhoso, porque o país inteiro para na hora dos jogos.

O shopping tornou-se destino até de quem não planejou fazer uma parada técnica lá antes de ir para o Mané Garrincha. Um grupo de paulistas aceitou carona de um brasiliense que ia para o shopping.

— Hospitalidade nota mil dos brasilienses. Se não fosse ele, estaríamos agora debaixo do sol na porta do estádio — afirmou a paulista Maria Inês Moane.

CURITIBA

‘Mundial do Brasil está melhor do que a última Eurocopa’

Há alguns dias, o jornalista venezuelano Oscar Gonzales enviou ao pequeno “El Nuevo Día” uma reportagem em que se mostrava surpreso com a organização da Copa do Brasil.

— Só se falava em violência, em atrasos nas obras, em problemas e protestos. O que vi em São Paulo, Porto Alegre e aqui em Curitiba é uma festa muito alegre e bem organizada.

Vestido de toureiro, o espanhol Pablo Hernandes curte o campeonato ao lado dos amigos Juan Hochorán e Miguel Ibañez, e os três afirmam que o Mundial está “melhor do que a última Eurocopa”, realizada em 2012 por Polônia e Ucrânia.

— Não há estádios inacabados, ruas de terra em volta dos estádios, como na Polônia. Está muito diferente do que ouvíamos na Espanha —– diz Hernandes.

— Fui à Copa de 2006, na Alemanha. É claro que o transporte lá é melhor. Mas a organização do Mundial está excelente. Há um cuidado muito grande com o torcedor — completou Ibañez.

SALVADOR E CUIABÁ

‘Extraordinárias, as pessoas ajudam muito os visitantes’

O Brasil não deve nada aos outros países que serviram como sede da competição. É o que afirma Simon Hart, que acompanha os jogos em Salvador para o jornal inglês “The Independent”.

— Aqui, a experiência tem sido bastante agradável. Tudo me parece organizado, funcionando bem. E a Fonte Nova é linda.

O jornalista colombiano Jorge Ceballos, que escreve de Cuiabá para um site esportivo de Cartagena, concorda:

— Está tudo absolutamente perfeito. A organização é maravilhosa, as pessoas são extraordinárias e ajudam muito os visitantes.

Mais crítico, o fotógrafo Watara Sekita, do jornal “Asahi Shimbun”, de Tóquio, disse que a organização na Copa do Japão e Coreia foi melhor.

— Furtaram a câmera de um colega meu no ônibus da imprensa, em Natal.

MANAUS

‘A organização aqui foi muito boa. As pessoas são cordiais’

Antes de chegar à capital amazonense para cobrir os quatro jogos que ocorreriam na cidade, a jornalista alemã Ulrike Weinrich, da agência de notícias Sports-Information Dienst, estava em Paris, enviando notícias sobre o elegante Aberto de Tênis de Roland Garros, na França. Em 2002, ela foi à Copa da Coreia do Sul e Japão. Diz-se experiente em eventos da Fifa. Agora, sem pestanejar muito, afirma:

— A organização aqui foi muito boa. Aqui no Brasil, as pessoas são cordiais. Não há muitos que falem inglês. Muito menos alemão, mas os brasileiros são cordiais. Tentam ajudar e realmente conseguem, porque põem o coração em tudo que fazem.

Vinda de uma nação em que o futebol também é tido como paixão nacional, Ulrike se impressionou com a forma como o esporte é encarado por aqui.

— No Brasil, futebol é uma religião — resume a jornalista.

SÃO PAULO

‘Nas manifestações, tem outros aproveitando a situação’

Jornalistas estrangeiros que estão no Brasil elogiam a simpatia do povo e a beleza natural do país, mas reclamam da sensação de insegurança, de preços altos e da “esperteza” de alguns brasileiros.

— Acho que não tem muita segurança, e há muita burocracia e preços altos — diz Reza Balapoor, da TV Irã, que passou por São Paulo, Rio, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador.

O português Miguel Henriques, do SAPO Desporto, não se preocupou com os protestos:

— Vejo que nas manifestações tem muita gente com razão, mas outros aproveitando a situação.

Mas reclamou de problemas com o carro:

— A locadora me cobrou indevidamente um valor na fatura final, que não constava do contrato. Em Salvador, cheguei ao meu carro e tinha uma pessoa lá dentro, sentada no banco do passageiro. Não roubou nada, talvez porque eu tenha chegado a tempo.

* Participaram desta cobertura André Miranda, Carol Knoploch, Cláudio Nogueira, Cristina Tardáguila, Demétrio Weber, Ezequiel Fagundes, Gabriela Valente, Henrique Gomes Batista, Lauro Neto e Ronaldo D’Ercole.