‘Jovem é de esquerda porque o pai sustenta’, diz Roger do Ultraje a Rigor

Roger Moreira no cenário do programa 'The Noite', nos estúdios do SBT em Osasco (foto: Reinaldo Canato/UOL)
Roger Moreira no cenário do programa ‘The Noite’, nos estúdios do SBT em Osasco (foto: Reinaldo Canato/UOL)

Publicado no F5

O vocalista do Ultraje a Rigor, Roger Moreira, 57, é conhecido por não ter papas na língua, muito menos quando o assunto é política.

O músico afirma que possui características das duas tendências, sendo que seu lado de direita, segundo ele, era expresso por ser “um cara honesto, trabalhador”.

“A esquerda é desonesta e vagabunda a maior parte das vezes”, disse à revista. “Jovem é de esquerda quase que 100%. Por quê? Porque o pai sustenta. Marx viveu a vida inteira de favor”, disse em entrevista a edição de outubro da revista “Playboy”.

Em agosto deste ano, Roger travou uma briga com o jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva, 55, através das redes sociais.

O imbróglio começou durante a Flip, quando Paiva, em mesa sobre o golpe militar no Brasil, usou Roger como exemplo de alguém que desconhece aquele período histórico. Como resposta, Roger escreveu as mensagens no Twitter, e as apagou em seguida.

À revista, Roger voltou a criticá-lo: “Um cara que tem família e resolve entrar na luta armada e apoiar o comunismo, não acho que está fazendo o que devia”.

Para Roger, há um paralelo entre as motivações da atuação política de Rubens Paiva e os escândalos de corrupção dos mandatos de Lula e Dilma.

“O pai dele foi um jornalista muito bom, mas falar que lutou por mim? Não lutou. No comunismo, os fins justificam os meios. ‘Atirei em militar, joguei bomba, seques­trei, mas tudo isso é justificável porque estava lutando por um bem maior’.”

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Até que as eleições nos separem

Mariliz Pereira Jorge, na Folha de S.Paulo

charge: Internet
charge: Internet

Na contabilidade do barraco eleitoral, nesta guerra de farpas verbais, deixei de ler os posts de uma amiga, que virou uma maleta desbocada, e deletei dois colegas que se achavam cientistas políticos. Em época de eleição, todo mundo se acha e esfrega, sem cerimônia, sua estupidez, sua prepotência e sua ignorância na timeline alheia.

Quando vejo alguém panfletando, sempre penso: prefiro você bêbado às 5h da manhã, gritando “toca Raul”. Detesto Raul Seixas, mas não terminaria amizade com ninguém por causa do seu desgosto musical. Convivo com gente que curte pagode, sertanejo, funk. Nenhuma amizade desfeita. Uma vez peguei carona com uma amiga e vi no carro um adesivo escrito “sou chicleteira”. É pessoa do bem, apesar disso. Só não ando mais de carro com ela.

É claro que também caio na cilada de me achar bem mais sabida do que alguém que pensa diferente de mim. Não é raro ler um post e pensar: que imbecil. Eu mesma devo ter me revelado imbecil para algumas pessoas, apenas porque não penso, não voto e não quero para mim o mesma que elas. Todo mundo certo. Todo mundo errado. Todo mundo mordido pela mosquinha da vaidade de ter razão, de ser mais inteligente do que os outros.

Prometi que evitaria embates por causa das eleições. Que iria escolher bem as brigas e só gastar o latim se valesse a confusão, porque está difícil ficar do lado de qualquer candidato. Mas as discussões entre os apaixonados são piores que briga de torcedor de time que caiu pra série B. O sujeito insiste que “meu escolhido é menos ruim que o seu”.

A sua candidata é arrogante e incompetente. O seu é cheirador e baladeiro. A sua é pau-mandado de pastor. Só não arruma encrenca quem diz que vai votar no Eduardo Jorge porque ele é muito engraçado no Twitter. Ninguém fala do que interessa. Só observo a rinha.

Sempre gostei de política. Quis ser jornalista pra escrever sobre o assunto, mas meus chefes nunca botaram fé. Eles me achavam loira demais, alegre demais e baladeira demais para cobrir um assunto tão árido. Escalavam a loira para fazer o tricô, os assuntos menos nobres do jornal. Ainda bem. Talvez eu estivesse me engalfinhando pela internet se continuasse tão entusiasmada pela pauta.

Sigo praticamente em jejum nas redes sociais para evitar desentendimentos. Afora um quiproquó aqui, outro acolá. Ninguém mais respeita a timeline alheia. Pessoal entra de sola, sem pedir licença, e economiza na educação. Ninguém quer conversar, debater, trocar ideias. Todos só querem provar suas teorias e fazer valer suas opiniões.

Quer bater boca? Me chame no inbox. Abro uma cerveja e faço de conta que estou no bar. O bom e renegado bar, reduto para falar de política, concordar e discordar de tudo, dividir a conta e ir embora na paz. Quando paramos de ir ao bar falar de política? Agora é tudo dentro de casa, atrás do computador.

Estou contando os dias para o fim dessa eleição. De um ano para cá, é muito assunto polêmico e pouca maturidade da nossa parte para debater. Visita do papa, futebol e eleição, tudo na sequência. Não sei como as amizades resistem. Que acabe logo esse ano para que a gente possa voltar a postar o que realmente interessa nas redes sociais: dieta, vida alheia, pratos de comida e pores do sol.

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Marcelo Paiva e Roger travam duelo sobre a ditadura militar

O escritor Marcelo Rubens Paiva durante mesa sobre a ditadura militar na Flip, no início do mês (foto: Danilo Verpa - 2.ago.2014/Folhapress)
O escritor Marcelo Rubens Paiva durante mesa sobre a ditadura militar na Flip, no início do mês (foto: Danilo Verpa – 2.ago.2014/Folhapress)

Juliana Gragnani, na Folha de S.Paulo

Na semana passada, o vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger Moreira, 57, apagou do Twitter mensagens (reproduzidas abaixo) em que atacava o jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva, 55. Mas isso não quer dizer que tenha se arrependido.

À Folha, o autor da canção “Inútil” admitiu ter sido “extremamente grosso”, mas reiterou suas declarações e disse que o jornalista “pode ter sofrido lavagem cerebral”. Paiva não quis comentar as declarações.

FLIP

O imbróglio começou durante a Flip, em 2/8, quando Paiva, em mesa sobre o golpe militar no Brasil, usou Roger como exemplo de alguém que desconhece aquele período histórico.

Como resposta, Roger escreveu as mensagens no Twitter, e as apagou em seguida.

Paiva causou comoção ao chorar quando falou do pai, o deputado Rubens Paiva, morto sob tortura na ditadura militar.

“Não sofri na ditadura porque não estava fazendo merda. A pessoa tem que saber quais são os riscos do que está fazendo”, afirma Roger. O cantor diz ter vivido “uma vida absolutamente normal” durante o período. “Era melhor do que essa ditadura disfarçada que vivemos hoje.”

Roger diz que a lavagem cerebral é “um processo de anos e anos” praticado por militantes da esquerda.

Para o cantor, é mais difícil “lavar o cérebro” de quem, como ele, pertence à Mensa, organização que reúne pessoas com QI alto. “Você pode ser uma peneira ou uma esponja. Nós somos peneiras.”

Questionado sobre se suas preferências políticas são de direita, afirmou que a repórter também estava “com o cérebro lavadinho”. Respondeu que votará em quem “tirar o PT do poder”, Aécio Neves (PSDB) ou Marina Silva (provável candidata do PSB).

INÚTIL

O humorista do “Porta dos Fundos” João Vicente de Castro, filho do jornalista Tarso de Castro, um dos fundadores do jornal “O Pasquim”, entrou na briga na sexta (15).

Ele escreveu uma mensagem no Instagram a Roger. “Quem estava fazendo merda era o seu pai, que criou um homem simplista, preconceituoso como você (…) Você é realmente inútil”, diz o texto.

Roger contra-atacou: “Uma pena que o filho de um escritor tão brilhante seja tão tapado. Resultado de anos de lavagem cerebral. Ele acha que o pai dele é um herói que lutou por mim. Uma mentira repetida tantas vezes”.

Atualmente, Roger toca no “talk show” do SBT “The Noite”, e também faz “comentários inteligentes” (segundo o site do programa) no quadro “O Homem do QI 200″.

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‘Selfie’ de macaco gera briga entre fotógrafo e Wikipédia

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Publicado no Terra

A wikimedia, empresa americana por trás da Wikipédia, recusou diversos pedidos de um fotógrafo para remover uma de suas fotos, que foi usada online sem sua permissão. O argumento da companhia é que a imagem não pertence ao fotógrafo, já que foi tirada por um macaco. As informações são do Telegraph.

A selfie do macaco foi tirada em 2011, quando o fotógrafo britânico David Slater estava na Indonésia fotografando a espécie Macaca nigra. Um dos animais roubou a câmera de Slater e tirou centenas de selfies. Muitas ficaram embaçadas, mas outras fotos ficaram ótimas e Slater ficou famoso com o ocorrido.

O profissional alega que a decisão da Wikimedia de manter a foto em seu banco de dados, do qual qualquer um pode usar sem precisar pagar por direitos autorais, está atrapalhando sua fonte de renda. Enquanto ele luta pela autoria da foto, a empresa diz que a imagem foi tirada pelo próprio macaco, portanto não pertence a ele.

O fotógrafo está gastando cerca de 10 mil libras para levar o caso à Justiça, e também afirma que gastou com a viagem e os equipamentos usados para tirar as fotos. “Para cada 10 mil fotos que eu tiro, uma dá dinheiro, o que me permite continuar na profissão. E esta é uma dessas imagens”, justificou Slater.

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Jean Wyllys cita ‘covil de ladrões’ para falar de novo templo da Igreja Universal

Reação de evangélicos leva deputado a ironizar erros de português dos internautas

jean_wyllysPublicado em O Dia

Após um comentário crítico sobre a inauguração do Templo de Salomão, a nova sede da Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo, o deputado federal Jean Wyllys (Psol) travou uma verdadeira batalha religiosa com seus leitores nas redes sociais. O parlamentar, conhecido por legislar em favor de minorias, postou uma mensagem bíblica, em seu Facebook, afirmando que os líderes da igreja evangélica comandada pelo bispo Edir Macedo estão a transformando em um “covil de ladrões”.

“Lendo atentamente esta matéria, só me veio, à mente, as palavras (sic) de Jesus, segundo o Evangelho de Mateus, que ouvi lá nos meus tempos de Pastoral da Juventude do meio popular: Está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração'; mas vocês estão fazendo dela um ‘covil de ladrões'” (Mateus, 21, 13)”, escreveu ele na tarde de ontem, comentando uma reportagem que tratava da inauguração.

O Templo de Salomão, obra faraônica erguida no Brás, em São Paulo, foi inaugurado ontem em uma solenidade pomposa e repleta de autoridades, como a presidenta Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O comentário provocou uma avalanche de respostas contrárias à manifestação do deputado. A assessoria do deputado se encarregou da tréplica, por vezes ríspida ou irônica . Um dos internautas chamou o deputado de “escroto ipocrita” e “acefalo dos inferno” (sic). Em resposta, a assessoria ironizou os erros de português: “a língua lhe manda lembranças. Está incomodado com as palavras de Jesus? Vai chamar Jesus de ‘acéfalo dos infernos’ – cadê o uso correto dos plurais e dos acentos, meu Deus?”.

Nesta sexta-feira, o senador Marcelo Crivela (PRB), da Igreja Universal, recebeu representantes da comunidade LGBT para se explicar sobre as declarações de que o homossexualismo é pecado.

 

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