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“Consegui convencê-lo pela canseira”, diz pai de black bloc

Motorista Osvaldo Baldi, de 50 anos, afirma que buscou o filho na manifestação para protegê-lo da reação da polícia

Pai tenta convencer o filho a deixar protesto e ir para casa (foto: Reprodução/Globo News)

Pai tenta convencer o filho a deixar protesto e ir para casa (foto: Reprodução/Globo News)

Mariana Zylberkan, na Veja on-line

Certo de que o pior poderia acontecer, o motorista Osvaldo Baldi, de 50 anos, não relutou em sair de casa e se infiltrar no meio de mascarados que se preparavam para ocupar a linha de frente do protesto que tentou fechar a avenida Radial Leste, principal via de acesso ao estádio Itaquerão, no dia de abertura da Copa do Mundo no Brasil, na última quinta-feira. Entre os mascarados, estava Renan Molina, seu filho de 16 anos. Ao avistá-lo no meio da multidão pela TV, com uma camiseta preta cobrindo o rosto, ao estilo da tática black bloc, o motorista o puxou pelo braço e deu início a uma longa discussão para convencê-lo a voltar para casa. Alguns mascarados até tentaram impedi-lo, mas ele repetiu firmemente: “Ele é meu filho”. O embate familiar foi flagrado pela imprensa mundial e o vídeo tornou-se assunto do dia nas redes sociais.

No vídeo, pai e filho rebatem argumentos por longos minutos. “Você é meu filho e eu não o criei para isso”, insistiu o pai. Em determinado momento, os manifestantes intervêm a favor do garoto e fazem coro de “Deixa, deixa”. “Consegui convencê-lo pelo cansaço. Sabia que a polícia não ia deixar barato uma confusão na abertura da Copa e fiquei com medo de ele levar um tiro de borracha no olho ou se machucar gravemente”, diz o motorista.

Ele conta que ficou tão nervoso que nem percebeu a multidão e a grande quantidade de câmeras que acompanharam a discussão entre pai e filho. “Só percebi depois, me senti o próprio palhaço no circo.”

Naquele dia, Renan havia dito para a mãe que iria andar de skate no CEU Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo. A mãe só percebeu que o filho havia se mentido em encrenca quando o viu pela TV em meio ao protesto. Mesmo com o rosto coberto pela camiseta, a mãe reconheceu as roupas e o jeito de andar de Renan.

Renan já havia ido a outras manifestações, acompanhado pela mãe, mas a da última quinta-feira foi a primeira a participar com o rosto coberto. “Somos a favor dos protestos, desde que defendam causas justas, como a redução da tarifa do transporte público no ano passado, e sempre de cara limpa. A partir do momento que meu filho cobriu o rosto, ele perdeu o direito de reivindicar qualquer coisa”, diz Baldi.

No vídeo, uma das primeiras coisas que o pai faz ao ver o filho é lhe arrancar a camiseta preta do rosto. Segundo ele, o filho não é black bloc. Depois de muita discussão, o pai conseguiu demover o filho da ideia de participar do protesto da Copa e voltaram para casa. Demorou um pouco para o assunto ser retomado pela família. “Cheguei exausto, a descarga de adrenalina foi muito forte.”

Passado o nervoso, Baldi começou a se dar conta da dimensão da bronca que havia dado no filho. Ele ainda tenta entender os motivos por trás de tanta repercussão. “Cumpri meu papel de pai. Se tiver que ir de novo, eu vou.”

Esse anúncio fará você pensar sobre a violência doméstica

publicado no Adnews

Experimentos para detectar a reação das pessoas com relação a um produto ou situação representam uma forte tendência na propaganda. Recursos como câmeras escondidas também tem sido utilizados recorrentemente.

O último deles retrata a ação das pessoas que testemunham a violência doméstica. A campanha #ViolenceIsViolence foi criada pela fundação ManKind Initiative, que luta para acabar com a violência no Reino Unido.

A simulação aconteceu nas ruas de Londres e envolveu um casal de atores, que discutia até chegar às vias de fato. O filme que você verá a seguir mostra a reação das pessoas em duas situações distintas, primeiro o homem no papel de agressor, e depois no papel de vítima.

Confira o filme:

Baterista do Black Keys renova ódio a Justin Bieber: “Um idiota irresponsável de merda”

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Publicado na Rolling Stone

Em fevereiro de 2013, Patrick Carney acidentalmente deu início à maior briga (virtual) de sua vida, inflamando beliebers – os muitos e devotados seguidores de Justin Bieber – quando um câmera do site TMZ perguntou, do lado de fora do hotel Chateau Marmont (em Los Angeles) se o pop star deveria se sentir mal por não ter tido uma indicação ao Grammy. A esposa do baterista do Black Keys implorou para que ele fosse embora, mas, ao mesmo tempo, ele respondeu: “Os [prêmios do] Grammy são dados pela música, não pelo dinheiro, e ele está fazendo muito dinheiro. Ele deveria estar feliz”.

Um comentário inofensivo, mas o tuíte de Bieber no dia seguinte – “o baterista do Black Keys deveria tomar uns tapas por aí haha” – declarou guerra. “Eu realmente quero te matar AGORA”, disse um belieber. “Você é um cara qualquer que tem apenas um hit. Justin Bieber vem fazendo isso há ANOS”, escreveu outro. Carney: “Verdade”.

“Justin Bieber, como um idiota irresponsável, colocou 40 milhões de seguidores no Twitter contra mim porque dei a ele um elogio que ele não entendeu”, diz Carney à Rolling Stone EUA. Como exatamente foi o elogio? “Disse que ele deveria se sentir bem porque tem uma carreira na música. E ele não deveria estar dizendo a porra dos seguidores dele para me baterem, e depois ainda fazer essa merda anti-bullying. É totalmente irresponsável.”

Carney ainda atacou dúzias de fãs de Bieber durante semanas seguidas. “Eu basicamente comecei a ser chamado de gay, sabe? Todos esses jovens, que não sabem o que estão dizendo, dizendo essas coisas totalmente inapropriadas. E esses jovens são apenas estúpidos.”

“Quero dizer, Justin Bieber é um retardado de merda”, continua Carney. “E isso é o fundamento do que eu estava dizendo. Daí ele vai e diz que eu deveria tomar uns tapas? Honestamente, me sinto mal por ele. Toda pessoa que trabalha com ele deveria sentir vergonha por não sentir… Ninguém está fazendo nenhum favor para ele, sabe? E, honestamente, eu não desgosto da música dele. Não escuto a música dele, mas ele precisa parar de fazer isso. Tipo, realmente, você ganha milhões de dólares tocando música, você deveria se considerar muito sortudo.”

A situação fez com que Carney pensasse sobre o poder da mente (seu amigo Harmony Korine sugeriu que ele assistisse ao estranho filme The Peanut Butter Solution (1985), de Michael Rubbo, sobre um professor que rapta crianças e usa o controle da mente para forçá-los a fazer poções mágicas).

“Se você é um perdedor com 34 anos de idade como eu, e vai à conta do Justin Bieber no Twitter como um pervertido total toda vez que ele se mete em encrenca, você deveria olhar os tuítes dele no dia seguinte. É sempre: ‘Eu amo muito vocês, sempre acredite, nunca pare de acreditar’”, ele diz. “É muito manipulador! E qualquer um que diga a ele que tudo bem, qualquer um que esteja vendo isso e pensando ‘essa manipulação é aceitável’, deveria realmente sentir vergonha de si mesmo”.

Pai de santo é morto em suposto crime de intolerância religiosa, na Zona Norte de Manaus

Rafael da Silva Medeiros, 28, morreu depois de ser esfaqueado durante uma briga entre vizinhos no bairro Cidade Nova. Moradores de religiões diferentes mantinham desentendimento há anos

O homicídio aconteceu na noite de sábado (3), na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital (foto: Antônio Lima)

O homicídio aconteceu na noite de sábado (3), na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital (foto: Antônio Lima)

Vinicius Leal, no A Crítica

Os motivos para um homicídio ocorrido neste fim de semana em Manaus serão questionados na manhã desta segunda-feira (5), às 8h, na sede do Governo do Amazonas por representantes de entidade que defende os direitos dos povos tradicionais de matriz africana. Rafael da Silva Medeiros, 28, que era pai de santo, foi morto a facadas em crime com supostas motivações de intolerância religiosa.

Na rua 93, núcleo 11, bairro Cidade Nova, Zona Norte, na noite de sábado (3), Rafael tentou apartar uma briga entre duas vizinhas que mantinham um desentendimento por conta da escolha religiosa de cada uma. Ele acabou atingido com dois golpes de faca no pescoço e nas costas deferidos por um homem identificado como “Raizinho”, que seria filho de uma das vizinhas.

“Há mais de duas semanas essa situação estava bastante tensa. A mãe do assassino fez muitas confusões com a vizinhança. Ela é evangélica e a dona da casa onde aconteceu o assassinato é do candomblé. Ele (‘Raizinho’) estava alcoolizado e drogado, e se meteu na discussão da mãe com a vizinha. E deu nisso”, relatou Alberto Jorge, da Articulação Amazônica dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama).

A vítima era carioca e, como de costume, segundo a polícia, estava em Manaus de férias na casa de amigos. Durante a briga, “Raizinho” estava armado e teria empurrado a vizinha do candomblé, que carregava uma criança no colo. Rafael foi acudi-la e acabou esfaqueado. “Há gravações no Whatsapp dele pedindo socorro. Esse é sim mais um caso de intolerância religiosa”, disse Alberto Jorge.

Rafael chegou a ser levado ao Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo, na Zona Leste, mas não resistiu aos ferimentos. O caso já está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), que ainda não localizou e nem tem o nome completo de “Raizinho”. Familiares de Rafael estão vindo do Rio de Janeiro para autorizarem a liberação do corpo no Instituto Médico Legal (IML).

Sede do Governo

Conforme o representante da Aratrama, os membros da entidade se reuniram no domingo (4) e decidiram cobrar uma atitude do poder público sobre o assassinato de Rafael. “Entramos em contato com o Evandro Melo (secretário de Governo do Amazonas) e denunciamos essa situação de inoperância do Estado, de total falta de interesse e falta de resposta. É uma situação de guerra religiosa, reflexo do que acontece em todo o Brasil”, disse.

“Esse seria apenas um caso se não fosse somado aos três outros incidentes de 2012 e aos dois assassinatos de 2013. Isso foi só o grosso que pegamos”, disse Alberto. Segundo ele, ainda houve um caso de ameaça de morte por intolerância religiosa em 2011, outro de ameaça e um de agressão física em 2013 e um caso de ameaça já em 2014.

Conforme Alberto Jorge, todos os crimes são estudados e as denúncias de intolerância religiosa são enviadas à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas e para duas secretarias da Presidência da República: a de Direitos Humanos (SDH) e a de Promoção de Política de Igualdade Racial (Seppir).

Omissão

O representante da Aratrama denuncia, ainda, a omissão do Estado brasileiro sobre crimes de intolerância religiosa. “Ele (Rafael) pediu socorro da polícia e esse socorro não chegou. É omissão do aparelho policial. O Estado tem se feito de inocente. A gente pede ajuda e não tem resposta”, disse. “O povo de matriz africana vem sofrendo e não tomam providências por conveniências políticas. Quem hoje é curral eleitoral? Os evangélicos. O Estado se diz laico, mas no fundo é teocrático”.

Guloseima pode ajudar a evitar briga conjugal, segundo pesquisa

Baixos níveis de glicose no sangue tornam as pessoas mais irritáveis.
Em estudo, casal podia espetar alfinete em boneco representando cônjuge.

Publicado no G1

Foto divulgada mostra boneco de vodu para 'todos os propósitos'; em estudo, casal podia espetar alfinete em boneco representando cônjuge (foto: AP Photo/Jo McCulty, Ohio State University)

Foto divulgada mostra boneco de vodu para ‘todos os propósitos’; em estudo, casal podia espetar alfinete em boneco representando cônjuge (foto: AP Photo/Jo McCulty, Ohio State University)

Uma barra de chocolate ou outro doce pode aplacar mais do que a fome. Pode prevenir também grandes brigas entre maridos e mulheres, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (14) na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Isso porque o nível baixo de açúcar no sangue pode tornar as pessoas irritáveis. De acordo com o pesquisador Brad Bushman, da Universidade do Estado de Ohio, esse fator pode deixar as pessoas em um estado que mistura raiva e fome.

“Precisamos de glicose para ter auto-controle”, diz Bushman, principal autor do estudo. “A raiva é a emoção que as pessoas mais têm dificuldade de controlar.”

Os pesquisadores avaliaram 107 casais por três semanas. A cada noite, eles mediam seus níveis de glicose no sangue e pediam para cada participante espetar alfinetes em um boneco de vodu representando o cônjuge. Isso indicava os níveis de agressividade.

Eles descobriram que, quanto mais baixos os níveis de açúcar no sangue, mais alfinetes eram espetados no boneco. As pessoas com os níveis mais baixos de glicose usaram o dobro de alfinetes em comparação àquelas com os níveis mais altos de glicose, de acordo com os pesquisadores.

O estudo também constatou que os cônjuges geralmente não estavam com raiva uns dos outros. Em cerca de 70% das vezes, as pessoas não espetavam nenhum alfinete no boneco, diz o co-autor do estudo, Richard Pond Jr, da Universidade da Carolina do Norte em Wilmington. A média de todo o estudo foi de um pouco mais de um alfinete por noite por pessoa.

Três pessoas colocaram todos os 51 alfinetes disponíveis de uma só vez – e uma pessoa fez isso duas vezes – segundo Pond. Segundo Bushman, há uma boa razão física para ligar o ato de comer às emoções: o cérebro, que representa apenas 2% de todo o peso corporal, consome 20% de nossas calorias.

Os pesquisadores dizem que comer uma barra de chocolate pode ser uma boa ideia se o casal está prestes a discutir um assunto delicado, mas que frutas e vegetais são uma estratégia melhor para manter os níveis de glicose a longo prazo.

Outras opiniões
Especialistas não envolvidos no estudo têm opiniões divergentes sobre a pesquisa. Chris Beedie, que ensina psicologia na Universidade Aberystwyth, no Reino Unido, disse pensar que o método do estudo é falho. Uma melhor estratégia seria dar aos participantes níveis altos de glicose em algumas ocasiões e nível baixo de glicose em outras, pra ver se isso faria alguma diferença na ocorrência de atos reais de agressão.

Mas Julie Schumacher, que estuda psicologia e violência doméstica na Universidade do Mississippi, afirma que o estudo foi bem planejado e que é razoável concluir que “níveis baixos de glicose podem ser um fator que contribui para a violência íntima entre parceiros”.

Ainda assim, tanto ela quanto Beedie acreditam que não é possível interpretar os resultados com os bonecos como indicadores de risco de agressão física contra o parceiro.

Uma curiosidade sobre o projeto é que Bushman recebeu uma ligação da companhia que administra seu cartão de crédito para ter certeza de que era ele mesmo que gastou US$ 5 mil para comprar mais de 200 bonecos de vodu.