Bruno Fernandes recebe visita do goleiro Fábio, do Cruzeiro

 

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Publicado em O Estado de Minas

“Uma visita apenas para falar de Deus”. Assim justificou o goleiro Fábio, do Cruzeiro, ao revelar que foi até a Penitenciária Nelson Hungria, na Grande BH, para visitar o ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte da ex-amante Eliza Samudio. O encontro aconteceu no último dia 14 e foi revelado pelo atleta celeste nesta terça-feira, em entrevista à rádio Itatiaia.

Membro da Igreja Batista Getsêmani, Fábio foi à penitenciária acompanhado do Pastor Jorge Linhares. Sobre o encontro com o antigo rival dos gramados, o arqueiro celeste disse que eles não falaram sobre esporte. “Fizemos orações e não falamos sobre futebol”. Ainda segundo Fábio, há muito tempo ele queria ter feito esta visita. Participou ainda do encontro uma mulher que trabalha na Nelson Hungria e que frequenta a mesma igreja do camisa 1 celeste.

Fábio também comentou sobre a expectativa do ex-goleiro sobre a decisão judicial que pode permitir a transferência dele para Montes Claros, no Norte de Minas, e o possível retorno aos gramados, já que Bruno assinou contrato de cinco anos com uma equipe do município. “Ele está tranquilo. Está bem e, principalmente, buscando a Deus”, revelou o goleiro do Cruzeiro.

Para o advogado do ex-atleta, Tiago Lemoir, a visitia de Fábio a Bruno foi um “encontro espiritual”. “Foi um momento de muita emoção, de fé, em que Fábio chegou a pedir perdão pelas vezes que julgou Bruno. Deus, a família e o trabalho são os três pilares que contribuem de forma fundamental na ressocialização do preso”, afirmou o advogado.

dica do Thiago Morais

 

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‘Tentei suicídio, mas Deus não permitiu’, diz goleiro Bruno a revista

foto: Alex de Jesus/ O Tempo/ AE
foto: Alex de Jesus/ O Tempo/ AE

Publicado no UOL

O goleiro Bruno Fernandes admitiu que tentou se matar na cadeia de Contagem, em Minas Gerais, onde cumpre pena de 22 anos pelo assassinato da modelo Eliza Samúdio. “Amarrei o lençol na ventana, que é alta, coloquei no pescoço e saltei”, disse o goleiro em entrevista à revista Placar.

“Mas a corda arrebentou e eu caí no chão. Foi Deus que não permitiu que eu me matasse”, detalhou o goleiro. Na entrevista, ele afirmou desejar voltar ao futebol.

No mês passado, ele assinou contrato com o clube Montes Claros, também de Minas, mas seus advogados ainda tentam conseguir uma liberação da Justiça para ele atuar.

Para voltar a jogar, ele teria que pedir para cumprir sua pena em regime semi-aberto, ou seja, quando o preso pode sair da cadeia para trabalhar.

Atualmente, o atleta está em regime fechado, quando não pode sair da penitenciária para nada.

Na entrevista à Placar, o jogador afirmou que sua vida na cadeia é difícil e que ele “paga um preço alto pela fama”.

Outro ponto tocado pelo jogador é sua situação financeira. Depois de ter convivido por anos com um alto padrão salarial, ele diz agora que terá viver com pouco dinheiro. Mas agora, de acordo com ele, sua conta bancária não vai lhe permitir ter uma vida confortável quando sair da prisão.

“Sobrou muito pouco do meu dinheiro”, disse ele, que também deu detalhes sobre seu cotidiano na prisão. “Já costurei bola aqui dentro. Tem muito jogador que gosta de colocar a culpa na bola. Mas agora eu conheço cada ponto da bola. Sei quando o cara está dando migué.”

A entrevista será publicada na próxima edição da Placar, que começa a circular em São Paulo e no Rio na terça-feira.

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O que um pastor foi fazer no Rock in Rio?

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Publicado por Hermes Fernandes

Depois de dois cultos para lá de especiais, antes da bênção apostólica anuncio ao povo que eu, meu filho e um grupo de pastores da Reina (Pr. Cecílio, meu irmão, Pr. Rodrigo e Pr. Bruno) estaríamos no último show do Rock in Rio, prestigiando a um irmão em Cristo, Nicko Mcbrain, baterista da maior banda de Heavy Metal do mundo, o Iron Maiden. Pedi que os irmãos orassem por nós, já que estaríamos expostos a todo tipo de críticas. Nem precisei me dar o trabalho de ficar explicando o que faríamos lá. Graças a Deus, os irmãos da Reina já estão acostumados comigo e sabem que eu seria incapaz de me esconder atrás de uma justificativa mentirosa.

Confesso que estava muito cansado. O domingo foi, como sempre, de muito trabalho pastoral. Todavia, eu não poderia deixar de aproveitar os ingressos que um grande amigo nos conseguiu de graça. Afinal, esperei quase trinta anos para assistir à banda responsável pela trilha sonora da minha juventude.

Assim que chegamos ao local do show, surpreendi-me com o clima familiar. Tratava-se de um encontro de gerações. Avôs, pais e filhos se reuniam para ouvir sua banda predileta. Alguém disse que o Iron não tem fãs, mas fiéis. Não é uma modinha passageira, mas algo que se passa de pai para filho. Não encontrei um clima devasso, como alguns poderiam supor. Havia quem se exacerbasse um pouco, bebendo além da medida. Mas não precisa estar num show de rock para assistir a isso.

Quando vi aquela multidão, o primeiro comentário que fiz ao meu amigo Pr. Bruno foi que pareciam ovelhas sem pastor. Antes de começar o show, perguntava-me a mim mesmo o que fazer para alcançar aquela gente com o evangelho. A primeira coisa que me ocorreu foi que precisaríamos remover de nossa abordagem todo tipo de caretice.

Enquanto transitava por entre a multidão, pensei: – Como posso estar aqui sem julgar quem quer que seja? Como posso enxergar-me como um deles, tão carente quanto qualquer outro da graça divina?

Das várias cenas que assisti, talvez a que mais me chamou a atenção foi a de um senhor cadeirante que não conseguia ficar parado durante as apresentações, fazendo manobras com sua cadeira de rodas, celebrando o fato de estar vivo.

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Resolvi, então, partilhar com meus amigos do facebook aquele momento tão importante para mim. Bastou que postasse duas fotos para que surgissem as mais inusitadas reações. Houve quem me acusasse de estar levando para o inferno todos que me seguem. Em pouco tempo, perdi vários seguidores (ao menos oito, num universo de cinco mil).

Alguém me perguntou se minha presença ali tinha objetivo evangelístico. Para muitos, esta seria a única razão que justificaria que um ministro do evangelho estivesse num show de rock. A verdade é que eu estava ali para me divertir ao lado do meu filho e dos meus companheiros de ministério. Curti cada canção do Iron. Foi como tomar um elixir da juventude.

Como me arrependo de ter quebrado todos os meus discos do Iron assim que ingressei no ministério. Que mal faz o legalismo! Mas pelo menos, minha esposa se libertou dos Menudos…rs

Tenho sérias dificuldades para entender as razões pelas quais alguns cristãos abominam o tipo de performance do Iron. Será que não percebem tratar-se de dramatização? Então, por que assistem a filmes de terror? Por que conceder licença poética ao cinema, ao teatro, aos livros, mas não à música?

A maioria sequer se deu o trabalho de examinar as letras bem trabalhadas da banda. Algumas falam de demônios, 666, mas sempre em tom irônico ou crítico. O Iron é uma das poucas bandas de rock que não fazem apologia às drogas e ao sexo livre. Bruce Dickinson , seu vocalista e principal compositor é professor de história e, nas horas vagas, piloto de avião.

Eu poderia ter levado folhetos evangelísticos para distribuir ali, mas será que funcionaria? Talvez eu pudesse usar isso como álibi ou mesmo para driblar minha consciência. Mas, sinceramente, seria inútil. Em momento algum minha consciência se viu violada.

Para mim, o ponto alto do show foi quando os Irons tocaram “I’m running free”. Ali estava a graça de Deus revelada numa canção de Heavy Metal. Ocorreu-me, imediatamente, a passagem em que Paulo declara: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou.”

Ao decidir escrever este post, pensei em apresentar razões teológicas para estar naquele show. Lembrei-me, por exemplo, de Mesaque, Sadraque e Abedenego que estavam presentes naquela convocação do rei, e ao ouvirem a música, não se prostraram diante daquela escultura. Apesar de ter sido uma convocação, Daniel parece não ter atendido. Ou então, teremos que admitir que ele se prostrou. Todavia, cheguei à conclusão que seria um desperdício de tempo tentar me justificar. Parafraseando Paulo, quem não iria a um show de rock, não julgue quem o faça, e quem foi, como eu, não julgue quem jamais iria. O que autentifica nossa fé não são os ambientes que frequentamos, mas o amor que revelamos em qualquer lugar.

Em pleno Rock in Rio, eu e meus pares não fizemos proselitismo, não exibimos camisetas com dizeres evangelísticos, mas buscamos encarnar o evangelho, amando cada pessoa, sem julgá-la ou enxergá-la de cima para baixo.

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“Musicalmente são bons, mas a mensagem é de satã”, diz fã sobre banda Ghost

Banda sueca Ghost B.C. se apresenta no Palco Mundo do Rock in Rio; vocalista interpreta o personagem Papa Emeritus II (foto: Fernando Maia/UOL)
Banda sueca Ghost B.C. se apresenta no Palco Mundo do Rock in Rio; vocalista interpreta o personagem Papa Emeritus II (foto: Fernando Maia/UOL)

Fabíola Ortiz, no UOL

A apresentação performática e repleta de provocações à igreja da banda sueca Ghost dividiu opiniões de católicos, ateus e protestantes nesta quinta-feira (19) no Rock in Rio. Em entrevista ao UOL, houve quem considerasse a postura da banda liderada por Papa Emeritus 2º apenas uma brincadeira, mas houve também quem a considerasse uma ofensa contra os católicos e a imagem da igreja.

“Eu me incomodo. [O vocalista] que passar a imagem de que tudo isso é uma brincadeira, mas acho um insulto para o católico. Uma vez , ele disse que o show é uma missa satânica. Musicalmente são bons, misturam canto gregoriano e rock metal, mas a mensagem é de satã”, criticou Rodiney da Silva, 42, que se declara protestante.

“É liberdade artística. As pessoas têm o direito de se incomodar, mas eu não me incomodo. Sou amante da liberdade”, disse Bruno Acioly. Eduardo Mendes, que se diz católico não praticante, concorda. “Desde que não seja uma brincadeira maldosa, eu só me incomodo se ele fizer de uma forma sarcástica.” Já Matheus Freire, de 21 anos, diz não aprovar o figurino do vocalista Papa Emeritus 2º, que reproduz características do chapéu, da túnica e do cetro usados pelos papas do Vaticano. “Acho uma ofensa. O cara está vestido de caveira com um chapéu papal. Acho que ele simplesmente quer mídia. O que bandas de rock fazem sem ser para aparecer hoje em dia?”, criticou o jovem.

Em meio a um público formado por uma grande maioria de homens, Juliana Vasconcelos, 26, ponderou que o que importa é o som. “O som é tão bom que ninguém se ofende. Sou católica praticante, mas não vejo maldade no que ele passa. Musicalmente a banda é boa, com uma bateria e a guitarra pesada. O pessoal não se liga muito na figura, mais no show”, destacou a roqueira.

Para Maurício Santana, 45, o mérito de Papa Emeritus 2º e seus asseclas no palco (os colegas músicos, que se autodenominam “ghouls”, algo como monstros ou mortos-vivos) está em mostrar “como é a realidade da vida”. “Todos querem ser santinhos e o mundo não é assim, eles passam o avesso”, opinou.

Com um visual obscuro e referências nada elogiosas à cultura cristã, o grupo sueco Ghost – ou Ghost BC, como é conhecido nos EUA – foi a segunda banda a subir ao Palco Mundo nesta quinta-feira (19), quarto dia de festival e o primeiro claramente dedicado ao heavy metal.

Apesar da temática sombria das músicas, o som é, curiosamente, menos pesado do que o de bandas de metal normalmente associadas com satanismo e afins. Os suecos misturam influências que vão desde o heavy metal clássico desenvolvido pelo Black Sabbath até o thrash metal atual, sempre com músicas marcadas por um tom macabro. Com apenas dois álbuns, a banda entrou para o circuito de festivais mundo afora como o Lollapalooza e o Coachella.

A verdadeira identidade do vocalista Papa Emertius 2º, assim como a dos demais integrantes da banda, nunca foi revelada.

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Grupo de surfistas quer extermínio de tubarões em PE: ‘tubarão na panela’

Moradores de Recife arrecadam dinheiro para caçar os animais em barcos pesqueiros. Autoridades afirmam que prática é irregular.

Publicado no G1tubarao3

No Posto 5, na praia de Boa Viagem, em Recife (PE), o surfe faz parte de um protesto polêmico. O motivo é que as águas estão cheias de tubarões e os surfistas sabem disso. Nas paredes do local, é possível ver pichações com os dizeres: “Tubarão na panela”.

O músico Raz Henrique é líder do movimento “surfe suicida”, em que os surfistas se jogam no mar mesmo sabendo que o local tem tubarões. “Mesmo sabendo do problema, eu quis tomar essa atitude para chamar a atenção do pessoal. As ações que sacodem a sociedade têm de ser drásticas”, diz.

Para os surfistas do grupo autointitulado P5, a solução seria exterminar todos os tubarões da área. “Assim como se a minha casa fosse invadida por ratos, eu vou ter que exterminar esse ratos”, diz o médico Arthur Tavares.

Outro grupo, denominado Pró Pesca arrecada dinheiro e vai, em barcos pesqueiros, atrás do que considera o ‘inimigo’. “A gente tem de primar pela segurança da população”, destaca o engenheiro de pesca Bruno Pantoja.

Pantoja conta que é imprevisível a quantidade de tubarões que se pode capturar. Imagens postadas na internet mostram alguns dos resultados da pesca promovida pelo grupo. A videorrepórter Bárbara Veiga embarcou com o grupo numa expedição. Veja no vídeo.

A atitude dos ativistas antitubarões é criticada por especialistas e autoridades. “A única maneira para resolver o problema seria fechar o porto de Suape, o que é obviamente inconcebível do ponto de vista socioeconômico. Aterrar todo o canal que existe em frente a Boa Viagem, o que é inconcebível do ponto de vista ambiental. Ou exterminar todos os tubarões-tigres que existem no Oceano Atlântico, o que é muito menos concebível ainda do ponto de vista da sustentabilidade ambiental”,  diz Fábio Hazin, ex-presidente da Comissão estadual de Monitoramento de Tubarões .

Mas quem caça tubarões pode ser multado e até preso. “Nós temos uma denúncia para o Ibama, uma para a Delegacia de Crimes Ambientais, Ministério Público e a coisa continua. Porque eu acho que eles convidarem você para fazer uma expedição de caça um absurdo”, destaca Rosangela Lessa, presidente da Comissão estadual de Monitoramento de Tubarões.

dica do Sidnei Carvalho de Souza

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